Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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Eu sempre estive perto de você

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Noites Amargas


A noite e suas surpresas nem sempre tranqüilas, muitas vezes inquietantes. Chega e remexe tudo e desperta o vulcão que tanto cuido para não explodir. A noite e sua última gota no copo preste a derramar, cai e derrama um turbilhão de sentimentos que me pressionam o peito, me espremem o coração retirando dele um suco nada agradável ao paladar, mas necessário, como os remédios amargos que são os melhores para nos curar das enfermidades.

Essas noites doentias, em que o leito não cabe nosso corpo tão carregado do que nós não conseguimos definir. É uma tempestade repentina que nos assalta dos mais desconhecidos sentimentos. É um emaranhado de sentimentos que nos sufoca e faz até o mais forte dos seres: pequeno, frágil.

Vem como um furacão arrasando tudo que encontra em sua frente sem distinção, negro, branco, índio, homem, mulher, pobre, rico, poeta ou pescador. Se eu pudesse me livrar dessas surpresas noturnas, estaria eu ouvindo o som da cachoeira que canta a bravura das águas, fortes, pacientes e determinadas. Estaria numa rede, a balançar meu corpo frágil, mas livre da dor que certas noites me provocam. E o dia? Este sempre resolve atrasar sua chegada nestas noites enfadonhas e sufocantes.

A noite, suas surpresas e o dia que não vem. Melhor que não venha logo, só assim encaro minhas feras, meus monstros que com tanto zelo trancafio em mim, no mais profundo de mim que nem minha alma consegue alcançar. Mas a noite, com sua força, os faz surgirem, os liberta e minha alma teme e treme. Teme meu corpo não suportar e ela não ter mais onde repousar.

E eu já não consigo livrar-me de tão dilacerantes surpresas e o meu coração grita dizendo não suportar mais. E os meus olhos, para evitar que minha alma sofra ao ver meu coração e meu corpo tão fragilizados e desfalecendo, cerram-se.

Então, o dia chega com seu sorriso indecente como se a noite me tivesse sido a melhor das amantes, e eu vencido pelo cansaço causado por estas surpresas noturnas sufocantes, adormeço sem saber se verei mais um anoitecer e sem saber qual surpresa a noite me reserva. 
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