Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Grupo de Jovens - Espaço de Formação

Na costura anterior, pensamos o grupo de jovens enquanto um espaço de convivência. É no encontro com outro, que descobrimos quem somos. Os e as jovens buscam os grupos com os quais se identificam e são aceitos, gerando assim, os mais variados tipos de grupos.


Queremos pensar o grupo também como um espaço de formação, onde os jovens, podem expor suas idéias, dialogar e construir saberes acerca da sua realidade e do mundo que os envolvem. Descobrem o “diferente” que existe em cada um. E, neste diferente, encontram também seus próprios interesses, aspirações, direitos, deveres, potencialidades e limitações.


Os grupos de jovens ligados às pastorais da Igreja buscam integrar à sua formação, dimensões que englobam toda a vida: afetiva, ajudando a ser pessoa; social, integrando-o no grupo e na comunidade; espiritual, ajudando a crescer na fé e no seguimento de Jesus; política, desenvolvendo o senso crítico e ajudando a tornar-se sujeito transformador da história e a técnica, capacitando para a liderança, planejamento e organização participativas. Estas são as cinco dimensões da Formação Integral que possibilita uma formação pessoal, política, social e religiosa.


Na formação integral, deve-se considerar que os jovens estão se aproximando deste espaço formativo e ainda não têm profundo conhecimento dos elementos que a incorporam. Para que a formação, nesta perspectiva, se dê de forma mais harmônica, devemos dar atenção a um elemento fundamental e cada vez mais raro nos grupos de jovens: a pessoa do Assessor. Este tem o papel de orientar e acompanhar a caminhada do grupo sem perder de vista o protagonismo dos jovens.


Assim, o aprendizado acontece em mutirão, na comunidade, no grupo. Os e as jovens que se dispõem a fazer esta experiência, serão jovens diferenciados em suas realidades capazes de questionar e refletir valores referentes à vida, à família, à cidadania. A formação é um processo continuo que vai se dando ao longo do tempo, de acordo com caminhada e abertura de cada jovem. Pensando desta forma, podemos dizer que o grupo de jovens é lugar do engajamento, da articulação, do crescimento e cultivo da fé e da utopia.
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Costura publicada no Jornal de Opinião Edição  940 - 07 a 13 de junho de 2007
Co-autoria de: Ana Clésia Alcântara e Irmão Carlos Henrique Silva

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Grupo de Jovens - Espaço de Convivência

O ser humano é um ser social, necessita de relacionar-se com os demais para se constituir como pessoa. No decorrer da vida e a partir de suas experiências pessoais e em grupo constrói seu sistema de valores e significados constituindo assim, sua identidade. Os jovens que não têm a oportunidade de viver essas experiências importantes para sua formação, acabam por se tornarem pessoas inseguras e se deixam facilmente levar pelos apelos dos meios de comunicação. Por isso, muitos têm dificuldade de dizer não, de assumir compromissos ou posicionar-se criticamente diante da sociedade.

A sociedade vem impondo aos jovens inúmeros desafios. A globalização, o individualismo, a avalanche de informações, a falta de oportunidades, entre outros, faz com que o jovem muitas vezes se sinta sem referência. É aqui que encontramos a necessidade de um espaço onde o jovem possa dar sentido à sua vida. O grupo é um lugar privilegiado para conhecer sobre si, sobre o outro e sobre a sociedade.  

Quase tudo que fazemos, seja na Igreja, na comunidade ou em qualquer ambiente, fazemos em grupo. Percebemos que os jovens buscam a formação ou reafirmação em diferentes grupos – skatista, roqueiro, punk, hip-hop, religioso, etc – com os quais se identificam e partilham objetivos comuns.

Nos referindo aos grupos de jovens ligados às pastorais da Igreja Estes tem uma característica diferente: tem como objetivo central a evangelização de outros jovens na perspectiva da formação integral e do protagonismo juvenil. O grupo segue, de maneira jovem, as orientações da Igreja Católica a partir de suas diretrizes. Assim, o entendemos enquanto um grupo Pastoral.

Podemos destacar três aspectos importantes da vivência grupal:
Proporciona situações onde aprendemos a buscar, juntos, uma solução para os problemas que surgem. Possibilita o crescimento em grupo e em comunidade. Isso pressupõe interesse de todos por problemas e temas comuns. À medida que todos participam, o grupo cresce. Promove espaço de diálogo, no qual todos participam com igualdade, cada um dentro de suas possibilidades e conhecimentos.

Pensando assim, fica fácil compreender, porém não podemos nos esquecer de que a participação no grupo é um processo contínuo de aprendizagem. O grupo de jovens é um espaço para se aprender a sair de um pensamento individual para ações coletivas.
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Costura publicada no Jornal de Opinião Edição  nº 939
Co-autora: Ana Clésia Alcântara (Psicóloga)

sábado, 2 de julho de 2011

Rio Grande do Sul

Cai a chuva, chega o frio
Flores nascem, folhas caem
O espinho machuca a mão descuidada
Ao mesmo em que protege a rosa rara
Pétalas contam se meu bem me quer
E se o mal me quiser, 
Já que não sei cantar, me porei a dançar
Dançarei as melodias do amor
Pois, o amor é sempre o melhor caminho
E toca sempre as notas certas
O acorde perfeito, na mais perfeita harmonia
E o amor não tem fronteiras
É um mar dos sentimentos mais belos
Mar formados por rios que veem de todas as direções
Onde descobri um rio especial quem vem do sul
É um rio grande, e de tão grande
Pequenina fica a minha embarcação
A batida do meu coração
É quem dita o ritmo que a conduz
E não terá correnteza ou mesmo solidão
Que me fará perder a direção
O percurso é longo
E no firmamento está o rumo a seguir
Nas estrelas e no luar que há tempos cuidam de mim
O luar e as estrelas serão meus guias
Até que eu enxergue
O sol que me iluminará a noite fria
Neste rio grande do sul.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Bençãos Junina


Fiz uma fogueira para homenagear São João

Pipoca, pamonha e balão
Fiz a fogueira mais bela
E pedi para chover no sertão
Pedi a São João 
E Santo Antônio, confirmou
Que faça chover no sertão
Como São Pedro mandou
Mas, que a chuva não caia num  lugar
Seja repartida para quem dela precisa
Que a chuva nos banhe de alegria
Com o plantio farto e mesa cheia
Crianças fortes e povo feliz

domingo, 19 de junho de 2011

Cicatriz - Campanha contra a violência doméstica infantil / Movimento de luta contra qualquer forma de violência.


Esta publicação faz parte do Movimento de luta contra qualquer forma de violência. O vídeo trata da violência doméstica praticada contra crianças. A agressão, violência praticada contra crianças deixam marcas indeléveis, marcam para a vida toda. "Algumas feridas não se tornam apenas cicatrizes, ficam marcadas na alma por toda a vida." Não silencie, não deixe impune, denuncie! O seu silêncio é a continuidade da violência. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

É assim que se perpetua a cultura da violência - Movimento de luta contra qualquer forma de violência



É assim que se perpetua a cultura da violência. Hoje lutamos por uma cultura de paz e não violência, e nos deparamos com um episódio lamentável e repugnante como estes. Nenhum lugar deve ser espaço para a violência ou muito menos possibilitá-la, e o educativo, que deveria ajudar a todos/as a ver um mundo melhor, igualitário, livre e democrático, hoje, na PUC-RS, torna-se palco de violência, antieducativo, sectário e antidemocrático.

E, para nós, educadores e cidadãos de direitos, que lutamos a favor da vida, por uma cultura de paz, o acontecido na PUC-RS torna-se motivo de vergonha. Pois, o espaço educativo, é um dos espaços privilegiado para ajudar a juventude a atuar socialmente de forma respeitosa, e com firmeza frente a qualquer forma de opressão e repressão e não ser o promotor de tais atitudes.

Manifesto-me aqui como forma de apoio e solidariedade à Tábata (Cumplíce querida) e a todas as companheiras/os estudantes da PUC-RS, que ao exigirem um DCE mais transparente e um processo democrático para eleição das chapas e das/os delegadas/os do CONUNE, foram covardemente agredidas/os.

Tenho a esperança que este ato de resistência sirva como inspiração à luta contra outros processos desrespeitosos e, que as lutas sejam justas, sem covardia e violência. Sobretudo, violência contra a quem defende o ambiente acadêmico como espaço de transformação social, de construção de outro mundo possível.  

Diante de tudo isso, da luta por um mundo sem violência é que divulgo este vídeo como mais um ato do Movimento de luta contra qualquer forma de violência.

Segue o relato de Maurício Peronte sobre o ocorrido: “Covardia no DCE: agrediram a Tábata e outra estudante que lutavam por uma eleição democrática. Quando apagaram a luz, a Tábata se abraçou na outra garota, pois um dos caras tentou dar um soco nela; se agarraram na urna pra se proteger; caíram e foram chutadas por esses calhordas. Já foi feito o boletim de ocorrência. TODO O NOSSO APOIO PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DO DCE DA PUC. FORA COM ESSES AGRESSORES!!! 

sábado, 11 de junho de 2011

Dia dos namorados ou mais um dia do consumo/capitalismo?


O dia dos namorados.
Este dia só cabe para as pessoas que se enquadram nessa situação, que tem ou são namorados. Não podemos de forma alguma nos sentir menor, inferiores, por não estarmos namorando. Hoje, li em uma atualização de uma amiga no Facebook, que me fez pensar e costurar sobre o assunto, e, para melhor entendermos o que segue descreverei aqui o seu post: Eu não passo o dia do índio com um índio, da árvore com uma árvore nem Tiradentes com o Joaquim José da Silva Xavier então porque tenho que passar o dia dos namorados com um namorado? Mas, ainda assim, se alguém insistir mais de uma vez em me dar presente eu aceito”.

Inicialmente, essa manifestação parece mais um ato de quem lamenta o fato de todos terem com quem passar esse dia e a pessoa não. Mas, devo dizer que é isso que o sistema em que estamos inseridos quer que sintamos. Sei que isso não é o caso da minha amiga, pois a conheço bem e sua frase final, Mas, ainda assim, se alguém insistir mais de uma vez em me dar presente eu aceito”, mostra o real motivo de seu post, que é fazer piada e, diria mais, apresenta um sutil sarcasmo sobre este dia e reforça o que seguirá. E foi a íntegra de sua mensagem que me motivou a desenvolver essa costura e por isso vou usá-la para tecer as palavras que seguem.

O dia do índio, da árvore e até de Tiradentes, são datas criadas para valorização do que: o índio, a árvore e o Tiradentes representam.

Índio: o respeito, a valorização e o reconhecimento das comunidades indígenas, dizimadas por ocasião da invasão de suas terras, ao que chamam de "descobrimento do Brasil".

Árvore: faz-nos lembrar, já que temos a memória curta, de que os recursos naturais são finitos e é preciso cuidar da vida no planeta e lutar contra a exploração e desmatamento indiscriminados em prol do capital.

O mesmo segue para o Sr. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, esse dia deve-se ao reconhecimento de sua luta em prol da libertação, por mais contestável que seja, de um povo, das amarras dos mesmos "descobridores do Brasil”, os mesmos responsáveis pelo desaparecimento de tantas comunidades indígenas.

O dia dos namorados, esse sim, merece seu questionamento, sua indignação, não por não poder ou dever passar esse dia com um namorado, mas por esse dia ser mais um dia do capital, o mesmo capital que outrora incentivou a invasão das terras do sul da América Latina e hoje, faz com que nossa fauna e flora sejam extintas.

O dia dos namorados é mais um dia para se comprar presente e fazer lucrar o sistemas capetalista e fazer com que quem não tenha namorado ou namorada, sinta-se menor, diferente, fora do sistema, fora de órbita e acabe por usar argumentos nem sempre adequados, como o uso de datas de valorização de povos e lutas merecidamente reconhecidas como igual as datas unicamente frutos do e para o capetalismo.

Ou seja, só passa o dia dos namorados com um namorado quem o tem, ou até quem o pode passar, no sentido corporal, uma vez que o mesmo sistema que nos incita estar com o namorado, comprar presente e por aí segue, é o mesmo sistema que nos obriga a trabalhar para ser alguém em sua lógica, ou seja, ter dinheiro. Passar o dia dos namorados com um/a namorado/a é uma situação conseqüente de se ter namorado, o dia não pode ser superior ao relacionamento, o dia está para o relacionamento e não o contrário, como nos quer fazer sentir o sistema capetalista.

Assim, essa data deveria ser, em vez de um lamento por quem não tem namorado/a, mais um dia para lutar pelos direitos de vida e liberdade que as referidas datas anteriormente citada representam, o dia do índio, da árvore e de Tiradentes.  E, a lógica da mensagem que motivou esta costura, se enquadraria muito bem, a outras datas, se não criada pelo capitalismo para incentivo do consumo e gerar dependência dele, como o natal e o papai noel, e o nascimento de Jesus substituído pelos presentes, a páscoa e o coelhinho, e a ressurreição trocada pelo chocolate, e até o dia das mães, data dedicada a tantas lutadoras que diariamente labutam para educar seus filhos em um mundo que incita ao individualismo e ao consumo inconseqüente. 

sábado, 21 de maio de 2011

Um presente noturno


O sol já se punha e o céu já estava escuro
Tudo estava calmo, só o meu coração gritava
Gritava com toda sua força para irromper aquele silêncio
E, foi naquele silêncio que a noite me disse:
Bom dia, cheguei para te fazer companhia
Não gosto de te ver tão só, esse teu jeito me dá dó
Trago a lua e o luar para iluminar teus sonhos, teus planos
Não feche os olhos que o sol ainda vai demorar
Deixe-os bem abertos para ver
Para ver o presente que eu trouxe para você
Olhe as estrelas que insistem em aparecer
Que insistem em aparecer só para te ver
Elas brilham por você, um brilho belo, um brilho cálido
Que te aquece do frio que insiste em se instalar em teu coração
As estrelas me iluminam só para verem o teu sorriso
Sinta o meu cheiro que é o cheiro do teu amor
Um cheiro que te alivia a dor da ausência que preenche tudo
Eu te presenteio com a noite mais bela
Com aquilo que dizem ser milagre, ser miragem
O teu presente não é miragem
O teu presente é mais que milagre
Eu te presenteio com minha presença mais rara
Eu te dou uma noite com sol
E realizo o teu sonho mais intenso
De viver com a tua amada
Com tua rosa bela e rara
Com tua rosa negra.

sábado, 14 de maio de 2011

Decidir e Lutar


Ser herói e nunca ser reconhecido,

É possível ser herói escondido?

Muitos nomes surgem na luta por um mundo melhor

Mas, o que se divulga é sempre o pior:

“Os arruaceiros, os ladrões de terra,

Os desocupados, os acomodados

A luta pela terra é criminalizada”

A igualdade de direitos banalizada

Até quando vamos continuar a fechar os olhos para nossa gente?

Os heróis e heroínas deste povo sofrido um dia serão percebidos, evidenciados?

Na luta, suas vidas são ceifadas, são calados e ameaçados,

Nosso herói do campo quer ter um pedaço de terra para plantar e colher

Quando, na maioria, o muito que tem é mal uma cova onde pode morrer

Nosso povo pobre que luta por acesso a uma educação de qualidade

E rejeitar, de vez, um diploma mal qualificado para ser colocado no quadro

Reconhecer a luta de homens e mulheres pelo direito de amar livremente

E não serem apontados na rua por manifestar seu amor a uma pessoa do mesmo sexo

Gritar que não há nada de errado em amar e não existe regra para o amor

O amor se manifesta independente de sexo, etnia, credo ou cor

Lutemos com o povo negro para que reconheçam seus direitos e valor

E não serem lembrados ou beneficiados apenas por sua cor

Quando a liberdade de fato será proclamada?

Quanto preconceito e exploração ainda existente

Até quando vamos tratar outros humanos como menos gente?

Dizer: "basta!" Não é suficiente,

É preciso correr o mundo e denunciar

Dizer que ainda se mata quem tentar falar

Alguém poder dizer: “eu queria falar, mas, eu tenho medo”

O medo não existe quando não mais se vive

Quando a vida em si já é a morte

O morto tem medo do que? Medo de morrer?

A morte já não nos amedronta mais,

Lutemos para vencer o medo de viver

De viver neste mundo cheio de preconceito e violência

De viver morrendo e nunca ser lembrado

Juntemos nossos corpos falidos aos muitos ceifados

E lutemos, lutemos até a morte final do corpo que está cansado de sofrer

Lutemos para que morramos vivendo

Morramos vivendo nossa vida cheia de conquista de direitos

Não podemos esperar, é preciso decidir, ir em frente, e lutar

Lutar por terra, teto, agasalho e pão

Lutar por saúde, transporte, trabalho e educação

E conquistar voz, sorriso e brincadeiras na rua ou no quintal

Banho de cachoeira ou mergulho no mar

E felizes possamos plantar, colher, costurar e pescar.

Só assim talvez consigamos conquistar nossa vida e morrer

E ter cada herói e heroína do povo reconhecido
E, então morrer como um povo feliz.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Um mestre do riso


Hoje, perdi uma costura que trabalhei para homenagear essa grande alma. Juntamente com outra alma que passou por aqui e, também, nos deixou grande exemplo de vida, anunciou a paz e plantou, assim como Chico tem plantado, o riso na vida de muitos.

Esta semana essa alma grandiosa, Chico Anysio, completou 80 anos de idade. Nascido em Maranguape, Ceará, Brasil, aos 12 (doze) dias do mês de abril de 1931, Chico é grande exemplo de ser humano, que através do riso tem plantado a paz e alegrias neste mundo, cheio de ganância, banhado em sangue de muitos inocentes e que tem caminhado aceleradamente rumo ao caos, destruição e extinção. O Grande mestre Chico tem inspirados muitos e a mim de forma particular, pequeno diante de sua grandeza, mas grande admirador e aprendiz da arte de fazer rir, arte que esta grande alma sabe usar com maestreza.

Deixo aqui minha gratidão a esse mestre.

Segue abaixo a costura declamada por Chico no vídeo.

Mundo Moderno (Chico Anysio):

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio – maior maldade mundial.
Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matungo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.
Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, maratonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas. Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos… Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meia-água, menos, marquise.
Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cante a minha canção (Costuras inacabadas do pescador)

Ando tão preocupado com o mundo e com a tristeza de quem amo que me esqueço de mim. Olho no espelho e não reconheço o que vejo. Um ser moribundo, meu reflexo não é meu, meu reflexo não sou eu. Mesmo assim, sigo adiante, como um ser forte e inabalado, enganado por aquilo que finjo ser.

Enquanto por dentro, no âmago do meu ser, eu preciso de ti cuidando de mim, sem eu fingir ser aquilo que não sou. E sendo aquilo que só você, em seu colo, ao cantar a minha canção, me faz lembrar quem realmente eu sou. E, ao me olhar com teu riso cantado, o teu riso me faz sorrir e sentir que é possível ser feliz. E o reflexo do espelho já não importa mais, pois, em teus olhos eu consigo ver, sem mancha ou enganação, meu verdadeiro ser.


quarta-feira, 16 de março de 2011

Eu te perdi para mim


Um sorriso, um encanto

Um jeito sedutor, um jogo sem regras

Encontros e despedidas; chuva, atraso e conversa

Ensaios e “sai fora’s”, não me mexe, não me trisca

Cama, aconchego, afago e abraço,

E, assumir que “é sempre tudo lindo” quando o encontro acontece

Frio, choro e desejos; beijos apaixonados, outros rejeitados

Beijos roubados, outros impensados,

Liberdade que aprisiona, ou seria que atrai?

“Até porque, ninguém está preso a nada”

“A não ser ao desejo de se permitir viver simplesmente”

Riso solto que surge a cada encontro

Viagem que tiram dúvidas, encontros que confundem

Ele diz: “casa comigo”

Ela diz: “mudou o significado”

Ele pergunta: “o que aconteceu?”

Ela responde: “foi tudo lindo, e o tempo nos tornou amigos”

Ele ficou sem compreender a impossibilidade causada pela amizade

Dizem que o amor a amizade estraga, mas a amizade pode estragar o amor?

Parece que próximo a isso, foi o que aconteceu

E, em uma mistura de tristeza e alegria ele diz: “eu te perdi pra mim”


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Atitudes como está é lamentável...

(O fato acorreu durante a visita de Amazonino Mendes, prefeito de Manaus, a uma área de risco na qual uma mulher duas crianças morreram soterradas no último final de semana)

É lamentável que coisas como essa aconteçam em um país tão rico. Sou paraense e tenho uma estima muito grande por Manaus. Tenho muitos amigos deste Estado irmão, além de inúmeros amigos paraenses que moram por lá. Estes últimos trabalham e contribuem com a economia e desenvolvimento local colocando sua competência a serviço.

A reivindicação da moradora é legítima e a atitude de Amazonino é desrespeitosa e sua declaração após o ocorrido é maior ainda. O prefeito é um servidor público, e deve estar a serviço do povo que o elege e é quem o sustenta, e sem dúvida merece respeito.

Um administrador público que não sabe ouvir o povo, não é digno de representar o povo. Com certeza no período eleitoral, candidatos políticos como Amazonino se lembram desses moradores, dessas áreas de riscos, mas, logo assumam o poder, esquecem do povo que os elegeu. E na hora que são cobrados de suas promessas agem com arrogância e desrespeito para com seu eleitorado.

A moradora é a voz de muitos que sofrem pelo descaso público, é a voz de muitos que por medo calam-se. Cansados das promessas eleitoreiras, se conformam a viver em situações indignas e se esquecem de seus direitos. Ela é a pedra que grita ao calar da boca daqueles que denunciam esse sistema excludente.

Independente da origem. Seja de Roraima, do Pará, do Maranhão (como menciona Amazonino em sua declaração após o ocorrido), entre outras origens, todos são merecedores de atendimento público adequado e com dignidade. E nunca uma reivindicação, cobrança do povo por vida digna, respeito e conquista de seus direitos devem ser tratados da forma que Amazonino agiu em relação a moradora/eleitora.

Ir a público, depois, tentando explicar sua reação minimiza, mas não justifica, minimiza pela condição humana que estamos passivos de cometer equívocos, erros, mas, antes de qualquer coisa, nosso olhar deve ser o de olhar, a partir, da capacidade humana de viver a dor do outro, compreender as situações, muitas vezes desconfortantes.

Sendo assim, Amazonino deixou de agir tanto como um servidor do povo, pois foi eleito e é mantido por este e deixou de agir como cidadão que busca o bem comum. Aqui não está uma análise de sua atitude preconceituosa em relação aos paraenses que moram em Manaus, mas, sua incapacidade de ouvir e acolher, enquanto servidor do povo, as reivindicações de vida digna para este mesmo povo que o elegeu e o sustenta.

Dispenso e ignoro qualquer manifestação contrária a esta minha manifestação que tenha como motivação, a defesa partidária ou mesmo rixas regionais. Pois, meu olhar ateve-se na avaliação do exercício correto do poder público e no exercício e prática de atitudes que visem o bem comum, o exercício da cidadania.

Evitei no texto, por minha origem, fixar-me em um discurso religioso, mas em síntese, a lamentável cena que motivou esta costura, só foi possível pela incapacidade que muitas vezes temos de desenvolver um olhar cristão, um olhar de cuidado humano, um olhar com-Paixão. Enquanto não contagiarmos a quem temos contato com a pandemia do resgate humano, do cuidado, ainda vamos ter muitas atitudes como esta, preconceitos e desigualdade.

Entre na campanha: Não grito com ódio no olhar, dou abraço com-paixão.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Aprendizado noturno



De noite, como as corujas e outros seres noturnos
Contemplo a beleza e os mistérios que as noites revelam
Costumo olhar o céu e me perder no tempo ao contemplar a lua e as estrelas
Solitárias, elas brilham iluminando as noites frias e, também, solitárias
Noites solitárias que são preenchidas pela ausência de quem amamos
Pelas lembranças dos momentos que nunca se repirão
Ao contemplar as noites tenho aprendido muito coisa
Aprendi com as estrelas a não sofrer com a solidão
Não sofrer com a solidão causada pela ausência de quem amo
Causada pela distância que afasta minha amada de mim
E me impede de sentir seu cheiro, ouvir seu riso
Cobri-la de beijos e aconchegá-la em meus abraços.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sentimentos de um cúmplice - sobre ficar e partir e frio que gela o corpo e a alma

Bruno, Lelé, Aline e Eu - Apresentação: Uma vida em prol da juventude

(Sobre ficar e partir. Estes dias senti um frio que me gelou a alma. Frio causado pelas ausências de alguns cúmplices, então teci a costura que segue abaixo, destinada inicialmente ao Bruno e Aline e durante sua construção destinou-se, também, ao Lelé, Leca, Rique, Ju e Wanessa. Após achar que tinha finalizado, enviei a costura, com cópia para todos/as que mencionei anteriormente e, recebi alguns retalhos que posto aqui. Posto por considerar que são parte de uma costura que eu apenas iniciei e agora se tece por várias mãos.)

Oi, meus afilhados, meus amores, meus cúmplices,
 Hoje, ao fazer uma busca de vagas de emprego, a saudade me pregou uma peça, encontrei entre os diversos anúncios uma vaga oferecida pela Zethos (o Bruno trabalha na Zethos), foi quando me dei conta que vocês não estão mais aqui.
Ontem, eu conversava com Lelé que para mim vocês ainda estavam morando ali, que no final de semana eu poderia ficar lá com vocês, essa foi a forma que encontrei para driblar a dor da partida que ameaçava despertar em meu coração. Mas, o anúncio me fez acordar e um frio apertou meu coração, tudo pareceu gelar e incomodar meu corpo e a alma.
Não sei como, mas meu corpo, desafiando a ciência que diz que a água exposta a baixa temperatura congela, liberou um choro dolorido provocado pelo vazio que se instalara em meu peito ao acordar e perceber que não poderei ligar e dizer a qualquer hora: "estou indo aí ficar com vocês".
Sei que vocês devem estar acordando para esta nova realidade e devem estar sentindo isso que, também, aperta meu coração. Escrevo entre choro este sentimento e não quero provocar ou piorar este sentimento que nos gela a alma. Só quero dizer o quanto amo vocês, mesmo que vocês já saibam e sintam o quanto é verdadeiro este sentimento.
Desejo profundamente que tudo ocorra da melhor forma possível nesta nova temporada desta série (Só a gente) que terá mais um cenário (SP) de atuação, mas que espero que tenha muitos momentos de gravações comuns (Só a gente - para sempre).
Uma alegria que tenho é estar morando com Lelé, que me tranquiliza ao saber que no outro quarto está um grande cúmplice e, assim, quando o frio apertar e fazer doer o coração, chorará junto comigo essa dor, pois também sente o vazio que sinto. E depois, riremos chorando até o riso nos invadir por completo.
Espero grande sucesso nessa nova temporada do Só a gente, agora na versão MG e SP, vamos fazer de tudo para que tenhamos grande audiência sem a participação de tão especiais, raras e competentes estrelas e quem sabe com o retorno das estrelas: Leca, Rique end Family (Ju e Biel) e Wanessa. Vocês, também, estão em meu coração, o livro onde escrevo o nome de quem me é raro – os meus e as minhas cúmplices.
Meu coração é um jardim de rosas raras, um jardim de rosas negras, jardim em que cada um de vocês tem um cuidado especial.
Beijos gelados
Paz e Vida Longa!
Com amor e frio,

Um Cúmplice que sente frio e ama

Aline diz:
Chorando... não consigo dizer nada...

Bruno diz:
Mauro,
 Simplesmente: Choro e saudades!!!! TE AMO!!! Esperamos você aqui!!!
 L
 Bruno Luz

Lélé diz:
Meus bons amigos-cúmplices...
Acabei de voltar do almoço... me preparava pra voltar à rotina aqui do serviço quando me deparo com algumas coisas que penso, sinto e também queria ter dito.
E com isso, a rotina, as tarefas, tudo pode esperar.
Partilho com vocês que tenho vivenciado um tempo de profundas e radicais emoções. E cá estou, vivo, “... apesar dos perigos...” (como canta o poeta). E muito de ter sobrevivido a tudo isso, deve-se a vocês.
Nesses anos todos, as minhas dores doeram em cada peito... as minhas alegrias ressoaram em suas risadas... as minhas lágrimas correram dos seus olhos. As minhas vitórias, nós as alcançamos.
Como disse (ou tentei dizer, não sei se consegui) à Aline e Bruno, domingo, muito do que hoje sou e tenho devo à cada um. Com isso, se dói a ausência de parte de mim, fica a esperança de que parte de vocês caminham sempre comigo, batendo e pulsando vida em minhas veias.
Ter a nobre companhia de Mauro, nesses dias, tem sido alento, força e esperança.
Alento nos momentos de dor, com a partida de Aline e Bruno, com a doença de minha mãe, com o período de afastamento de Babi (graças a Deus encerrado).
Força, na idéia da construção de novos espaços, novos conhecimentos.
Esperança de que nossos planos, tão caros e doces, venham a se tornar concretude, realidade.
E tudo isso se torna pequeno, quase nada, quando percebemos o amor com que construímos essa história linda, e as inúmeras pontes que ligam Belo Horizonte, São Paulo, Marília, Marapanim, Ananindeua, Belém, Itapecerica, Barbacena, Juiz de Fora, Vila Real, Lisboa... não pontes físicas, mas essas pontes sentimentais, que me fazem conhecer bem Belém sem jamais ter visitado, que os fazem conhecer Lisboa sem ser por imagens...
Cá estou. No momento sozinho, mas curtindo a companhia de cada um no meu coração.
E encerro lembrando doces palavras que minha prima mais velha, Manuela, me disse quando esteve conosco há poucos dias:
“Saudade é o amor que fica...”
Com amor, saudade e esperança, fica meu sorriso, misturado à lágrimas, na certeza de que todos ficamos bem, uns com os outros...
Abraceijos, com carinho...

Alessandro “Lelé” M. Seara

"Uma caminhada de mil léguas começa com um pequeno passo." (Mao Tse-Tung)

Bruno diz:
Gente... Haja lágrimas...... L
Amo vcs... DEMAIS.... Lelé – vc, Mauro, Rique, ou melhor... Todos são irmã(os) escolhidas(os).
Esperos vcs aqui em kza (SP). Mas sabiam que estaremos em BH todo mês fevereiro será entre os dias 10 e 12.
Lindos, Lindas!!!!!!!!
Só a gente na cabeça!!! Vamos brilhar em Minas, SP, Pará, etc. A distância será um detalhe, teremos dinheiro para viajar todo final de semana de avião... Vamos lutar para isso!!!

Bruno Luz

Wanessa e Eu - Festa a fantasia
Wanessa diz:
Genteeeeeeeee,
Que saudade eu estou de vocês.... Cada um tem um lugar especial no meu coração, nunca me esqueço dos momentos que passamos juntos... e se Deus quiser, vamos nos reencontrar, em breve!!!
Amo muitoooooooo vocês.... Aline e Bruno, meus afilhados lindos, desejo-lhes tudo de mais belo, onde estiverem...
E Mauro, Lelé, e todo mundo: É recíproco o carinho e amor manifestados...
Beijosssss.... e saudades...

Wanessa

Ju e Eu - Chá do Gabriel
Rique diz:
Nunca fui bom nas palavras... Mas, elas vem do coração.
Um aperto no peito a cada lembrança da presença (Física) de vocês em minha vida...
Lembro como se fosse hoje, quando um dos meus sonhos se tornou realidade. Ser do CAT.
A partir daí descobri que não foi o desdobramento de um sonho e sim de uma linda amizade.
Vocês foram e ainda são, pra mim, referência de vida.
Obrigado, sentir uma amizade verdadeira como a nossa vale a vida!!!

Bjus do Henrique, Ju e Biel
Leca e Rique - Serra da Piadade

domingo, 23 de janeiro de 2011

Entre ficar e partir


(Para Si e Tiago, que não apenas partiram, mas, permanecem aqui)

O que se diz na hora de se despedir?
Tchau? Desculpe o incomodo? A bagunça?
Muita coisa pode ser dita e nada também
Há tanta coisa entre o ficar e o partir
Que a despedida se transforma em ritual
A cada dia convivido é um pouco da gente se despedindo
A despedida é dolorosa pela construção que fazemos
As descobertas, os segredos revelados e os juntos construídos
Manias estranhas que a cumplicidade acolhe
Bichos que decoram os lugares, mas que, de vez enquanto, assustam
A vivência da intimidade permitida
Que por sinal é uma merda, mas vale à pena e faz parte
Que o diga a cumplicidade...
Quem fica não fica mais só e quem parte também não
Permanecem as lembranças, que ficam e que vão
Vamos e ficamos juntos nas lembranças do outro
Entre o ficar e partir existe uma infinidade de detalhes
Que o ritual da despedida nos permitiu construir
Testado na simplicidade da convivência
Leite quente ou gelado? Prefiro bacon no prato
Dois bifes de frango e dois de porco!
Frango com quiabo? Nem pensar!
Há quem goste de tomate, mas, prefiro cebola
Frita, cozida ou assada
“Eu Nunca”, quem quer jogar?
E agora não posso dizer que “eu nunca” comprei fiado
Tudo seria normal e não esquisito se eu não fosse um desconhecido
Chuva, barraca montada e noite estrelada
Lei de silêncio, conversa e risada
Abacaxi que empresta o sabor á cachaça
Refrigerante feito de mate e chapéu de couro
O café na mesa que parece um banquete
Trilha de escravo, sol, lomba e cachoeira
Corujas que não anunciam mau agouro
Mas, fazem companhia nas noites frias
Uma pipa com valor absurdo
E a convivências com pessoas maravilhosa que não tem preço
Casa cheia e agora vazia
Só as lembranças preenchem cada canto
Da casa e de mim
Então eu digo, obrigado por tudo
E na despedida se diz: "até logo"
E se complementa dizendo:
"Foi muito bom o tempo que passamos juntos"
E, assim, fica o desejo e a esperança do reencontro próximo

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Um pedido apenas


O que pedirei ao meu amor?
Não pedirei nada
Quando se ama, só de saber da existência da pessoa amada
Nosso coração exulta de alegria
Mas, desta vez eu pedirei
Pedirei uma coisa apenas
Peço apenas que não pense em mim
Gaste seu tempo com teus projetos
Com teus sonhos, com tuas lutas
Vai, vive tua liberdade, respire outros ares
Leve teu sorriso a quem a vida deixou de sorrir
Não te negues viver teus amores
Ame sem reserva e não pense em mim
Não pense se estou com frio
Se eu comi direito ou se eu estou dormindo a noite
Não pense em mim, não pense
Não pense se as lembranças me fazem sentir frio
Se ainda sinto minha mão te aquecendo e aliviando a tua dor
Se eu a cada instante desejo teu riso sorrindo ao meu lado
E continue a roubar rosas para te dar
Mesmo que não estejas aqui
Não pense em mim, não pense
Não pense se eu choro ao lembrar os momentos que não vivemos
Se minha alma sente falta dos nossos carinhos e carícias permitidos
Se as lembranças dos beijos roubados e dos abraços trocados
Fazem meu corpo estremecer de frio
O arame farpado pode até me machucar
Mas nunca impedirá que eu continue meu caminho
E consiga a mais bela rosa para te presentear
Não pense se eu te amo, ou o porquê amar você
O mundo é muito grande e talvez não consigamos caminhar sozinhos
Por isso, firme teu olhar no horizonte e tente alcançá-lo
Não te prendas as amarras do passado
Um futuro lindo te espera
A porta está fechada e só pode ser aberta por dentro
Não pense em mim, não pense
Viva a tua vida e não pense em mim
Basta que eu, a cada respirar, pense
Pense em nós
Por mim e por ti
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