Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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domingo, 31 de maio de 2009

Ainda vamos mudar esse país


Com a moçada na rua,
Com a moçada sempre em marcha,
Lutando a mesma luta,
Entoaremos em coro:
Somos contra a violência, defendemos a vida plena,

Com nossos sonhos e estilos,
Não queremos ser reconhecidos,
Que seja evidenciado o nosso sonho destemido,
Pois na luta por uma pátria livre e fraterna,
Marcharemos sempre unidos,
Essa é a força das lutas para realização de sonhos coletivos,

Após tanta luta a conquista será conjunta,
Sem precisar mostrar a cara,
Sem precisar de mãos armadas,
Com a bandeira levantada,
Em fim, gritaremos com muita garra,
A vitória foi conquistada.

domingo, 24 de maio de 2009

Meu Vício é Você

Estava sem rumo e você me mostrou um caminho
Não me deixou sozinho
Pegou-me pela mão e foi junto comigo

Ao meu lado, me fez perceber o que eu me negava ver
Ainda existem coisas que são estranhas
Mas com você tudo parece mais fácil

Você me diz que te transmito paz
Mas só transmitir a paz que você traz
Encontrar-te neste momento foi maravilhoso

Contava as horas para ver a noite te trazer para mim
E quando chegavas nada mais existia
Minha noite se tornava dia

Teu sorriso, minha alegria

Toda noite embriagava-me de você
E toda noite eu queria só você
Esperava só por você

Algo que temia então aconteceu
Eu sabia que isso seria um risco
E quando percebi, aquilo virou um vício

Um vício que é maravilhoso ter
Não existe um vício tão lindo
Como o vício que tenho por você.

sábado, 23 de maio de 2009

A voz do coração

Se você soubesse o que sinto aqui dentro, teria voltado correndo,
Você foi para longe e não me avisou,
Quando percebi, eu estava só,
Volta, vem viver eternamente ao meu lado,
Estou a te esperar e essa espera me tortura,
O tempo passa lentamente, segundos são eternidades longe de ti,
A distância me fez ouvir o que diz o meu coração,
Então resolvi ceder,
Só assim é possível dar uma chance ao amor,

Estou guardando o melhor de mim,
Volta, venha ver o que tenho para você,
A felicidade é o mínimo que desejo te dar,
Não preciso da minha mente aprovação,
Venha, desarmei meu coração, não tenho mais reservas,
Quando escutei o que desejava minha estrela guia,
Então construir um lugar para nós dois,
Venha para ver, e juntos vamos sonhar,
Sonhar a nossa vida, e viver os nossos sonhos,

Por ilusões não se deixes levar,
Acorde para a felicidade,
Volte, eu sou seu forte, sou seu norte,
Siga a estrela e me encontrará,
A estrela que brilha dentro de você,
Que bate forte e aponta para onde deves seguir,
Escute o que diz o teu coração,
Ele quer um reencontro,
Escute-o e saberás que ele está à procura das batidas do meu...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Saudade é a manifestação da presença de quem amamos em nós

Em alguns momentos de nossa vida a presença física dará lugar ao pensamento, e por que não dizer a saudade.

Para muitos esta bela e misteriosa manifestação que é a vida, age de maneira muitas vezes estranha: quando nos separa das pessoas queridas e amadas, quando nos apresenta o amado, a amada depois que já casamos entre outras mil coisas, mas, ousaria dizer que não há nada de estranho e sim uma autonomia da vida em sua manifestação, o que não nos impede também de sermos autônomos.

Temos que saber lidar com ela, nada de deixar a vida nos levar. Temos que saber levá-la. Um dia perceberemos em nossas vidas essas manifestações, que hoje, apresentamos em escritos como estranhezas, sobretudo, a experiência da falta, da não presença física.

E aí perceberemos que a saudade é a manifestação da presença de quem amamos em nós e, nos alegraremos ao perceber que, quem amamos sempre estará presente em nós.

E poderemos com muita tranqüilidade dizer: - o seu jeito de ser foi fundamental na construção de meu ser, que, a cada dia, nos encontros e reencontros, se constrói. E muitas vezes nos perguntaremos se ainda vale a pena ser do jeito que somos. Assim, saberemos que será no encontro com o outro/a, que sonha o mesmo sonho, que perceberemos que nem tudo está perdido e que sonhar e lutar por um mundo diferente e melhor ainda é possível.

Estes rabiscos têm por finalidade compartilhar um pouco do que a vida em sua ousadia e autonomia contribui para o nosso estar presente neste mundo, e ter claro que não podemos deixá-la agir sozinha.

Vale dizer que deixei, há muito, o hábito de escrever cartas personalizadas, e quando escrevia não as enviava. Não sei o motivo pelo qual deixei de escrevê-las e muito menos de não ter enviado as inúmeras que escrevi.

Mas sei, que muitos escritos nos ajudam a ver o que muitas das vezes não vemos com os nossos próprios olhos. Escrever ou responder um e-mail, uma carta pode ser remédio, motivação para que continuemos animados a viver.

Sei que devemos manter contato com as pessoas que significaram e significam algo para nós, há várias maneiras de fazermos isso, como: e-mail, telefone, mensagens via celular e os diversos espaços de comunicação virtual, entre outras possibilidades de comunicação e de partilhas e dentre estas a bela arte de escrever cartas. Até sei algumas coisas sobre isso, contudo, durante certo, diria até longo tempo, por falta de hábito ou influenciado pela lógica de isolamento que a contemporaneidade provoca em nós, talvez, não soube o que escrever. Eram tantas coisas a dizer!

Consegui! Vou dar atenção e discorrer alguns rabiscos acerca de alguns questionamentos que recebi de alguns cúmplices para ficar mais fácil e, nos próximos rabiscos aprofundarei o pensamento aqui apresentado.

Como muitos, muitas vezes me senti só, mas não foi e não é algo constante em minha vida. Acredito que teremos momentos em nossa vida em que direcionaremos nossas afeições, carinhos e até nosso amor não para alguém específico, mas para todos/as aqueles/as que desejamos o bem. E vamos desejar, sobretudo, compartilhar do amor que temos. O amor que temos por nossas amizades, por nossos Cúmplices, que são alicerce em nossa vida e que não nos deixam sentir sozinhos/as, com muito mais pessoas.

Sei que muitas vezes nos sentimos só mesmo tendo milhões de amigos, afinal, existem vazios em nós que só um grande amor em nossa vida poderá preencher esta necessidade que sentimos do outro e que nos faz dizer que estamos sós.

Queremos amar e ser amados/as, e quando tudo parece conspirar contra isso, nos vemos numa impossibilidade de viver um amor, isso nos inquieta e nos faz perder a coragem de buscar e aprofundar esse amor para viver uma vida em felicidade.

Mas, quem conseguiu reconhecer verdadeiros amigos/Cúmplices conseguirá enfrentar esses momentos com maior tranqüilidade, esse é o meu exercício. Não quero dizer que eu não necessite de ter uma pessoa ao meu lado ao destacar a importância de nossos cúmplices em nossa vida nestes momentos difíceis, mas, passei por muitas situações que me fizeram priorizar outras coisas, me fizeram enxergar a vida por outro prisma, que em certo momento não consegui me ver em um relacionamento fixo ou mais “sério”, isso não quer dizer que eu não levei a sério os meus relacionamentos. Porém, o meu tempo, foi de experimentar, de viver intensamente cada instante da minha vida como alguém livre, sem gaiolas, podendo voar para qualquer lugar, e foi o q que fiz. E nesses vôos encontrei muitas pessoas especiais.

É claro que apesar de ter definido que aquele tempo seria para uma vida em liberdade, sem relacionamentos fixos, isso para mim não foi tão fácil, afinal não estamos livres das armações do amor. Não sei se estou certo ou errado com algumas das minhas atitudes em relação a essas situações, mas naquele momento preferi agir assessorado pela razão o que não quer dizer que estive blindado para o amor. E não estava mesmo, ele chegou e se alojou.

Creio que eu estivesse assim, também, pelos meus últimos anos terem sido para mim de muitos trabalhos, reuniões e decisões, de muito empenho racional para lidar com o que a vida oferece. Sabemos que a vida por si só é uma conquista, mas, ser feliz é uma luta diária, os desafios, tristezas, escuridão devem ser superados.

Na busca de resposta para dias melhores, para uma vida feliz, eu caminho, caminho, em direção ao desconhecido, mas almejado mundo das realizações. Creio que já escrevi demais, e como muitos já me caracterizaram, deixarei aqui também, um gostinho de quero mais.


Nota:
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Este texto é uma adaptação de uma carta enviada a uma pessoa muito especial, uma cúmplice. Percebi ao reencontrar os rascunhos da carta que o conteúdo poderia ser disponibilizado para mais pessoas, ele diz coisas que não poderiam ficar guardadas em uma caixa de correspondência ou de rascunhos. Diante disso, resolvi alterar aqui e ali, retirando os elementos mais específicos de nossa cumplicidade, e assim tornar este texto público. E, hoje é um bom dia para esta postagem...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Para que o Amor aconteça

As pessoas são por demais más
O mundo em que sonhava viver não parece ser possível
A rocha que sustentava meu sonho virou areia
O vento veio e levou tudo
Como a água que insiste em fugir da minha mão quando tento segurá-la
Assim, foram meus sonhos, segurei com tanta força que os perdi
Queria te segurar com a força dos deuses que nem um furacão conseguisse te arrancar de mim

Mas, a ventania da discórdia foi mais forte
Mas, a ventania da insegurança foi mais forte
Mas, a ventania da desconfiança foi mais forte

Só quero um tempo para organizar tudo
Minha mente não suporta mais
Tanto ódio nas pessoas, não suporta mais
Preciso de você ao meu lado para dar conta de encarar tudo
Mas, eles te pegaram e eu fiquei só
Até quem mais amava também me condenou

Após a ventania sempre vem a calmaria
E que no silêncio da brisa venha a luz
E esclareça que eu só queria um mundo melhor para nós dois
E que ainda é possível o amor
E, que é preciso cuidar e conhecer para se amar

Todos são capazes de sonhar um mundo novo
Onde as pessoas desejem o bem
Em que desejar a felicidade de alguém é o começo de tudo
Eu sei que deixei de sonhar, mas é preciso sonhar de novo
Para que a humanidade exista
Para que a humanidade nunca esqueça

Que na vida de todos é preciso que o amor aconteça.

sábado, 16 de maio de 2009

A dimensão da integração na vida do grupo e na vida do jovem


Pensando na formação integral da juventude, do ponto de vista pedagógico, é importante que o anúncio evangélico não seja realizado apenas de forma abstrata, mas dentro de um contexto vivencial e por meio de paciente e constante acompanhamento. Partindo desse princípio, apresento uma breve reflexão sobre a dimensão da integração na vida do grupo e na vida do/a jovem.

Os/as jovens e consequentemente os grupos nos quais estes estão inseridos estão envolvidos por numa realidade onde as relações se tornam cada vez mais complexas. Com esta realidade se torna cada vez mais difícil chegar a um mínimo conhecimento do outro com o qual o jovem se relaciona. Diante de um outro desconhecido, como este/a jovem pode estabelecer uma relação? Eis a grande questão posta à formação integral da juventude nesta sociedade complexa.

A atualidade como palco de novos paradigmas apresenta características próprias: relações humanas impessoais e regidas pela lógica mercadológica, consumo exacerbado, supervalorização do corpo/imagem entre outras. Das quais destacamos as novas relações próprias da contemporaneidade como as crescentes relações virtuais, cada vez mais presente na vida da juventude.

A dimensão da integração estabelece papel fundamental na compreensão destas relações interpessoais, sobretudo as novas relações postas pelo advento do mundo virtual, além de relações pouco trabalhadas nos espaços de vida grupal como são as relações de gênero.

Neste contato com o outro desconhecido, o assessor do grupo se torna elemento ímpar no auxílio ao e à jovem no lidar com estas relações, ele pode ajudar o e a jovem no conhecimento do outro, mas “para conhecer exige-se tempo, sensibilidade, alegria, envolvimento”. (GADOTTI, 2005).

Nesta perspectiva Leonardo Boff nos apresenta as relações a partir do cuidado, e nos coloca a todos/as como seres cuidantes e ele diz: “somos cuidantes quando prestamos atenção aos valores que estão em jogo, atentos ao que realmente interessa e preocupados com o impacto que nossas ideias e ações podem causar nos outros”. Complementando dirá, “ser cuidante é ser ético, pessoa que coloca o bem comum acima do bem particular, que se responsabiliza pela qualidade de vida social e ecológica e que dá valor à dimensão espiritual”. As relações pautadas no cuidado são fundamentais nesta sociedade que incita à competição, bem como encontramos no evangelho também uma proposta de “relacionamento baseado no amor e no serviço”.

Através do amor e do cuidado, poderemos instaurar uma nova sociedade. Esta forma de relação contagia, é também um processo de ensino/aprendizagem. O cuidado é um dos alicerces para as relações entre as pessoas e do modo especial o e a jovem. A falta de cuidado nas relações gera uma sociedade mesquinha e desumana.

Assim como esta dimensão busca ajudar o e a jovem no conhecimento do outro, ela impulsiona o e a jovem também a ter um conhecimento da realidade na qual está inserido através dos pressupostos dispostos por Gadotti como apresentamos anteriormente.

É preciso que o/a assessor/a nestas relações junto a juventude, achegue-se com sorriso no rosto e através do envolvimento, seja sensível à escuta dos anseios e necessidades do/a jovem.

Nota
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Texto publicado no Jornal de Opinião, 26 de junho a 1º de agosto de 2007, nº 947 - Ano 20, Página nº 5 - Juventude.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Quem sou eu...

Sou uma pessoa jovem, ainda, e militante. Tenho 27 anos, iniciei minha caminhada no mundo das reflexões orientado por minha mãe, que, como uma “boa” católica, me conduzia às atividades da igreja e a espaços onde pude desenvolver minhas habilidades reflexivas, inicialmente. Desde então, comecei a trilhar meu próprio caminho, mas nunca esquecendo os ensinamentos de minha mãe Dona Mundica (era assim que a chamavam na minha infância) e de meu pai Seu Lourival (homem sério, mas que logo alguém se aproximasse dele conheceria o que é ter o riso solto, ele nos fazia rir com facilidade). Meu pai! Uma grande referência de honestidade e garra, assim como minha mãe.

Foi minha mãe que me apresentou os palcos dos teatros, lembro ainda daquela apresentação, quando tinha sete anos. Ah! Creio que o título era: “O mais pobre”. Aquele texto era enorme... achei que nunca iria conseguir decorar aquilo tudo, eram tantas páginas, pelo menos na época eu achava que eram. Mas, no dia da apresentação foi fantástico, me senti um Chaplin ao dominar os discursos daqueles versos que com sua sutileza fez aquela platéia se emocionar.

Enquanto minha mãe me apresentava às possibilidades de ampliar os caminhos a serem percorridos por mim, como o mundo das artes, meu pai me ensinava a arte de criar, de transformar um casco bruto de uma árvore em uma bela embarcação que, dentre tantas coisas, possibilita, em um passeio ao entardecer, contemplarmos o encanto das águas do rio, dos pássaros, do silêncio harmônico daquela natureza que grita suave em nossos ouvidos: desvenda-me! Creio que ele tenha vivido muitas vezes essa sensação, talvez seja por isso que tenha tanta habilidade de narrar àqueles contos e lendas que me prendiam a atenção e me faziam viajar em cada detalhe contado. Eu os sentia! Eu os vivia!

Eu encarei aquela peça. Eu encarei aquele público com a coragem que minha mãe me ensinou a ter para encarar o mundo, eu encarei aquele texto como meu pai encarava cada conto que nos narrava.

Junção perfeita. Sem saber os dois me formavam. Como profetas, – eles não têm dimensão disso, mas eles foram e são meus profetas –, me anunciavam em sua simplicidade e cuidado o homem que eu me tornaria.

Creio que ainda hoje seja esse menino, filho de minha mãe e do meu pai...


Nota:
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Após tanto tempo, hoje resolvi reativar meu blog, e quis postar uma nova apresentação no item: quem sou eu. Tentei escrever algo que possibilitasse ao leitor/a uma maior aproximação desta pessoa que vos escreve, que pudesse ter uma maior apropriação dos escritos aqui dispostos. Então, ao fazer isto fui conduzido por minha memória a umas lembranças que se materializaram neste texto que você acabou de ler.
Como o texto ultrapassou o número limite de caracteres do item: quem sou eu, resolvi postar este escrito como meu texto de estréia na reativação do meu blog, que pretende nesta nova fase da minha vida, ser um espaço onde partilharei muito deste homem que hoje me tornei, anunciado por uma Grande Profetiza, minha Mãe e um Grande Profeta, meu Pai.
Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico, mas acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos.
Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação.
Paz e Vida Longa!

Um filho...
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