Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Costura Musicada - Felicidade (Marcelo Jeneci e Laura Lavieri)



Nesta segunda-feira a Costura Musicada é Felicidade de Marcelo Jeneci*, cantor, compositor e multi-instrumentista, nascido em São Paulo e é um dos grandes nomes da nova geração de compositores brasileiro. Na costura musicada de hoje, junto com Jeneci, temos a participação da jovem e bela cantora Laura Lavieri**, de 23 anos, com sua voz encantadora que dá um tom especial às canções de Jeneci. Destaco que Marcelo Jeneci me foi apresentado por Chiara Campos, uma grande cúmplice e que desde esta apresentação o inclui na minha lista de Costuras Musicadas. 

Sobre a Costura Musicada: Felicidade. Inicialmente fiquei na dúvida qual das canções de Jeneci postaria hoje, pois só uma coisa eu tinha certeza, seria uma das canções do Jeneci. Afinal, ele faz parte de meu repertório de Costuras Musicadas que me fazem viajar, além de ter ido ao Show dele neste final de semana. 
Postar Felicidade, foi uma escolha árdua, queria postar outras como Dar-te-ei, Pra sonhar, Por que nós?, Pense duas vezes antes de me esquecer, enfim, o álbum inteiro é muito bom daí a grande dúvida sobre qual canção postar. Felicidade, ganhou, por trazer elementos que estes dias tenho me debruçado: o valor que damos à nossa vida, a importância dada às coisas que não voltam mais, pois o importante é sabermos o que faremos de agora pra frente. 
O que faremos para que nossa vida seja melhor, mesmo que por algum motivo, em certos momentos, sintamos nossa face molhar? Chorar faz parte, mas sorrir também e depois, como gesto de que tudo passa, "dançar, na chuva quando a chuva vem". Pois, acredito que é "melhor viver meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você". E assim poderemos "rir sem perceber" e que "felicidade é só questão de ser". 
Algo que também me fez postar esta canção foi o que o Jeneci canta em sua Costura Musicada: Borboleta, na qual diz que: "Música é que nem borboleta, ela voa pra onde quer, ela pousa em quem quiser [..]Se traveste na voz de alguém, quando entra dentro da cabeça [...] Te invade, te assalta e te faz refém [...] Às vezes ela é como um ladrão ou como um convidado trapalhão. Depois que entra não quer mais sair, quer repetir, repetir, repetir". Desde o show o retalho: "Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem", não saiu da minha cabeça e me fez refém. 
Quem não conhece Jeneci deixo aqui o link de seu site onde poderá ouvir todas as costura musicadas do álbum: Feito pra acabar. (É só clicar no nome do álbum)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A poesia acontece


A poesia é viva no cotidiano das pessoas e o poeta é um assassino que a traduz em palavras sem vida.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Costura Musicada - Traumas (Los Hermanos)



Traumas de Roberto Carlos, é a Costura Musicada desta segunda-feira, interpretada pela Banda Los Hermanos. Roberto Carlos, autor desta canção, dispensa apresentações, mas devo deixar registrado que sou profundo admirador de suas costuras musicadas, e de como ele as costura com maestria, talvez tenha herdado o dom de sua mãe, que assim como a minha, fora costureira.

Já a Banda que interpreta costura musicada de hoje, Los Hermanos, é um grupo que tivemos o prazer ver seu retorno aos trabalhos este ano de 2012, após 5 anos de recesso enquanto grupo, período no qual, alguns dos integrantes da banda puderam dedicar-se em seus projetos pessoais. Os dois vocalistas da banda lançaram, no ano de 2008, seus respectivos trabalhos durante o hiato da banda. Camelo lançou seu disco de inéditas, chamado Sou e outro depois chamado Toque Dela e Amarante se juntou a Fabrizio Moretti, baterista da novaiorquina The Strokes para lançar o projeto Little Joy.

Mesmo em recesso, a banda realizou duas apresentações no festival Just a Fest, nos dias 20 e 22 de março de 2009, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente. Nos shows, abriu junto com a banda alemã Kraftwerk para a banda inglesa Radiohead. Em 2010, a banda deu início a uma mini-turnê pelo nordeste. No mês de Outubro a banda tocou no festival SWU, realizado no interior de São Paulo. Apesar dessa pequena quebra no hiato, nenhuma notícia sobre álbum novo foi confirmada, até a confirmação de uma grande turnê de retorno que aconteceu no primeiro semestre deste ano e foi um presnte para os fãs da banda.

Sobre a Costura Musicada: Traumas. A Costura Musicada de hoje, tem um valor especial para mim, ontem foi dia dos pais e eu não falei com o meu, deixei para ligar depois e depois não pude, pois quando fui pegar o celular para ligar para ele, percebi que tinha esquecido na casa de uma das minhas famílias aqui em Minas Gerais, da qual voltei mais cedo para dar continuidade a costura de meu pai, que iniciei há dois anos, pois hoje, 13 de agosto, este homem que tanto amo, faz aniversário. E ao retomar a costura que iniciei  para homenagear meu pai, busquei ouvir a mesma canção que ouvia quando iniciei tal costura, que nada me ajudou, pois a medida que a ouvia fui lembrando essa figura que tanto amo e admiro, me enchi da saudade que aflora e faz meu corpo tremer de frio e este sentimento me travou a capacidade de transcrever o que sinto por meu pai. Por estar longe de casa, ontem, dia dos pais e hoje, dia do meu pai, não pude e não posso sentir seu cheiro, sentir seu abraço e dizer-lhe o quanto o amo, olhando nos olhos. Assim, para homenageá-lo, mesmo que distante, posto esta Costura Musicada que me faz lembrar dos momentos que pude estar ao lado do meu pai.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Costura Musicada - Meu jardim (Vander Lee)




Sexta-feira chegou e hoje é dia de Costura Musicada. E o compositor e cantor de hoje é Vander Lee, como é conhecido artisticamente, tendo como nome de registro Vanderli Catarina. Vander Lee compõe a lista de grandes artística desta terra que me acolheu (Minas Gerais), e compõe a lista da nova geração da MPB, nasceu em Belo Horizonte, aos 3 dias do mês de março.
Foi nos bares da vida, como já cantou Milton Nascimento, que Vander Lee começou sua carreira. Isso em meados de 1980 e foi em 1986 que gravou sua primeira fita demo (composta de 4 músicas) e no ano seguinte já fazia shows com repertório próprio.
Suas costuras musicadas compõe um mosaico musical, de tão variados estilos, que vão desde o romântico, passando pelo samba até a balada e o que podemos chamar de rock mineiro. Identifico-me muito com suas composições, pois falam das coisas do dia-a-dia, das coisas que gosto de costurar, e sempre expondo seu lado romântico e com valorização do amor.  É possível que muitos não conheçam Vander Lee ou mesmo o tenha escutado, mas chego a duvidar que nunca tenha escutado alguma de suas belas costuras musicadas. Ele já gravou com grandes nomes da MPB, tais como: Zeca Baleiro, Elza Soares, Rita Ribeiro, Emilinha Borba, Leila Pinheiro e Nando Reis. Maria Bethânia e Gal Costa já gravaram canções suas; Bethânia gravou “Estrelas” e Gal gravou a bela costura musicada “Onde Deus possa me ouvir”. Fico por aqui com as informações sobre nosso cantor e compositor de hoje, e deixo aqui minha recomendação de que ouçam Vander Lee.

Sobre a Costura Musicada: Meu Jardim. Esta canção me remonta um tema que gosto muito: Revisão de Vida, prática que aprendi na Pastoral da Juventude e hoje é um dos elementos que trabalhado quando ministro formação sobre Projeto Pessoal de Vida. Meu Jardim, nos fala, através de uma bela melodia e construção poética da importância dessa parada que devemos ter em nossa vida. Na correria do dia-a-dia tendemos não conseguir parar e rever como estamos levando nossa vida. E, hoje, trago esta costura musicada de Vander Lee, pois ela sempre me provoca esse sentimento de parada e revisão de meu projeto de vida, me faz olhar com cuidado para as minhas opções na vida, aquilo que projetei para mim. Acredito que esta canção possa te ajudar, assim como me ajuda, a refletir sobre como estás conduzindo tua vida, ou até mesmo se a está conduzindo ou se estás deixando a vida te levar. Parar é preciso. É preciso limpar aquilo que se acumulou e já não nos ajuda mais seguir em frente. Assim como os jardineiros limpam as sujeiras que ofuscam a beleza dos jardins, precisamos retirar as sujeiras que tiram a beleza de nosso jeito de viver, pois só assim conseguiremos reescrever nosso caminho e ter um projeto de vida que torne nosso modo de viver mais belo e feliz. E não podemos esquecer que nunca é tarde para recomeçar, sejamos os jardineiros de nossa vida, cuidemos da gente como os jardineiros cuidam de cada detalhe do seu jardim.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Junto posso mais


Por vezes, ao pensar o que muitos dizem sobre relacionamento, sobretudo a ideia que nos impõe que temos uma pessoa certa para nós me perco em meus pensamentos ao tentar compreender as ideias correntes sobre esse tema. Tema tão recorrentes e tão difícil, por muitos, de ser administrada. Se é que seja possível, nas dimensões que essa questão é posta que isso aconteça. Penso sobre essa coisa de existir alguém que ainda vamos encontrar e que nos completará e fico a me perguntar: como posso ser metade, se me sinto tão inteiro? Como posso ser completado se não sinto que algo me falta? Seria muita crueldade viver uma vida inteira pela metade se não encontrarmos essa suposta metade que está em um outro, em algum lugar que sabe-se lá se a geografia nos favorecerá.  Afinal, nunca sabemos se vamos encontrar essa nossa metade que está além de nós. E surgem outras questões: as pessoas que vivem sós, seriam pessoas pela metade? Ou seriam seres trasncendentais, completos por essência? Não, creio que nossa visão de incompletude, de busca pela cara-metade esteja equivocada e muitas vezes chega beirar a insanidade. 
E sobre os relacionamentos e nossa vivência neste mundo de experimentação, nos falta compreender o sentido de nossa busca por companhia, que não é uma busca por preencher o que falta em nós, pois somos seres inteiros, completos. Mas sim, a busca por aquilo que desejamos para além de nós, uma vez que somos essencialmente seres de convivência e partilha. Por isso, digo que o que eu busco não é complemento para o inteiro que eu supostamente deveria ser, ou mesmo que os outros acreditam não ser possível ser. Busco expansão daquilo que acredito que deva ser espalhado pelo mundo, busco expansão da minha procura pela felicidade, busco o contagio do riso na vida de todas as pessoas, busco uma vida de harmonia entre os seres e a propagação das minhas mil razões para viver e que percebi que só junto poderei realizar. Pois, junto posso muito mais do que poderia sozinho.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Costura Encadernada - Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)


Terça-feira é dia de Costura Encadernada, e a costura encadernada de hoje é Sentimento do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade. Ganhei esta costura em 2002 de um grande cúmplice, Charles Paiva, ano em que Drummond completaria seu centenário de vida, se não tivesse falecido em 1987, dois meses antes de completar seus 85 anos, e esse mês de agosto completam-se 25 anos sem a presença de Drummond entre nós. Em 2002, em homenagem ao centenário de nascimento de Drummond, Charles e Eu montamos uma apresentação com seus poemas que teve como balizador a costura encadernada de hoje: Sentimento do Mundo, de onde tiramos as costuras que recitávamos e que me renderam muitas histórias para contar de minhas atuações nos palcos e foram os mais diversos. Foi neste ano que cheguei a Belo Horizonte e que tive maior conhecimento deste grande costureiro que foi Drummond, o mais estudado e lido poeta brasileiro e foi um dos maiores poetas brasileiros. Ele se tornou grande referência para mim, seus poemas e sua história. Por vezes me pego usando trechos de suas costuras como bordões, entre eles está, uma paráfrase: “estou quieto no meu canto, sem amar”, do original que é: “Fique quieto no seu canto. Não ame”.

Sobre a Costura Encadernada: O Sentimento do Mundo traz o frescor e o impacto do "vento revolucionário" que sopra da vasta e imprescindível obra de Carlos Drummond de Andrade. Nesta Costura Encadernada está contida os mais famosos e arrebatadores poemas: Poema de Sete Faces, No meio do caminho, Quadrilha; e poemas menos conhecidos, mas igualmente antológicos como Poema do Jornal ou Poema da Purificação; e ainda destaco outros que me rendem momentos de reflexão: Toada do Amor, Poema que Aconteceu, Poesia, Cota Zero, Não se Mate, Segredo, Congresso Internacional do Medo e Mãos Dadas, destes últimos, apenas o Congresso Internacional do medo não fez parte de nosso repertório de recitação. Esta costura encadernada (Sentimento do Mundo) foi a terceira de poemas de Carlos Drummond de Andrade a ser publicada (1940), escrito após Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934). Drummond, mostra nessa costura sua faceta mais madura e atenta às fragilidades e angústias humanas.

Em Sentimento do mundo, o poeta revela sua preocupação com as transformações de um mundo ameaçado pelo Nazismo e pela Segunda Guerra Mundial e fragilizado pela ditadura varguista. Dessa observação atenta das tensões cotidianas, surge uma acidez que revela um poeta inquieto de seu tempo, mas sem perder a delicadeza com que se expressa desde seus primeiros versos, nos quais sobressai uma visão lúcida e mais subjetiva da realidade. O crítico Silviano Santiago vê em Sentimento do Mundo uma visão de mundo "sombria e pessimista (...) que se justapõe à esperança da revolução e da utopia”. Deste cruzamento entre o "eu" e o mundo, surge uma poesia mais compromissada e um poeta mais consciente diante de importantes questões humanas e das complexas relações que o homem trava com seu tempo, em uma linguagem seca e precisa. Em fim, costura encadernada mais que recomendada.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Costura Musicada - Descobrimos Nós Dois (Daniel Chaudon)



Segunda-feira, dia de costura musicada, e hoje, nossa costura musicada é de Daniel Chaudon*, cantor e compositor brasiliense, com sua voz de timbre marcante, emocionante é mais uma das belas vozes revelação da música popular brasileira, e lançou recentemente seu CD de estreia, “Me conta uma música”, composto por 14 canções, na sua maioria inéditas. Quem não o conhece vale a pena parar e ouvir suas canções, no LetrasMus é possível ouvir uma lista de vinte e duas canções do compositor da costura musicada de hoje (Daniel Chaudon), a maioria com vídeos do cantor. Na Costura Musicada de hoje, Descobrimos Nós Dois, cantando com Daniel Chaudon está Tais Alvarenga, cantora e também compositora, que junto a Daniel Chaudon, faz parte do Projeto Sarau - recém-lançado pela Universal Music – projeto coletivo que apresenta o talento de sete jovens artistas brasileiros, são apresentados sete 'novos talentos da MPB' como está apregoado na capa do projeto. E Tais Alvarenga é a única voz feminina do projeto. Os outros cinco que fazem parte do Sarau são: Gugu Peixoto, João Guarizo, Toni Ferreira e a dupla formada por Aureo Gandur e Fred Sommer. Cada artista defende duas músicas - baladas, em sua maioria.

Sobre a Costura Musicada: Descobrimos Nós Dois: amores secretos, mas sempre evidentes, nas expressões, no olhar, nas manifestações e nos gestos inegáveis de quem ama. O medo muitas vezes nos impede de sair correndo e se entregar na vivência do amor que sentimos, o medo do inesperado, a incerteza do que está por vir que nos prende ao passado e nos faz não seguir em frente. Mas, amar é não temer e seguir, seguir rumo ao aconchego de quem amamos e nos ama, há quem ofereça amor, carinho, atenção, mas é preciso ser acolhido, e será maravilhoso se o coração que o receba seja aquele que provocou tal sentimento. Amor assim, recíproco e belo, causa estranheza e, é possível que surjam boatos querendo impedir que o amor aconteça, ou melhor, que a vivência desse amor partilhada perdure entre os dois. No tempo de espera por viver junto de quem se ama, poesias canções que falam de saudade, futuro, dor preenchem o vazio causado pela distância, mas sempre existirá, no coração amante, a esperança que o sorriso prevalecerá. Ao descobrirmos nós dois, logo soubemos que nossos risos iriam se juntar.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Costura Musicada - Noites com Sol (Flávio Venturini)


Antes de qualquer coisa, eu devo pedir desculpas por ficar tanto tempo sem apresentar minhas costuras. Hoje, completaria duas semanas sem postagens neste atelier. E, devo informar que não foi por falta do que postar, nem descaso, e sim os compromissos com outras frentes que me tomaram o tempo e aqui ficou sem minha atenção, mas estou de volta e espero corresponder com a devido atenção a este precioso espaço. 


E hoje é sexta-feira, dia de Costura Musicada, e aproveito para apresentar a Costura Musicada que deveria ter postado na segunda-feira, que também é dia de canção.

Trago a bela costura musicada: Noites com sol, de Flávio Venturine*, compositor e cantor revelado pelo Movimento do Clube da Esquina e que nos presenteou com belas Costuras Musicadas. Conheci esta canção através da voz de Marco Monteiro (cantor paraense). Mas, de acordo como está se formatando nas postagens das Costuras Musicadas, aqui colocamos apenas uma breve apresentação dos compositores e abaixo da quebra de texto (no mais informações), apresentamos algo mais aprofundado. E, cantando junto com Flávio Venturine, está Marina Machado**, também, belorizontina, e é mais uma das belas vozes que compõem a lista de revelações da nova geração da música brasileira.

Sobre a costura musicada: Noites com solesta canção sempre teve um encanto diferente sobre mim, sou apaixonado pela noite e esta canção, assim como as noites, é carregada de mistério. Noite com sol! Impossível? Miragem? Milagre? Talvez, se não acreditássemos no amor. Quem acredita no amor é capaz de saber que não são miragens as noites com sol, além de entender a linguagem que não é verbalizada. E, viver uma noite com sol é algo inesquecível, é um momento mágico. Mais belo ainda é ver o sol adormecer sobre seu peito e te trazer a luz por tanto tempo esperada para te tirar do breu.  Nas noites em que estiver tão só, deixe o sol entrar, então verás que, de fato, as noites com sol são mais belas e que a vivência do amor é que torna certas canções eternas. Por hoje é só, e semana que vem teremos mais.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Uma micro costura para o dia do Amigo

Sinta-se representado nas tampinhas, mas não me pergunte quantas são, pois não sei, assim como não sei quant@s amig@s estão em meu coração.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

De a-braços dados


Uma Costura Viva: e se é viva... Vive!


Boa Tarde Pejoteiros. Evoé, axé e aleluia!!
Oi gentes! Alguém responde no plural
Para contemplar a diversidade do local
Boa tarde! - Lá do fundo se ouve alguém responder
Beijos do Mundo de cá, alguém reafirma o seu lugar
Opa, opa povo, alguém quer saber o que é
Com sorriso largo, alguém faz questão de esclarecer
É que o mundo de cá se esbarra em abraços por esses mundos de lá
E para certificar que tudo deve seguir como está
Anuncia-se a geografia de onde se deve estar
Sempre! É o grito de que o desejo de estar junto deve permanecer
Sem fronteiras que separem o mundo lá do mundo de cá
Pois, os abraços costumam ser o melhor lugar para se estar
Para os a-braços sempre uma mão que se estende
Mão que ama e protege, que firma e afirma, que dá carinho e dengo
E há braços, abraços que acolhem, que se despedem, que aconchegam e que protegem
De mãos dadas na luta abraçada e nos braços as bandeiras levantadas
E juntos veremos cada lutador e construtor da Civilização do AMOR,
Na mente um sonho, no peito a decisão de seguirem sempre em união
Sem a dúvida, sem o medo da força ou do fuzil
Para os a(braços) os muitos braços de pejoteiros e pejoteiras de cada canto do Brasil


(Costura elaborada em mutirão pelos Amigos/as das PJ's  e sistematizada pelo Pescador - participação especial: Aline Ogliari, Dominique Faislon, Edina Linda, Gisele Carmos, Pâmela Cervelin Grassi, Rodrigo Szymanski)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Costura Encadernada - Eu sei que vou te amar (Arnaldo Jabor)


Hoje é terça-feira, dia de Costura Encadernada, e a costura encadernada desta semana é Eu sei que vou te amar de Arnaldo Jabor*, nesta costura Jabor nos apresenta a história de um casal que se reencontra depois da separação. E podemos nos perguntar: "O que manifestar e, principalmente, que deve ser mantido na intimidade de nosso coração? O que deve ser dito e o que deve ser silenciado?" 
Esta costura encadernada nos apresenta, o embate travado entre um casal recem separados após seis anos de vida conjugal, tendo como local da discussão o lugar que fora de sua intimidade, o seu apartamento. Nesta costura, podemos mergulhar, nos diálogos, pemeados de constante tensão, crueldade e paixão, na qual seus embates oscilam entre gentis mentiras e verdades duras de serem ouvidas. 
Permeados pela história dos dois, o que se vivia, o que se achava viver envolve na leitura dessa costura. E para mim fica uma indagação: "o desejo e o sentimento anunciado e o que de fato se sente conseguirão caminhar juntos, sem os abismos que os separam?" Este é um diálogo de amor com tudo que isso encerra, paixão, ciúme, medo, insegurança, dores e as revelações dos ressentimentos e mágoas da história "comum" de um casal. Enfim, esta costura é uma típica discussão de relação (DRs) entre os casais, sempre singulares, mas sempre iguais. E o que se percebe nesta leitura é a constante busca por resposta sobre o que de fato se sente.
*Arnaldo Jabor - clique em mais informações

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Costura Musicada - Prece de pescador (Mariene Catro)

Trazemos nesta segunda-feira, a Costura Musicada Prece de Pescador, de Mariene Castro*, sambista baiana que inicialmente, queria ser bailariana. E ainda criança despertou seu interesse pela música, fruto de seu seio familiar, no qual todos já tinham envolvimento com a música, e é ela mesmo quem diz: "Na minha casa todo mundo cantava ou tocava algum instrumento". Mariene é abençoada com uma das mais belas vozes da música brasileira que já ouvi, e isso a coloca em lista de Costuras Musicadas que mais ouço, com seu timbre de voz raro, o contralto, ela sempre me encanta com suas belas Costuras Musicadas, com ela é possível voar alto.

Sobre a costura musicada: Prece de Pescador - O amor sentido pelo pescador é inspiração, e suas preces são atendidas pela senhora das candeias, mãe dos Orixás, protedora dos mares e dos pescadores, que a devotam, que se entregam aos seus cuidados quando estão no mar. Por isso, ao pedir que se transforme o amor que sentimos em prece de pescador, é manifestar o desejo de que a Senhora das Candeias olhe para nosso sentimento como olha para os sentimentos de seus protegidos, os pescadores que tem suas preces sempre atentida por mamãe Sereia.

*Mariene Castro - clique em Mais informações

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O saber oculto


Costura Musicada - Por que você não vem morar comigo – Chico César




Como anunciado na segunda-feira, trazemos mais uma costura musicada para fechar nosso ciclo de publicações semanal. Nesta sexta-feira, apresentamos a costura musicada: Por que você não vem morar comigo de Chico César*, cantor consagrado e comprometido com as causas sociais, ele é mais um cantor que me proporciona viajar na imaginação embalado por suas belas canções, suas belas costuras musicalizads.
Sobre a costura musicada Por que você não vem morar comigo: Canção de reencontro de despedida, que torna incerto a certeza de que um talvez pode ser o medo de dizer sim. Em que a dúvida, nada mais é do que o desejo de que tudo possa ser uma mentira e assim não termos que sair do comodo sempre que estamos habituados a viver e, arriscar seria duro demais, e por fim, permanecermos numa eterna e cruel dúvida. Teria dado certo?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Nosso Romance

Na minha biblioteca só falta um romance: 
a nossa história de amor.

Costura Encadernada - Amor Líquido (Bauman, Zygmunt)

O Costuras & Pescarias, nesta semana, apresenta a Costura Encadernada: Amor Líquido de  Zygmunt Bauman *, 

Nesta Costura Encadernada, Bauman, apresenta que a modernidade líquida em que vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos, um amor líquido. Ele investiga de que forma as relações tornam-se cada vez mais 'flexíveis', gerando níveis de insegurança sempre maiores. A prioridade a relacionamentos em 'redes', as quais podem ser tecidas ou desmanchadas com igual facilidade - e freqüentemente sem que isso envolva nenhum contato além do virtual -, faz com que não saibamos mais manter laços a longo prazo. Mais que uma mera e triste constatação, esse livro é um alerta - não apenas as relações amorosas e os vínculos familiares são afetados, mas também a capacidade de tratar um estranho com humanidade é prejudicada.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Costura Musicada - Dois (Tiê)


O Costuras & Pescarias, para nos inspirar durante esta semana, nesta segunda-feira, apresenta a costura musicada Dois de Tiê*, esta cantora faz parte da minha lista de cantoras que me fazem viajar com suas canções, com suas belas costuras musicadas e abrilhantadas com sua bela e encantante voz. Na sexta-feira traremos outra costura musicada.
Sobre a costura musicada Dois - Os encontros acontecem e os encantos também. Pode ser que nos encantemos por alguém que nunca encontramos e pode ser que nos encontremos com quem nunca nos encantaremos. Mas, existirão os encontros encanto e encantados, que quem canta são os sinos nos anunciando para ficarmos mais atentos. As esquinas comuns, podem ser um barco, as docas, uma parque, ou simplesmente um espaço virtual onde muitos encontros acontecem e encantos também.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Costura Musicada - Patience (Guns N' Roses)



Certos sentimentos são partilhados por tanta gente que parece até que são os deuses brincando com a gente. Esta canção me leva longe, me faz viajar, me faz sonhar e pensar que é possível. É possível que o amor que sinto seja aceito por quem amo. Que meu sonho de vivermos juntos não está longe de tornar-se realidade. Mesmo sabendo que é preciso que eu tenha um pouco de paciência. Arte que aprendi a cultivar cada vez mais em meu coração, em mim. Te aguardo o tempo que for preciso meu amor.
Music video by Guns N' Roses performing Patience. (C) 1989 Guns N' Roses 

Paciência Guns N' Roses (Tradução)


Um, dois, um, dois, três, quatro


Derramei uma lágrima porque estou sentindo sua falta
Ainda me sinto bem o suficiente para sorrir
Garota, eu penso em você todos os dias agora
Houve um tempo que eu não tinha certeza
Mas você acalmou minha mente
Não há duvida, você está em meu coração agora

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Os elementos mágicos


Hoje, sonhei com o castelo de Merlim, nele encontrei um antigo livro que contava uma história sem fim, contava a história de um menino que vivia em um belo mundo de fantasia.
Ao iniciar a leitura, tijolos amarelos, indicavam um grande portal, por onde consegui observar esse mundo através de um olho (um orifício de vidro) que ficava no meio deste grande portal.
Tudo era muito belo, parecia uma pintura, um quadro, só estranhei aqueles cinco feijões que tinham uma luminosidade hipnotizante.
O menino calçava um sapato, que hora, lembrava os tons dos sapatos de Dorote, hora era cristalino como os de Cinderela.
Na mão, segurava um bastão, e sempre o deixava de lado, quando pegava um cubo colorido para brincar, sobre um tapete que flutuava.
Ao melhor observar, percebi que tudo era reflexo que eu via através de um espelho supenso por um balão.
Tudo era reflexo de um belo Teatro Mágico.

sábado, 26 de maio de 2012

Sem amor não é possível perdoar...

Hoje, seguia de volta para casa, após mais um dia de labuta, quando me deparei com um homem, com um semblante questionador, gesticulava fazendo desenhos no ar, eu pude perceber que também falava sozinho, de longe pareceu mais um caso de insanidade mental. E eu, aguçado por uma curiosidade irônica, pois gosto de reproduzir/recontar essas situações, que, para mim, costumam ser hilárias, então me aproximei para tentar compreender melhor o que observava a distância, talvez compreendesse o motivo de gesticulações e falas tão veementes, foi quando ouvi o que ele dizia e o fazia gesticular tanto:

- Pois é, já sou um homem, maduro para muitas coisas, cheio de experiências, supostamente resolvido amorosamente, estudioso e até de certa forma conhecedor das coisas do coração. Mas, as coisas não são bem assim. E, se tem uma coisa que eu acredito é no amor, e o amor, para mim, é belo. Ele nos impulsiona a ir adiante, a enfrentar os medos, a perdoar quantas vezes sejam necessárias. Isso, para mim, é amor, e é o mais puro amor. Mas, se ao fazer isso não nos sentirmos bem, algo está errado, ou não sentimos amor ou ainda não conseguimos compreender o que seja o amor. E, estamos confundindo outro sentimento com aquilo que achamos ser amor.

- E só nós temos a capacidade de descobrir o verdadeiro amor, mas só será possível quando tivermos coragem de enfrentar e desconstruir tudo aquilo que achávamos ser o amor verdadeiro. E, enquanto preservarmos sentimentos que não são compatíveis com o amor, este nunca despertará em nosso coração, pois ele está lá, sempre esteve, mas está recoberto por sentimentos que o impedem de vir à tona. Contudo, esse amor é mais forte do que qualquer coisa e, muitas vezes, escapa um pouco dele e nos surpreende. Ao escapar e nos mostrar alguém especial e nos fazer ficar encantados. Mas, por estar ainda recoberto por tantos sentimentos incompatíveis com ele (o amor verdadeiro), se não dermos conta de superar os outros sentimos, o amor que temos não bastará, não será suficiente, pois sem esse amor puro (verdadeiro), não saberemos entre tantas coisas: perdoar.

Foi assim que fui surpreendido por uma reflexão profunda e nada neurastênica, muito sã e mais que isso, contagiante. Talvez, fosse mais um poeta errante ou mais um romântico, essa espécie rara de humano, mas de certeza um verdadeiro sabedor do que é amar, do que seja o verdadeiro amor. E eu que só pensava em ir para casa e descansar, ao ouvir aquele sábio das ruas (que só queria ter a chance de falar de seu sentimento e ser ouvido, mesmo que fosse ao vento, e desta forma deixar que suas belas palavras viajassem pelo ar), fui profundamente contagiado por sua bela e profunda reflexão e esqueci o cansaço que antes me dominava. Então me pus a pensar: “será que sei amar? Perdoei verdadeiramente quem eu sempre disse amar? O que digo sentir é um amor verdadeiro? Tenho dado a devida importância ao amor ou tenho dado mais importância aos outros sentimentos que camuflam este tão belo sentimento?” Foi preenchido destes questionamentos que me fizeram esquecer meu cansaço que voltei para casa.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

A Física Sentimental

Já faz um tempo que desejo costurar sobre a relação da física ou mesmo da química com os sentimentos humanos, sobretudo, o que chamamos de amor, afinal, sempre ouço as pessoas dizerem: “não rolou química”, “eles tem uma química”, “foi atração fatal”, “não sei, mas nossos corpos se atraem”. O desejo de costurar sobre a física e a química e sua relação com os sentimentos humanos já me acompanham por bastante tempo, e diante deste desejo e dessas falas e tantas outras, iniciei uma costura que deixei entre os acervos de costuras inacabadas do pescador, por não conseguir torná-la uma costura digna de ser apreciada ou mesmo exposta.
Mas, tal costura inacabada que agora exponho limitou-se em alinhavar a relação dos sentimentos humanos e a física, a relação entre estes sentimentos e a química ficará para outro momento, mesmo que seja como esta, uma costura inacabada. E mesmo que inacabada, resolvi postar tal início de costura. Pois, talvez, outros e outras me ajudem a tornar esta costura inacabada em uma bela costura rebuscada e digna de ser apreciada. Mais do que o desejo de costurar sobre tal tema, os últimos dias tem me apresentados desejos e sentimentos que despertam em mim uma necessidade de desenrolar e apresentar as primeiras linhas desta obra, na espera das outras que a aprimorarão. Pois, me vi em uma encruzilhada em que todos os caminham parecem ter um único destino: o sorriso e colo de quem amo.
A Física Sentimental (Do acervo de costuras inacabadas do pescador)
O destino e suas ironias. Quando eu me afasto é aí que eu me aproximo. Quando eu fujo, eu te encontro. É a lei da ação e reação, na qual suas ações geram reações opostas na mesma proporção às ações que você realizou. Você recebe de volta com força igual e oposta todas as suas ações, isso na física é conhecido como reação. É a terceira lei de Newton... Ainda bem que o Sir Isaac Newton foi físico e não poeta. Assusta-me imaginar suas teorias sobre os sentimentos humanos, sobre as relações afetivas que por mais que tenhamos o desejo de evitá-las, por medo das desilusões ou mesmo do sofrimento, no menor descuido, num piscar de olhos, já estamos imersos num mar de sentimos que não sabemos como se instalou em nós. Ao que se refere aos sentimentos humanos, a terceira lei de Newton se aplica integralmente. Seja o sentimento que for ela se aplica. Não precisamos pensar muito para lembrarmos os efeitos desta lei sobre nós. E você, lembra algum momento em que experimentou a física sentimental? Deixe aqui o seu retalho.


terça-feira, 3 de abril de 2012

O post é a voz que vos libertará


E o final de semana foi de cerceamento. Em Divinópolis, no Evento a Rua do Rock, durante o Show do Grupo O Teatro Mágico presenciei uma fraude ao que se refere o acesso a cultura por parte da administração pública, que impediu que os fãs da Trup se aproximassem do palco do show, ao colocar grades que compreendiam toda a extensão deste, com a justificativa que tal separação era para garantir um espaço “seguro” para que idosos, lactantes, cadeirantes e crianças pudessem assistir ao show com a devida segurança que estes públicos merecem. Mas, o que menos se viu lá foi tal público, e o espaço pareceu mais uma Área Vip para os queridinhos do Prefeito, pareceu mais um show particular para alguns privilegiados da administração pública municipal. E como são tão “bonzinhos”, permitiram que outras pessoas, todos eleitores ou filhos de, tivessem acesso ao show financiado com a verba pública que nós ajudamos a bancar com o pagamento dos diversos tributos e impostos, desde que fosse do lado de fora, fora da Área Vip, atrás do cercado que protegia alguns privilegiados que não podem se misturar com o povo, povo este que deveria ser a razão das ações de qualquer administração pública.
Em Belo Horizonte, na 3ª Jornada Arquidiocesana da Juventude (JAJ), vi a contradição encarnada, de uma Igreja que diz acreditar e precisar da Juventude. Ao emsmo tempo em que afirma isso em seu discurso, impede a aproximação dos jovens à mesa do banquete, que segundo a tradição católica é para todos que acreditam no Senhor e professam sua fé n'Ele. A JAJ é um evento promovido para a juventude e deve ter o rosto juvenil e o que se viu, neste domingo, foi o oposto, uma celebração que pareceu réplica das celebrações na praça do vaticano, em que apenas o corpo eclesial tem acesso ao altar do Senhos e o povo somente é permito "assistir" de longe. No local de chegada da caminhada da JAJ, quando os jovens chegaram encontraram um cercado que os impediam de celebrar próximo ao altar do Senhor. Nem mesmo os jovens que vieram carregando a cruz durante a caminhada puderam permanecer no espaço, uma vez que este estava reservado aos ministros da eucaristia, parecendo que a celebração era o ensaio da Missa da Unidade e a juventude se tornou mera coadjuvante em seu próprio evento. Sem contar o espaço reservado, no altar, às autoridades políticas, até mesmo ao suposto secretário estadual de juventude, que sabemos que nunca esteve ao lado da juventude e sempre defendeu seus interesses particulares e usa da juventude apenas como um meio para sua promoção pessoal, teve lugar privilegiado. Na promessa da homilia proferida, o Bispo pede licença para direcionar suas palavras aos jovens presentes na celebração, que a princípio era para eles, mas não conseguiu sair da formatação romana de discurso, sem contar o tempo de duração que pareceu esquecer que a juventude já estava em caminhada, ao sol, desde cedo. Em fim, devemos entender que trabalhar com a juventude se aprende estando no meio dela. Sendo assim, esperemos que o bispo referencial para a juventude possa aprender que para servir a juventude, antes mais nada, precisa amá-la e conviver com ela. E para isso é preciso permitir que ela tenha livre acesso a Igreja, sobretudo ao altar do senhor e cercas são sinônimos contrário a essa ideia e em outras palavras geralmente querem dizer: “não ultrapassem espaço reservado para você não entrar ou mesmo, você não é bem vindo aqui, se quiser pode olhar de longe, pois aqui, somente os escolhidos que não é caso de vocês”. 
Por fim, em ambos os casos, as cercas são as marcas de que nem tudo é para todos e são ações como estas que afastam os jovens de uma participação mais incisiva nos diversos setores da sociedade, sejam eles os quais forem: culturais, políticos ou mesmo religiosos. E lembremos que palhaçada se é palhaçada deverá fazer rir.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Luana: os olhos de luar



Ontem a lua sorriu pra mim e foi embora. E antes de sumir no horizonte, ao se despedir, ela disse: deixarei ótimas companhias para cuidar de ti essa noite. Então olhei para céu e da timidez escura celeste, começaram a surgir milhares de estrelas que iluminaram a minha noite. Estavam sorrindo, o riso mais brilhante.
Sentindo-me acalentado, adormeci. Pois, quando as estrelas sorriam emitiam sons, então adormeci ouvindo o som do riso das estrelas que pareciam canções que me lembraram de minha infância, tempo em que escutava histórias até adormecer.
Tempo em que os contos de fadas faziam sentido e pareciam história real, tempo em que conhecer belas que se apaixonavam por feras era normal. E nesta noite, ao ver a lua me sorrir e, do horizonte, de mim, se despedir, percebi que contos de fadas são as histórias de amor recontadas.
Em que mesmo nas noites sem Lu, Lua, Luar, Luáà, LuáàRáà, Luarada é possível adormecer na companhia bela do sorriso das estrelas que iluminam as noites frias. E de alguma forma, eu sentia a presença dela aqui, a me vigiar, a me enluará e assim cuidou de mim, através do riso das estrelas.
Eu sentia a certeza que ela estava lá, em algum lugar, a olhar por mim, sentia a sua fidelidade, seu tempo e disponibilidade, satisfação e tranquilidade, através dos olhos de Luana que me luou e fez a lua presente aqui, e assim poder cuidar de mim.
Ao amanhecer fui despertado com um belo sorriso dizendo: "acorda meu bem, é um novo dia, levanta! Agora é sua vez de alegrar a vida de outras pessoas. Levanta! O dia precisa de sorriso, precisa de alegria. As histórias de amor precisam ser recontadas e o mundo voltar a acreditar em contos de fadas".

sexta-feira, 23 de março de 2012

Chico Anysio - Tua lembrança nos provocará risos


Quando essa alma grandiosa completou 80 anos de idade, publiquei este vídeo em meu Canal no YouTube - Costuras & Pescarias. Hoje, quase um ano passado, Chico nos conta sua última piada, nos apresenta sua última atuação e nos deixa alguns sentimentos e entre eles destacam-se a  gratidão e a saudade. Nos deixa as inúmeras  lembranças dos inúmeros personagens que criou e que fizeram parte da história de tantas gerações e que até hoje nos desperta o riso e, hoje, com sua partida, ele reviverá em nossa memória cada lembrança que tivermos dos tantos momentos de alegria que ele nos presenteou com seus mais diversos personagens. Chico foi um grande exemplo de ser humano, que através do riso plantou a paz e alegrias neste mundo, cheio de ganância, banhado em sangue de muitos inocentes. O grande mestre Chico inspirou muitos e a mim de forma particular, pequeno diante de sua grandeza, mas grande admirador e aprendiz da arte de fazer rir, arte que esta grande alma soube usar com maestria.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Torne o mundo mais belo: Sorria!

No dia da poesia, vale lembrar uma das mais belas inspirações, o riso. Que já é em si uma poesia pura, transparente e natural. Então vamos todos poetizar o mundo. Sorria! Desarme o ódio, encante e contagie mais sorrisos nesta pandemia poética do riso.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher


Uma  sincera homenagem, vinda de um homem profundamente agradecido por ter a presença de tantas belas mulheres em sua vida, em sua história. 
Serei eternamente grato a cada mulher, de perto e de longe, as que sabem disso e até as que nunca saberão da minha existência. Mas, que mesmo assim, eu as admiro.
Serei eternamente grato a cada mulher que me ajudou a crescer como homem e me ajudou a ser forte e sensível na luta diária que travamos para sermos humanos.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Tudo dá certo no final


Certas noites, a presença de quem amamos dentro da gente é tão forte que não cabe em nós. Então choramos e, por vezes, desejamos gritar pro mundo todo ouvir o sentimento que nos comprime o peito como um ato de libertação, como um meio de alívio desta dor que não é física, mas que o corpo também sente. Não é o amor que nos causa dor, mas o desejo de termos quem amamos ao nosso lado. É a saudade dos belos momentos vividos e que desejamos tê-los naquele instante. É a incerteza se vamos viver o que sonhamos e projetamos juntos, ao lado de quem amamos. E dói mais ainda saber que tudo acabou.
Então o amor não é uma dor? Não, o amor não é uma dor. E ele causa dor? Sim, ele causa dor e nos faz sofrer. Mas, não é essa dor que costumamos ouvir ou ler nos poemas muitas vezes apaixonados motivados pelas paixões cotidianas ou pelas separações repentinas, que apenas nos afastam fisicamente de quem amamos. 
Por mais contraditório que isso possa parecer. O amor só causa dor motivado pelo bem querer. Quando amamos alguém, a queremos tão bem que o não saber como ela está nos causa dor. Queremos cuidar e o não poder cuidar nos causa dor. Quem nunca sentiu dor ao se despedir de quem ama por não saber quando voltariam a se encontrar? Ou por não saber como o ser amado passará os dias longe do aconchego do seu abraço? O não saber se sentirá frio, se estará comendo, se estará se cuidando. Esse amor nos causa dor.
Dor de amor é a dor das famílias que se despediam dos soldados convocados para a guerra, pois na partida estava a incerteza da volta. É a dor da esposa que se despede do marido pescador que sai para buscar o sustento de sua família em alto mar, sem saber se voltará. É assim que o amor causa dor, quando sentimos que quem amamos não está bem, quando sentimos que sua vida está correndo risco. 
Dor de amor é uma dor de morte, é como a dor de uma mãe que coloca no colo o filho que morreu. Neste instante morremos também, pois arrancam de nós parte do que é essencial à vida: o amor. Retirar de nós a presença de quem amamos, sem que tenha sido por vontade da pessoa amada, é uma das maiores dores que o ser humano pode experimentar.
Amar é ficar feliz com a felicidade e realização de quem amamos. Mesmo que não seja ao nosso lado. E isso não deve nos causar dor, pois amar nos faz bem. Se sentirmos dor ao saber que quem amamos está em outro abraço e está bem, essa dor não é de amor, isso é egoísmo, é posse, e quem ama não prende, quem ama valoriza a liberdade e a tem como um elemento básico para que o amor aconteça.  
Mas, naquela noite o jovem escritor não queria se entregar àquele sentimento, isso o fazia sentir-se impotente, fraco talvez. Já estava machucado demais pelas decisões que tivera que tomar. Decisões que lhe valeram dias de reclusão de si mesmo, que até o espelho não refletia mais sua imagem, mas a imagem de um ser moribundo e fétido. Lembrou das tantas noites em que somente a noite, a lua e as estrelas foram suas companhias quando a brisa soprava o perfume de sua rosa negra que acalentava o seu coração tristonho. Já não tinha mais forças para suportar a saudade que o atormentava, sentimento que o acompanhava em sua decisão de esperar por seu amor, no exercício diário e paciente de saber esperar a hora que nunca teve a certeza se um dia chegaria e, mesmo assim, continuar amando e esperando.
A noite estava mais fria que o habitual. A noite queria lhe dizer algo que ele não conseguia decifrar. Teve medo de ser dominado pela tristeza e estirou seu corpo sobre a cama, testemunha de tantas confidências, virou-se para um lado e para o outro e não conseguia encontrar a posição adequada, seu corpo não conseguia se acostumar com os muitos pensamentos que o incomodavam. Pôs-se a pensar sobre tudo que vivera até ali: “O que teria acontecido se eu tivesse insistido mais? Como estaria a minha vida se eu não tivesse me negado aquele beijo? Eu estaria só se eu tivesse declarado o meu amor?” 
Mergulhado naquele mar de possibilidades do que poderia ser sua vida, caso ele não tivesse se negado a viver tantas experiências e atitudes começou a inventar a sua realidade, o seu mundo, o seu universo paralelo. Livre da dor e das amarguras da vida, das decepções, dos tropeços tão necessários para aprendermos a encontramos o melhor caminho a seguir.
A noite avançava e ele fechou os olhos, e de olhos fechados ele sorria ao ver realidade tão bela, tudo de acordo com o que ele sempre sonhou e desejou, seria tudo se não fosse por um enorme detalhe, um detalhe que deixava tudo sem sentido se não estivesse presente ali para completar a harmonia de seu mundo. Ele ainda encontrava-se só, faltava-lhe uma companhia, tinha tudo que de nada valia sem a presença da tão esperada companhia, a presença de seu amor, de sua amada. Foi quando ouviu seu telefone chamar, não lembrava onde o tinha colocado, olhou ao seu redor tentando descobrir de onde vinha o som, então o procurou no lugar mais óbvio, em meio aos travesseiros sempre usados para disfarçar a cama vazia. Encontrou-o e surpreso sorriu ao ler a mensagem que dizia: “Oi meu anjo, abre a porta pra mim”.
Não conseguia acreditar, era tarde demais, mas preferiu não se prender sobre o fato da hora tão avançada, jogou o fino lençol que o cobria da cintura para baixo e levantou-se tão apressadamente que se esqueceu de vestir-se e foi abrir a porta. Estava escuro e, completamente nu, tateou a parede para encontrar a saída de seu quarto que parecia gigante quando era apenas o seu corpo a ocupar o lugar. Esbarrou na escrivaninha, aproveitou para acender o pequeno abajur que estava sobre ela e que deixava seu quarto a meia luz e tantas vezes o serviu, sobretudo nas noites em que acordava em meio a escuridão para traduzir em palavras os seus sentimentos e precisava apenas de uma luz que não o ofuscasse a visão e o roubasse os seus lampejos poéticos.
Ao abrir a porta, seu corpo gelou e seu coração disparou ao deparar-se com a manifestação poética mais bela, um sorriso que iluminou a escuridão em que se encontrava. Era sua amada, sua rosa negra, que estranhamente ouviu e atendeu o chamado das batidas de seu coração, que chegou para completar sua felicidade, para tornar seu mundo o mundo perfeito. 
Eis o mundo perfeito, eis o lugar da felicidade: ao lado da pessoa amada. Sem nada dizer um ao outro, apenas sorriram e se abraçaram, um abraço que parecia não ter fim, eternizavam a estadia no melhor lugar do mundo para se repousar: o abraço de quem amamos. Aquele abraço os faziam sentir o coração um do outro que, aceleradamente, sincronizavam-se em suas batidas desesperadas de saudade. Então, olhando-se nos olhos e ainda sem nada dizer, beijaram-se um beijo enlouquecido de amor, de desejo.
De repente estavam sobre a cama. Ele que nada vestia, rasgou o que restava de roupa recobrindo o corpo dela. O pouco que restava do que foi retirado no trajeto da porta até sua cama. Entre juras de amor, desejo enlouquecido, entrega, gritos e gemidos os dois se amaram. Ele sussurrava em seus ouvidos as mais belas juras de amor que a fazia sentir um arrepio que subia do cóquis até a nuca. Ele deitou-se, deixando exposto o tesão que sentia naquele momento, ela posicionou-se por cima dele e encaixaram-se perfeitamente, como se seus corpos tivessem sido feitos um para o outro. Pediram então aos céus que aquele momento se congelasse. 
Após as loucuras na cama, ela, saciada, repousou a cabeça sobre o peito dele. Ele olhou de cima o lindo rosto de sua amada, que irradiava de alegria, e lembrou-se de todas as dificuldades vividas até ali, na espera por este momento, e refletiu: “Dizem que tudo dá certo no final. Agora me surgiu uma dúvida existencial: Eu morri?”.
Ela, sua amada, sua Rosa Negra, sorrindo, respondeu: “não, isso é...” O telefone tocou a interrompendo. Ele tentou desligá-lo mas o telefone insistia em tocar e, cada vez, o toque ficava mais alto, incomodando aquele momento tão sublime de realização. O jovem escritor dizia: “para, para, desliga, desliga” e sem mais paciência gritou: “páaaaaara!” O grito o fez acordar assustado e desligar o despertador de seu celular que anunciava um novo dia de labuta. Então percebeu que tudo não passou de um sonho. 
Talvez tudo fora motivado pelo sentimento que habita em seu peito, pelo desejo de ter seu amor vivendo ao seu lado, saindo todo dia do seu quarto usando apenas uma blusa sua após uma noite de amor, sorrindo encantada ao ver a mesa de café da manhã preparada especialmente para ela. Ou poder contemplá-la após o banho com seus cabelos molhados, o corpo úmido e mordendo os lábios como quem deseja ardentemente alguém. E ouvir o sussurro mais doce: “amor, deixe esse papel e caneta aí e vem fazer poesia de amor comigo”.
Ele olhou sua cama e apenas os travesseiros a preenchiam, e com um sorriso de satisfação, passando a mão afagando lentamente cada detalhe de sua cama vazia, exclamou: “ao menos em sonho você se faz presente aqui para me fazer feliz e, estejas onde estiver, quero que saiba que eu poderia ir ao teu encontro. Mas respeito o teu tempo, a tua liberdade e o teu momento. Por isso, te espero. Minha vida será isso: te esperar.”

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ainda assim eu sentirei Amor



Quando eu tentar abrir a janela e por alguma força ela não se abrir e eu não puder ver o nascer do sol, ainda sim eu sentirei amor.
Quando eu passear pelos campos e perceber a tristeza na relva e as flores não conseguirem mais pintar os jardins com suas belezas, ainda assim eu sentirei amor.
Quando depois das tempestades eu olhar o céu e o arco-íris não tiver mais cor e na terra restar só destruição, ainda assim eu sentirei amor.
Quando eu esperar pela noite para acalentar minhas dores e ela ao chegar não trouxer o brilho das estrelas e a beleza do luar, ainda assim eu sentirei amor.
Quando eu buscar refúgio nos abraços e ninguém me socorrer, o mundo me virar as costas e tudo parecer um vazio, ainda assim eu sentirei amor.
Quando eu caminhar pelas ruas e os olhares me condenarem e viver se torne perigoso, e o medo ameace invadir meu coração, ainda assim eu sentirei amor.
Quando eu perceber que a brisa que sopra o perfume das flores e acalenta os corações tristonhos não consegue cumprir sua missão, ainda assim eu sentirei amor.
Quando eu estiver na praça gritando por liberdade e vida digna para todos e o desrespeito parecer algo normal, ainda assim eu sentirei amor.
Quando eu senti que a vida é um tempo de descobertas por vezes duras e decepcionantes e que pode também me ferir, ainda assim eu sentirei amor.
Quando eu não encontrar um colo que me acolha, mãos que me enxugue as lágrimas, um sorriso que me traga alento e alegria, ainda assim eu sentirei amor.
Quando eu não encontrar mais saída e tudo parecer sem sentido, ainda assim eu sentirei amor, ainda assim Deus estará comigo. Pois, o amor habita em mim e a resposta está em Deus.

domingo, 15 de janeiro de 2012

O ritmo do sistema


Estou cansado! É o lamento que se ouve
Acorda! Está na hora da escola, do trabalho, da academia
Antes, um banho. Corre! Se não... não vai dar tempo
Tempo? Pra quê?
O sistema impôs e nós acatamos: haverá tempo para tudo
Menos para você, adapte-se ou não sobreviverá
Oito horas no escritório, antes, o banho, o café que não quer esfriar
Corre! Vai perder o ônibus. Passou! Quinze minutos perdidos...
Ou o único tempo achado para cuidar um pouco mais de si?
Quinze minutos de espera é muita coisa.
Muita coisa? E os teus problemas?
Desculpe, estás ocupado demais
Ocupado demais com o pouco tempo que tens
Pouco tempo para cumprir tuas tarefas diárias que não tens tempo para os teus problemas
Não tens tempo nem para ter problemas, esse direito não te foi permitido
E muito menos para curtir a companhia de quem te é raro
Afinal, vives em função do tempo que impuseram a ti
Hoje acreditas que não consegue parar
Teu relógio parou, há tempos...
E mesmo assim despertas com a mesma programação diária
De não ter tempo para ti, sem saber
Sem saber que quem vive em função do tempo não aproveita o que ele tem de melhor
Hoje, se puder, não pergunte, não queira saber a hora
Não pergunte quanto tempo falta para você ser feliz
Dê um tempo para essa sua rotina e gaste tempo com o que te faz sorrir
E, agora que já perdeu seu tempo lendo e pensando sobre o que acabou de ler
Esqueça tudo e volte aos seus afazeres
Afinal, você não tem tempo a perder
Volte ao ritmo do sistema. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Noites Amargas


A noite e suas surpresas nem sempre tranqüilas, muitas vezes inquietantes. Chega e remexe tudo e desperta o vulcão que tanto cuido para não explodir. A noite e sua última gota no copo preste a derramar, cai e derrama um turbilhão de sentimentos que me pressionam o peito, me espremem o coração retirando dele um suco nada agradável ao paladar, mas necessário, como os remédios amargos que são os melhores para nos curar das enfermidades.

Essas noites doentias, em que o leito não cabe nosso corpo tão carregado do que nós não conseguimos definir. É uma tempestade repentina que nos assalta dos mais desconhecidos sentimentos. É um emaranhado de sentimentos que nos sufoca e faz até o mais forte dos seres: pequeno, frágil.

Vem como um furacão arrasando tudo que encontra em sua frente sem distinção, negro, branco, índio, homem, mulher, pobre, rico, poeta ou pescador. Se eu pudesse me livrar dessas surpresas noturnas, estaria eu ouvindo o som da cachoeira que canta a bravura das águas, fortes, pacientes e determinadas. Estaria numa rede, a balançar meu corpo frágil, mas livre da dor que certas noites me provocam. E o dia? Este sempre resolve atrasar sua chegada nestas noites enfadonhas e sufocantes.

A noite, suas surpresas e o dia que não vem. Melhor que não venha logo, só assim encaro minhas feras, meus monstros que com tanto zelo trancafio em mim, no mais profundo de mim que nem minha alma consegue alcançar. Mas a noite, com sua força, os faz surgirem, os liberta e minha alma teme e treme. Teme meu corpo não suportar e ela não ter mais onde repousar.

E eu já não consigo livrar-me de tão dilacerantes surpresas e o meu coração grita dizendo não suportar mais. E os meus olhos, para evitar que minha alma sofra ao ver meu coração e meu corpo tão fragilizados e desfalecendo, cerram-se.

Então, o dia chega com seu sorriso indecente como se a noite me tivesse sido a melhor das amantes, e eu vencido pelo cansaço causado por estas surpresas noturnas sufocantes, adormeço sem saber se verei mais um anoitecer e sem saber qual surpresa a noite me reserva. 
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