Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Uma carta para Heloísa

Belo Horizonte, 07 de novembro de 2003.
Heloísa,
Fiquei preocupado com você depois daquele telefonema, sei o quanto deve estar sendo difícil para você estar perto da pessoa que você ama e não poder tê-la a ao seu lado. Contudo, isso não pode dominar o seu ser, pois você, eu e outras pessoas que estão ao seu lado, que convivem com você e te conhece, sabemos o quanto és capaz de dar a volta por cima e continuar a viver lindamente sua vida, e desta vez ao lado daqueles que sempre te quiseram bem. Uma vez escrevi algo que dizia assim: "Covarde é aquele que cai e não se levanta, por causa do seu medo, mas isso só acontece por esquecemos que Deus nos dá a força necessária para continuar a viver a vida como ela deve ser vivida".
Sei de sua capacidade de levantar, sei de sua coragem, não se deixe dominar por isso que você está sentindo, saiba que esse Deus que você tanto acredita e confia te ajudará a enfrentar esse momento de turbulência, e saber decidir o que realmente será melhor para você. Mas, para dar uma força nessa sua decisão colocarei aqui uma outra mensagem que faz um comentário a respeito das vezes em que nós aceitamos “cegamente”, o outro por medo de enfrentar esses momentos difíceis que você está enfrentando agora: “...Quando a nossa relação enfrenta aquelas turbulências em que parece que nada restará senão as lembranças e saudades de um tempo que passou e marcou em nossa vida, é que entendemos, ou melhor, aceitamos o que mais nos incomoda no outro, e sabemos que esta aceitação é apenas um meio de nos vermos fora destes momentos turbulentos que são nada agradáveis, e ao contrario de estarmos solucionando-os estamos apenas construindo uma bomba tão poderosa capaz de destruir um mundo, o mundo dos nossos sentimentos...”.
Não estou escrevendo isso para que você desista do seu amor, muito menos para te consolar através de palavras bonitas e falando de uma vida futura livre de dificuldades, não é isso, e sim para te ajudar a encarar esse momento de uma forma mais realista, racional, não que você deva esquecer dos seus sentimentos, mas que você saiba encarar esse momento de uma forma equilibrada sem deixar que o coração domine a razão e a razão o coração, mas Pascal dizia que: “O coração tem razão que a própria razão desconhece”, e talvez esse momento o seu coração tenha uma razão que nós desconhecemos, e eu escrevi “talvez” para dizer que isso é apenas uma possibilidade. E se você puder, evite construir essa bomba, e isso só será possível uma vez que você e, a meu ver, muito mais ele, saibam realmente o que é valorizar, respeitar, amar o outro, e assim um poder dizer paro outro o seguinte: “...Vamos impedir que se acrescentem mais elementos nesta bomba tão perigosa. Vamos tentar desconstruí-la, pois esta me parece está chegando ao ápice de sua construção. Já tivemos alguns alarmes de perigo e só os estamos camuflando, é preciso encontrar este fio de ligação, este botão que pode acionar esta bomba e devastar este mundo tão maravilhoso...”
Essa é a parte seguinte da mensagem que escrevi anteriormente, e nessa parte para você eu mudaria algumas palavras e acrescentaria outras e que ficaria assim: Vamos impedir que se acrescentem mais elementos nesta bomba tão perigosa. Vamos desconstruí-la, pois esta me parece que chegou ao ápice de sua construção. Já tivemos todos os alarmes de perigo e não iremos camuflá-los, já encontramos o fio de ligação, o botão que pode acionar esta bomba e devastar este mundo tão maravilhoso.
Agora é preciso recomeçar e de uma forma mais madura, e com cuidado para que não se repita esse episódio, e que vocês estejam realmente dispostos a desconstruir o que fez destruir. Mas, caso sua decisão seja outra, esteja preparada para encarar a saudade, e para ilustrar isso recomendaria a leitura do poema de Miguel Falabela que fala sobre a saudade. E em seguida um escrito de Charlie Chaplin, que fala da necessidade de se ter alguém ao lado, e que eu acredito que você já tenha. E se for para sentir medo que seja de sentir medo.
A distância serve para aproximar mais os amigos.
De seu eterno Cúmplice o Pescador que ousa costurar palavras.
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