Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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terça-feira, 30 de junho de 2009

Decidir e caminhar...

O início de uma caminhada não é o primeiro passo, mas a decisão de iniciá-la.

E, acredito que os passos são a concretude de nossas decisões

E que de grandes decisões são formadas as longas caminhadas

O caminho se faz decidindo:

Decidindo para onde ir e aonde chegar...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Mística da pipa - parte 1

A primeira vista pode parecer estranho ouvir alguém falar em “Mística da Pipa”, alguém pode dizer que não há correlação nenhuma entre essas duas palavras, mas ao relacionar estes dois elementos aparentemente tão distantes entre si, o fiz com a intenção de traçar um caminho. Um caminho que possamos nos envolver de uma forma diferente ao desenvolver uma proposta formativa, sobretudo ao ter os adolescentes e jovens como elementos centrais dessa proposta.

Vamos pôr-se a caminhar.

Muitos são os sentidos atribuídos a “Mística”, contudo, aqui, a entenderemos como aquilo que dá movimento, que dá sentido, que ilumina a prática. Ao trazer a Pipa como mística de uma proposta formativa, quero ir para além do sentido metafórico que esta relação possa trazer. Esta será o que alguns chamam de fio condutor, aquilo que possibilitará o entendimento acerca de.

Mas, por que Pipa? Como este invento/brinquedo nos ajudará a compreender e a nos envolvermos com o universo dos adolescentes e jovens que nos propusemos trabalhar?

Chegar até a Pipa como símbolo deste percurso metodológico não foi um acaso, e tão pouco foi por falta de um outro elemento que desse um sentido mais próximo ao que uma mística é compreendida. Trazer a Pipa como símbolo partiu de todo o significado que esta (a pipa) traz para o universo infanto-juvenil.

As pipas na história da humanidade datam de muitos séculos e se misturam com a historia da civilização. Dentre suas utilizações se destaca o uso como instrumento de defesa, arma, objeto artístico, de ornamentação e a forma mais comum, como brinquedo.

Esta última forma de uso e as correlações dos elementos que identificamos nesta velha e conhecida brincadeira infantil foi uma das principais inspirações para definir a Pipa como Mística deste caminho que vamos trilhar.

A pipa nos quatro cantos do mundo e não diferentemente no Brasil, é conhecida por vários nomes e, cada um deles traz consigo uma história específica. Entre os nomes como a Pipa é conhecida, vamos encontrar: papagaio, arraia, rabiola, morcego, lebreque, coruja, tapioca, bebeu, quadrado, pandorga, curica, cangula, casqueta, chambeta, raia, etc.

Assim, conhecida com todos esses e outros nomes, dependendo da região ou país, a Pipa trouxe os elementos que possibilitariam trabalhar com a tematização do universo dos adolescentes e jovens de uma forma mais envolvente.

Soltar pipa traz todo um envolvimento. Cada elemento que constitui a arte de soltar pipa nos possibilita relacionar nosso envolvimento com a realidade – natural e sócio-cultural - que nos rodeia e com os valores e motivações que nos inspiram. Através da Mística da Pipa tracei um percurso para compreensão acerca dos adolescentes e jovens. E este percurso se valerá dos elementos que constituem uma pipa.

A pipa é composta de uma estrutura armada (Armação) que suporta um plano de papel ou plástico que tem a função de asa, sustentando o brinquedo. Dependendo do modelo pode contar com uma rabiola (adereço preso na parte inferior para proporcionar estabilidade), geralmente feita de fitas plásticas finas ou de papel, ou mesmo de pano, amarradas a uma linha. Os materiais que a constitui são: varetas de bambu, papel de seda colorido ou plástico, carretel de linha, uma lata de refrigerante vazia ou outro objeto em que se possa enrolar a linha, cola branca ou goma e tesoura.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Já te amava e nem sabia

Quando te vi me apaixonei
Quis te conquistar, mas não podia
Resolvi me afastar
O tempo passou e te reencontrei
Você estava mais linda
Mas, achava que ainda não podia ser minha
Aos poucos nos aproximamos
E lentamente nos descobrimos

Não conseguia passar um dia sem falar com você
Você era minha conselheira e confidente
Ajudou-me a ver que devemos dar uma chance ao amor
Tuas cenas de ciúmes me confundiam a cabeça
Estaria eu enganado ou algo mais estava acontecendo?
Não vai me trair! Você dizia. Mas, não tínhamos nada...
Como poderia trair uma amizade tão bela?

E eu me negava a ver
O sentimento lindo que em mim existia por você
Ao percebê-lo em mim, então, não relutei
E disse: não posso viver sem essa mulher
Esforços eu não medi e até você eu fui
Mas você ainda não sabia do amor que em meu peito habitava
Voltei para meu mundo, mas não pensei em desistir

Voltamos a nos falar e a fortalecer nossa cumplicidade
O que parecia uma linda amizade foi crescendo
Quando percebemos nos descobrimos amantes
E quando você menos esperou, eu te surpreendi
Fiquei com medo de sua reação
Mas de sua boca só ouvir um sim

Fui ao infinito buscar forças para conter tamanha alegria
Questiono-me se você sabia
Que o sim que brotara de seu coração
Era sua sentença de condenação
De não mais poder ninguém amar
De amar somente a mim
E me amando... De mim, não poder mais fugir
Foi quando de ti senti um amor puro verdadeiro
Querendo estar condenado por vontade
E, de viver esse amor não querer negar-se

E isso tudo me fazia querer-te cada vez mais,
Sentir você todo dia
Com sua voz suave e decidida
Em sussurro em meu ouvido dizer: Você é o Amor da Minha Vida!

domingo, 21 de junho de 2009

Minha Amada

Você me viu chegar,
Aos poucos fui descobrindo teus encantos
Perdi-me em teus segredos sempre abertos
Cada história tua me fascinava
E eu dizia: sou dela, sempre irei amá-la
Jamais a abandonarei

Ao passar dos tempos, eu te queria cada vez mais
E via como os homens te maltratavam
E eu te amando e sofrendo
Queria poder vingar-te
Sentia raiva ao ver-te sempre permissiva
Mas, não seria você se não fosse assim
Sei que fazia isso esperando o amado que te defendesse dos tiranos

Mesmo maltratada e explorada, continuava bela e fascinante
A cada dia meu amor crescia e meu lamento aumentava
Não tinha força para gritar que você devia ser sempre amada
Como os casais que se amam ao cair da tarde
E que cuidam sempre para não perder seu amor
Queria que todos não só te usassem e logo te esquecessem
Mas, te amassem...

A noite te tornava tão bela
As estrelas iluminavam teus caminhos
Meu desejo era então que noite fosse eterna
E como um menino que se entrega pela primeira vez ao amor
Tentava segurar a lua por mais um instante
Pois, a meia luz te deixava misteriosa e atraente

Minhas forças eram inúteis diante da força do astro rei
Que com seus raios, lentamente desnudava você em minha frente
Era possível ver-te inteiramente
Teus segredos e mistérios tornavam-se anúncios de jornais
E todos se deliciavam com tamanha beleza
Todos queriam ver o rio banhando teus seios
E eu só queria que eles te amassem como eu te amei e amo
Não mais explorassem tuas nobrezas
Sem dar-te o amor merecido

Queria que todos percebessem em cada pedaço de ti o encanto
O encanto de teus cantos
Que o vento espalhava por toda parte
Queria que todos como poetas, te amassem
Como amantes, te cuidassem
E juntos cantaríamos, harmoniosamente, teus fascínios e encantos
Como as borboletas que dançavam coreografadamente no leito de teus rios...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O que dizer?

As palavras que usamos nunca serão suficiente para definir alguém, elas dizem muito, mas nunca o que de fato deveriam dizer, a verdadeira definição sempre estará em nosso coração.

Hoje, um dia de postagem em meu blog, passo apenas para dizer que nesta última terça-feira, dia 16 de junho, a tristeza invadiu meu coração. Pois, recebi uma dolorosa notícia, que mais um de meus raros Cúmplices seguiu para sua sua última viagem, foi navegar por outros mares, costurar sua vida na eternidade. Vou suportando a dor na certeza que não lhe faltei quando a mim buscou. Este humilde pescador.

Me despeço com dor no coração e tristeza na alma.


Ass.: Um cúmplice que sofre...

terça-feira, 16 de junho de 2009

O segredo da arte de ser feliz

Antes de qualquer coisa, peço que me permitam direcionar estes rabiscos a quem está ou deseja entrar no mundo das letras. Contudo, fiquem a vontade para retirarem para si o que achar que pode ser útil. Afinal, todos/as têm licenças poéticas para isso.
Hoje vou falar sobre a arte de ser feliz, ou seria falar sobre o segredo da arte de ser feliz? Se tiver um pouco de paciência, eu te direi antes de terminar estes rabiscos.
Estive pensando, ou, seria filosofando? A respeito de tudo que o ser humano passa em sua vida, quanto sofrimento, quanto que temos de fazer para que possamos continuar vivendo, e me questionava se é possível alcançar a felicidade.
Em um primeiro momento a resposta pareceu-me que seria um tremendo NÃO, mas, ao repensar sobre este assunto tive que tomar outros rumos em minha viagem mental, pois, foram tantos os porque’s, será’s, como’s, que cheguei a acreditar que nada seria possível alcançar, talvez isso seria a única certeza que chegara até então, foi quando me deparei em pensamentos tão simples e tão lógicos que até mesmo os mais céticos concordariam em dizer que seria possível defini-los como eles se apresentavam em minha mente, assim como ter a certeza da realidade da qual eu os tirava para transformá-los em simples pensamentos.
Foi neste momento que no âmago dos meus pensamentos surgiu um luminoso raio de claridade das questões que tinham surgido em meus frágeis neurônios, este novo pensamento viria e veio como se fosse uma Fênix que teria surgido ou renascido das cinzas daqueles caducos pensamentos, este último seria sobre um grande problema que é vivido quase que unanimemente por aqueles que gozam de uma mentalidade mais acadêmica, que é o seguinte: cada vez que se tenta racionalizar, quantificar, mensurar, comprovar que tudo que se estar vivendo é verdadeiro e real acabamos nos afastando das melhores coisas que acontecem conosco, e naturalmente como se tudo fosse possível ser racionalizável, deixamos de viver a intensidade que poderíamos depositar nos momentos que certamente nunca se repetirão.
Por fim, após tanta queima de neurônios percebi que estamos vivendo em uma crise terrível, a crise da racionalização dos sentimentos e por isso tomei a iniciativa de escrever esta mensagem para comunicar a você sobre algo muito importante que neste momento seria somente ao nível de lembrança ou seria melhor dizer o seguinte lembrete? É somente uma coisa, para que você não seja contaminado/a pelo problema que ataca a maioria das pessoas envolvidas com o mundo acadêmico ou mundo das letras.
Não troque um amor verdadeiro pelas pilhas de dissertações e livros conceituais que nunca nos ensinarão a expressar nossos sentimentos e que apenas nos farão racionalizar o que jamais deveria ser teorizado. Não negue um encontro com a desculpa de que deve terminar uma leitura ou um texto, vá, viva a beleza e leveza que um encontro com a pessoa amada pode nos proporcionar. Após o encontro perceberá que a vivência do romance nos anima e impulsiona a viver as demais coisas da vida com maior intensidade, sendo assim até o mundo acadêmico que muitos dizem que não é possível conciliar com a vivência de uma relação amorosa, será mais fácil viver.
Durante sua vida acadêmica não deixe de amar, declare seu amor e viva-o sem medo, pois nunca o amor prejudicará a vida de alguém. Mas, saiba que o segredo da arte de ser feliz está no sentido que damos a nossa vida e, acredito que um dos elementos que podem nos possibilitar essa realização é o que foi cantado um dia por Renato Russo: “amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Viva o amor e nunca deixe de expressá-lo pois, só assim poderemos alcançar a felicidade.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Não pense...

Essa noite...
Entrei no meu quarto e senti um vazio dentro de mim
Um vazio que preenchia onde não devia
As paredes pareciam comprimir-me
Resolvi deitar para ver se aquilo passava
Ao deitar deixei minha janela aberta
De repente, uma sensação estranha dominou meu ser


Como quem encontra a pessoa amada após tanta espera
Meu corpo estremeceu, meu coração acelerou
E meu peito apertou, senti uma súbita alegria que me invadia
Como um ato sobrenatural, senti algo diferente
E, estranhamente não me sentia mais só
Percebi estão uma leve brisa que pela janela adentrou meu quarto

E, suavemente senti um sussurro que tocou meus ouvidos
Era a saudade trazendo-te para mim
Ouvi, então, você me dizendo baixinho:

Quero-te!

Não perca tempo!

Não pense...

Ame!
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