Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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sábado, 30 de outubro de 2010

Uma pergunta, uma resposta


Nestes últimos dias tenho intensificado meu envolvimento com a capanha eleitoral 2010, sobretudo,  neste segundo turno para eleição presidencial. Creio o que está se desenvolvendo na atual conjutura eleitoral nos trará um novo envolvimento dos cidadãos e cidadãs no cenário político. Diante do tipo de capanha desenvolvida neste ano e uso de elementos, antes, para muitos, distintos, como a religião, pois ainda há quem diga que religião e política não se misturam podemos esperar uma nova figura surgir neste cenário. Há verdade nisso, mas, em vez de reproduzir essa idéia, devemos pensar na complementariedade das coisas. Agumenta-se que Fé e Política não se misturam por serem coisas distintas, mas, na prática cotidiana elas se complementam. É São Tiago que nos alerta sobre isso. (2, 14-25).

Devemos nos preparar para reaparecimentos de atores sociais que há muito estavam adormecidos e também, de novos atores, antes nunca imaginados se envolvendo em campanha política. O envolvimento cego de inúmeras pessoas ligadas aos mais diversos seguimentos religiosos, do fiel aos pastores em seus diversos cargos hierarquicos, evidenciou um novo sujeito polítco, ou seria outro sujeito religioso? Se for religioso seria: o fundamentalista religioso político. Se for político seria: o militante político religioso fundamentalista. É possível ver diferença nisso? Ao final foi sempre o fundamentalismo que pautou e pautará as possíveis ações destes sujeitos. Aqui não está em jogo se deve ou não relacionar fé e política, pois, eu tenho convicção da necessária articulação entre elas. O que trago é o fato do mau uso da dimensão religiosa e até a fé ou crença das pessoas em determinada religião como ferramenta eleitoreita, pois, quem entende a complementariedade entre estas dimensões humanas, não as usam equivocadamente. Então, não esperem que um ser religioso que entende o real sentido da relação entre fé e política tenha sua ação impulsinada por uma fé cega. Mas, dos fundamentalistas  religiosos sim, como pode ser visto nesta eleição de 2010.

O aparecimento em massa do milititante político religioso fundamentalista nesta campanha eleitoral, que transformou a fé e a crença em arma eleitoreira, desqualificando a seriadade da relação entre fé e política fez reaparer inúmeros sujeitos religiosos de grande referências e que possuem muita propriedade ao que se trata da relação entre fé e política, além de inúmeras novas figuras religiosas que também defendem o desenvolvimento de um processo eleitoral que seja, no minimo, respeitoso e uso correto, não da religião, mas da fé com a política, como visto em São Tiago.

Aguardemos! Os próximos anos prometem que isso seja intensificado, e com isso reacende e desperta mais pessoas a se envolverem ou relacionarem fé e política da forma como de ser feita que é entendendo a vivência da fé como a prática do bem comum, ou seja, através da política que é o exercício pleno da cidadania de um indivíduo, através da relação respeitosa entre os indivíduos tendo como propósito a harmonia entre seus direitos e deveres, e acima de qualquer coisa, agir motivado pelo desenvolvimento do bem comum.

Uma pergunta, uma resposta

Após enviar o post anterior (No dia 02 de Janeiro de 2011 - Melhor não arriscar...) para meus contatos de e-mail recebi a seguinte mensagem como resposta: Meu querido, que pena, você tão inteligente e religioso... Prefere O Dilmo??? Ah ah ah...

A pergunta foi: Prefere O Dilmo?

A minha reposta foi:
Eu fico grato por sua consideração. E sim, hoje estou com Dilma, exatamente por valorizar meu envolvimento religioso e reconhecer que não devemos fazer mau uso das questões religiosas e das crenças como vejo ser feito nesta eleição.

Creio, também, que minha mínima inteligência leva-me a perceber que esta mulher, Dilma, apresenta o que considero ser o melhor para país, sobretudo, no tange as lutas que desenvolvo. Não acredito que votar neste ou naquela seja uma questão de menor ou maior inteligência ou ser mais ou menos religioso, contudo não descarto que estes elementos influenciem sobre nossas decisões, porém cada pessoa o usa como acha ser melhor conveniente ou adequado.

Eu não vejo, por exemplo, ser adequado usar, hoje, a questão religiosa para dizer que este é melhor que aquela, que neste caso, para mim, seu uso é uma questão de conveniência de certos candidatos que acabam convencendo por esse viés muitos eleitores, vejo que as eleições e a decisão de nosso voto deva passar por análise sociopolítica que cada pessoas possui ou é capaz de fazer e não religiosa como se tornou as eleições presidenciais neste ano. Eu fiz minha anáilise sociopolítica que me ajudou a decidir em quem votar neste segundo turno que é: Votar em uma Mulher para ser presidente do Brasil.

Minha decisão, assim como de muitos, não está insenta dos meus preceitos religiosos ou desprovida de inteligência, tomo esta decisão consciente do quero para mim e acredito ser o melhor para o meu país que tanto amo.

Minha decisão não condiz com a decisão de voto de muitas pessoas queridas e que tanto prezo, que possuem inteligência igual, inferior ou superior a minha e apesar de divergente da minha decisão, não as menosprezo ou desvalorizo sua decisão, pois acredito, que assim como fiz, estas pessoas decidiram seu voto a partir de uma análise crítica do cenário sociopolítico que vivemos e lamentaria apenas em um caso, se essas decisões fossem tomadas motivadas pelas ondas de boatos e ataques inconseqüentes que a campanha eleitoral de 2010 agregou em seu desenvolvimento, sem levar em consideração fatores importantes para o bom desenvolvimento e gestão do país.

Por fim, muitos amigos e amigas não votam comigo, cada um de nós temos nossas motivações e princípios que nos levam a decidir por este ou aquele candidato. Eu tenho muitas e muitos que me fazem optar por Dilma na Presidência.

Beijos, saudades

Mais uma vez obrigado pelo tão inteligente, rsrsrs

Ah! Dessa vez não dá para trocar os votos, neste caso, eu não conseguiria cumprir o acordo, rsrsrs

Paz e Vida Longa!

Mauro Juventude - um pescador que ousa costurar palavras

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Conto com seu voto para juntos e juntas elegermos a Primeira Mulher Presidente do Brasil. Dia 31 de Outubro eu Voto Dilma 13 para Presidente.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

No dia 02 de Janeiro de 2011 - Melhor não arriscar, rsrsrs

No dia 02 de Janeiro de 2011, um senhor idoso se aproxima do Palácio da Alvorada e, depois de atravessar a Praça dos Três Poderes, falou com o

Dragão da Independência" que montava guarda:

-"Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.

O soldado olhou para o homem e disse:

-"Senhor, o Sr. Serra não é presidente e não mora aqui ."

O homem disse:

-"Está bem", e se foi.

No dia seguinte, o mesmo homem idoso se aproximou do Palácio da Alvorada

e falou com o mesmo "Dragão":

- "Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra."

O soldado novamente disse:

-"Senhor, como lhe falei ontem, o Sr. Serra não é presidente e nem mora aqui ."

O homem agradeceu e novamente se foi.

Dia 04 de janeiro ele volta e se aproxima do Palácio Alvorada e falou com o mesmo guarda:

-"Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra"

O soldado, compreensivelmente irritado, olhou para o homem e disse:

-"Senhor, este é o terceiro dia seguido que o Senhor vem aqui e pede para falar com o Sr. Serra. Eu já lhe disse que ele não é presidente, nem mora aqui. O Senhor não entendeu?"

O homem olha para o soldado e diz:

-"Sim, eu compreendi perfeitamente, mas eu ADORO ouvir isso!"

O soldado, em posição de sentido, prestou uma vigorosa continência e disse:

-"Até amanhã, Senhor!!!"

Essa e uma corrente que nao pode ser quebrada.....por isso manda pelo menos para 20 amigos....senão...vc recebera uma praga e ficara com Serra e seu bando por 4 anos......não arrisque....

Por via das dúvidas, achei melhor não arriscar e postar aqui neste espaço, assim eu garanto que a corrente fique mais forte.


Paz e Vida Longa!

Mauro Juventude - Um Pescador ousa costurar palavrar.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Zé de Abreu disseca José Serra: não cumpriu mandato nem de Pres. da UNE!...

O deputado eleito Gabriel Chalita fala sobre a onda de boatos e mentiras...

VotoSerrapq #2

Eleição, aborto e a infantilização da religião

Por Jung Mo Sung *

Por que bispos, padres e grupo religiosos que sempre defenderam a separação radical entre a religião e política, que sempre criticaram a discussão política no âmbito da Igreja ou até mesmo a relação “fé e política”, estão fazendo, até mesmo nas missas, campanha aberta contra Dilma?

Uma primeira resposta poderia ser: hipocrisia. Respostas moralistas podem satisfazer o “juiz moralista” que todos nós carregamos no mais profundo do nosso ser, mas não são boas para nos ajudar a entender o que está acontecendo.

Esta campanha contra a candidatura da Dilma, e com isso o apoio explícito ou implícito à candidatura do Serra, está sendo feita de várias formas, mas com um elemento comum: os católicos e os “crentes” não devem votar nela porque ela seria a favor do aborto e, por isso, contra a vida. Alguns agregam também a acusação de que, se ela for eleita, as TVs católicas e evangélicas seriam proibidas de veicular os programas religiosos ou obrigadas a diminuir o seu tempo de duração. É a velha acusação de que “comunistas” são contra a religião.

Essas duas acusações são expressas e justificadas através de lógicas religiosas, e não a partir da “racionalidade leiga” que deve caracterizar a discussão sobre a política hoje. Esses grupos não admitem a distinção entre a religião e a política, ou melhor, não admitem a “autonomia relativa” do campo político e de outros campos -como o econômico- que se emanciparam da esfera religiosa no mundo moderno. Por isso, eram e são contra “fé e política” ou o debate sobre a política no campo religioso, pois esses debates são feitos normalmente a partir do princípio da autonomia relativa da política. Isto é, a discussão sobre questões políticas são feitas com argumentos de racionalidade sócio-política e não submetidos ao discurso meramente religioso.

Para esses grupos (é preciso reconhecer que ocorre também em outros grupos político-religiosos), os valores religiosos (do seu grupo) devem ser aplicados diretamente a todos os campos da vida pessoal e social. E, em casos graves como aborto, ser impostos sobre toda a sociedade através das leis do Estado. Nesses casos, não seria misturar a religião com a política, mas seria a “defesa” dos mandamentos e valores religiosos; ou colocar a política a serviço dos valores religiosos (nessa discussão apresentados como “a serviço da vida”). Pois, nada estaria acima dos “mandamentos de Deus”. Desta forma não se reconhece a autonomia relativa do campo político, a dificuldade de se passar do princípio ético abstrato (do tipo “defenda a vida”) para as políticas sociais concretas, e muito menos se aceita a pluralidade de religiões com valores diversos e propostas de ação divergentes e conflitantes.

Esta é a razão pela qual esses grupos não entendem e nem aceitam a resposta dada por Dilma de que ela, pessoalmente, é contra o aborto, mas que ela vai tratar esse tema como um problema de saúde pública. Para ouvidos daqueles que crêem que não há ou não deve haver separação entre a saúde pública (o campo da política social) e a opção religiosa pessoal do governante, a resposta da Dilma soa como eu não sou contra o aborto, que logo é traduzido na sua mente como “eu sou a favor do aborto”.

E se ela é a favor do aborto, ela é contra a vida e, portanto, ela é do “mal”. Enquanto que, por oposição, o outro candidato seria do “bem”.

Reduzir toda a complexidade da “defesa da vida” -a que um/a presidente deve estar comprometido/a- à manutenção da criminalização do aborto (que é o que está discutido de fato neste debate sobre ser a favor ou contra o aborto) é uma simplificação mais do que exagerada. Simplificação que deixa fora do debate, por ex., toda a discussão sobre políticas econômicas e sociais que afetam a vida e a morte de milhões de pessoas. Mas é compreensível quando os cristãos têm muita dificuldade em perceber quais são os caminhos concretos e possíveis para viver a sua fé na sociedade, perceber em que a sua fé pode fazer diferença na vida social. Diante de tanta complexidade, a tentação mais fácil é simplificar o máximo para separar “os do bem” de “os do mal”.

Essa simplificação me lembra a pergunta que os meus filhos, quando muito pequenos, me faziam ao assistir um filme: “pai, ele é do bem?” Se sim, eles torciam por aquele que “é do bem” contra o “do mal”. Essa necessidade de separar os do bem e os do mal faz parte da condição mais primária do ser humano. O problema é que reduzir toda a complexidade da luta em favor da vida ao tema de ser favor ou contra a manutenção da criminalização do aborto é infantilizar a discussão política e, o que é pior, é infantilizar a própria religião que professa.

* Coord. Pós-Graduação em Ciências da Religião, Universidade Metodista de São Paulo [Autor, em co-autoria com Hugo Assmann, de "Deus em nós: o reinado que acontece na luta em favor dos pobres"].

Abortando a eleição

Por Padre Otto Dana, via Blog do Luís Nassif

Brasileiros e brasileiras! O capeta está solto! Empunhemos nossos terços e Bíblias e até Alcorões, se os houver! Herodes brande a espada afiada contra as criancinhas do Brasil! Ergamos a fogueira! Queimemos os hereges! O aborto e os gays estão espreitando pela janela!

Gente do céu! Que tiririquice! Que babaquice mais que medieval. Que onda inquisitorial graçando em pleno século XXI. A caça às bruxas. O extermínio dos veados. Cruz, credo! Xô Satanás! Estamos apenas tentando eleger um Presidente para o Brasil. Estamos discutindo propostas e projetos para uma boa administração do Brasil. Aborto, gueisismo, pílula, camisinha não é prioridade do momento.

O processo eleitoral corria tranquilo, dentro dos princípios democráticos: discute-aqui- denucia-ali, promete-isso, condena-aquilo, tudo numa boa. De repente a serenidade é detonada por uma horda de aiatolás, talibãs, mulás, numa gritaria ensurdecedora contra os que ameaçam o poder do Altíssimo.

Alguns vestidos de batina (ainda!), outros de mitra e báculo, outros de terno e gravata ostentando Bíblias, todos ecumenicamente de dedo em riste acusador: "ela é a favor do aborto, ele apóia o casamento homem-com-homem, mulher-com-mulher, os dois defendem a distribuição de camisinhas até para as crianças da escola.

Deus do céu! Que atraso! Que tiririquice! Pra começar, arbitrar sobre aborto e formas de casamento é da competência do Congresso Nacional e não do Presidente da República, que apenas sanciona ou veta a disposição do Congresso. Além do mais, aborto e casamento gay nem estão em pauta de discussão, hoje.

Mais importante e pertinente agora é ouvir dos candidatos suas propostas e projetos concretos quanto à saúde, educação de qualidade, distribuição de renda, segurança da população, criação de empregos, formas de apropriação ou não do Estado, relações diplomáticas e econômicas com outros países, transporte, saneamento básico, liberdade de imprensa, desenvolvimento do país, programas sociais, etc., etc.

E mais: estamos num país democrático, regido por uma Constituição Civil e não pelas tábuas da lei de Moisés. É um país democrático e laico e não teocrático, apesar de supostamente religioso. Sua capital é Brasília e não o Vaticano, nem a Canção Nova, nem a sede da Assembléia de Deus, nem a CNBB.

Tentar manipular a consciência do eleitor, ameaçando-o com a ira de Deus é injuriar o próprio Deus que nos criou livres. O dia em que o povo tiver que consultar um aiatolá de plantão tipo Pastor Silas Malafaia, ou um Padre José Augusto (Canção Nova) para votar, é melhor rasgar o título de eleitor e o estatuto da maioridade civil. O que vem se praticando em meios religiosos no momento, é o aborto da eleição, da democracia, da Constituição e do bom senso. Xô Satanás!

* Padre Otto Dana é Pároco da Igreja Sant´Ana em Rio Claro - São Paulo (Diocese de Piracicaba - SP). Seu e-mail é http://mail.uol.com.br/compose?to=otto.dana@gmail.com

** A imagem do Padre Otto utilizada nesta costura foi retirada do site: http://www.catedraldepiracicaba.org.br/,

domingo, 24 de outubro de 2010

Se nos calarmos, até as pedras gritarão

Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da Vida em Abundância!

Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:

1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.

A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).

2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:

3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.

4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).

5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.

6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.

7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.

Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:

Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Felix do Araguaia-MT
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional
Dom Luiz Eccel – Bispo de Caçador-SC
Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Vina- Maranhão
Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Felix do Araguaia /MT
Jether Ramalho, Rio de Janeiro
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo
Professor Candido Mendes, cientista político e reitor
Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
Zé Vicente, cantador popular, Ceará
Chico César, Cantador popular, Paraíba/São Paulo
Revdo Roberto Zwetch, igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ
Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Juazeiro – Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Frei Betto, escritor, dominicano

(O Manifesto conta com muito mais assinaturas de Cristãos que acreditam que é possível desenvolver uma campanha eleitoral limpa)

Dilma Rousseff recebe Manifesto da Juventude Católica


Para uma platéia de prefeitos e vice-prefeitos de 432 cidades mineiras, movimentos sociais e comunidade, a candidata Dilma Rousseff se comprometeu na tarde desta sexta-feira, dia 22, em Belo Horizonte, fazer um governo municipalista se for eleita presidente da República. Segundo ela, a política de parceria que vem sendo adotada no governo Lula será aprofundada e os setores da sociedade civil serão ouvidos e respeitados em sua gestão.

Durante o ato, Dilma recebeu manifestos de apoio da Associação dos Portadores de Hanseníase, de professores da Universidade Federal de Minas Gerais, do Sindicato dos Professores, dos reitores de Institutos Federais de Educação, de juristas, religiosos, artistas, policiais e da Juventude Católica que desde o dia 18 coletaram mais de 430 assinaturas de jovens e adultos ligados à evangelização da juventude nas mais variadas organizações. Com adesão de lideranças de 23 estados da federação o Manifesto não é uma posição oficial das entidades, mas, um movimento independente, composto por militantes e assessores das Pastorais da Juventude, religiosos, leigos e artistas populares que se posicionaram contrários ao projeto neoliberal.

Durante o ato estiveram no palco com a candidata petista os jovens Felipe Freitas, coordenador da Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens; Edgar Mansur, ex-secretário regional das PJ's do Leste II e Eric Moura, membro da Equipe Nacional da Pastoral da Juventude do Meio Popular, que entregaram o Manifesto a Dilma e declararam seu apoio e empenho no fim da campanha eleitoral. Segundo Mauro Rodrigues, um dos jovens católicos presentes ao Ato,

"o Manifesto é uma tomada de posição de católicos comprometidos com a justiça, a soberania e a cidadania no Brasil compondo um importante movimento contra a volta do projeto neoliberal e em defesa da continuidade das mudanças representadas pelo Governo Lula".



Veja esta e outras costuras em: http://fsfreitas13.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Por uma Campanha Eleitoral Limpa - 4 (O Nosso Brasil Merece Dilma Rousseff, é o povo quem diz!)

É o povo quem diz. Deixo que Amir Paulo, poeta popular, com versos e melodia, seja a voz do povo. Nas andaças pelas terras das Geraes me deparei com essa figura encantadora, grande poeta popular, que com seus versos simples deixa fluir do coração os sentimentos que se traduzem em palavras e melodia. Em ritimo altenticamente brasileiro Amir nos encanta com sua canção que segue neste vídeo.
Por você Amir, e tantos outros brasileiros, simples e honestos como você, que desenvolvo esta campanha em meu blog no desejo de mostrar que é possível realizar uma Campanha Eleitoral Limpa, sem baixaria, acusações infundadas e uso indevido da dimensão religiosa. 


Veja este vídeo direto no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=cFNYEN-rslg

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Por uma Campanha Eleitoral Limpa - 3 (EM DEFESA DA JUVENTUDE)


Jovens Católicos sobre o Processo Eleitoral

O processo eleitoral nos desafia a refletir sobre que tipo de projeto de desenvolvimento se coloca para a sociedade brasileira, em especial para a juventude. A despeito dos largos passos dados nos últimos anos na construção da pluralidade religiosa e no combate a intolerância, temos assistido no Brasil um processo fundamentalista de criminalização da atividade política de quem, a partir da fé e do envolvimento comunitário, quer transformar a realidade. Ao mesmo tempo, este processo cria uma indevida utilização dos preceitos religiosos para o benefício de uma candidatura escondendo, por trás do discurso da moral, a posição política daqueles que querem de volta o conservadorismo e a lógica neoliberal para o centro do comando do executivo federal do país.

Assim como dezenas de intelectuais, agentes de pastoral, bispos, padres, religiosos e religiosas nós, jovens católicos abaixo-assinados, posicionamo-nos em defesa de um Brasil justo, livre e igualitário e combatemos o retrocesso conservador representado pela candidatura do tucano José Serra (PSDB). Sabemos a partir do que fez à frente do poder público como Prefeito de São Paulo, Governador e Ministro do governo FHC que, apesar da pele de cordeiro, o candidato tucano representa o retorno ao receituário neoliberal, ao achatamento do salário mínimo, às privatizações, ao tratamento truculento aos movimentos sociais e às grandes taxas e impostos, além de tratar a juventude e os demais temas sociais que nos atingem direta ou indiretamente como casos de polícia, e não como base para políticas públicas específicas. Em outras palavras, o desrespeito à vida, à dignidade humana e a paz!

Recordamo-nos das grandes lutas travadas pelos movimentos populares contra os desmandos da Era FHC e, por isso, temos clareza de que um eventual Governo José Serra significaria grandes prejuízos às políticas de juventude, com fechamento dos espaços de diálogo com as organizações juvenis, redução dos recursos para os programas sociais e fortalecimento das políticas repressivas, com a caracterização de políticas de extermínio da juventude, notadamente a juventude negra. Além disso, a proposta de redução da maioridade penal, criminalizadora da juventude, que ataca os efeitos e não as causas, ainda hoje vigente no Senado, amplamente combatida pelos movimentos de juventude, pelas igrejas, pela CNBB e pela própria Conferência Nacional de Juventude, parte dos aliados conservadores do PFL/DEM que estão como vice na chapa de Serra.

Ao contrário do que vivemos no governo FHC assistimos no governo Lula a uma série de avanços no conjunto das políticas sociais e no diálogo com as organizações populares. Com forte colaboração da ministra Dilma Roussef a juventude brasileira participou de um importante processo de consolidação das políticas de juventude com a criação da Secretaria e do Conselho Nacional da Juventude, a realização da I Conferência Nacional de Políticas Juventude e recente aprovação da PEC da Juventude que assegura no texto da Constituição os/as jovens como sujeitos de direitos. Os próximos passos, que não podem ser ameaçados por um retrocesso, são a consolidação do Estatuto Nacional de Juventude e do Plano Nacional de Juventude.

A juventude católica abaixo-assinada saúda a candidata Dilma Roussef pela sua posição clara em defesa da dignidade humana, em defesa da juventude e compreende que em seu governo assistirá a continuidade de políticas como o PROJOVEM, PROUNI e Praças da Juventude, ao contrário das práticas dos governos de Serra (como prefeito e governador de São Paulo), marcados pelo autoritarismo e pela repressão ao movimento social.

Não podemos nos calar diante da leviana utilização do discurso religioso como forma de ofender a candidata Dilma Roussef. É evidente o respeito de Dilma aos valores cristãos, à unidade na diversidade, a dignidade da pessoa humana e a defesa da juventude. Acreditamos que a sua história se confunde com a luta pela democracia, pela liberdade religiosa e pela liberdade de imprensa. Não podemos acreditar na enxurrada de mentiras divulgadas diariamente com interesse de difamar a candidata.

Precisamos assumir com ousadia o nosso desafio militante e lançarmo-nos numa grande rede contra a mentira e defesa da juventude. Dilma concretiza, na presidência, a opção preferencial que vivemos enquanto comunidade católica na América Latina: a opção por todos e todas, especialmente por aqueles/as que mais precisam, os/as pobres e os/as jovens. Converse com seus colegas, amigos/as, vizinhos/as, colegas de trabalho e comunidade. Acesse o site www.dilma13.com.br e veja a versão verdadeira das muitas mentiras divulgadas pela internet, enfim, vamos as urnas eleger Dilma 13 e continuar nas ruas em trincheira por um Brasil livre, soberano e democrático.

Sou católico, Sou Jovem, Sou Dilma! No dia 31 de outubro vote 13!

(Manifesto publicado no 17 de outubro de 2010, domingo, no blog do companheiro Felipe de Freitas (http://fsfreitas13.blogspot.com/) no qual constam a lista de quem assina o mesmo. Para assinar também, entre em contato com Felipe pelo e-mail: fsfreitas_13@yahoo.com.br ou pelo telefone: 75 8811-786.

Por uma Campanha Eleitoral Limpa - 2 (Carta da UFMG sobre as eleições)

(Costura recebida, hoje, por e-mail. Encaminhada por Hércules P. Santos - Mestre em Educação - CEMEF EEFFTO-UFMG / Núcleo PR@XIS FaE-UFMG)


"É preciso evitar o retrocesso e garantir que a universidade pública continue a ser valorizada como Política de Estado".

Carta da UFMG sobre as eleições

Quanto mais bem informado um voto, melhor para o país. É com esse objetivo que nós, participantes da gestão da Universidade em anos recentes, nos dirigimos à Comunidade. O momento é de comparação de dois projetos para o Brasil. De um lado Dilma Rousseff, representando a continuidade do projeto desenvolvido nos últimos anos e do outro, José Serra, a oposição a este projeto.

O sistema universitário público federal viveu anos difíceis no Governo FHC. No segundo semestre de 2003, com o último orçamento da era FHC, a UFMG, pela primeira vez, viu-se obrigada a suspender o pagamento de suas contas de água e energia elétrica. Graças à compreensão do Governador do Estado, tais contas puderam ser saldadas em 2004, sem ter havido cortes no fornecimento. A partir de 2004, em contraste, o Brasil tem vivido a maior expansão de seu sistema federal de educação superior. Novas universidades, novos campi de universidades já existentes, a Universidade Aberta do Brasil levando cursos de graduação a distância a centenas de cidades do interior do país.

O Ministro Fernando Haddad, inspirador e artífice das políticas do Governo Lula para a educação, recusa o conceito de Paulo Renato, Ministro de FHC e Secretário de Educação do Governo de São Paulo, conceito este já anunciado nas propagandas de José Serra, de que ao Governo cabe preocupar-se apenas com o ensino básico e tecnológico, deixando o ensino universitário submetido às forças do mercado. O Governo Lula colocou a educação em todos os níveis como prioridade absoluta. Prioridade no setor público se mede pela destinação de recursos orçamentários. É aí, na questão orçamentária, que a comparação pode ser feita com a maior clareza. Em valores corrigidos, o orçamento de custeio da UFMG aumentou 86% comparando-se o ano de 2010 com o ano 2004.

A UFMG realiza, a partir de 2004, a maior expansão de sua história. Concluímos o Projeto Campus 2000 com a construção da FACE e da Engenharia. O Projeto REUNI, ora em execução, viabiliza 2100 novas vagas (aumento de 45%) no Vestibular, 406 novos professores com equivalência D.E., 623 novos funcionários, construção de 4 novos prédios e reformas em vários outros, laboratórios, bibliotecas, novos cursos de graduação, expansão de cursos noturnos e apoio orçamentário à Assistência Estudantil, antes inexistente.

É preciso evitar o retrocesso e garantir que a universidade pública continue a ser valorizada como Política de Estado.

(Orçamento de custeio da UFMG corrigido para janeiro 2010).

Ronaldo Tadêu Pena (Reitor: 2006-2010)

Heloisa Murgel Starling (Vice Reitora: 2006-2010)

Marcos Borato Viana (Vice Reitor: 2002-2006)

Um Grande Abraço,

Hercules P. Santos

Mestre em Educação - CEMEF EEFFTO-UFMG / Núcleo PR@XIS FaE-UFMG

Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil - www.fae.ufmg.br/pensareducacao

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Por uma campanha eleitoral limpa - 1

Navegantes, Costureiros e Costureiras, eleitoras e eleitores

Peço licença para o que vou postar aqui neste espaço, pois, desde quando a interatividade que se estabeleceu neste blog o que se constrói aqui não pertence apenas a mim o que torna este espaço não somente meu.

Peço licença, também, para postar uma costura que não é minha, mas que vejo necessária sua divulgação, assim como, postar neste dias que seguirão costuras e retalhos voltados para o contexto eleitoral que estamos vivendo.

Qual minha motivação para isso? Como sabem, sempre utilizei este espaço para difundir, minhas crônicas, poesias e tudo que levasse a quem se deparasse com minhas costuras a pensar na vida, e de alguma forma tornar nossa lida diária, mais saborosa, mais colorida, mais gostosa de se viver. Mas, diante do meu envolvimento político e por discordar com essa campanha suja que se estabeleceu, nos próximos dias postarei textos ligados ao contexto eleitoral, sejam de minha autoria ou não.

As conversas que ouço, nos pontos de ônibus, dentro dos ônibus, na rua, os e-mails que tenho recebido tem me deixado preocupado com o rumo que a campanha eleitoral tomou. São falas e escritos agressivos, distantes de uma reflexão consistente e o que é mais lamentável, sem nenhuma avaliação crítica e política.

Hoje mesmo, estava eu esperando o ônibus para vir trabalhar quando ouço duas senhoras conversando em tons carregados de ódio, e o que é pior, fazendo mau uso, ou melhor, distorcendo fatos que ganharam a mídia e o povo sem saber da raiz do problema, difunde da pior forma possível. Mas, elas tinham tanta segurança do que estavam falando que eu preferi só ouvir e não interferir naquele diálogo, queria ver até que ponto chegariam.

Entre os assuntos tratados sugiram os seguintes: legalização do aborto, casamento gay, distribuição de dinheiro para os pobres, os bispos da igreja católica estão contra a Dilma porque ela é a favor do aborto, entre tantos outros que não dei conta de ouvir, por perceber tamanha falta de informação. Os temas que cito são de acordo com o que eu ouvi e comentarei o que elas falavam, minimamente, sobre cada um deles.

Legalização do aborto e bispos contra Dilma por ela ser a favor do aborto, elas comentavam que é um absurdo alguém ser a favor de matar criancinha. Uma delas dizia: “isso eu não concordo”, ao ouvir isso eu me perguntava, quem em sã consciência concorda com isso? Creio que nenhuma mãe que por algum motivo na vida foi levada a cometer um ato deste, foi rindo e cantando abortar o seu filho. Assusta-me como que um assunto tão sério foi trazido para o campo da disputa eleitoral e banalizado, retirando de tal tema o verdadeiro sentido de sua discussão. Elas em momento algum comentaram que isso é uma questão de saúde pública, em momento alguma citaram as políticas de saúde no Brasil, os inúmeros abortos clandestinos que são realizados em nosso país, levando a morte inúmeras mulheres que se tivessem uma assistência medica estariam livre de perder sua vida. Ao findar esse assunto uma delas disse: “Você viu menina que os Bispos da Igreja Católica mandaram fazer uma carta divulgando que são contra Dilma por ela ser a favor do aborto?” Neste momento, eu virei para elas e ia dizer algo, quando algo me dizia, não vale a pena entrar nesta discussão. Pensei em dizer quem de fato está por trás destes textos e que não são os bispos, mas alguns bispos. Por um instante me senti envergonhado de ser católico, quase acreditei no que elas diziam, elas falavam com tanta convicção que quase esqueci que sou católico e sei muito mais do que se divulga por aí. Segui meu bom senso e fiquei quieto.

Casamento gay, quando iniciou esse tema elas concordavam que isso é coisa da igreja e que a política não deve se meter. Eis que surgiu o comentário: “se pastor ou padre quiser casar gays o problema é dele, ninguém tem que se meter nisso, isso depende do que cada igreja quiser fazer, eles tem a Igreja deles lá na Savasse, que vão para lá casar”, nesse momento, quase interferi, mas, esperei mais, e, fiquei mais uma vez pensando, será que elas sabem que a discussão em torno desse tema não trata de casamento religioso e sim civil? Pelos comentários, creio que não. Sem contar o tom preconceituoso e homofóbico que saía do diálogo.

Distribuição de dinheiro para os pobres, esse foi o pior de todos, pois me fez perceber o quanto não sabemos do que acontece no país e abrir a boca e dizer: “as indústrias estão sem mão de obra porque o governo fica distribuindo dinheiro aos pobres e eles deixam de trabalhar”. Parece que as pessoas passaram os últimos 8 anos assistindo os inúmeros Reality Shows e não viram os grandes avanços do país, e se a industria está com falta de mão de obra é porque o país avançou e muito nos diversos setores, avançou tanto, que as pessoas podem decidir se querem trabalhar nesse ou naquele setor, em 2009 geração de emprego no país chegou a 15.023.633; sem contar o investimento na educação superior que qualifica o profissional e também o faz não se contentar com qualquer coisa, foram criadas nos últimos 8 anos 14 universidades distribuídas em todas as regiões do país; por fim, não dá para desqualificar e não ver os avanços que tivemos, não podemos difundir um discurso que nada contribui para o bom cidadão.

Sem dar conta do que ouvia e antes de pegar meu ônibus escuto elas dizerem: “eu não sei debater, sabe? Eu não estou envolvida muito nesse negócio de política.” E outra responde: “eu também não, eu não a fundo essa coisas, tem gente que sabe, né?” Eu, naquele momento, pensei que elas estavam pedindo uma ajuda, se não estavam, precisavam, pois, estavam apenas reproduzindo o que ouviam sem nenhuma reflexão crítica sobre os fato. Virei para elas com o intuito de poder esclarecer algumas coisas, quando uma disse a outra: “Já está vindo, o meu é aquele ali, tchau!” e a outra: “O meu é aquele de traz, até!” E eu fiquei inquieto por não ter ajudado as duas senhoras que por sua ingenuidade, deixam-se levar pelas mensagens distorcidas imbuídas dos interesses mais mesquinhos que o ser humano é capaz de produzir.

Com o desejo de contribuir com um saudável processo eleitoral, com uma discussão respeitosa e sem agressividade, sabendo que chagamos a um estado de gestão de nossa sociedade que nenhum candidato é ingênuo de concorrer a um cargo político, sobretudo, presidencial, sem ter bons propósitos para sua gestão, e que devemos entender que não será possível agradar a todos que eu copreendo que o posicionamento das senhoras que conversavam ao meu lado era fruto desta campanha mesquinha e suja que estamos presenciando, que eu me contive e não interferir naquele diálogo. O lamentável é saber que pessoas de boa fé estão sendo levadas a dar continuidade a essa campanha baixa pautada por informações na maioria das vezes sem fundamentos ou distorcidas da realidade como o citado pelas senhoras ao dizerem que os bispos católicos são contra Dilma por esse ou aquele motivo, o que não é verdade, o que existem são cidadãos e cidadãs que são simpatizantes, ou não, deste ou daquele candidato, e que é totalmente legal.
Sou Dilma, porque dos projetos de governos que ainda estão na disputa eleitoral o dela é qiue acredito ser o melhor para o país. E, não será por isso que eu vou condenar o seu adversário. Neste sentido, os próximos textos serão voltados para este processo e, como anunciado postarei costuras de quem acredito e respeito e que possa ajudar as pessoas a construírem suas próprias conclusões, sem agredir ou difamar ninguém.

Iria postar outro texto, mas fui levado pelo o que vivi hoje e pelo tenho presenciado estes dias em que fui acusado de ser um militante religioso ditador por ter expressado minha opinião em uma das páginas de relacionamento após um comentário que uma jovem fez uma das minhas postagens. Em fim, saiu isso e dá próxima vez, divulgo outros. (As acusasões foram mais baixas e agressivas, mas, por achar que este espaço deva manter sua coerência de propósito inicial não os mensionarei)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O pescador e o retorno de saturno


Após uma ansiosa espera o dia chegou e a tão esperada idade também. Sem saber como explicar, esse aniversário foi, se não o mais, um dos mais esperados. A loucura da campanha política e meu envolvimento com ela, não me permitiu preparar como desejei este dia, no qual resolvi fazer algo somente nos quarenta e cinco minutos do sesundo tempo. Não teria uma festa organizada com antecedência e muito menos bem preparada.

Mas, teria a companhia de bons amigos que é o que vale a pena e o que mais importa. Bons amigos, papo agradável e samba de raiz. Uma mistura que me rendeu muitos risos e uma bela comemoração do tão esperado dia 2 de outubro. Como já anunciei não tenho uma explicação lógica por tal ansiedade em comemorar tal idade. Talvez seja a tal volta de saturno influenciando meu momento astral e no qual alcanço meu último ano de juventude segundo a fixação estabelecida pela a Organização Iberoamericana de Juventude (OIJ).

Esperava ter uma festa em um sítio com a FACTOTUM tocando o número que virou canção para Renato Russo e que eu tanto esperei chegar em idade. Não foi assim, mas, assim como em outros anos a festa ainda não acabou. Ainda mais que neste ano minha festa começou na véspera do dia 2 na qual a madrugada me trouxe um presente inesperado sob a noite de um belo horizonte.

Opa! Que desajeitado eu sou, falando de aniversário, de idade que esperava completar e ainda não mensionei abertamente a idade que completei no dia dois deste mês. Na verdade já o fiz com a utilização de códigos ou elementos que podem conduzir ao entendimento da minha idade atual. Vamos brincar um pouco com minha idade, já que ela nos possibilita isso.

Minha idade atual é um número real e um dos números naturais que só é divisível por um e por ele mesmo o que torna minha idade um número primo. Segundo Sophie Germain é o sexto número primo, mas, para quem não conhece tão brilhante mulher e suas teorias numéricas veja qual é o décimo número primo e terás a minha idade. Para a Organização Iberoamericana de Juventude (OIJ) é o último ano que se pode considerar jovem. Para os que gostam de química, veja qual é o número atômico do cobre e minha idade saberás. Para os músicos ou poetas é só lembrar o número que Renato Russo transformou em canção. Para os historiadores ou quem gosta de história é o número que lembra a Grande Depressão iniciada no Estados Unidos, conhecida também de Crise de (minha atual idade) e o mês do seu ápice é o mês que nasci. Para os matemáticos digo apenas que a soma dos seus divisores tem como resultado trinta, para facilitar, não esqueçam que é o decimo número primo. Para os numerólogistas seu resultado final é o dia em que nasci. Para os religiosos, descubram o ano que Jesus foi batizado por Jão Batista e minha idade encontrarás. Para os astrólogos é o ano que corresponde ao primeiro retorno de Saturno. E para facilitar e esse jogo acabar um mês eu vou usar. Sem o costume perder e minha idade dizer sem sair do contexto, é só contar o número de dias do mês de fevereiro em anos bissextos. Para você que chegou até aqui e não desistiu de ler e minha idade ainda quer saber, pois, ainda não foi possível descobrir, a quantidade de aniversário que já festejei em ordinal eu vou dizer e depois espero seu cometário: “no dia 2 de outubro foi meu vigésimo nono aniversário que em algarismos romano é XXIX e se fosse em televisão não estranhe se ouvir falar em polegada.
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