Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

Seguidores

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Contra a dilaceração do Pará, eu digo: Não! - Campanha contra a divisão.


Mauro, e esse negócio de divisão do Pará? O que você acha disso? É bom? Quem está por trás disso? Quem se beneficiará com essa divisão? O povo é contra ou favor? Essas, e tantas outras perguntas, muitas pessoas tem me feito, e já faz um tempo, e tenho oferecido respostas, que a meu ver, até então, não estavam à altura em responsabilidade e seriedade de tais indagações feitas a mim. Minhas repostas estavam muito ligadas ao sentimental, não isentas de certas reflexões, pois não acredito que nossas respostas possam estar isentas de nossos conhecimentos prévios, adquiridos em nossos processos de aprendizagem, de nossa relação com o mundo, mas, de todo modo, sentia minhas repostas ainda com a falta de uma argumentação para além do simples: “sou contra e pronto”.

É isso mesmo, desde que surgiu essa ideia de divisão, me posicionei contra, pouco me manifestei, estive reservado a responder sobre o assunto a quem me abordada em conversas informais ou mesmo pelas redes sociais. Creio que tenha agido assim, por não querer desqualificar o debate, divulgando um posicionamento sem consistência ou mesmo motivado apenas pelo sentimento de ser paraense e não querer ver meu Estado fatiado. Agi assim, também, por não saber, de fato, em dados concretos, das implicações disso sobre a vida do povo paraense, das implicações políticas e econômicas que se terá como resultado sobre o Estado ou mesmo as motivações que levaram a se propor tal divisão.

Mas, chegou a hora de dizer o que penso, na verdade já está passando da hora, faltam aproximadamente 11 dias para que todo o povo paraense vá às urnas dizer se é a favor ou contra a divisão, e apenas agora, publico uma manifestação pública de meu posicionamento sobre este plebiscito. E esta manifestação é para dizer que sou contra, e eu digo não a divisão. E o que me motiva a me posicionar assim? Muitos são os motivos, desde os de cunho pessoal, afetivo ao econômico e político. 

Em fim, vamos aos dados deste jogo de interesses pessoal que está longe de ser em defesa dos interesses da população paraense. Pois bem, para adentrar nesta discussão é necessário estar atendo, ou mesmo saber da existência dos vários movimentos de emancipação política de algumas regiões de vários estados brasileiro com o intuito de criar novas unidades federativas. Veja as novas propostas na imagem abaixo:

(Imagem retirada da Internet)

O Estado do Pará vive, atualmente, este processo, no qual se têm a proposta de se criar duas novas unidades federativas: os Estados do Tapajós e Carajás, que além de propor a divisão do Estado do Pará, tem dividido a população paraense. Juntamente com este movimento emergiram grupos em defesa da criação dos Estados do Tapajós e Carajás e grupos ligados a não fragmentação do território paraense. Grupos que têm usado dos mais diversos recursos para defenderem seu posicionamento, travando verdadeiras batalhas “ideológicas tentando persuadir a população com diversos argumentos contrários e a favor da divisão”.

(Imagem retirada da Internet)

Entretanto, segundo Miguel Diniz, e eu concordo, “o cerne da questão está em entender se a fragmentação do estado é viável e se realmente irá garantir o tão sonhado desenvolvimento para região e, principalmente, para a população mais carente. Não podemos pensar apenas em desenvolvimento econômico, pois nem sempre ele está associado a desenvolvimento social e cultural”.

Segundo dados do IBGE o Estado do Pará, o 2º maior estado brasileiro em extensão, com densidade demográfica é de 6,07 hab/km², possui 142 municípios, com uma população de 7.581.051, distribuída em uma área de aproximadamente 1.247.950.003km².
Diante deste momento vivido pelos paraenses o Instituto de Pesquisas Econômicas – IPEA divulgou alguns dados que apontam a inviabilidade para a criação das novas unidades federativas no atual Estado do Pará. De acordo com o IPEA, estes novos Estados já nasceriam com déficit econômico, pois para a criação de novas unidades federativas, as mesmas, dependem do repasse de verba do governo federal. Projeção dos Indicadores econômicos com a divisão: 

O Pará ficaria com 56% (R$ 32.527 milhões) do PIB. Carajás com 33% (R$ 19.582 milhões) do PIB. Tapajós com 11% (R$ 6.408 milhões) do PIB.

Ainda segundo o IPEA, para se efetivar a divisão do Pará, serão gastos aproximadamente R$ 4,2 bilhões. E, para se manter os novos Estados deve se gastar R$ 2,16 bilhões. Em 2008 o PIB do Pará foi de R$ 58,52 bilhões, deste valor “o estado gastou 16% com a manutenção da máquina pública, nesta estimativa Tapajós gastaria 51% de seu PIB e Carajás, 23%, sendo que a média nacional é de 12,72% ou seja, seriam estados insustentáveis”. Com a divisão se teria os seguintes perfis econômicos:

Sobre o cenário político: ao se criar dois novos estados criam-se juntamente 60 novos cargos políticos, divididos da seguinte maneira entre eles: uma média de 8 deputados federais, 24 estaduais e 3 senadores. Disponho aqui uma projeção dos custos para manter esses políticos. Sem contar as despesas com verbas de gabinete os, benefícios como: plano de saúde, passagens aéreas, gastos administrativos, ajuda de custo, auxilio palitó e moradia, entre outros, cada deputado federal ganha uma média de 26.273,13 que somado chega a uma média de R$ 10,5 milhões por ano, e ainda tem os gastos com os novos senadores que chega ao valor básico de 10,8 milhões.

Segundo DINIZ (2011), “outro fator preponderante são os gastos com a criação da infraestrutura como Tribunais, sede do Ministério Público, sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; equipamentos para o funcionamento das diversas secretarias e demais órgãos do governo como escolas, creches, hospitais, postos de saúde; segurança; aquisição e aluguel de veículos e prédios; material de consumo e permanente; despesas com pessoal, cargos de confiança etc., para atender o funcionamento dos novos estados”.

Ainda se tem muito a dizer, mas, deixarei  para outras postagens. Mas, deixo aqui uma das indagações que ainda me incomodam, e está diretamente ligada ao grupo parlamentar que defende a divisão. Pois, este grupo que defende a divisão, que quer ver o Pará fatiado, está de olho nesses novos cargos políticos que vão surgir, tal grupo enxerga o nosso amado e belo Estado como um belo bolo econômico e resolveu fatiar para melhor aproveitar a sua fatia, a dilaceração do Pará é apenas mais uma possibilidades de ganhar suas verbas sem nada fazerem. Pergunto: o que estes políticos que hoje defendem a divisão do Pará tem feito para melhorar a vida do povo paraense? Vejo apenas uma proposta que vai onerar mais os cofres públicos e deixar a população pior do que está. Pelas projeções econômicas, os únicos beneficiados serão os bolsos de quem propõe a divisão.

Sou Paraense e minha posição sobre a divisão é Não, contra a divisão eu Voto Não. Votar sim é ser a favor da corrupção, contra a corrupção meu voto é Não.  Contra a dilaceração do Pará eu digo: Não! 55 é Não.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A nossa vida é uma peça de teatro


Teatro da Paz - Belém/PA, uma das Sete Maravilhas Brasileira (Foto de Carlos Macapuna)

A nossa vida é uma peça de teatro. Vivemos entre comédias e tragédias. Por vezes, rimos e choramos. Fazemos rir e fazemos chorar, nos fazem rir e nos fazem chorar, mas, o mais importante é sabermos que logo virá uma nova cena.

Muitos são os atores e as atrizes que passam pelo palco de nossa vida. Vidas se cruzam, e outras nunca saberão da existência da outra. Porém, é possível que algumas vidas ao se cruzarem se tornem uma única encenação. 

Não perca a oportunidades de contracenar com outros atores e somar a peça de sua vida com a peça da vida deles, mesmo que por um instante. Segundos no palco, podem se tornar um tempo infinito.
 
Não perca as oportunidades, muitas vezes, únicas/raras de podermos desenvolver uma bela cena. Não deixe que a cortina do palco do teatro de sua vida se feche antes de contracenar com cada ator ou atriz que se aproximou do seu palco. Pois, talvez este ator/atriz poderá ser aquele/a que somará a peça dele/a a sua, constituindo, assim, uma única encenação. É preciso apenas alguns segundos no palco para se marcar profundamente o teatro da vida de alguém.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Uma Singela Homenagem: Gisley - Uma Alma Rara



Hoje, resolvi reeditar este vídeo que fiz para homenagear Gisley (o Gigi, nosso Menino Maluquinho) no ano de seu encantamento, uma forma de homenagear este ser raro que passou em minha vida, que passou e deixou uma marca indelével em minha história, em minha vida e creio que na vida de muitas pessoas. Serei eternamente agradecido por ter sido agraciado por tê-lo no meu jardim de rosas negras, de rosas raras, na minha sagrada lista de Cúmplices.

Esta reedição é uma singela homenagem a esta rosa negra, esta alma rara, que como os alecrins dourados que nascem no campo sem serem semeados, nasceu no mais belo dos jardins, na terra mais fecunda, no fecundo terreno do amor, no jardim de nosso coração, lugar privilegiado para se guardar quem nos marca profundamente. Tu és presença constante em nossas vidas, estás vivo em nós e nos faz sentir esse frio que nos congela a alma, que muitos chamarão de saudade. E me faz recordar o que escreveu certa vez o pescador e traduz exatamente isso que estou sentindo agora: "Saudade é manifestação da presença de quem amamos em nós"

Esta publicação é a forma que encontrei para dar meus parabéns a este ser, no dia em que completaria seus 34 anos de vida, e que continua vivendo em mim sua vida e na vida de cada pessoa contagiada pelo seu amor, seu amor pela vida e por sua luta em defesa da vida da juventude.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Uma Oração de Cuidado


Antes que o sol desponte no horizonte me preparo para deitar. Certifico-me se tudo está em seu devido lugar. Lembranças da infância impedem-me de dormir sem rezar ao anjo da guarda. Lembro de minha amada e elaboro minha oração, minha conversa diária com Deus. E aos meus cúmplices protetores, que hoje tem a tarefa de cuidar de quem amo:

"Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, cuide de minha amada, que dela se afaste a dor
Se a ti me confiou a piedade divina, que me seja perdoado as vezes que deixei de orar por ela
Sempre me rege, para que eu possa preservá-la em meu coração, e não a ofenda com minhas faltas
Me guarde, para que eu possa encontrá-la bem e com forças para aconchegá-la em meus braços
Me governe,  para que eu siga sempre o caminho do bem e do amor puro
Me ilumine, para que eu possa ostentar sempre o sorriso no rosto
Que sirva de conforto ao meu amor e a todos que precisem de um ombro amigo
Amém".

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Uma costura para Hilda Hilst: devaneios de um pretensioso aprendiz de escritor


Hoje me deparei com uma parte de mim já morta. Morta? Mas, ela está tão viva, estava ali em minha frente. Não sei exatamente o que senti, se era uma parte ou uma extensão de mim, ela seria eu vivido no passado próximo e que compartilhamos separadamente um breve presente? Éramos uma forma complementar de existência? Ou seríamos almas gêmeas desencontradas? Aquelas almas encarnadas em tempos diferentes, que se perderam no percurso da encarnação e ficaram fadadas a encontrarem-se somente nos escritos que superam o tempo, que narram suas histórias, seu amor e sua existência de entrega à solidão em busca da parte que lhe falta, nos seus escritos identificam-se,  e só nas entrelinhas de seus escritos sua comunicação torna-se possível e na vivência da vida real ao saber, somente encontrarem-se nas comunicação além tempo, além gerações, choram o desencontro e se entregam ao caminho em que a solidão torna-se a melhor companhia.
Ouvia as pessoas que comentavam sobre mim, sei que não era eu aquela pessoa comentada, mas eu me via tão presente em cada comentário, impossível existir um ser tão parecido comigo, um ser que tinha vivido minhas história, meus desejos e sonhos antes de mim. Seria eu olhando para mim vivido em outro tempo? Talvez me chamem de pretensioso, eu mesmo estou me sentindo assim, que pretensão a minha, comparar-me a ela que é tão fascinante com sua vida invejável e admirável.
Aquele fascínio pela morte e o meu também, ou seria o encontro com Deus? O tempo para si, seu refúgio interior e seu universo particular, seus amores diversos, o cuidado para com seus amigos e o humano num geral, seus desejos e frustrações, seu estilo de vida, sua dedicação à costura das palavras, sua ousadia literária e o seu amor incondicional ao mundo das artes. É, sem dúvida sou eu mulher, ou eu seria ela nascida homem? Não, o tempo não permite isso, não há possibilidade da mesma alma viver em corpos diferentes ao mesmo tempo, ou seria possível? Só se no caminho da encarnação uma parte da poeira de luz que forma nossa alma, tenha se entretido na admiração dos outros punhados de poeira de luz que seguiam para encarnar e ficou para trás. E, com isso tenha levado meio século para encarnar e o tempo o fez perder o caminho do corpo de destino e acabou por encarnar neste corpo que hora costura essas palavras. Pretensioso! Mais uma vez ouço dizerem. Desta vez ouço em gritos.
Não, definitivamente não, eu não sou ela nascida homem, seria carga demais sobre mim, sem contar a impossibilidade histórica da encarnação das almas, isto tudo que sinto é apenas uma admiração por sua vida, por sua história de vida. A crença na eternidade que branda o encontro com a morte, a enamora, mas nunca deixou de desejar a vida e a viveu intensamente, a vida que sonhou, criou e transformou. Talvez sejamos almas gêmeas desencontradas – mas só talvez, pois a certeza me traria muita responsabilidade e cobranças e, o momento em que vivo não me permite assumir tamanha carga –, perdidas na encarnação, e desta vez foram apenas alguns quilômetros que nos afastaram e alguns anos, se eu a tivesse lido antes de sua partida, antes de seu gozo máximo no encontro com a amada morte. Por que demorei tanto a encontrá-la? E quando a encontro, a encontro assim em história, em palavras, nas entrelinhas. Quem sabe da próxima vez nos encontremos para além das histórias, das costuras e das entrelinhas. Quem sabe?! 
Não a conheci e ainda não a conheço bem, mas o pouco que ouvi e li, eu me sinto tão parte de sua história, vejo-me vivendo sua vida e eu a vejo vivendo em mim com todos os seus desejos, sonhos, realizações e frustrações. Do pouco que sei sobre ela, percebo e sinto em mim o mesmo desejo de retirar-me, de isolar-me, de dançar com a solidão, que é a busca por si no isolamento do mundo enfadonho e cruel que nos deixa desconhecido até para nós mesmos, ao mesmo tempo em que grita em nós o desejo de intervir nele. Queremos alterá-lo, recriá-lo e ela o fez. O encontro consigo transborda de conhecimento sobre nós, onde a solidão não é solitária, mas companhia amada.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mexeu com Dandara, mexeu comigo!




Dandara é uma luz que veio iluminar nossos dias para não passarmos sem ver o que está por trás da fumaça do individualismo extremo, incentivado e propagado pelo “capetalismo”. É o exemplo de luta e resistência de 5.000 pessoas, que formam esta comunidade, em defesa de sua dignidade, seus sorrisos por terem um lugar no qual podem construir suas moradias, podem plantar e chamar de lar que nos faz ver que é possível se viver Comum-Unidade e com Humanidade. Pois, ser humano, deveria resumir tudo o que se compreende sobre o cuidado com a vida no planeta, o respeito e a valorização da vida e a garantia de todos os seres poderem viver dignamente.
Dandara é símbolo, exemplo e história viva de que podemos lutar por nossos direitos e resistir contra tirania dos opressores que estão no poder. Dandara é grito das muitas organizações que por muito tempo foram silenciadas, é a voz das/os muitos/as lutadoras/es que foram brutalmente calados por lutarem em defesa de um mundo justo e solidário.
Dandara não está sozinha, “nós estamos pelas praças e somos milhões, nos campos e favelas somos multidões”, e com essa soma de lutadores vamos lutar e resistir contra a decisão covarde, injusta e imoral do TJMG que manfu despejar essa Comunidade que já é um ícone da resistência e luta contra os mandos do capital, essa luta é justa e legítima, e mais do que nunca precisamos vencer, para que mais lutas como esta, necessárias, possam ser travadas. Pois, não podemos os conformamos com a pobreza, com a violência, com a má qualidade na educação, saúde, transporte e com destruição do meio ambiente. E é essa realidade que nos diz que outro caminho não há.
E, por sabermos que podemos mudar essa realidade e por tudo que Dandara representa que venho expor meu grito e que meu grito ecoe com o vento, que meu grito voe longe. Para isso, venho que pedir que gritemos juntos, grite: Despejo não. Com Dandara eu Luto, com Dandara Lutamos, com Dandara Lutaremos Sempre. Mexeu com Dandara, mexeu comigo!
Hoje, dia 20 de outubro de 2011, dia do Poeta, às 04:00h da madrugada, cerca de 800 pessoas da Comunidade Dandara, no Ceú Azul, em Belo Horizonte, iniciaram mais 1 MARCHA rumo ao centro de BH (4ª MARCHA DA COMUNIDADE DANDARA AO CENTRO DE BH – Luta por moradia digna) Foram 25 Kms a pé até a 6ª Vara da Fazenda Pública, na R. Gonçalves Dias, perto da Praça da Liberdade, onde o povo de Dandara, que acompanhou se manifestando mais uma Adiência juducial para tentativa de Conciliação, sob a presidência do juiz Dr. José Manoel. Na Marcha estiveram mulheres grávidas, idosos, crianças de colo e pessoas em cadeiras de roda. E, se “se o poeta é o que sonha o que vai ser real, bom sonhar coisas boas que o homem faz” como seguir em marcha na luta por moradia digna “e esperar pelos frutos no quintal”, na cidade e na vida da gente, “sem a polícia, nem a milícia”. Assim, lutando e resistindo vamos levando a vida, acreditando que vamos “viver bem melhor”. Doidos pra ver nosso “sonho teimoso um dia se realizar”
“Se a polícia for para despejar haverá confronto. Muita gente preferirá morrer na luta do que voltar a viver humilhado jogado nas ruas. Problema social jamais se resolve de forma justa com repressão, com polícia, se resolve sim é com POLÍTICA, com diálogo e negociação séria.”


CAMPANHA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE A COMUNIDADE DANDARA, EM BELO HORIZONTE, MG


Se você está fora do país, ou conhece alguém que esteja, contribua com a CAMPANHA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE A DANDARA.


Tire foto(s) com um cartaz dizendo “Despejo não. Com Dandara eu luto!”. Assine o nome, local e data da foto. Sugerimos que tal foto seja tirada num local que identifique facilmente o país.


Publique a foto no Facebook e a envie pra comdandaraeuluto@gmail.com  


Mais informações sobre Dandara http://www.brigadaspopulares.org/

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Coração Escangalhado


Eu que achei ser dominador dos meus sentimentos, fui surpreendido por aquele sorriso
Aquele sorriso que parecia uma obra de arte, um poema belo, um canto perfeito
Quando vi aquele sorriso inocente e encantador, fui fisgado, fui escangalhado
Eu tinha tudo arrumado, tudo em perfeito controle e estado, fui escangalhado
Não me trisca, não me olha, não assim: sem rumo e sem prumo
Neste emaranhado de tudo que não consigo definir, desejo apenas sorte
Eu que virei um ser moribundo, imundo neste mundo, desejo apenas sorte
Quem inventou o amor? Talvez seu desejo fosse escangalhar a vida de alguém sem sorte
Por isso desejo sorte, desejo sorte a mim que estou sem norte e só vejo a morte
Só vejo a morte sorrindo seu riso mais belo e encantador
Que sorrindo me diz: “tu és a causa do meu riso”
Eu sou a causa do seu riso mais belo, efêmero riso e efêmero gozo
E eu digo: “vem, preenche minha vida, me tira desse caos infinito”
“Livra o meu coração escangalhado desse belo sorriso que me deixou moribundo”

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

30 coisas para conseguir nos meus anos 30



Prestes a completar trinta anos segue algumas das coisas que estão na minha lista de aquisições futuras,  coisas que desejo fazer e realizar, para as que são possíveis (que independem de mim) eu ficaria muito feliz se ganhasse de presente:
1. Corujas decorativas, elas podem ser de qualquer tipo e forma, cerâmica, madeira, tela, pelúcia ou qualquer forma que encontrar, não importa, corujas são sempre bem vindas (Já ganhei uma essa semana);
2. O Cd da Tiê - A coruja e o coração, ainda não tenho nenhum CD dela e o título desse álbum não sei o motivo, mas me chamou a atenção;
3.  O CD do Felipe Catto, ele acabou de lançar e quero muito esse CD, eu preciso desse CD, rsrsrs;
4.  O Box de O Teatro Mágico – A Sociedade do espetáculo;
5.  O Box com a coleção do Chico, esse eu sei que não é barato, mas, não custa incluir na listas de nossos desejos, rsrsrs;
6. Todos os CD’s da Legião Urbana, eu tenho alguns, mas o Box completo também não é má idéia;
7. A Coleção de Cadernos de Literatura Brasileira publicado pelo Instituto Moreira Salles, são muito bons, sem contar que livros é sempre é uma boa aquisição. Adoro ganhar livros, ainda mais quando vem junto com a frase, comprei um livro para você, pois quando vi logo me lembrei de você ou achei muito parecido contigo (Essa semana ganhei duas edições em Francês de Le Petit Prince);
8.  Acangataras – toucas em português coloquial, rsrsrs, uma a mais é sempre bem vinda e ainda me faltam algumas cores (Ganhei uma preta de modelo diferente essa semana);
9.  Alguns chinelos que vi nas lojas Itapuã, são bonitos e para melhorar, bem em conta. Os meus já estão pedindo outro. Ah! Eu não tenho nenhum da nova coleção das Havaianas, rsrsrs;
10. Mochila Alpina 43 (vermelho c/ cinza) – trilhas e rumos, estou precisando de uma mochila menor, para viagens de menos dias;
11. Uma TV de Plasma, ou qualquer uma dessas fininhas que tem a imagem sem aqueles chuviscos;
12.  Barraca Super Esquilo 6 – trilhas e rumos, estou precisando, sempre que vou acampar tenho que pedir emprestado e para piorar, as que consigo sempre estão com defeito e dão um trabalhão para montar, da última vez montei debaixo de chuva;
13. Um cachorro, sinto falta de um animal de estimação e só me vejo criando um cachorro: pode ser um das seguintes raças: Chow-Chow; Labrador; Pastor Alemão; Akita; Golden Retriever; Shetland (a ordem que segue é a ordem de desejo)
14. Começar as aulas de natação, eu estou muito sedentário e preciso fazer exercícios físicos, pois já adiei demais esse começo;
15. Começar as aulas de dança de salão, sempre gostei muito de dançar, só preciso aprender (seria ótimo poder dançar um belo tango de Carlos Gardel ou poder ir ao Samba e conseguir dançar belamente um Samba de Gafieira);
16. Aprender Libras, já faz tempo que quero iniciar e sempre acontece algo que me impede, e agora espero conseguir, (Francês e Inglês estão inclusos aqui também, sem contar o aprimoramento do Espanhol);
17.   Tocar violão ou outro instrumento musical, já está passando da hora de aprender e acho que o violão é um bom começo, ou seria a flauta?;
18.  Uma viagem para o Pará, rever os meus, poder festejar meu aniversário lá e, também, poder prestigiar mais uma vez minha Nazica; (isso eu já ganhei)
19.  Eu preciso trocar de Notebook , o meu já está dando sinal de que não durará muito tempo;
20. A Coleção completa de Os Pensadores, outro dia eu encontrei no site da Estante Virtual a coleção completa e fiquei com água na boca;
21. Uma máquina fotográfica profissional, pois adoro fotografia e queria muito poder perder mais tempo com isso, mas me falta uma máquina de qualidade;
22. Um tênis All Star, eu vou voltar a usar tênis e acredito que o All Star seria um bom retorno. Ah! Vou precisar de um tênis para fazer minhas caminhadas, (acho que isso deve ser outro item);
23. Um tênis apropriado para exercícios físicos, para as corridas e caminhadas ou mesmo correr de bicicleta e falando nisso...;
24.  Uma bicicleta, eu acredito que é uma boa maneira de ajudar a sair do sedentarismo;
25.  O jogo Imagem & Ação no limite, ele é muito bom, aquele barulho do suporte das cartas que controla o tempo deixa a gente ansioso e louco;
26. Um fogão de cinco bocas, eu gosto de cozinhar e meu fogão já não me anima muito a fazer isso, ele está pedindo aposentadoria;
27. Pias para a cozinha e banheiro, quase um ano morando aqui e ainda não acostumei que o banheiro não tem pia;
28.  Duas viagens para fora do Brasil – Pela América Latina inteira e outra pela Europa com passagem pela: Alemanha, Holanda, Espanha, França e Grécia, depois vejo os outros lugares;
29. Poder visitar meus Amigos e Amigas que moram longe, no Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, principalmente do Sul e Nordeste que vou com menor freqüência;
30. Escrever um livro, eu creio que já consigo fazer isso, quem sabe a maturidade me possibilite maior equilíbrio emocional para isso.
Aqui estão, trinta coisas para os meus anos trinta, acredito que algumas não serão tão simples conseguir, mas é preciso colocá-las no papel ou mesmo nomeá-las em uma lista como esta, creio que isso já seja um bom começo. E, com a ajuda dos amigos algumas dessas coisas poderão se tornar muito mais fáceis de serem alcançadas. Vocês não acham? (Ao ler tudo isso, alguém pode perguntar, "e casar, não acha que já está na hora?" e eu posso responder: isso já é outra história, rsrsrs)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Entrelinhas



Tivemos uma briga eu não sei o motivo. Tudo começou após eu ter publicado um poema lindo que costurei. Não entendi aquele telefonema, aqueles comentários agressivos, não consegui entender toda aquela raiva transmitida por aquele anjo, o anjo do mais belo sorriso. Não podia ser verdade, aquilo não podia estar acontecendo.
 Ela dizia: “para quem você escreveu aquele poema? Eu sei que não foi para mim.” E eu questionava se todo poema escrito foi escrito a alguém. Como saber se um poema foi escrito para essa ou aquela pessoa, ou como ela sabia que não foi escrito para ela?
Impulsionado por essas indagações resolvi ligar para ela e perguntar. E ela me disse: “está escrito nas entrelinhas”. Entrelinhas? Que porra é essa? Eu mal sei escrever as palavras que mal aprendi na escola. Entrelinhas..., seria um gênero literário ou uma ortografia ensinada nas academias para os futuros imortais da Academia Brasileira de Letras? E como ela sabia ler essas entrelinhas, estaria ela pretendendo tornar-se uma imortal? Não creio, ela não. Sempre achou que essas coisas eram coisas de quem não tem o que fazer e por isso consegue perder tempo escrevendo coisas inúteis que ninguém lê, então, não acredito que teria mudado de opinião em relação aos poetas, os vagabundos natos. Entrelinhas! Ela sabia ler as entrelinhas. Ela leu em minha costura, e como ela leu se eu não escrevi? Mais um mistério que me aguçava a curiosidade.
Passei o dia inteiro pensando sobre quem poderia ter escrito algo nas entrelinhas da minha costura. A noite chegou e não conseguia dormir, o galo já estava em seu quarto canto da madrugada, quando eu cansado daqueles refluxos mentais sentia meus olhos pesados e não conseguia lutar mais contra o desfalecimento do meu corpo, que se estirava sobre aquela cama cheia de história para contar. Antes de pegar completamente no sono, ou já estaria sonhando? Não sei. Mas, da cama me vi ali, seguindo em direção a minha escrivaninha, acendi as velas que deixavam o quarto a meia luz, pus uma música ambiente, acendi o incenso e peguei uma de minhas costuras completas e me pus a escrever sobre ela, eu usava uma caneta de pena, dessas que só se vê em filmes antigos de reis e rainhas. Estranhamente, à medida que ia escrevendo as palavras iam sumindo. Curioso por aquilo que via ali, em minha frente, perguntei a mim: o que estás escrevendo e por que as palavras que escreves somem?  Eu (minha alma) olhei para mim e sorri, e sorrindo respondi: “essa é forma de comunicação entre as almas, só elas são capazes de ler, ou as pessoas de espíritos livres, que conseguem ver além do que está dado, do que está posto, do que é possível olhar e ver. Isso são as entrelinhas dos textos que você escreve enquanto estás acordado”.
Foi quando comecei a entender, as entrelinhas são os escritos das almas, são nossas almas se comunicando entre elas. Aproveitando de minha alma que estava ali pronta para me livrar daquelas dúvidas e daquele mistério voltei a perguntar: Mas, como meu amor sabia ler as entrelinhas dos meus textos se são comunicação entre as almas? Se ela sabe ler, não deveria saber que essas entrelinhas são escritas para ela? Minha alma me olhou mais uma vez com aquele sorriso nos lábios e me disse: “Você nunca estranhou que ela tenha um sorriso tão belo e encantador e que você tenha a amado desde a primeira vez que a viu sorrir?” Sim, sempre achei, respondi.
Pois bem, devo dizer-te um segredo, mas deves guardar contigo. Sim, pode contar, eu disse. “Ela é um anjo em tua vida, que antes do nosso nascimento já nos amava e cuidava de ti, quando nós fomos escolhidos para encarnar, ela impulsionada por esse amor, resolveu cair e nascer humana, para assim cuidar da gente aqui.” Mas, você não respondeu o porquê de ela não saber que estas entrelinhas são escritas para ela e mais, se ela é um anjo porque sente raiva? “Entenda, ela decidiu nascer humana, para isso, deve esquecer ou mesmo perder suas habilidades angelicais e consequentemente adquirir sentimentos próprios do humano. O que isso quer dizer? Que algumas habilidades ela conservará como saber ler as entrelinhas do que você escreve, quer dizer, eu, ou melhor, nós escrevemos, mas nem sempre distinguira se essas entrelinhas são para ela, e a raiva, isso é coisa do ciúme, coisa do amor humano”.
Ciúme, eu precisava saber mais sobre isso e resolvi aproveitar o momento que estava de frente com minha alma e continuar minha consulta astral para entender um pouco mais sobre esse sentimento, foi quando comecei a ouvir cantos de passarinhos, latidos e vozes, uma canção que repetia as mesmas notas e cada vez ficava mais alta, e mais alta. Todo aquele barulho não me deixava compreender o que minha alma me dizia e então despertei com aquela canção alta, repetitiva e irritante, era o despertador tocando e o cachorro latia irritado por aquele barulho. Lembrei-me do diálogo noturno que teria tido comigo e rapidamente olhei em direção a minha escrivaninha e vejo apenas, minhas costuras, como havia deixado na noite anterior, as velas acesas que talvez eu tenha me esquecido de apagar e o som ligado que também eu tenha ligado antes de dormir, então percebi que aquilo tudo tinha sido um sonho. Mas, uma coisa me deixou intrigado, aquele cheiro de incenso.

Aniversário do Pescador - Convite


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cinco anos sem a presença física deste Dom de Deus, o Dom da Juventude, Dom Mauro

Cinco anos sem a presença física deste Dom de Deus, o Dom da Juventude, Dom Mauro, um exemplo de Amor à JUVENTUDE, um pastor que me mostrou o caminho a seguir e foi uma das rosas negras que embelezam meu jardim de rosas raras. Saudades do teu sorriso rindo junto de nós. Sempre que entra setembro, mesmo sabendo que junto com ele se anuncia a chegada da primavera, tempo de beleza e alegria, não consigo deixar de sentir uma enorme tristeza que me preenche o corpo e a alma, causada pela ausência de teus pés caminhando junto conosco. O que nos resta é o teu exemplo de amor e garra que somamos à nossa luta em defesa dos direitos da juventude.



Segue uma mensagem que ele me enviou em resposta a outra mensagem que enviei a ele:

De: Dom Mauro <dommauro@nortecnet.com.br>
Para: Mauro Juventude <maurojuventude@yahoo.com.br>
Enviadas: Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2005 20:27
Assunto: Resp. Dom José Mauro

Caro Mauro,
Gostei de sua mensagem. É preciso passar do que sabemos ao que devemos encarar e assumir. A encarnação de Jesus nos ensina que nossos sonhos serão realizados à medida em que conseguimos torná-los concretos em nós próprios.
Um abraço no desejo de que o Menino Deus o abençoe e o ilumine no serviço à juventude.

                                   + Dom José Mauro Pereira Bastos
                                         Bispo da Diocese de Janaúba

(Dom Mauro encantou-se no dia 14 de setembro de 2006 e nos deixou carregados de lembranças e saudades)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

6/9 - O dia do Sexo e os Loucos por Essência...



Os sensíveis e românticos, que gostam de um jantar a luz de velas, de sair para passear no parque, de ir ao cinema e curtir uma boa companhia seja lá qual for o filme, pois, o mais importante é a companhia, que gostam de andar de bicicleta e arriscar dar as mãos enquanto pedala correndo o risco de os dois caírem, que gostam de conversar sobre poesia e o amor, de sair correndo na chuva e ganhar um abraço encharcado e rir muito do desequilíbrio que o levou ao chão, ficarão deslocados neste dia, pois o sexo não se resume apenas ao ato da penetração da genitália masculina na genitália feminina ou mesmo o estímulo dos órgãos sexuais, seja a forma que for pelos parceiros, sejam homem e mulher, homem e homem ou mulher e mulher. Somente os amantes e românticos conseguem sentir prazer para além dos contatos corporais e, os recursos para isso existe aos montes, o mundo virtual que o diga. 
No dia do sexo os românticos já acordam em desvantagem, pois o sexo para estes seres estar além dos atos que envolvem apenas músculos, peitos, colchas, pernas, bíceps, pênis e vagina. O sexo está carregado de sentidos ocultos que dão sentidos que extrapolam o momento do gozo e impede que ambos se virem para o lado e adormeçam por terem cumprido o ato puramente corporal efêmero que termina com a ejaculação. Perceber isso tudo só é possível para poucos loucos que conseguem somar inúmeros sentidos a uma satisfação puramente corporal, somam-se cheiros, lembranças, soma-se o outro, pois o sexo para os românticos está muito mais na satisfação que se pode proporcionar, já que só assim se é possível sentir prazer, sente-se prazer em poder oferecer prazer ao outro.
Só os loucos como os românticos se atrevem a viver uma vida assim, em tempos em que o ato sexual é apenas mais um ato, fruto da banalidade e da coisificação das pessoas. Enquanto o mundo propaga o culto ao corpo e ao sexo como algo corriqueiro, os loucos por essência ainda defendem o encontro de corpos que aproximam almas, que aproximam vidas. E, estar na cama é mais que pura carne, é ver um ser carregado de sentimentos e desejos e, por isso, ir além da satisfação pessoal. Estar na cama é proporcionar o ápice de um conjunto de satisfação projetada desde a primeira troca de olhar, do primeiro galanteio e do primeiro sorriso de possibilidade de um envolvimento. Sendo assim, o sexo é o complemento ou o fechamento desse conjunto de elementos que estar longe do carnal, que é fruto de sentimentos mais densos e profundos, que só os loucos por essência conseguem compreender. O sexo é um ato de entrega de almas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Pessoas Cadentes



Hoje, antes que o sol despontasse no horizonte, fui até a varanda ver o fim da noite e vi algumas estrelas que teimavam em brilhar, lutavam contra uma certa ordem natural, na qual o dia chega e a noite vai embora e junto com ela as belezas noturnas que dão lugar a uma nova beleza recoberta pelo brilho de uma estrela diurna que chamamos de sol.
Ao contemplar tão fantástica beleza, me pus a pensar que muitas pessoas são como as estrelas, teimosas. Mas, com uma grande diferença, elas lutam em resistência contra ordens que passam longe do natural, na qual a noite e o dia já não são possíveis de ver com tanta beleza. E, o fim de uma noite e o nascer de um novo dia, já não é tão belo e muito menos, motivo de alegria. Pois, o horizonte denuncia mais um dia de fardo e labuta, de exclusão e repressão, mesa vazia e crianças nas ruas, olhares com ódio e lágrimas nos rostos, e o amanhecer se torna um lugar inseguro que nos enche de medo.
E, as pessoas, como as estrelas, que teimam em brilhar, lutam para que ao despedir-se da noite, o horizonte anuncie uma nova ordem mundial: de respeito e igualdade na nova manhã que se aproxima.  E o horizonte volte a ser um sinal de um mundo melhor onde os sonhos não sejam sinônimos de algo impossível. 
Estava imerso naquele mar de refluxos mentais e ainda encantado com a resistência daquelas estrelas, enquanto eu pensava que as estrelas cadentes nos possibilitam a realização de um desejo, foi quando, num piscar de olhos, uma delas rasgou o céu, gerando uma bela chama de fogo que iluminava aquele manto negro que começava a perder sua bela cor.
Creio que ao me ver ali, contemplando  sua  resistência e ao imaginar os inúmeros desejos contidos em meu coração, fez seu último passeio celeste rumo à terra, gerando um belo espetáculo de doação e entrega, concedendo a mim um pedido, que oferecia a mim com a doação de sua vida. Muitas pessoas são como as estrelas cadentes que nos concedem a realização de um desejo, pois assim como as estrelas cadentes, entregam suas vidas para que muitos outros possam desejar um novo mundo e nos possibilitam sonhar com uma vida melhor e possível.
Diante disso, o que nos resta é, além de sonhar, é ir à luta e realizarmos os inúmeros desejos que temos e só possíveis de realização pelas doações da vida de muitos companheiros resistentes e teimosos como estrelas deste início da manhã, sobretudo aquela que se tornou cadente concedendo-me a realização de um desejo. Um desejo que venho te oferecer como meu gesto de bom dia nesta nova manhã que se inicia.

Mobilização dos Jovens - Um convite a ser santo.wmv

sábado, 20 de agosto de 2011

Sintomas

Hoje uma mensagem me deixou rindo o dia inteiro, rindo a toa, e tudo ficou mais belo
Como é possível uma simples mensagem mexer tanto conosco?
Influenciar todo o nosso dia e nos fazer transmitir tanta alegria?
O mundo parecia ter mais sentido, a vida parecia o sonho mais lindo
O vento que balançava as árvores me lembrou daquele cabelo solto pelo ar
Meus pensamentos estavam focados somente naquele sorriso, o mais radiante e encantador
Cada gesto que por mais bruscos que tenham sido, tornam-se os mais delicados
Os meus pensamentos eram só lembranças, memórias de  cada encontro de outrora
E cada memória era relacionada às mais belas possibilidades
E tudo se tornou saudade, vontade, desejo de ter aqueles abraços ali
A aquecer meu corpo, a me aliviar do frio que começava a incomodar
E a saudade tornou-se necessidade, de ter tudo aquilo ali, fora de mim
Queria poder sentir o calor, o cheiro e a maciez daquela pele
Queria ter tudo ali, ao alcance das mãos e não somente aqui, dentro de mim
O que é isso, sentir tanta necessidade de alguém que não tivemos nada em profundidade?
Isso tudo é tão estranho, mas é tudo isso que você me faz
E em cada momento que não estás aqui o que mais quero é poder te ter naquele instante
Ouvir você me dizer que quer me abraçar e assim eu poder sentir teu cheiro
Em teus braços te acariciar e fazer cafuné, cheirar o teu cangote
Te colocar no colo e te encher de beijos e você suspirar de tanta delícia
E como não tenho nutella para te servir, eu te ofereço creme de cupuaçu que eu mesmo fiz
A noite chega e a minha necessidade é de você aqui ao meu lado, de juntos olharmos o céu
Olharmos a lua e as estrelas e ver como elas se tornam tão simples quando você sorrir
De te contar história, te fazer carinho e admirar tua beleza até você adormecer
E pela manhã, preparar um café da manhã, te levar na cama e te acordar com beijos suaves
E tudo parecer o mais belo sonho e poder te dizer que eu quero muito mais que isso com você
Mas, como isso são apenas sintomas de algo que eu ainda não sei o que é
O que me resta é apenas esperar, esperar que a vida nos proporcione tudo isso um dia,
Que a vida nos proporcione muitos, e que sejam muitos dias desses.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Um convite a reflexões mais profundas: uma reflexão sobre as organizações juvenis na contemporaneidade


          
          Duas costuras elaboradas em preparação a 15ª ANPJB (Assembléia Nacional das Pastorais da Juventude do Brasil) intituladas “A velocidade da vida contemporânea”, foram uma tentativa de esboçar um panorama da realidade da juventude brasileira na complexidade da vida contemporânea com o intuito de relacionar, de alguma forma, os desafios desta realidade com a ação desenvolvida pelas Pastorais da Juventude do Brasil. Contudo, suas reflexões podem contribuir, também, com os momentos de reflexão e decisão sobre a vida de algumas organizações no seio da Igreja e movimentos sociais.
Ambas costuras tinham o intuito de despertar os leitores para um novo olhar sobre a vida contemporânea, de modo especial relacionado à vida da juventude, apontavam para um olhar cuidadoso, no sentido de estarmos mais atentos à ampla e complexa realidade que estamos inseridos. Será que estamos realmente inseridos? Se sim, como estamos? Estas indagações foram um balizador da reflexão instigada, pois, muitas vezes nos deparamos com ações desenvolvidas por diversos grupos da Igreja que parecem viver em um mundo completamente fora da órbita da realidade atual[1]. Práticas cada vez mais recorrentes e mais amplas e que, preocupantemente atingem e influenciam grupos que desenvolvem práticas embasadas em uma lógica mais sólida e menos superficial no serviço à juventude. Encarar esta realidade de ações superficiais no trabalho junto à juventude, faz-nos ou deveria nos fazer questionar sobre nossa presença e atuação neste chão duro e árduo da contemporaneidade tão evidentes.
É possível cometer equívocos, mas, diante da realidade apresentada por tais organizações e por uma escuta profunda dos interlocutores de suas ações desenvolvidas, esta pode apontar se tais ações apontam para um enfrentamento ou fuga do mundo real. Na ação da Igreja Católica junto às juventudes não podemos negar o diferencial dos serviços oferecidos pelos Centros e Institutos de Juventude, que, junto a outras organizações presentes na Igreja, como as pastorais da juventude, e organizações sociais, apresentam significativa inserção na complexa realidade da juventude contemporânea da sociedade de forma geral. Um importante exemplo é a Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens, desenvolvida pelas pastorais da juventude.
Se assim é, o que acontece com a dinamização das organizações eclesiais com missão voltada para ação social, política e valorização da vida em plenitude que parecem a cada dia estarem mais fragilizadas? Esta reflexão em que colocamos nosso olhar voltado para estas organizações é apresentada de forma mais ampla por François Dubet em sua obra “El declive de la  instituición”[2]. Tudo aquilo que ele apresenta em seu texto muito tem a dizer para as organizações sociais e conseqüentemente para as organizações eclesiais que estão preocupadas com a vida do povo. O texto aponta para algo que muitas organizações já vivenciam há tempo. Mas, que, como uma reação comum nas instituições, fogem do enfrentamento com o novo e de encarar que a proposta que as instituições tendem a defender não corresponde mais as realidades que a vida contemporânea apresenta.
Algo a destacar na reflexão de Dubet é que não são as instituições em si que estão em crise, mas os programas institucionais que estas instituições tanto se recusam em modificar ou mesmo a abandonar e, assim, entram em crise. Isso acontece muitas vezes pelo medo gerado diante de propostas ousadas e renovadoras. Dubet aponta em seu texto, que as novas propostas surgem para que as instituições tenham continuidade e não para que elas acabem. Contudo, se há uma irredutividade a mudança, isso sim levará ao declínio a instituição.
Para se pensar novas propostas, as instituições não podem deixar de estarem em sintonia com seus destinatários/interlocutores, no caso das instituições que esta reflexão se destina, as juventudes. Sem um movimento de escuta destes interlocutores, o máximo que se poderia fazer seria uma reflexão teórica sobre tal realidade. Quem pode e deve dar conta de apontar a direção a ser seguida é a própria organização, através do envolvimento de todos os atores que fazem parte da mesma, sempre atenta à realidade em sua totalidade, dando voz e vez àqueles a quem a ação é destinada, os jovens e as jovens. 
A leitura da realidade a partir dos sentidos e das percepções dos/as jovens poderá dar uma evidência mais fortificada ao que parece estar fragilizado. Este tipo de leitura nos permitirá, não só ver, pois, a visão muitas vezes nos mostra o que parece ser e não o que de fato é. Uma atenção neste formato nos levará a vivenciar diretamente a realidade concreta, o que possibilitará oferecer, de fato, o que os atendidos necessitam e esperam que se ofereça a eles. Lembremos o que disse certa vez Carmem Lúcia (da CAJU), em um momento de planejamento e construção de um plano de ação. Ela indagava sobre até que ponto o que estávamos oferecendo a juventude era o que eles precisavam ou era o que achávamos que eles precisavam. Esta indagação dever estar presente constantemente em nossa prática e em nossos planejamentos.
Pensar em uma leitura da realidade que perpasse pelos sentidos e percepções da juventude é estar atento a toda globalidade social dos indivíduos, tais como sua realidade: cultural, econômica, política, étnica, identitária e religiosa, entre outros aspectos. Se fecharmos os olhos será possível vermos nosso grande neotéfilo, Hilário Dick, pronunciar que: “isso de fato é ouvir os gritos da juventude”.
A escuta dos gritos da juventude deve provocar em nós um movimento de transformação e renovação de nossa prática. Poderia se dizer que se há irredutividade de qualquer organização em rever seu programa, demonstra que esta sofre do mal da institucionalização das organizações sociais, que é a existência pela própria existência e não mais por aquilo pelo qual a organização fora criada. O que são as escolas sem os estudantes? O que são Igrejas sem os fiéis? E o que será de uma organização de formação juvenil sem o e a jovem e suas associações de pares? As organizações de formação juvenil surgiram para a juventude e, se isso hoje se tornou secundário, esta organização perde o sentido de sua existência. Hoje, é preciso voltar os nossos sentidos para aqueles para o qual estas organizações surgiram e de onde jamais deverá se afastar.
Nossa releitura da realidade, feita a partir dos gritos da juventude, e da escuta das percepções dos atores envolvidos direta e indiretamente na vida das organizações eclesiais ou não, apontarão os Novos Rumos para as organizações juvenis na Vida Contemporânea.


Nota: É envolvido pelo desejo ardente de continuidade destes espaços que esta costura se materializou e espero que possa servir de provocação de novas reflexões para estas organizações ao momento em que pararem para rever e escrever mais uma página de sua história, carregado da história de tantos e tantas protagonistas que iniciaram estes projetos tão belos, que sofreram, resistiram e lutaram para construir uma proposta à favor da vida da juventude.


[1] Podemos considerar como atividade fora de órbita toda ação desenvolvida sem considerar o resgate ou promoção humana, visando apenas a visibilidade da instituição ou o seu bem estar. Por exemplo, os grandes eventos de massa que bastam em si mesmo, ou mesmo a realização de atividades superficais e descompromissada com vida de seus interlocutores, como o oferecimento de ações apenas para atender as exigências das agências internacionais de financiamento. Algo mais radical ou extremo é quando as instituições sociais influenciados pela lógica mercadológica oferecem atividades como mera mercadoria de consumo, perdendo com isso o caráter de prática libertadora de suas ações.
[2] DUBET, François. El declive de la instituición. Barcelona: Gedisa Editorial, 2006.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Pescador e o Dia da Amizade


No dia 02 de outubro de 2002, costurei algumas palavras que resolvi postar, hoje, neste ateliê. Pois, celebra-se na data de hoje, 20 de junho, o dia do amigo, ser que para quem me conhece sabe o quanto me é valioso, o quanto me é raro e sagrado, são minhas rosas negras, meus cúmplices. E, a costura que elaborei diz muito deste ser que celebramos neste dia, o amigo. Talvez, pelo valor que atribuo a este ser, este dia não seja o mais adequado para esta postagem, mas sendo este dia o mais próximo daquele ser que me é tão raro, o ser cúmplice, postarei tal costura no dia de hoje, dia do amigo, na espera de estabelecermos, num tempo próximo, o Dia do/a Cúmplice (O Dia da Cumplicidade), alguém tem alguma sugestão?
Como a costura original, referia-se ao dia do meu aniversário, resolvi fazer alguns ajustes, postar alguns remendos, diga-se de passagem, com bons retalhos. Em fim, feito os devidos ajustes, eis que segue a costura que iniciava assim:


Raríssimo/a Cúmplice, (Chega ser redundante chamar um/a “Cúmplice” de “Raro/a”, mas, não custa nada destacar o quão raro é este ser na atualidade, em que as relações se tornam cada vez mais individualistas) Opa! Desculpe-me, a intenção é apenas postar a costura, e cá estou eu fazendo comentários. Então, voltemos à costura.

Talvez você não compreenda o motivo de receber uma carta minha, mas não estranhe, é que fazendo algumas leituras me deparei com uma crônica atribuída a Vinícius de Moraes, e por hoje, ser o dia do Amigo, resolvi postá-la no meu ateliê, além de enviá-la para quem me é raro, meus e minhas Cúmplices.
Por que enviá-la? Após ter lido a crônica de “Vinícius”, fiz uma retrospectiva de minha vida, lembrando de como tratei meus cúmplices. Será que lhes proporcionei alegria enquanto convivi com cada um/a deles/as? Fui sincero? Será que deixei algo que marcasse a minha presença na vida deles/as? Se deixei, espero que tenha sido algo de bom, pois não consigo admitir, que eu tenha sido em vez de um amigo(Cúmplice), um fardo na vida deles/as, alguém que eles/as, a todo momento rezavam para que eu ficasse o máximo de tempo distante, evitando, assim, o desconforto da minha presença.
Felizmente, diante destes questionamentos e ao ver os momentos passarem diante dos meus olhos como se fosse um filme, percebi que me esforcei ao máximo para que cada pessoa que conviveu comigo me tivesse como Um Verdadeiro Amigo/Cúmplice, e parece que consegui um bom resultado. Hoje, no dia do Amigo escrevo esta carta para você, que como diz “Vinícius”: “talvez não saiba que está incluído na sagrada relação de meus amigos” - Se eu tivesse pensado essa Micro Costura seria assim: “Talvez não saiba que faça parte do meu sagrado e precioso jardim de rosas raras”.
Geralmente em datas festivas, especiais como é o caso do dia de aniversário, costumamos presentear as pessoas, e como já citei anteriormente da retrospectiva e de todos os questionamentos que fiz sobre como agi com os meus/minhas amigos/as(Cúmplices), percebi que hoje é um dia em que eu deveria presentear meus e minha Cúmplices e não ser o presenteado, pois eu não preciso ganhar nenhum presente, não que eu tenha tudo o que quero e desejo, mas, por ter algo que é indispensável para a minha vida e tenho certeza de ser o melhor presente que eu poderia ganhar neste dia, que são meus e minhas Cúmplices( Amigas e Amigos).
Em fim, este ateliê é um espaço para apresentar minhas costuras, mas deixarei exposta a Crônica de “Vinícius” e peço que a leia atentamente, e, saiba que quando a li, há mais de 9 anos, assustei-me, pois parecia que ele estava retratando tão perfeitamente o sentimento que tenho por meus Cúmplices(Amigas/os) e sendo assim, saiba que as palavras que “Vinícius” usou nesta crônica é a expressão escrita do meu sentimento, ou talvez, seja apenas um fragmento do que sinto por você, que “Talvez não saiba que faça parte do meu sagrado e precioso jardim de rosas raras”.
Esta é a maneira que encontrei para Homenagear e Agradecer pelo presente que você me deu, que é de te ter como Cúmplice.
Paz e Vida Longa!
Pescador - um ser ousa costurar palavras

_________________________________________________
Amigos
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
“Vinícius de Moraes”

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Riso - a poesia mais bela



Quando eu era criança, meu riso era a minha única poesia, e ouso dizer que ele tenha sido a poesia mais bela que eu tenha costurado um dia. Talvez, mas só talvez, pois a vida é demasiada grande para abarcá-la em meus tão mínimos pensamentos, seja por isso que eu insista tanto em manter o meu riso sempre em evidência.

Creio que ainda penso como criança, por achar que essa poesia ainda possa encantar alguém. Mas, tudo bem! Posso ser chamado de iludido ou não, utópico e sonhador, o que importa é que meu riso permaneça, pois ele revela a minha alma contente por poder viver e costurar a cada dia um novo retalho neste grande mar que é a vida.

Por mais que eu já não seja mais criança, ou não seja mais aquela criança da minha infância, não acredito que esta poesia possa estar ultrapassada, caduca. Mesmo que, hoje, eu percorra por mundos que nos impedem de dar valor aos detalhes da vida, as coisas simples, mas que fazem grande diferença.  Assim, seja o riso apenas riso ou ainda, apenas minha poesia infantil, continuarei a ostentá-lo. O riso é indispensável na descoberta e construção de um mundo novo.

Pois, o riso é a mais bela e pura poesia, mesmo que seja uma poesia infantil. É uma poesia necessária aos descobrimentos do mundo e o torna mais belo. Embeleza este nosso mundo que a cada dia se torna mais senil. 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Prece da Manhã




Possibilitador de toda existência

Venho agradecer-te em prece
Pelos presentes que, a cada dia, me entregas
Por poder acordar e sentir o milagre da aurora
Agradeço-te por poder sentir, a cada manhã, o raio de sol
Canto a Ti, uma singela prece sem fim
Pois, a cada dia sinto o teu amor por mim
No orvalho que molha cada planta deste chão
Na canção que os pássaros melodiam em perfeita harmonia
Canção que me faz dançar com o vento
A criação que se renova a cada dia
Receba a prece deste simples pescador que te agradece
Numa prece que me faz dançar de alegria
Por mais um dia vida.
Faz aproximadamente uma semana que elaborei essa prece, a fiz durante toda a madrugada do dia 5 deste mês (julho de 2011) até o dia amanhecer. Já pela manhã, logo após ter concluído minha prece adormeci, um sono tranquilo e acalentador. Fazia tempo que não adormecia como naquela manhã, talvez por fazer tempo, também, que eu não fizesse uma prece com tanta intimidade com Deus. Não sei exatamente se fora a prece em si ou se foi o que coloquei nela, minha entrega total, que tenha provocado essa sensação de paz interior e que tenha me proporcionado um sono tão especial naquela manhã.
Acordei, como o de costume, aproximadamente cinco horas após adormecer. O dia parecia ter um ar diferente, creio que ainda era efeito da minha prece da manhã, da minha sincera integra ao Senhor,  de abrir meu coração em prece. Após acordar, continuei a vivenciar meu dia como o vivia nos dias anteriores àquela prece da manhã,tomei meu café das 11, preparei meu almoço, tudo enquanto  elaborava minhas costuras e mantinha meus contatos virtuais, além de fazer as tarefas do espaços que estou envolvido pastoral e socialmente.
Enfim, ao final daquele dia, recebi uma ligação de proposta de emprego, de imediato, lembrei da minha prece da manhã, e da minha entrega ao Senhor ao meditá-la. Mas, resolvi esperar um pouco e continuar a meditá-la até que se efetivasse a possível proposta de emprego. No dia seguinte fui conversar sobre a proposta e descobri que não era nada certo, pois a proposta dependia da aprovação do projeto que a instituição tinha apresentado junto a um processo de licitação. 
E, ontem, uma semana após ter elaborado e estar meditando minha prece da manhã, recebi a confirmação de aprovação do projeto no processo licitatório e consequentemente a confirmação da minha contratação pelo projeto. Vale dizer que outras notícias recebi, desde que comecei a meditar a minha prece da manhã. Tente fazer isso você também e verás que logo receberás as graças por sua entrega ao Senhor.

Paz e Vida Longa!
Atenciosamente, 
Um Pescador que ousa costurar palavras.
 Cuide-se e juntos cuidaremos do mundo.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Costura Explicativa 8 - Sábado e Domingo e o ócio produtivo

O sábado e domingo é um tempo de ócio , tempo de esperar ser visitado por uma nova inspiração para as postagens da semana seguinte, entre ...