Contatos do Pescador
Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.
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segunda-feira, 8 de março de 2010
Presa em liberdade
Presa, mas nunca acorrentada
Prendo-te em liberdade
Livre, mas sempre perto
Acorrentada, mas nunca triste
Ficas por vontade
O amor não entristece
O amor alegra
Livre para amar
Solta para voar
Voar em busca de um coração também livre
De um coração porto
Que não seja de chegada e nem de partida
Seja um porto de companhia
Companhia amiga
Companhia sorridente
Companhia que dê as mãos
Mãos dadas que buscarão o infinito
O infinito céu...
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Cumplicidade, afeto e decisão
“Não dei conta”
Esse início me fez pensar: o que virá por aqui? O que me espera nessas letras aqui organizadas? Resolvi, motivado pela curiosidade ir até o final na decodificação daqueles símbolos alfabéticos.
Deparei-me com coisas tão bonitas e tão corajosas, cheias de persistência, de garra, de determinação, de coragem, sim coragem, e, sobretudo, de sonho.
Sonho cultivado há tempos, sonho que vai além do visível, sonho que toca o essencial, que como diz o nosso Príncipe Menino só é possível ver com o coração.
Certa vez, um pescador escreveu: “O que dizer? Se as pessoas conseguissem escutar o que fala o coração, nada precisaria ser dito...”. Confesso que tenho feito esse exercício, mas não é nada fácil, e muito menos compreendido. Não dizer nada pode, muitas vezes, parecer descaso, mas acredito que muitas vezes o silêncio de um amigo, ou de um cúmplice, como prefiro chamar aqueles/as que me são raros, é a mais pura tentativa de escuta daquilo que está em nosso coração, então o silencio de um cúmplice é seu coração ouvindo e falando ao outro coração.
Então, o que dizer para além do coração? Afinal, somos seres em ascensão e ainda precisamos do som da voz de um cúmplice nos dizendo ao ouvido o que pensam sobre aquilo que inquieta a nossa alma, sobre aquilo que vem do coração, sobre nossos sonhos, sobre nossos projetos. Ainda mais, quando esses sonhos e esses projetos são elementos alicerçantes em nossa vida, pois, falamos de sonhos para a vida, falamos de projetos de vida. E, quantas coisas fazem parte disso!
A carta falou de muita coisa, de coisas grandes, de coisas profundas, daquilo que vem do coração, isso não é nada fácil, mas, você conseguiu e com muita beleza. Sendo assim, não diga, eu não consegui, pois, tenho visto que conseguiu muitas coisas e chegar até aqui, com tudo isso alcançado e com sonhos tão grandes projetados já é uma grande conquista. Deste conta e sem querer ou por querer, prestastes conta de tudo que foi feito e, com grande estilo até aqui. Você deu conta!
“Pensar nisto tudo isso, me leva a um choro tão profundo...”
Creio nisso, será melhor deixar rolar as lágrimas, isso nos faz aliviar. O choro lava a alma e com uma alma lavada teremos mais forças para levar a vida, sonhar alto e projetar na concretude do dia-a-dia nossos sonhos. Você está sabendo como um bom pescador o melhor lugar no rio por onde deve enveredar com sua simples canoa.
Pensei em terminar por aqui, e deixar que o silêncio em mim, dissesse o que teu coração precisa ouvir, mas continuarei, continuarei usando as palavras do pescador, e com elas tentarei expor a voz do meu coração.
O pescador certa vez também disse: “a força de vontade já é um grande passo na superação dos obstáculos que surgem no meio do caminho”. Antes de tudo é isso que vejo em você, uma enorme força de vontade, vejo também ações concretas que vão em direção à realização de teus sonhos, de teu projeto de vida.
Contudo, apesar de estar com tudo aquilo presente dentro de si, viu que era necessário voltar de vez em quando para estar ali, junto de tudo aquilo que ele tanto amava, mesmo que fosse por uma rápida visitinha. Por isso, digo que vá, pois sei, que um dia, quando a saudade apertar e sentires frio, meu coração ouvirá o seu dizendo, vem aqui me aquecer, eu vim aqui te fazer uma visitinha.
Digo vá e que não se esqueça de tudo aquilo que o pescador um dia falou. Vá, siga seus sonhos e saiba que estarei aqui, sonhando contigo para que cada um de teus sonhos se torne realidade. Vá! Que estarei daqui falando ao teu coração, estarei daqui aquecendo o teu coração do frio que um dia por ventura venha a sentir.
E lembre-se, se for para parar, que seja para ouvir o que diz teu coração.
Um último retalho: sinto-me muito feliz em fazer parte de sua história e de estar incluído nesta nova etapa que se inicia. Rezo, torço, vivo e sinto as vibrações positivas que estão na essência de teus sonhos e de teu tão lindo projeto de vida.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O agir ético diante das novas descobertas (Uma breve reflexão filosófica?)
Antes de justificar minha resposta positiva, destaco que evitarei discorrer aqui com os aprofundamentos filosóficos que este tema merece e exige, pois, para tanto, necessitaríamos de algumas páginas para costurar as mínimas noções da ética, assim como da estética, conceituação importantes a ser considerada. Evitarei o aprofundamento filosófico, se é que isso seja possível, por considerar que muitos elementos acerca desta reflexão já estejam à disposição em diversos espaços virtuais como o é este blog. Outro elemento que me leva evitar tal façanha é a perfeitamente possível perca de direção, de caminho que um aprofundamento filosófico pode causar.
Basta-nos saber, por que, um sim, seria minha resposta. Responderia sim porque a ética não é estética, uma vez que creio na afirmação em que a ética esteja em constante movimento, pois, com esse movimento ela acompanha as novas descobertas e os novos tempos de acordo com as mudanças ocorridas. Sendo assim, é possível agir de um modo ético, mas, para isso, vejo como necessário que os sujeitos internalizem a teleologia da ética: agir visando o bem comum, e a partir de uma ética em vigor, utilizá-la para conciliar com as novas descobertas para, assim, iniciar uma nova ética, que por sua vez será base para outra.
Uma indagação me surge nesse momento: inserido nessa realidade de um veloz avanço da ciência e das tecnologias, qual é o grande desafio para se viver eticamente hoje? Não sendo simplista e muito menos ignorando a complexidade de tal indagação, vejo que o grande desafio está na administração e uso responsável, das novas tecnologias, técnicas e descobertas feitas pela ciência a favor do ser humano, e não para que sejam causa de sua destruição e extinção.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
A terra da cumplicidade
Agora mirarei o horizonte
Tentarei alcançá-lo
Olhar para trás
Não me negarei
Desistir? Jamais!
O horizonte, minha meta
A vida: o mar
Determinação, meu barco
Que usarei para navegar
Tempestade, medo e cansaço
Sede, insegurança e frio
Vozes e alucinações
E o horizonte ainda lá
Rezas de descrentes
Choro sem lágrima
E o horizonte?
Alegria sem riso
O fim é o mesmo
Ainda lá?
A morte o começo
E o horizonte, lá
Tropeço sem pedra
Vitória sem perdedores
E o horizonte ainda lá
De onde vieram tantos navegadores?
Da mística, alguém grita lá, do fundo
Já não estava mais só
Eram muitos
A gente formava o mar
O mar era a gente
O mar, gente!
O mar gente
O mar da gente
O horizonte o sonho
Sonho de vida nova
E o deserto não é mais o caminho
As águas nosso chão
Navegamos rumo ao sonho
De uma "terra" da irmandade
Sonho é movimento
O horizonte instrumento de navegação
Nada precisa ser dito
Nenhum sentimento permanecerá escondido
Na "terra" da cumplicidade
Tudo será percebido
Por nosso CORAÇÃO.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
O Sal da lágrima
Esse mar é resultado dos rios da vida, de cada experiência que passamos
As experiências são memórias, lembranças
Enquanto navegam através dos córregos da alma
Essas memórias são como o aqui e agora
A cada descuido e elas brotam
Alguns chamarão esse brotar de lembranças que ocorre em nós de [nostalgia, outros dirão que é saudade
À medida que essas memórias vão se aproximando do mar
Elas vão escapando de nossa capacidade de trazê-las à tona
Alguns recorrerão a relicários,
À elementos palpáveis que possam trazer de volta aquele momento
Há quem tenha até baú de recordações, essas pessoas tem medo de [afogar-se nesse mar
Por isso, tentam guardar tudo fora de si
Mas, memórias, lembranças são vivas, é vida.
Não podemos segurá-la, não existirá relicário ou baú que as [conseguirão comportá-las
Chegará o dia em que essas memórias não serão tão presentes
Será quando elas se juntarem às milhões de memórias que formam o [nosso grande mar interior
O mar das memórias, um profundo mar de lembranças
Elas nunca se perdem, elas nunca desaparecem
Elas ficam lá mergulhadas naquele mar
E como são vivas, vez ou outra elas resolvem aparecer
Sem que menos esperemos, elas aparecem
E nos tiram o chão, nos fazem viajar, viajar no tempo
Sem que para isso necessitemos de grandes recursos tecnológicos
E nesse momento, sem que percebamos, as janelas dá alma se abrem
E derramam fragmentos de lembranças, de memórias
Uma gota de uma água salgada, uma gota de nosso profundo mar [interior
O nosso mar de memórias, de lembranças
É, a lágrima vem desse profundo mar, por isso ela é salgada.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Uma carta de Abelardo
Sei que não estou proporcionando a você o que realmente você merece, em vez de dar-te alegrias percebo que cada vez e com mais freqüência fico te enchendo com intensas doses de tristeza. Não pense que isto não me afeta, pois sinto um peso enorme em saber que o maior causador de tudo isso sou eu, é por isso que muitas vezes tento fazer-te perceber que você também erra, não para acusar-te levianamente, mas para aliviar um pouco deste peso que eu mesmo criei.
Sei que errei e que o meu erro causou no nosso relacionamento, que já não era o melhor do mundo, um terremoto, terremoto este que abalou as estruturas naquilo que nós construímos, e no que eu tinha de mais precioso que “era” ou é o sentimento que você têm por mim. Se, já existia uma distância entre nós pela posição que hoje eu ocupo, após você saber desta imperdoável falha, que você, por amor, perdoou, apareceu a pior de todas as distâncias, a distância do teu sentimento por mim, distância que eu deveria mais do nunca tentar amenizar com freqüentes doses de carinho.
Não é fácil levar uma vida aparentemente normal, quanto não a temos e quando não estamos de “bem” com a pessoa que amamos, você fala que fico feliz quando saio com alguém, contudo você não leva em consideração o fato de eu estar apenas tentando amenizar uma dor que só você pode fazer parar.
Eu sou ou estou muito frio com relação aos meus sentimentos, um mal que não desejaria a ninguém, isso machuca muito por dentro pelo fato de tal atitude prejudicar nossa relação, pois o que menos quero é ser causador de mais sofrimento para você. Você deve saber como é. Esta é a maneira que venho usando para impedir que meu sofrimento de não poder assumir este relacionamento e dizer a todos que eu te amo, possa transparecer e eu venha a ter que dar explicações sobre o que estou sentindo. As pessoas aqui percebem isso e é a partir daí que me tacham de misterioso. Pois sabem que tenho algo que não é normal, mas, que não expresso.
O pensamento sobre o futuro é o que mais sonda sobre minha cabeça, sonda com tanta intensidade que acabo deixando de viver o presente, o que me faz viver num mundo de sonhos, utópico, mas quando penso em você como uma das poucas partes deste presente que eu desejo que esteja no meu futuro é que eu penso que o meu sonho já está a caminho de uma plena realização. É por isso que talvez pouco cobro de você. Sinto medo que você como parte concreta e real do meu sonho e parte presente do meu futuro possa se cansar de mim e me abandonar, o que me faria pensar que sonhos são: nada mais, nada menos do que apenas sonhos.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Uma carta para Heloísa
De seu eterno Cúmplice o Pescador que ousa costurar palavras.
Costura Explicativa 8 - Sábado e Domingo e o ócio produtivo
O sábado e domingo é um tempo de ócio , tempo de esperar ser visitado por uma nova inspiração para as postagens da semana seguinte, entre ...