Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Costura Encadernada - O Menino Marrom (Ziraldo)


Neste dia dedicado a Consciência Negra, a Costura Encadernada que trazemos é O Menino Marrom do multi costureiro Ziraldo*.  Nosso costureiro de hoje é mineiro de Caratinga, nascido no dia 24 de outubro de 1932, é colunista e jornalista brasileiro e multi artista, tendo ótimas habilidades como cartunista, chargista, pintor, dramaturgo, caricaturista, escritor, cronista, desenhista e humorista. É um dos escritores infantis do Brasil mais conhecido e aclamado. É pai de um dos personagens mais famosos da literatura infantil brasileira.

Sobre a Costura Encadernada - O Menino Marrom: através da amizade entre dois meninos, são apresentadas reflexões sobre o cultivo da paz e bons sentimentos.  Com uma abordagem “simples” e divertida, pontua através da convivência aventureira entre o Menino Marrom e o Menino Cor-de-rosa temas como diferenças humanas, a separação de pais, a adoção, a deficiência física e preconceitos étnicos e raciais. A busca pelo o “por que” das coisas serem como são, torna a história destes dois amigos uma instigante costura. 

Esta é uma daquelas costuras que vai envolvendo a gente, nos deixando sem ar ao nos apresentar novas formas de ver o que estamos acostumados a ver apenas por um prisma, o prisma do preconceito, de certa forma nos faz repensar sobre o como estamos vivendo nossas vidas e sobre a importância do olhar despreconceituso - comum nos olhares infantis. Creio que essa seja a grande lição: viver o despreconceito. Por isso, escolhi esta costura para o dia da Consciência Negra, que por mais que possa não ser essa intenção inicial de Ziraldo, a costura nos ajuda a refletir sobre o respeito às diferenças humanas, e de uma forma leve, prazerosa e, sobretudo, perspicaz, aborda o preconceito étnico e racial tão recorrente em nossas relações, se tornando uma ótima fermenta para trabalhar estas questões com os pequenos ou mesmo gente grande.

Termino por aqui, meus comentários, na esperança que mais gente grande possa contemplar esta costura que está classificada como literatura infanto-juvenil, que mesmo com essa classificação apresenta grandes lições e nos dá alguns tapas-de-luvas. Adquira a Costura e tenha uma boa aventura com a história da amizade entre o Menino Marrom e o Menino Cor-de-rosa. Paz e Vida Longa!

*Ziraldo Alves Pinto passou toda a infância em Caratinga. É irmão do também desenhista, cartunista, jornalista e escritor Zélio Alves Pinto e também de Ziralzi Alves Pinto, seu grande irmão. Estudou dois anos no Rio de Janeiro e voltou a Caratinga, tendo concluído o módulo científico (atual ensino médio). Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1957.[2] Seu talento no desenho já se manifestava desde essa época, tendo publicado um desenho no jornal Folha de Minas com apenas seis anos de idade.
Começou a trabalhar no Jornal Folha de Minas, de Belo Horizonte, em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e posteriormente no Jornal do Brasil, em 1963. Seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mirinho) conquistaram os leitores.
Em 1960, lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil.[2] Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil. Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial.
Em 1969, Ziraldo recebeu o "Nobel" Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.
Foi fundador e posteriormente diretor do periódico O Pasquim, tabloide de oposição ao regime militar, uma das prováveis razões de sua prisão, ocorrida um dia após a promulgação do AI-5.
Em 1980, lançou o livro "O Menino Maluquinho",[2] seu maior sucesso editorial, o qual foi mais tarde adaptado na televisão e no cinema.
Incansável, Ziraldo ainda hoje colabora em diversas publicações, e está sempre envolvido em novas iniciativas. Uma das mais recentes foi a "Revista Bundas", uma publicação de humor sobre o cotidiano que faz uma brincadeira com a revista "Caras", esta, voltada para o dia a dia de festas e ostentação da elite brasileira. Ziraldo foi também o fundador da revista "A Palavra" em 1999.
Ilustrações de Ziraldo já figuraram em publicações internacionais como as revistas Private Eye da Inglaterra, Plexus da França e Mad, dos Estados Unidos.
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