Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Entre ficar e partir


(Para Si e Tiago, que não apenas partiram, mas, permanecem aqui)

O que se diz na hora de se despedir?
Tchau? Desculpe o incomodo? A bagunça?
Muita coisa pode ser dita e nada também
Há tanta coisa entre o ficar e o partir
Que a despedida se transforma em ritual
A cada dia convivido é um pouco da gente se despedindo
A despedida é dolorosa pela construção que fazemos
As descobertas, os segredos revelados e os juntos construídos
Manias estranhas que a cumplicidade acolhe
Bichos que decoram os lugares, mas que, de vez enquanto, assustam
A vivência da intimidade permitida
Que por sinal é uma merda, mas vale à pena e faz parte
Que o diga a cumplicidade...
Quem fica não fica mais só e quem parte também não
Permanecem as lembranças, que ficam e que vão
Vamos e ficamos juntos nas lembranças do outro
Entre o ficar e partir existe uma infinidade de detalhes
Que o ritual da despedida nos permitiu construir
Testado na simplicidade da convivência
Leite quente ou gelado? Prefiro bacon no prato
Dois bifes de frango e dois de porco!
Frango com quiabo? Nem pensar!
Há quem goste de tomate, mas, prefiro cebola
Frita, cozida ou assada
“Eu Nunca”, quem quer jogar?
E agora não posso dizer que “eu nunca” comprei fiado
Tudo seria normal e não esquisito se eu não fosse um desconhecido
Chuva, barraca montada e noite estrelada
Lei de silêncio, conversa e risada
Abacaxi que empresta o sabor á cachaça
Refrigerante feito de mate e chapéu de couro
O café na mesa que parece um banquete
Trilha de escravo, sol, lomba e cachoeira
Corujas que não anunciam mau agouro
Mas, fazem companhia nas noites frias
Uma pipa com valor absurdo
E a convivências com pessoas maravilhosa que não tem preço
Casa cheia e agora vazia
Só as lembranças preenchem cada canto
Da casa e de mim
Então eu digo, obrigado por tudo
E na despedida se diz: "até logo"
E se complementa dizendo:
"Foi muito bom o tempo que passamos juntos"
E, assim, fica o desejo e a esperança do reencontro próximo
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