Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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terça-feira, 3 de abril de 2012

O post é a voz que vos libertará


E o final de semana foi de cerceamento. Em Divinópolis, no Evento a Rua do Rock, durante o Show do Grupo O Teatro Mágico presenciei uma fraude ao que se refere o acesso a cultura por parte da administração pública, que impediu que os fãs da Trup se aproximassem do palco do show, ao colocar grades que compreendiam toda a extensão deste, com a justificativa que tal separação era para garantir um espaço “seguro” para que idosos, lactantes, cadeirantes e crianças pudessem assistir ao show com a devida segurança que estes públicos merecem. Mas, o que menos se viu lá foi tal público, e o espaço pareceu mais uma Área Vip para os queridinhos do Prefeito, pareceu mais um show particular para alguns privilegiados da administração pública municipal. E como são tão “bonzinhos”, permitiram que outras pessoas, todos eleitores ou filhos de, tivessem acesso ao show financiado com a verba pública que nós ajudamos a bancar com o pagamento dos diversos tributos e impostos, desde que fosse do lado de fora, fora da Área Vip, atrás do cercado que protegia alguns privilegiados que não podem se misturar com o povo, povo este que deveria ser a razão das ações de qualquer administração pública.
Em Belo Horizonte, na 3ª Jornada Arquidiocesana da Juventude (JAJ), vi a contradição encarnada, de uma Igreja que diz acreditar e precisar da Juventude. Ao emsmo tempo em que afirma isso em seu discurso, impede a aproximação dos jovens à mesa do banquete, que segundo a tradição católica é para todos que acreditam no Senhor e professam sua fé n'Ele. A JAJ é um evento promovido para a juventude e deve ter o rosto juvenil e o que se viu, neste domingo, foi o oposto, uma celebração que pareceu réplica das celebrações na praça do vaticano, em que apenas o corpo eclesial tem acesso ao altar do Senhos e o povo somente é permito "assistir" de longe. No local de chegada da caminhada da JAJ, quando os jovens chegaram encontraram um cercado que os impediam de celebrar próximo ao altar do Senhor. Nem mesmo os jovens que vieram carregando a cruz durante a caminhada puderam permanecer no espaço, uma vez que este estava reservado aos ministros da eucaristia, parecendo que a celebração era o ensaio da Missa da Unidade e a juventude se tornou mera coadjuvante em seu próprio evento. Sem contar o espaço reservado, no altar, às autoridades políticas, até mesmo ao suposto secretário estadual de juventude, que sabemos que nunca esteve ao lado da juventude e sempre defendeu seus interesses particulares e usa da juventude apenas como um meio para sua promoção pessoal, teve lugar privilegiado. Na promessa da homilia proferida, o Bispo pede licença para direcionar suas palavras aos jovens presentes na celebração, que a princípio era para eles, mas não conseguiu sair da formatação romana de discurso, sem contar o tempo de duração que pareceu esquecer que a juventude já estava em caminhada, ao sol, desde cedo. Em fim, devemos entender que trabalhar com a juventude se aprende estando no meio dela. Sendo assim, esperemos que o bispo referencial para a juventude possa aprender que para servir a juventude, antes mais nada, precisa amá-la e conviver com ela. E para isso é preciso permitir que ela tenha livre acesso a Igreja, sobretudo ao altar do senhor e cercas são sinônimos contrário a essa ideia e em outras palavras geralmente querem dizer: “não ultrapassem espaço reservado para você não entrar ou mesmo, você não é bem vindo aqui, se quiser pode olhar de longe, pois aqui, somente os escolhidos que não é caso de vocês”. 
Por fim, em ambos os casos, as cercas são as marcas de que nem tudo é para todos e são ações como estas que afastam os jovens de uma participação mais incisiva nos diversos setores da sociedade, sejam eles os quais forem: culturais, políticos ou mesmo religiosos. E lembremos que palhaçada se é palhaçada deverá fazer rir.

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