Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Saudade é a manifestação da presença de quem amamos em nós

Em alguns momentos de nossa vida a presença física dará lugar ao pensamento, e por que não dizer a saudade.

Para muitos esta bela e misteriosa manifestação que é a vida, age de maneira muitas vezes estranha: quando nos separa das pessoas queridas e amadas, quando nos apresenta o amado, a amada depois que já casamos entre outras mil coisas, mas, ousaria dizer que não há nada de estranho e sim uma autonomia da vida em sua manifestação, o que não nos impede também de sermos autônomos.

Temos que saber lidar com ela, nada de deixar a vida nos levar. Temos que saber levá-la. Um dia perceberemos em nossas vidas essas manifestações, que hoje, apresentamos em escritos como estranhezas, sobretudo, a experiência da falta, da não presença física.

E aí perceberemos que a saudade é a manifestação da presença de quem amamos em nós e, nos alegraremos ao perceber que, quem amamos sempre estará presente em nós.

E poderemos com muita tranqüilidade dizer: - o seu jeito de ser foi fundamental na construção de meu ser, que, a cada dia, nos encontros e reencontros, se constrói. E muitas vezes nos perguntaremos se ainda vale a pena ser do jeito que somos. Assim, saberemos que será no encontro com o outro/a, que sonha o mesmo sonho, que perceberemos que nem tudo está perdido e que sonhar e lutar por um mundo diferente e melhor ainda é possível.

Estes rabiscos têm por finalidade compartilhar um pouco do que a vida em sua ousadia e autonomia contribui para o nosso estar presente neste mundo, e ter claro que não podemos deixá-la agir sozinha.

Vale dizer que deixei, há muito, o hábito de escrever cartas personalizadas, e quando escrevia não as enviava. Não sei o motivo pelo qual deixei de escrevê-las e muito menos de não ter enviado as inúmeras que escrevi.

Mas sei, que muitos escritos nos ajudam a ver o que muitas das vezes não vemos com os nossos próprios olhos. Escrever ou responder um e-mail, uma carta pode ser remédio, motivação para que continuemos animados a viver.

Sei que devemos manter contato com as pessoas que significaram e significam algo para nós, há várias maneiras de fazermos isso, como: e-mail, telefone, mensagens via celular e os diversos espaços de comunicação virtual, entre outras possibilidades de comunicação e de partilhas e dentre estas a bela arte de escrever cartas. Até sei algumas coisas sobre isso, contudo, durante certo, diria até longo tempo, por falta de hábito ou influenciado pela lógica de isolamento que a contemporaneidade provoca em nós, talvez, não soube o que escrever. Eram tantas coisas a dizer!

Consegui! Vou dar atenção e discorrer alguns rabiscos acerca de alguns questionamentos que recebi de alguns cúmplices para ficar mais fácil e, nos próximos rabiscos aprofundarei o pensamento aqui apresentado.

Como muitos, muitas vezes me senti só, mas não foi e não é algo constante em minha vida. Acredito que teremos momentos em nossa vida em que direcionaremos nossas afeições, carinhos e até nosso amor não para alguém específico, mas para todos/as aqueles/as que desejamos o bem. E vamos desejar, sobretudo, compartilhar do amor que temos. O amor que temos por nossas amizades, por nossos Cúmplices, que são alicerce em nossa vida e que não nos deixam sentir sozinhos/as, com muito mais pessoas.

Sei que muitas vezes nos sentimos só mesmo tendo milhões de amigos, afinal, existem vazios em nós que só um grande amor em nossa vida poderá preencher esta necessidade que sentimos do outro e que nos faz dizer que estamos sós.

Queremos amar e ser amados/as, e quando tudo parece conspirar contra isso, nos vemos numa impossibilidade de viver um amor, isso nos inquieta e nos faz perder a coragem de buscar e aprofundar esse amor para viver uma vida em felicidade.

Mas, quem conseguiu reconhecer verdadeiros amigos/Cúmplices conseguirá enfrentar esses momentos com maior tranqüilidade, esse é o meu exercício. Não quero dizer que eu não necessite de ter uma pessoa ao meu lado ao destacar a importância de nossos cúmplices em nossa vida nestes momentos difíceis, mas, passei por muitas situações que me fizeram priorizar outras coisas, me fizeram enxergar a vida por outro prisma, que em certo momento não consegui me ver em um relacionamento fixo ou mais “sério”, isso não quer dizer que eu não levei a sério os meus relacionamentos. Porém, o meu tempo, foi de experimentar, de viver intensamente cada instante da minha vida como alguém livre, sem gaiolas, podendo voar para qualquer lugar, e foi o q que fiz. E nesses vôos encontrei muitas pessoas especiais.

É claro que apesar de ter definido que aquele tempo seria para uma vida em liberdade, sem relacionamentos fixos, isso para mim não foi tão fácil, afinal não estamos livres das armações do amor. Não sei se estou certo ou errado com algumas das minhas atitudes em relação a essas situações, mas naquele momento preferi agir assessorado pela razão o que não quer dizer que estive blindado para o amor. E não estava mesmo, ele chegou e se alojou.

Creio que eu estivesse assim, também, pelos meus últimos anos terem sido para mim de muitos trabalhos, reuniões e decisões, de muito empenho racional para lidar com o que a vida oferece. Sabemos que a vida por si só é uma conquista, mas, ser feliz é uma luta diária, os desafios, tristezas, escuridão devem ser superados.

Na busca de resposta para dias melhores, para uma vida feliz, eu caminho, caminho, em direção ao desconhecido, mas almejado mundo das realizações. Creio que já escrevi demais, e como muitos já me caracterizaram, deixarei aqui também, um gostinho de quero mais.


Nota:
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Este texto é uma adaptação de uma carta enviada a uma pessoa muito especial, uma cúmplice. Percebi ao reencontrar os rascunhos da carta que o conteúdo poderia ser disponibilizado para mais pessoas, ele diz coisas que não poderiam ficar guardadas em uma caixa de correspondência ou de rascunhos. Diante disso, resolvi alterar aqui e ali, retirando os elementos mais específicos de nossa cumplicidade, e assim tornar este texto público. E, hoje é um bom dia para esta postagem...
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