Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Na simplicidade está o segredo da felicidade


Aquela manhã o dia pareceu-lhe incomum, como se fosse possível isso acontecer, como se houvesse dias comuns. A noite o abraçou como se soubesse de algo que ele ainda estava por descobrir. O sol pareceu-lhe o mais belo de todas as suas lembranças. O vento e a brisa oscilavam entre o frescor, o frio e o calor. Sentia um perfume que pairava pelo ar que não sabia de onde vinha e o fez viajar no tempo. Reviveu muitas de suas memórias adormecidas, perfumadas por um conjunto de aromas suaves. Entre risos, sentiu sua face molhar com uma água salgada que brotava da janela de sua alma e vinha de seu mar interior.

Parecia que tudo resolveu lhe visitar naquela manhã. As árvores pintavam um verde que lhe lembrou dos olhos de alguém, que aquele momento não fez diferença, a beleza daquele verde bastava em si. Nunca tinha visto flores tão coloridas como percebera naquela manhã ao passar por elas. E ali descobriu a origem de tão variados perfumes que o fez chorar sorrindo. Questionou se aquelas flores com aquele perfume tão intenso sempre estiveram por ali, por seu caminho. Ou o que o levara a notar aqueles perfumes tão intensos e aquelas cores vibrantes das flores, que pareciam borboletas repousando de suas tarefas diárias de colorir o vento. Aproximou-se e espantou-se quando viu aquele belo panapaná, multicor, que sua presença fez sair voando do meio daquelas flores e pintaram o vento. Sentiu-se extasiado com visão tão bela e simulou ser um pintor a pintar o ar e riu. Riu de si mesmo, de sua ação delirante e insana.

Ação insana para quem passava por ele e o via a agir sem se preocupar com a censura dos olhares, escravos da padronização da sociedade. E ele, pela primeira vez, sentiu uma sensação de liberdade, mesmo sem pensar sobre o sentido dela, bastava o que seu corpo dizia sentir. Sua manifestação livre e desprendida dos padrões sociais deixava quem passava por ele deslocado a questionar o que viam. Mas, com medo do que encontrariam como resposta, preferiam chamá-lo de louco. Assim são chamados quem decide seguir as vontades do corpo e esquecer as construções racionais (regras) que nos limitam, nos escravizam ao nos impor como devemos agir. O corpo não mente, a mente pode até tentar, mas o corpo denuncia. Hoje, estamos tão acostumados aos padrões sociais que não conseguimos perceber as reações de nosso corpo quando algo nos tira a liberdade. Se soubéssemos ouvir o que o corpo nos diz, conseguiríamos perceber quando não estamos sendo verdadeiramente livres.

Aquelas pessoas não percebiam, mas seus corpos queriam juntar-se àquele corpo que simulava um pintor e que ao pintar o ar parecia mais uma coreografia, parecia dançar ao som de uma canção que só ele ouvia. Existem canções que só os corpos percebem, mas só alguns, livres e sem amarras, e só esses deixam se envolver por elas e assim entram na dança. Eis uma expressão de liberdade, dançar ao som que não se ouve. Os corpos são essencialmente livres, mas a racionalidade humana os fizeram escravos. O corpo dele, naquela manhã, quebrou os grilhões que o prendia e iniciando com o movimento coreografado de quem pintava o ar, começou a dançar.  Dançou ao som da melodia mais bela, dançou ao som da liberdade, acompanhado por aquelas flores voadoras, aquele panapaná com suas cores vibrantes e que deixavam o seu balé mais envolvente. Algo que ele não sabia explicar o envolvia e o deixara leve, a agir como se estivesse sendo levado pelo vento, a sentir-se vento.

Seu sorriso estava contagiante, quem o via desejava estar ali, junto a ele, experimentando sua felicidade insana que contagiava quem dele se aproximava, simulou um ciranda que fez alguns dos passantes juntar-se a ele e enquanto dançavam, a chuva o veio visitar como que para abençoar sua capacidade de levar o riso à vida de quem há muito não sorria. A chuva veio lavar o preconceito de quem ainda relutava entender que a liberdade não é loucura e abençoou quem se juntara àquela dança de alegria, àquela ciranda do respeito à diferença e do riso presente. Ela veio se fazer presente nesta cerimônia que ele ainda não sabia do que se tratava. E já findava o dia quando ela foi embora, veio se fazer presente  e dizer-lhe que estava junto em seu breve propósito de anunciar que o fruto da liberdade é a felicidade. “Breve propósito”! Repetiu ele ainda sem entender tudo que estava acontecendo.

Ainda dançavam quando surgiu no céu um lindo arco-íris, que com suas cores vibrantes dizia que não podia deixar de comparecer em uma despedida tão linda. Despedida? Todos se entreolharam sem entender o que aquele sinal queria dizer. “Despedida!” Repetiu ele que começava a entender tudo que acontecera em seu dia e por ter tido um dia tão magnífico. Todos ainda sentiam uma força superior que os envolviam no mesmo sentimento de amor. Então o arco-íris partiu, deixando em evidência um céu límpido e de um tom de lilás jamais visto, que lentamente foi escurecendo, e sol, lá no horizonte, enviava uma luz hipnotizante e parecia não querer ir, mas não podia ficar e, de longe, ninguém viu, mas o sol chorou por ter que partir e deixá-lo ali. A noite voltou com todo seu mistério e desta vez mais misteriosa do que nunca, mas ele já percebera o que aquele dia o reservara, sentia no profundo de sua alma o motivo de aquele dia ter sido tão diferente. Então ele, olhando cada mulher, cada homem, cada criança e cada ser que esteve com ele naquela dança, disse: “chegou a hora, já sinto a presença dela, sinto que, hoje, ela se aproxima de mim”.

Na verdade, todos os dias de sua vida tinham sido assim, ele só nunca o percebera, pois para ele sorrir e fazer o bem nunca foi  algo extraordinário, sempre fora uma prática cotidiana. E naquele dia, o cosmo apenas o fizera perceber o valor de sua vida de simplicidade, de amor e cuidado com os seres da terra. A lua começou a ocupar seu lugar na órbita terrestre e as primeiras estrelas começaram a iluminar o céu e ele a se maravilhar com o que via e disse: “cada ser tem sua estrela que brilha através dos sorrisos que damos ao outro sem que para isso precisemos perdê-lo, pois o riso não se subtrai quando o damos, o riso se multiplica e torna a vida mais bela”. Como gesto de agradecimento por ter uma presença tão sublime ali, todos o abraçaram, num abraço que transmitia bem querer, aconchego e paz. E, em meio aquele abraço, olhou o céu e rio para a lua que lhe sorria, e agradeceu os milhões de risos das estrelas que também vieram fazer presença no dia do seu encontro mais esperado.

Em meio aquele gesto de amor de cada pessoa que entrou na ciranda, em que a lua e as estrelas vieram iluminar seu encontro tão esperado, seus olhos transmitiam uma esperança penetrante, esperança na humanidade, esperança que a realização de um mundo melhor é possível.  Olhando cada rosto que estava ali a lhe abraçar, pronunciou as seguintes palavras: “Amada morte, será hoje nosso encontro mais profundo? Ou queres apenas um beijo meu?” Questionou já sabendo a resposta, e acrescentou: “Diante de ti, resta-me apenas, entregar-me”. E expressou o sorriso mais belo que um ser humano fora capaz de expressar, por saber que aquele encontro era sinal que sua missão tinha chegado ao fim, e sorrindo fechou os olhos e adormeceu, nos braços daquela ciranda de amor.

E todos que ali estavam não choraram, foram preenchidos por uma alegria nunca sentida. Todos se admiraram quando a luz do luar e das estrelas concentrou-se sobre o corpo dele que era aconchegado naquele abraço coletivo. E como mágica seu corpo converteu-se em pura luz e espalhou-se no ar, e todos se viram abraçados como se estivessem assinando uma aliança de amor.  E então souberam que aquela presença era o amor que se fez humano para nos ensinar que na valorização das coisas simples, do cuidado com o próximo e com a natureza está o segredo da felicidade. E a maré que passou o dia inteiro agitada acamou-se e recolheu suas ondas deixando que aqueles raios de luz iluminassem suas águas.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Costura Musicada: Circo da Alegria (Atchim e Espirro)



Hoje é dia do Palhaço e para homenagear este personagem sinônimo de alegria, publicamos neste dia, que também é dia de Costura Musicada, a canção Circo da Alegria, de Atchim e Espirro, uma dupla brasileira de palhaços que emplacou diversos hits durante a década de 1980 e que se separaram em 1989. Após um hiato de 12 anos na carreira,  a dupla retomou os trabalhos em comercial viral de uma marca de remédios para gripe. Fazendo com que quem teve a alegria de dançar com os versos desta costura musicada, recordasse com saudosismo sua infância.

Sobre a Costura Musicada: Circo da Alegria - se existe uma canção que sempre me veio à tona, nas minha recordações da infância, foi Circo da Alegria. Por diversas vezes me peguei cantando esta canção em momentos mais variados e diria até impróprios, mas sempre foi motivo de risos e alegria. Talvez seja pelo amor que tenho pela arte de fazer sorrir.

E hoje, quando pensei em postar uma canção em homenagem ao dia do palhaço, a primeira canção me veio a mente, adivinha qual foi? (risos) Mais do que fazer parte do meu imaginário infantil, a escolhi para postar no dia do palhaço, por ser de autoria de uma dupla destes personagem que fazem parte do imaginário alegre de tantas pessoas, e que apesar de não apresentar no seu título o nome Palhaço, a canção Circo da Alegria ao meu ver, mais do que falar do circo, lugar que geralmente se vinculam os palhaços, ela é uma homenagem a este personagem, que apesar ser a atração indispensável no picadeiro (circo), atua também em espetáculos abertos, de rua, em teatro e até em programas de televisão, como foi o caso dos nossos palhaços costureiros de hoje. 

E para não alongar demais nossa costura de hoje, e perder a graça no dia palhaço, fico  por aqui. 

Paz e Vida Longa! 

Antes uma pergunta: Hoje tem palhaçada? E o palhaço o que é? 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Costura Encadernada - O Menino Marrom (Ziraldo)


Neste dia dedicado a Consciência Negra, a Costura Encadernada que trazemos é O Menino Marrom do multi costureiro Ziraldo*.  Nosso costureiro de hoje é mineiro de Caratinga, nascido no dia 24 de outubro de 1932, é colunista e jornalista brasileiro e multi artista, tendo ótimas habilidades como cartunista, chargista, pintor, dramaturgo, caricaturista, escritor, cronista, desenhista e humorista. É um dos escritores infantis do Brasil mais conhecido e aclamado. É pai de um dos personagens mais famosos da literatura infantil brasileira.

Sobre a Costura Encadernada - O Menino Marrom: através da amizade entre dois meninos, são apresentadas reflexões sobre o cultivo da paz e bons sentimentos.  Com uma abordagem “simples” e divertida, pontua através da convivência aventureira entre o Menino Marrom e o Menino Cor-de-rosa temas como diferenças humanas, a separação de pais, a adoção, a deficiência física e preconceitos étnicos e raciais. A busca pelo o “por que” das coisas serem como são, torna a história destes dois amigos uma instigante costura. 

Esta é uma daquelas costuras que vai envolvendo a gente, nos deixando sem ar ao nos apresentar novas formas de ver o que estamos acostumados a ver apenas por um prisma, o prisma do preconceito, de certa forma nos faz repensar sobre o como estamos vivendo nossas vidas e sobre a importância do olhar despreconceituso - comum nos olhares infantis. Creio que essa seja a grande lição: viver o despreconceito. Por isso, escolhi esta costura para o dia da Consciência Negra, que por mais que possa não ser essa intenção inicial de Ziraldo, a costura nos ajuda a refletir sobre o respeito às diferenças humanas, e de uma forma leve, prazerosa e, sobretudo, perspicaz, aborda o preconceito étnico e racial tão recorrente em nossas relações, se tornando uma ótima ferramenta para trabalhar estas questões com os pequenos ou mesmo gente grande.

Termino por aqui, meus comentários, na esperança que mais gente grande possa contemplar esta costura que está classificada como literatura infanto-juvenil, que mesmo com essa classificação apresenta grandes lições e nos dá alguns tapas-de-luvas. Adquira a Costura e tenha uma boa aventura com a história da amizade entre o Menino Marrom e o Menino Cor-de-rosa. Paz e Vida Longa!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Costura Musicada - Versos Simples (Tati Portella/Chimarruts)



São os ventos do sul que mais uma vez trazem nossa Costura Musicada. Com Versos Simples da banda Chimarruts, começamos nossa semana. É uma composição de Cassiane Silva e Richardson Maia, que nesta canção nos mostram suas habilidades na arte da composição musical, sem contar a poética encontrada e elemento marcante em suas composições. Quem dá vida à canção é Tatiana Portella (Tati Portella) com sua voz suave e aveludada que harmoniza e torna nossa costura musicada de hoje uma canção marcante. Chimarruts é uma banda brasileira que tem como estilo musical o reggae, surgiu, nasceu ou aconteceu nas terras do sul, no Rio Grande do Sul no ano de 2000. Com uma formação inicial só de homens, posteriormente, em 2001, Tati Portella, nossa voz de hoje, foi convidada a integrar o grupo e até hoje, através das costuras musicadas da Chimarruts nos agracia com sua doçura ao cantar.

Sobre a Costura Musicada – Versos Simples: além do estilo que faz parte dos que me fazem não ficar parado, sobretudo na dança de troca de perfumes, a costura musicada traz um gosto de saudade, pelo tempo em que pude curti mais intensamente este estilo musical, dos cúmplices que viveram isso junto comigo. E, além disso, por fazer memória da partida para o outro plano de uma das rosas negras que cultivei em meu jardim, falo do grande cúmplice Gisley, que se estivesse vivendo neste plano, no último sábado, dia 17 de novembro, completaria 35 anos de vida.  Para fazer um vídeo em sua homenagem, após sua partida foi essa canção que encontrei para dizer o que sentia, já que por não saber o que dizer ou como dizer, só me restava “meus versos simples, mas que fiz de coração. O vídeo está acessível nos seguintes links: Uma Singela Homenagem: Gisley - Uma Alma Rara no próprio Costuras e Pescarias e no canal do You Tube com o título Uma Singela Homenagem. Hoje, é impossível para mim, ouvi-la e não lembrar dessa grande alma que tive a graça de com-viver. Esse dias o frio tem sido intenso e a irmã morte me olha sorrindo.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Costura Encadernada - A verdadeira história do Pequeno Príncipe (Alain Vircondelet)


A Costura Encadernada de hoje é A verdadeira história do Pequeno Príncipe, de Alain Vircondelet. Nosso costureiro de hoje estudou literatura e filosofia e é mestre conferencista no Instituto Católico de Paris. Renomado biógrafo, entre suas obras que o consagraram estão as biografias de várias figuras importantes da literatura, das artes e da espiritualidade cristã: Blaise Pascal , Charles de Foucauld, João Paulo II, Casanova e sobre o Pai do Príncipe Menino - Saint-Exupéry. Arrisco dizer que Alain Vircondelet é o maior especialista em Exupéry. Outras costuras que envolvem Exupéry estão Saint-Exupéry: Verdade e lendas; Consuelo e Antoine de Saint-Exupéry: Uma história de amor; Foi Antoine e Consuelo de Saint-Exupéry e Saint-Exupéry: História de uma vida.
Para desenvolver a costura que apresentamos hoje, Alain Vircondelet fez um mergulho na vida de Saint-Exupéry durante seu exílio em Nova York, período em que a desesperança tomou conta de Exupéry. Vircondelet contou com ajudas singulares para sua costura, tendo apoio de pessoas que conviveram de perto com Saint-Exupéry. Destaque para aquela que fora considerada uma das protagonistas mais influentes da vida e obra dele, Nelly de Vogué. Ela "fora a sua amiga do coração, sua confidente". Além dos acessos aos arquivos da esposa de Saint-Exupéry, Consuelo de Saint-Exupéry, figura forte, delicada e talentosa, a Rosa do Pequeno Príncipe.

Sobre a Costura Encadernada: A Verdadeira história do Pequeno Príncipe – nos revela um Exupéry pouco conhecido, e até difícil de se imaginar, sobretudo para quem já se deliciou com sua costura encadernada O Pequeno Príncipe, que para muitos dispensa comentários e que neste momento não cabe fazê-los aqui. Esta costura encadernada nos revela o homem que está por trás de uma das personagens mais puras da literatura mundial. Deixando de lado alguns equívocos de tradução e até de português, é uma obra envolvente e que nos faz mergulhar nos detalhes pouco conhecido deste que é um dos meus costureiros preferidos. 
Esta costura nos permite ter acesso a informações reveladoras sobre o que cerca a costura do Príncipe Menino, dedicações, homenagens e inspirações por trás de cada retalho que compõe essa que é uma de suas maiores costuras. À medida que aprofundamos na costura podemos perceber os conflitos existenciais vivenciados por Exupéry e que o influenciaram em sua trajetória de costureiro de palavras. Vircondelet desnuda as insatisfações com a vida adulta que Exupéry sentia, o que o torna um aventureiro em busca de sentido para a sua vida, uma busca pela por sua criança perdida, que se encontrava dentro dele mesmo, em sua mente e corpo de adulto.
Tal busca, o fazia deparar-se com a depressão, melancolia e pela tristeza diante do seu ser da infância, agora perdido e ainda a finitude da vida.  A costura nos apresenta como nasceram o Príncipe Menino, a Rosa e a Raposa e como a costura que envolve essas personagens envolveram Exupéry no seu período de exílio em Nova York e o livrou da desesperança que sentia. 
Hoje, fico por aqui, espero que gostem do que vão encontrar nesta costura que apresentamos. Paz e Vida Longa!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Costura Musicada - Cuida de Mim - (Fernando Anitelli)



A Costura Musicada de hoje é Cuida de mim de Fernando Anitelli, que dispensa apresentação por ter sido apresentado na última costura musicada postada aqui. Mas, vale destacar o projeto ao qual a canção de hoje está vinculada, que faz parte do primeiro álbum do projeto Fernando Anitelli Trio, que é o projeto solo de Fernando. Seu álbum solo tem a mesma qualidade do que conhecemos com O Teatro Mágico, o que já era de se esperar, mas nessa proposta se apresenta sem as fantasias e a maquiagem. Despido desses adereços, o músico se abre para um novo caminho. 

Após anos se apresentando com a trupe d’O Teatro Mágico, Anitelli se mostra com uma nova personalidade, mas com a mesma qualidade e mantendo a mesma mensagem poética de suas costuras musicadas. 

O trio tem como objetivo trazer à tona as músicas de autoria de Fernando perdida pela internet, letras escritas cerca de 15 anos atrás, agora gravadas com nova roupagem. Os  outros dois que completam o trio é são os músicos Fernando Rosa (baixo) e Miguel Assis (bateria), além do Anitelli (voz e violão).

Sobre a Costura Musicada: Cuida de mim – a cação de hoje estreia uma semana mais intimista, um momento de busca por paz interior que muitas vezes nos faz caminhar por entre situações nada agradáveis a procura por uma saída. E essa canção me traz exatamente esse sentimento, na verdade, ela me faz refletir sobre o meu estar no mundo e tudo o que sinto. 

Lembro que quando escutei essa canção no lançamento do álbum: As claves da gaveta, inspirado por ela e por todo o sentimento que aflorava mim, elaborei a costura: Cante a minha canção, que é uma das minhas costuras inacabadas. Bom, por hoje é isso. Paz e Vida Longa!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Costura Musicada - Realejo (O Teatro Mágico)



Para fechar o ciclo de postagens que estabelecemos para esta semana, apresentamos como Costura Musicada para hoje Realejo da trupe O Teatro Mágico, composição de Fernando Anitelli e Danilo Souza.

Idealizada por Fenando Anitelli (poeta, ator, músico e compositor) a trupe O Teatro Mágico (TM), grupo musical brasileiro nasceu no ano de 2003 na cidade de Osasco, São Paulo. O TM é um projeto de difícil conceituação, pela grandeza e harmonia de como o belo da arte é explorado pela trupe, mas para não deixar de dizer algo, usamos sue próprio próprio nome, é mágico, uma vez que a magia reúne ou sintetiza todo o  nosso fascínio por tudo que alimenta nossa fantasia, ao despertar em nós, sentimentos adormecidos ou até mesmo nunca sentido. Mas, a trupe não é apenas uma proposta que nos faz viajar pelo mundo da fantasia. 

A trupe consegue através de sua intervenção poética tratar de temas polêmicos e de suma importância nas práticas cotidianas de uma sociedade, tal elemento pode ser melhor visualizado no seu último álbum A sociedade do espetáculo, assim como no anterior Segundo Ato, nestes dois últimos “a trupe discute o seu cotidiano político/cultural, sem esquecer também o lado sentimental, como foi no primeiro CD (Entrada para Raros, 2003), álbum este que resgata um humanismo individual e coletivo, provocando uma catarse com o forte tom positivista que só sabe quem já esteve em um show d'O Teatro Mágico”. 

Em fim, um grande diferencial deste projeto de arte poética é junção, com maestria de elementos do circo, do teatro, da poesia, da música, da literatura, da política e do cancioneiro popular e diferentes segmentos artísticos numa mesma apresentação.

Sobre a Costura Musicada – Realejo: hoje mais do que a letra desta canção pode evocar, a canção em si faz parte do enredo de postagem estabelecido para esta semana, o que não a torna de menor importância uma vez que ela faz parte do meu grupo de canções que me fazem viajar. E para fechar com chave de ouro a semana, como lembrança do meu amigo Raro Romildo Ramalho, além de apresentar a costura musicada Realejo, posto aqui a costura Alegoria dos porquês de Maíra Viana, que foi inspirada por nossa costura musicada de hoje.  Eu fico por aqui, deliciem-se. Paz e Vida Longa!

Alegoria dos porquês

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Realejo


Sou um errante, passeio pelas ruas procurando uma direção. Sem ela, não há horizonte, caminhar é vão. Ouço ao longe uma linda melodia, melancólica, que me faz alegrar o coração. Das lembranças de nossa canção.
A distância protagoniza nossa história. A liberdade, nossa bandeira. Mas, é a vontade que nos move.
Eu, um ser moribundo, jogado no mundo, sigo o som e vejo um vendedor de sonhos. Triste, sem clientes, que já não encontravam sentido nas sortes dos realejos. Preferiam os infortúnios da realidade inventada aos sonhos comprados a varejo. E eu que já não tinha mais o que perder, pedi ao pássaro para a minha sorte ler. 
E um sorriso de primavera brotou das tristezas que reinava em mim. Pois minha sorte dizia que eu teria felicidade sem fim.
E o vendedor de sonhos sorriu e mais um desejo me concedeu. Meu coração quase explodiu quando a sorte a mim ofereceu, uma luz a seguir, e a sorte dizia: "dela você não deve desistir". Então, eu ganhei de volta minha vida e o vendedor de sonhos sua alegria ao ver voltar a magia sempre contida nas sortes lidas ao som dos realejos

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Costura Encadernada - Ao som do realejo (Péricles Prade)


Ao som do Realejo de Péricles Prade, é a costura encadernada de hoje. Nosso costureiro de hoje é catarinense, nascido aos 7 dias de maio de 1942, na cidade Rio dos Cedros. É advogado, jornalista e escritor brasileiro. Foi vice-prefeito de Florianópolis e é considerado um dos principais autores de literatura fantástica no Brasil, ao lado de José J. Veiga e Murilo Rubião. Sua obra diversificada inclui prosa de ficção, ensaios e poesia. Em 31 de março de 1973 foi empossado na cadeira 28 da Academia Catarinense de Letras, da qual mais tarde seria presidente. Também presidiu a União Brasileira de Escritores, de 1980 a 1982. Péricles é da escola literária contemporânea, cujas características são excessivamente expressas na costura encadernada que apresentamos hoje.

Essa semana eu estou quebrando algumas práticas que estabeleci para este espaço. Ontem postei uma costura musicada que inicialmente estava fora das motivações que sempre orientaram tais postagens, mas que ao final tais motivações estavam expostas no que foi costurado. Já a costura encadernada de hoje, creio que não conseguirá alcançar isso, uma vez que venho comentando costuras encadernadas que já tive acesso, o que não é o caso da apresentada hoje. Contudo, a motivação de apresentá-la aqui, tem a mesma motivação inicial da costura musicada de ontem, o diálogo com o Raro Romildo Ramalho. Pois, resolvi ter o realejo como a temática que perpassaria as publicações desta semana, o que me fez buscar uma costura encadernada que abordassem algo sobre o Realejo. 

Entre minhas buscas não encontrei algo tão específico, mas encontrei esta costura encadernada que tem como título nosso órgão de rolo, o realejo, instrumento de trabalho dos vendedores de sonhos. Mesmo que não trate sobre o instrumento em si, resolvi comentá-la, pois o tem como intitulador e, talvez, seu conteúdo nos remeta ao seu som de alguma forma.

Sobre a Costura Encadernada: Ao som do realejo. Como não tive acesso a obra, não tenho comentários próprios para expor aqui, mas devo destacar que aos que tive acesso, despertaram em mim o desejo conhecer melhor esta costura encadernada, daí um dos motivos de postá-la aqui. 

De acordo com comentários que tive acesso, a costura encadernada de hoje, é uma encadernação de costuras poéticas que, no entanto, não contém poesia; é uma espécie de costura que nem sempre agrada. Quando se termina de contemplar, pensa-se “nada entendi”. 

Os comentários dizem que consiste em um grupo de contos; alguns com começo, meio e fim que, não obstante, também são breves. Às vezes, alguns contos consistem em uma única frase, além de, não raro, composição simples, porém, com sentidos ocultos. São apresentados mundos distintos, usando intertextualidade liberta e inovadora (o que caracteriza a escola do costureiro desta obra). 

O costureiro de hoje, em sua obra, tenta cativar o leitor com uso inovador de linguagem, simbolizada pelo instrumento de trabalho do vendedor de sonhos, o realejo. No entanto, as histórias se mostram confusas, como se fossem, propositalmente ou não, um realejo quebrado, semelhante ao que lembra a costura musicada “Caixa de música quebrada”, de Heitor Villa-Lobos. 

Assim, por apresentar pouco sentido, fica difícil contextualizar. No entanto, o posfácio da costura, de autoria de Álvaro Cardoso Gomes, que tenta dar melhor explicação da temática, até então confusa, da maioria dos “microcontos”. O posfácio, apesar de, por parte, ajudar na contextualização, não apresenta sentido suficiente para agradar o leitor.

Por fim, foram esses comentários, que colocam a costura encadernada de hoje como algo difícil e pouco compreensível que encontramos. E, foi exatamente essa característica que despertou, em mim, maior interesse sobre ela.

E nós ficamos por aqui, até breve. Paz e Vida Longa!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Costura Musicada - Realejo (Chico Buarque)


A costura musicada de hoje, foi escolhida pelo tema que trata e não pelas lembranças ou marcas que ela proporcionou em minha vida, como as anteriores, ou talvez sim. A costura musicada de hoje é Realejo, de Chico Buarque*, que nasceu aos 19 dias de junho de 1944 na cidade o Rio de Janeiro. É músico, dramaturgo e escritor brasileiro e é considerado um dos maiores nomes da MPB. Fazemos um destaque para a sua costura musicada Construção, considerada uma das melhores músicas brasileiras já compostas. Vale dizer da grande admiração por essa figura, socialista. Por sua multi-habilidades que nos presenteou com belas canções, sua poética e dramaturgia. Além de sua postura crítica e sua capacidade de usar das artes para dizer o que pensava e da qual usou para propagar sua crítica à Ditadura Brasileira. Em fim, são numerosos os atributos a este grande nome da cultura brasileira, e que infelizmente extrapolam a proposta deste post, mas que fique a dica de uma busca mais detalhada da história deste que homem que muito bem cantou a alma feminina.

Sobre a Costura MusicadaRealejo: ontem, após retornar de São Paulo, da gravação do DVD do O teatro mágico, que também tem uma costura musicada homônima a do Chico, em conversa com o Raro Romildo Ramalho, ele me fez recordar, ao falar de um de seus desejos, deste instrumento, o Realejo, cantado por Chico Buarque e Fernando Anitelli em suas canções de nomes homônimos. Então fiquei a pensar sobre o assunto, busquei informações e pouco encontrei, sobretudo ao se refere onde adquirir tal instrumento (desejo exposto por meu Amigo Raro) foi quando me veio a inspiração e me pus a costurar, tal ato resultou uma costura homônima ao instrumento e às canções de Chico e Anitelli. Mas, como hoje é dia de costura musicada, resolvi postar a canção de Chico, que fala desse nosso abandono das coisas simples simbolizada através do ofício do vendedor de sonhos e seu realejo posto a venda por não ter mais quem o consultasse. E no próximo dia de Costura Musicada postarei a canção do Fernando Anitelli. E ainda essa semana, postarei a costura inspirada pelo ofício do vendedor de sonhos e seu realejo que inspirou minha costura e a ela o nome emprestou. Hoje, fico por aqui, até a próxima.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Costuras e Pescarias: Finalista no TOP BLOG 2012

Venho agradecer a todas e todos que ajudaram nosso projeto (Costuras e Pescarias) a estar entre os TOP 100 e ser um dos Finalistas do 2° Turno do TOP Blog Brasil 2012.
O Costuras e Pescarias, passou no primeiro turno do Top Blog 2012 e já é um Blog Top 100. Agora estamos no segundo turno e contamos com seu voto. 
A votação pode ser feita por e-mail, facebook e twitter. Cada conta vale um voto, e você pode votar com todas as sua contas virtuais, quanto mais votos, mais chance de eleger o Costuras & Pescarias o Top Blog 2012. 
Conto com você, ajude a divulgar para sua rede de contatos. É só clicar na imagem que você será encaminhado para a página de votação do Costuras e Pescarias no TOP BLOG 2012 e lá você poderá escolher a forma de votação:

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