Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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sábado, 15 de agosto de 2009

Cuidado, Correria, Prioridade e Projeto de Vida

Você encontrará neste diálogo virtual, a história de um casal de militantes envolvidos com a educação e evangelização de adolescentes e jovens, que ao discernirem sobre os inúmeros envolvimentos assumidos pela militância, resolveram jogar a toalha. Aqui se encontra apenas uma parte do diálogo, mas que diz muito.
Acreditamos que somos motivados por um “inesgotável” gás de militantes, assumindo um turbilhão de compromisso, mas é fundamental saber o momento de dizer ou gritar: “Chegaaaaaaaaaaaaa! – Preciso Cuidar de Mim”.
Neste momento, é essencial poder contar com verdadeiros amigos/as, que antes de qualquer coisa, nos compreende.

O início...
Bruno e Aline fazem parte de um grupo que presta assessoria na linha da formação de adolescentes e jovens. Em 2008, o grupo foi convidado para assumir uma proposta de formação de educadores em que necessitaria da colaboração de toda a equipe, a formação teria 05 etapas.
Durante as reuniões iniciais de preparação da atividade, Bruno e Aline não puderam participar de nenhuma, contudo, o “casal maravilha” sempre esteve a postos para o trabalho. Sempre contribuíram com as construções virtuais de cada etapa, mesmo envolvidos em outras atividades, além dos compromissos que temos comumente como: estudo, trabalho, namoro etc. Desistir? Jamais!
Mas, chega um momento que não é possível mais fingir que está tudo bem, Bruno e Aline conseguiram perceber isso.
Após a realização da 4ª etapa e sem ter participado da execução de todas realizadas até o momento, o “Casal Militante Imbatível”, se posiciona da seguinte maneira, ao e-mail que convocava o grupo para o planejamento e preparação da 5ª e última etapa desta proposta de formação:
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De: Bruno Luz
Enviada em: quinta-feira, 28 de agosto de 2008 12:28
Para: ‘Grupo de Trabalho’;
Assunto: Cuidado, Correria, Prioridade e Projeto de Vida

Olá Pessoal, boa tarde!
Tanto eu e a Aline ficamos felizes com o empenho de todos(as), mas nos sentimos distantes da realização desse trabalho. Pois, como havíamos dito não pudemos (nem poderemos participar de nenhuma reunião). Outro fator que complica é o nosso desgaste. Uma vez que nas últimas três semanas tivemos muito trabalho (Serra, Oficina Interna, Oficina, Apresentação no Dom Silvério, Assessorias, Faculdade, Trabalho, etc.). Enfim, gostaríamos que nos perdoassem, mas está Phoda e precisamos descansar. Reconheço o compromisso que assumimos e o fato do Mauro ter cedido o seu lugar no carro para a Aline. Mas, acreditamos que não iremos contribuir como gostaríamos. Talvez essa não seja a melhor forma de comunicar, e gostaríamos de em uma oportunidade conversarmos diretamente/pessoalmente com o grupo. Sendo assim, pedimos encarecidamente o perdão de vocês e que compreendam que apesar de tudo nos esforçamos, mandando sugestões e lendo parte do material encaminhado, mas temos que jogar a toalha. Perdoem-nos e contem conosco para próximas empreitadas, e podem ter certeza, a falta veio de uma necessidade e sentimos pela falta que daremos à equipe. Pondero que iremos nos programar melhor das próximas vezes.
Apenas para complementar teremos nas próximas três semanas reuniões e assessorias, o que implica mais tempo e descanso para nós mesmos.
Com carinho e certos da compreensão de todos(as)!
Bjus carinhosos! – AlineBC e Bruno Luz
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De: Mauro
Enviada em: quinta-feira, 28 de agosto de 2008 14:30
Para: ‘Bruno Luz’; 'Grupo de Trabalho';
Assunto: RES: Cuidado, Correria, Prioridade e Projeto de Vida

Olá Cúmplice de Caminhada,
Ao Bruno,
Lamento muito o ocorrido, entendo e me preocupo. Acompanhei um pouco alguns desses momentos e foi admirável seu envolvimento. Como sei que você tem acompanhado nossa construção virtual, espero que você tenha tido um tempo e lido os materiais aprofundamento deste curso que estamos construindo coletivamente, sobretudo os materiais desta etapa. Pois, entre os materiais desta etapa, enviamos o texto “Carta de um militante”, que até queríamos que você ou Aline dramatizassem, mas não foi preciso, você o está vivendo. O texto apresenta uma realidade em que todos nós que nos encantamos com a evangelização da juventude, que assumimos nosso ministério com amor, e, ao nos vermos como Neotéfilos tendemos a seguir.
A juventude precisa de Neotéfilos inteiros, íntegros, que estejam bem de corpo e de alma, assim, cuidar de nós é pré-requisito indispensável. Somos seres limitados e devemos reconhecer o quanto antes isso. Não são os homens de aço ou as mulheres maravilhas dos quadrinhos ou dos cinemas que a juventude se inspira. A juventude se inspira em pessoas assim, como você, Aline, Zizi, Lelé, eu e muitos outros que se dedicam a estarem ao serviço dela, pois, ela vê em nós, gente, seres humanos como ela. Pessoas comuns, como qualquer jovem. Pessoas possíveis de serem alcançadas, tocadas, que vivem os dramas e a as alegrias de ser gente. E seremos muito mais inspiradores se soubermos lidar com nossos compromissos com cautela, mostrando que sabemos até onde podemos ir. E devemos ir até onde nossas ações não interfiram em nossa saúde mental e corporal.
Jogar a toalha é perceber que temos limites, que precisamos nos reabastecer de fôlego, de carinho, cuidado, e diria até mesmo de Deus, que no ativismo que tendemos a entrar, não sobra tempo para falar com Ele. Jogar a toalha é reconhecer-se humano, e ser humano é ser divino.
Meu Amigo, fico feliz que você resolveu tirar esse tempo para você. Conte comigo. Nesses momentos é bom olharmos para nosso projeto de vida. Beijos carinhosos.
Uma dica: leia o texto: Carta de um militante, ele é muito interessante, sempre me ajudou nesses momentos de entrada nos ativismos desenfreados.
Paz e Vida Longa!
Mauro Rodrigues
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De: Bruno Luz
Enviada em: quinta-feira, 28 de agosto de 2008 15:13
Para: 'Mauro'; 'Grupo de Trabalho';
Assunto:RES:RES: Cuidado, Compromissos, Prioridade e Projeto de Vida

Mauro e demais companheiros, boa tarde!
a. Obrigado pelas palavras de carinho e atenção. Se tivesse do meu lado iria lhe dar um beijão e um forte abraço;
b. Eu já havia lido o texto (como alguns outros encaminhados), e foi à luz do mesmo que refleti e partilhei com a Aline a nossa situação. Aliás, ele pode ser um motivador para momentos de retiro/avaliação do nosso grupo;
c. Saibam que estimo muito o nosso trabalho e fico feliz com a sua compreensão.

Vou realmente descansar, dormir, ver filmes, dormir, etc... rsrs! Amo vocês!

Bjus carinhosos!
Nota:
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O texto "Carta de um militante" foi publicado na coleção: Processo de Formação na PJ, número 5 - Fazendo História, uma publicação da Casa da Juventude Pe. Burnier.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Meu refúgio, minha fortaleza

Tu és minha grande companheira
No afastamento do mundo és o meu único refúgio
Tua presença me isola
Quando estás perto posso olhar o mais profundo do meu ser
Encontrar-me contigo me torna o mais divino homem
Não há riqueza que possa se comparar ao meu valor
Cada dúvida, em ti encontro resposta
Em nosso encontro só o silêncio nos faz companhia
Como os gritos silenciosos que retiro de mim
Ah, o silêncio!
Ele nos fortalece
Fora do encontro contigo não existe vida
O nosso lugar de encontro!
É nesse lugar que encontramos a água e o alimento que precisamos
Minha cúmplice,
É no encontro contigo que consigo resolver meus conflitos
Você me dá força para encarar o mundo
O mundo!
Esse, sem os encontros estabelecidos contigo permanecerá sem sentido
Refúgio meu,
Não me abandones,
Pois, sem tua presença esse mundo me consome.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Saúde e Integração Social de Adolescentes e Jovens na perspectiva do cuidado humano.

A realidade dos adolescentes e jovens ganha cada vez mais os interesses de diversos setores da sociedade. Contudo, mesmo com diversificado interesse e um considerado volume de estudo e pesquisas sobre este segmento, ainda há um significativo desconhecimento sobre a realidade juvenil no que tange seus interesses e integralidade.
Discorrerei aqui nesta perspectiva de ir além das questões postas, tendo como objetivo fazer uma abordagem que coloque em foco um dos diversos aspectos que constituem o mosaico das múltiplas realidades dos adolescentes e jovens.
Um desafio posto para tal reflexão é colocar os adolescentes e jovens como sujeitos de sua história, com voz e vez, que devem ser pressupostos primeiros a serem levados em consideração.
Apesar de reconhecer a necessidade de dar voz e vez a esse público, este texto ainda não consegue realizar tal feito, contudo, põe em evidência um tema/realidade que há muito tem passado despercebido dos focos das discussões teóricas sobre os adolescentes e jovens, bem como das práticas do resgate humano. Essa atenção ainda é ínfima e precisa ser ampliada, tanto na prática reflexiva como no “contato” direto com esse público, ou seja, é estar com, é estar próximo ao ponto de poder tocar, sentir, é estar ali com o tato, é deixar-se envolver diretamente.
Saúde e integração social de adolescentes e jovens é um tema polêmico e por vezes controverso, mas, que precisa ser colocado em evidência, já que é possível vermos uma movimentação a esse respeito, tanto por parte da sociedade civil organizada como pelo estado. Deste último podemos citar além dos diversos programas governamentais, o lançamento do “Marco Teórico Referencial: Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva de Adolescentes e Jovens ocorridos em 2006. E, não posso deixar de citar o” Estatuto da criança e adolescente, grande conquista na defesa dos direitos deste segmento. Pois, a promoção dos direitos e bem estar de crianças, adolescentes e jovens, o incentivo a educação, os seus envolvimentos no planejamento e implementação, bem como na avaliação de tudo aquilo que a eles se destinam são fundamentais à sua saúde e integração social.
Porém, deve-se ir adiante, isso não basta. É preciso desnudar nossos olhares, para revermos diretamente a realidade tal qual ela é, mas “para conhecer exige-se tempo, sensibilidade, alegria e envolvimento” (GADOTTI, 2005). Estas dimensões do conhecer apresentadas por Gadotti me fazem destacar um elemento de suma importância e relevância nas relações, sobretudo, as de cuidado. Antes de destacar tal elemento, vejo prudência expor o que Boff apresenta a cerca do cuidado, ele diz: “Somos cuidantes quando destinguimos o que é urgente e o que não é [...] ser cuidante é ser ético, pessoa que coloca o bem comum acima do bem particular, que se responsabiliza pela qualidade de vida social e ecológica...”
Só através desta relação de cuidado que poderemos instaurar uma nova sociedade. O cuidado contagia: eu cuido do/a outro/a para que ele/a também possa cuidar de mim e, como um contágio isso se torna um eterno ciclo de cuidado, poderia até chamar de pandemia do cuidado.
O cuidado deve ser uma das primeiras dimensões das relações humanas e destas com a natureza. Se esta dimensão não estiver intrínseca em nossas relações, nossa vida será inútil, e demasiadamente cruel. Talvez seja por isso que presenciamos e estamos inseridos nesta sociedade tão desumana e carregada de descuidado.
São inúmeras as realidades de exclusão e de excluídos. Dentre tantas e tantos ressaltamos a realidade da “rua” e dos adolescentes e jovens. Segundo Graciani: “a categoria social “meninos(nas) de rua” é o caso extremo e limite da deteriorização imposta pelo subdesenvolvimento à condição juvenil. Constitui o cenário de um processo amplo de exclusão humana, que se observa em diversos graus nessa gente estatisticamente jovem, graças ao projeto neoliberal, econômico-politico-social, que delineia a sociedade do terceiro mundo”. Reiterando dirá: “a criança, o adolescente e o jovem de e na rua em sua exclusão, antes de refletir uma atitude pessoal são membros da pobreza. Defini-los e compreendê-los mal é empobrecê-los ainda mais”. (GRACIAN, 2005, p.120) Precisamos conhecer a realidade na qual estão inseridos os meninos e as meninas em situação de rua. E, este conhecer, a partir da concepção de Gadotti. É preciso achegar-se com o sorriso no rosto, e através do envolvimento ser sensível a escuta dos anseios e necessidade destes/as cidadãos/ãs em situação de rua, esta escuta requer tempo. O tempo para que aconteça a conquista e a confiança de quem é escutado em quem escuta. E, para que isso aconteça é necessário exercitar regularmente com estes/as adolescentes e jovens o “contato”, eis o elemento de suma importância nas relações anunciado anteriormente.
O que faz o contato se tornar tão importante nas relações? O que estou entendendo como contato?
Não dá para conceber uma relação de cuidado sem o contato. Contato é o ato de maior aproximação em uma relação. Refiro-me a uma relação que pressupõe o tato, o toque. O toque que desarma!
O toque fala e é através desta fala, de maior aproximação, que acontecerá a abertura, a cumplicidade e a confiança. Toda relação de cuidado traz consigo esta dimensão da corporeidade. Tocar no outro/a é reconhecer o outro como existente, como ser. A relação cuidante que não proporciona uma relação corporal é vazia. É nesta perspectiva do “contato” que conseguiremos nos aproximar verdadeiramente de todo grupo socialmente excluído.
Assim, posso afirmar que na relação cuidante e de cuidado é imprescindível o contato, entendido aqui como aproximação através da relação corporal: o toque, pegar na mão, sorrir, olhar com proximidade e, sobretudo, o abraço. São estas questões que me fazem destacar o contato como um elemento de suma importância e relevância nas relações. Desta forma, o abraço se configura aqui, como a aproximação máxima nas relações de contato cuidante.Por fim, na relação de contato cuidante, o abraço se torna o grande ato do resgate humano.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mística da pipa - parte 2

Uma Pipa!
O que este brinquedo traz de tão especial que encanta a quem com ele tem contato? O que representa no imaginário das crianças, dos adolescentes, dos jovens e até mesmo dos adultos, para que se sintam tão envolvidos com esta brincadeira? Há quem diga que soltar pipa não é uma brincadeira só de criança! Soltar pipa está associado a nossa imaginação que se deixa voar junto, aos mais altos céus. Por isso provoca encantamento. Por isso esta brincadeira perpassa gerações.

Nossos sonhos devem ser como as pipas, que nos deixam felizes quanto mais alto elas chegam. Quando projetamos nossos sonhos para que voem o mais alto possível, maior será nossa felicidade ao os vermos alcançar e, até ultrapassar a altura desejada.

Ao entrarmos nessa trilha do Acompanhamento dos Adolescentes e Jovens algumas perguntas devemos nos fazer: nós conhecemos os adolescentes e jovens? Quais as imagens desse grupo social que nos é mostrada? Quais são os nossos sonhos e quais são os sonhos deles?

Percebemos que as imagens da juventude que são mostradas não são como aquele lindo colorido que as pipas deixam no céu, é uma realidade desbotada e pouco atraente. Assim, percebendo essa realidade desbotada da juventude somos desafiados a soltar no ar aquela realidade juvenil colorida que não é mostrada, a realidade juvenil que poderá colorir o céu de nossa sociedade.

Olhando para as pipas que colorem o céu e que nos encantam, somos desafiados olhar para além dessa realidade juvenil desbotada, realidade dos altos índices de violência, morte e desigualdade social. Somos desafiados a olhar e dar visibilidade ao colorido da juventude que os holofotes midiáticos ofuscam.

Podemos comparar a pipa a nossos sonhos, isso nos permite olhar para aquilo que projetamos alcançar com maior encanto. Nossos sonhos serão projetados na liberdade das pipas voando, que nos fazem sonhar cada vez mais alto, presos ao mundo, a esta realidade, apenas pelo fio que não nos deixa esquecer que somos parte dela e, que nossos sonhos se realizarão aqui neste chão duro da realidade.

O sonho e desejo de quem trabalha com adolescentes e jovens é ver a juventude feliz. Seguindo essa lógica podemos comparar a juventude a uma pipa, e nós seremos aqueles que ajudarão essa pipa a alcançar os mais altos céus; nosso jeito de trabalhar, nossa metodologia será a linha que nos ligará a juventude. Quanto maior o domínio de nossa proposta de trabalho, quanto maior o conhecimento sobre os adolescentes e jovens, mais longe poderemos ajudá-los chegar.

A armação é a consistência de nossos sonhos, é aquilo do que nossos sonhos são construídos, ela precisa ser firme e leve, bem estruturada, precisa ter equilíbrio, para que tenha estabilidade direcional, e assim siga para na direção que queremos ir.

A linha é aquilo que nos liga aos adolescentes e jovens, nos liga até o momento em que eles tenham alcançado altura suficiente para saber que a linha será sua ligação ao mundo, a sua realidade concreta e que não deverá ser abandonada.

O vento é a realidade, que nos possibilita alçar vôos, projetar nossos sonhos; uma realidade social apática à realidade e as demandas da juventude é como um vento fraco que pode não levantar a pipa, que não possibilite a juventude sonhar; uma realidade caótica, violenta é como um vento forte que pode quebrar a pipa, que pode fazer a juventude desistir de seu sonho; o desafio posto é o de lutar pela construção de uma sociedade que esteja propícia a realização de nossos sonhos, como os ventos médios e contínuos que ajudam que a pipa suba bem alto.

Enfim, a pipa nos proporciona isso, leveza e alegria, nos permite voar ao mais alto céu estando preso ao chão. É muito gostoso pôr uma pipa no ar, elas “disputam espaço, fazem acrobacias, mapeiam os céus”. Mas, o mais gostoso ao empinar pipa é quando, assim como nossos sonhos, a construção é feita por nós. É muito mais gostoso empinar uma pipa construída por nós mesmos, vê-la no alto é como ver uma parte de nós podendo tocar o céu, elas “são extensão natural da mão, querendo tocar nossas ilusões”. Assim são nossos sonhos, quanto mais de nós eles tiverem, maior será nossa felicidade quando eles se realizarem.
Preservemos o direito de sonhar da juventude, assim como a beleza e simbologia das pipas, pois uma infância sem pipa certamente resultará em uma juventude infeliz.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Abrace-me

Quando estiver falando demais é por não saber o que dizer
Não me pergunte o que significa tudo o que digo
Pois, provavelmente eu também não saiba
Faça-me calar com teus beijos loucos de amor

Quando minha voz não sair
E eu gaguejar em tua frente
Enrolar-me nas frases mal construídas
Não diga que são mentiras ou que estou falseando o que sinto
É apenas um ser amante que não consegue transformar em palavras o que sente
Faça o seguinte
Abrace-me e me dê a tranqüilidade da brisa

Tranqüilidade que faça fluir as palavras doces de amor

Como as colchas de retalhos pacientemente construídas pelas mãos da costureira
Como o bailar da tarrafa lançada no rio pelos braços do pescador
Como as imagens perfeitas são registradas pelo olhar do fotógrafo
Como os poemas saem do coração do poeta
Como as canções surgem no dedilhar dos compositores
Como os passos coreografados surgem nos pés dos dançarinos
Como os harmoniosos cantos que saem dos pulmões dos pássaros e cantores
Como a sincronia do por do sol e do surgir da lua

Não diga nada

Apenas...

Abrace-me.

A contemplação do pescador...


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Encanto dos meus olhos

Estrela radiante que encanta os olhos

Vem!

Traz teu brilho e ilumina minha vida

Me conforta com teu encanto

Me tira dessa solidão
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