Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Por uma campanha eleitoral limpa - 1

Navegantes, Costureiros e Costureiras, eleitoras e eleitores

Peço licença para o que vou postar aqui neste espaço, pois, desde quando a interatividade que se estabeleceu neste blog o que se constrói aqui não pertence apenas a mim o que torna este espaço não somente meu.

Peço licença, também, para postar uma costura que não é minha, mas que vejo necessária sua divulgação, assim como, postar neste dias que seguirão costuras e retalhos voltados para o contexto eleitoral que estamos vivendo.

Qual minha motivação para isso? Como sabem, sempre utilizei este espaço para difundir, minhas crônicas, poesias e tudo que levasse a quem se deparasse com minhas costuras a pensar na vida, e de alguma forma tornar nossa lida diária, mais saborosa, mais colorida, mais gostosa de se viver. Mas, diante do meu envolvimento político e por discordar com essa campanha suja que se estabeleceu, nos próximos dias postarei textos ligados ao contexto eleitoral, sejam de minha autoria ou não.

As conversas que ouço, nos pontos de ônibus, dentro dos ônibus, na rua, os e-mails que tenho recebido tem me deixado preocupado com o rumo que a campanha eleitoral tomou. São falas e escritos agressivos, distantes de uma reflexão consistente e o que é mais lamentável, sem nenhuma avaliação crítica e política.

Hoje mesmo, estava eu esperando o ônibus para vir trabalhar quando ouço duas senhoras conversando em tons carregados de ódio, e o que é pior, fazendo mau uso, ou melhor, distorcendo fatos que ganharam a mídia e o povo sem saber da raiz do problema, difunde da pior forma possível. Mas, elas tinham tanta segurança do que estavam falando que eu preferi só ouvir e não interferir naquele diálogo, queria ver até que ponto chegariam.

Entre os assuntos tratados sugiram os seguintes: legalização do aborto, casamento gay, distribuição de dinheiro para os pobres, os bispos da igreja católica estão contra a Dilma porque ela é a favor do aborto, entre tantos outros que não dei conta de ouvir, por perceber tamanha falta de informação. Os temas que cito são de acordo com o que eu ouvi e comentarei o que elas falavam, minimamente, sobre cada um deles.

Legalização do aborto e bispos contra Dilma por ela ser a favor do aborto, elas comentavam que é um absurdo alguém ser a favor de matar criancinha. Uma delas dizia: “isso eu não concordo”, ao ouvir isso eu me perguntava, quem em sã consciência concorda com isso? Creio que nenhuma mãe que por algum motivo na vida foi levada a cometer um ato deste, foi rindo e cantando abortar o seu filho. Assusta-me como que um assunto tão sério foi trazido para o campo da disputa eleitoral e banalizado, retirando de tal tema o verdadeiro sentido de sua discussão. Elas em momento algum comentaram que isso é uma questão de saúde pública, em momento alguma citaram as políticas de saúde no Brasil, os inúmeros abortos clandestinos que são realizados em nosso país, levando a morte inúmeras mulheres que se tivessem uma assistência medica estariam livre de perder sua vida. Ao findar esse assunto uma delas disse: “Você viu menina que os Bispos da Igreja Católica mandaram fazer uma carta divulgando que são contra Dilma por ela ser a favor do aborto?” Neste momento, eu virei para elas e ia dizer algo, quando algo me dizia, não vale a pena entrar nesta discussão. Pensei em dizer quem de fato está por trás destes textos e que não são os bispos, mas alguns bispos. Por um instante me senti envergonhado de ser católico, quase acreditei no que elas diziam, elas falavam com tanta convicção que quase esqueci que sou católico e sei muito mais do que se divulga por aí. Segui meu bom senso e fiquei quieto.

Casamento gay, quando iniciou esse tema elas concordavam que isso é coisa da igreja e que a política não deve se meter. Eis que surgiu o comentário: “se pastor ou padre quiser casar gays o problema é dele, ninguém tem que se meter nisso, isso depende do que cada igreja quiser fazer, eles tem a Igreja deles lá na Savasse, que vão para lá casar”, nesse momento, quase interferi, mas, esperei mais, e, fiquei mais uma vez pensando, será que elas sabem que a discussão em torno desse tema não trata de casamento religioso e sim civil? Pelos comentários, creio que não. Sem contar o tom preconceituoso e homofóbico que saía do diálogo.

Distribuição de dinheiro para os pobres, esse foi o pior de todos, pois me fez perceber o quanto não sabemos do que acontece no país e abrir a boca e dizer: “as indústrias estão sem mão de obra porque o governo fica distribuindo dinheiro aos pobres e eles deixam de trabalhar”. Parece que as pessoas passaram os últimos 8 anos assistindo os inúmeros Reality Shows e não viram os grandes avanços do país, e se a industria está com falta de mão de obra é porque o país avançou e muito nos diversos setores, avançou tanto, que as pessoas podem decidir se querem trabalhar nesse ou naquele setor, em 2009 geração de emprego no país chegou a 15.023.633; sem contar o investimento na educação superior que qualifica o profissional e também o faz não se contentar com qualquer coisa, foram criadas nos últimos 8 anos 14 universidades distribuídas em todas as regiões do país; por fim, não dá para desqualificar e não ver os avanços que tivemos, não podemos difundir um discurso que nada contribui para o bom cidadão.

Sem dar conta do que ouvia e antes de pegar meu ônibus escuto elas dizerem: “eu não sei debater, sabe? Eu não estou envolvida muito nesse negócio de política.” E outra responde: “eu também não, eu não a fundo essa coisas, tem gente que sabe, né?” Eu, naquele momento, pensei que elas estavam pedindo uma ajuda, se não estavam, precisavam, pois, estavam apenas reproduzindo o que ouviam sem nenhuma reflexão crítica sobre os fato. Virei para elas com o intuito de poder esclarecer algumas coisas, quando uma disse a outra: “Já está vindo, o meu é aquele ali, tchau!” e a outra: “O meu é aquele de traz, até!” E eu fiquei inquieto por não ter ajudado as duas senhoras que por sua ingenuidade, deixam-se levar pelas mensagens distorcidas imbuídas dos interesses mais mesquinhos que o ser humano é capaz de produzir.

Com o desejo de contribuir com um saudável processo eleitoral, com uma discussão respeitosa e sem agressividade, sabendo que chagamos a um estado de gestão de nossa sociedade que nenhum candidato é ingênuo de concorrer a um cargo político, sobretudo, presidencial, sem ter bons propósitos para sua gestão, e que devemos entender que não será possível agradar a todos que eu copreendo que o posicionamento das senhoras que conversavam ao meu lado era fruto desta campanha mesquinha e suja que estamos presenciando, que eu me contive e não interferir naquele diálogo. O lamentável é saber que pessoas de boa fé estão sendo levadas a dar continuidade a essa campanha baixa pautada por informações na maioria das vezes sem fundamentos ou distorcidas da realidade como o citado pelas senhoras ao dizerem que os bispos católicos são contra Dilma por esse ou aquele motivo, o que não é verdade, o que existem são cidadãos e cidadãs que são simpatizantes, ou não, deste ou daquele candidato, e que é totalmente legal.
Sou Dilma, porque dos projetos de governos que ainda estão na disputa eleitoral o dela é qiue acredito ser o melhor para o país. E, não será por isso que eu vou condenar o seu adversário. Neste sentido, os próximos textos serão voltados para este processo e, como anunciado postarei costuras de quem acredito e respeito e que possa ajudar as pessoas a construírem suas próprias conclusões, sem agredir ou difamar ninguém.

Iria postar outro texto, mas fui levado pelo o que vivi hoje e pelo tenho presenciado estes dias em que fui acusado de ser um militante religioso ditador por ter expressado minha opinião em uma das páginas de relacionamento após um comentário que uma jovem fez uma das minhas postagens. Em fim, saiu isso e dá próxima vez, divulgo outros. (As acusasões foram mais baixas e agressivas, mas, por achar que este espaço deva manter sua coerência de propósito inicial não os mensionarei)
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