Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

Seguidores

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Bençãos Junina


Fiz uma fogueira para homenagear São João

Pipoca, pamonha e balão
Fiz a fogueira mais bela
E pedi para chover no sertão
Pedi a São João 
E Santo Antônio, confirmou
Que faça chover no sertão
Como São Pedro mandou
Mas, que a chuva não caia num  lugar
Seja repartida para quem dela precisa
Que a chuva nos banhe de alegria
Com o plantio farto e mesa cheia
Crianças fortes e povo feliz

domingo, 19 de junho de 2011

Cicatriz - Campanha contra a violência doméstica infantil / Movimento de luta contra qualquer forma de violência.


Esta publicação faz parte do Movimento de luta contra qualquer forma de violência. O vídeo trata da violência doméstica praticada contra crianças. A agressão, violência praticada contra crianças deixam marcas indeléveis, marcam para a vida toda. "Algumas feridas não se tornam apenas cicatrizes, ficam marcadas na alma por toda a vida." Não silencie, não deixe impune, denuncie! O seu silêncio é a continuidade da violência. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

É assim que se perpetua a cultura da violência - Movimento de luta contra qualquer forma de violência



É assim que se perpetua a cultura da violência. Hoje lutamos por uma cultura de paz e não violência, e nos deparamos com um episódio lamentável e repugnante como estes. Nenhum lugar deve ser espaço para a violência ou muito menos possibilitá-la, e o educativo, que deveria ajudar a todos/as a ver um mundo melhor, igualitário, livre e democrático, hoje, na PUC-RS, torna-se palco de violência, antieducativo, sectário e antidemocrático.

E, para nós, educadores e cidadãos de direitos, que lutamos a favor da vida, por uma cultura de paz, o acontecido na PUC-RS torna-se motivo de vergonha. Pois, o espaço educativo, é um dos espaços privilegiado para ajudar a juventude a atuar socialmente de forma respeitosa, e com firmeza frente a qualquer forma de opressão e repressão e não ser o promotor de tais atitudes.

Manifesto-me aqui como forma de apoio e solidariedade à Tábata (Cumplíce querida) e a todas as companheiras/os estudantes da PUC-RS, que ao exigirem um DCE mais transparente e um processo democrático para eleição das chapas e das/os delegadas/os do CONUNE, foram covardemente agredidas/os.

Tenho a esperança que este ato de resistência sirva como inspiração à luta contra outros processos desrespeitosos e, que as lutas sejam justas, sem covardia e violência. Sobretudo, violência contra a quem defende o ambiente acadêmico como espaço de transformação social, de construção de outro mundo possível.  

Diante de tudo isso, da luta por um mundo sem violência é que divulgo este vídeo como mais um ato do Movimento de luta contra qualquer forma de violência.

Segue o relato de Maurício Peronte sobre o ocorrido: “Covardia no DCE: agrediram a Tábata e outra estudante que lutavam por uma eleição democrática. Quando apagaram a luz, a Tábata se abraçou na outra garota, pois um dos caras tentou dar um soco nela; se agarraram na urna pra se proteger; caíram e foram chutadas por esses calhordas. Já foi feito o boletim de ocorrência. TODO O NOSSO APOIO PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DO DCE DA PUC. FORA COM ESSES AGRESSORES!!! 

sábado, 11 de junho de 2011

Dia dos namorados ou mais um dia do consumo/capitalismo?


O dia dos namorados.
Este dia só cabe para as pessoas que se enquadram nessa situação, que tem ou são namorados. Não podemos de forma alguma nos sentir menor, inferiores, por não estarmos namorando. Hoje, li em uma atualização de uma amiga no Facebook, que me fez pensar e costurar sobre o assunto, e, para melhor entendermos o que segue descreverei aqui o seu post: Eu não passo o dia do índio com um índio, da árvore com uma árvore nem Tiradentes com o Joaquim José da Silva Xavier então porque tenho que passar o dia dos namorados com um namorado? Mas, ainda assim, se alguém insistir mais de uma vez em me dar presente eu aceito”.

Inicialmente, essa manifestação parece mais um ato de quem lamenta o fato de todos terem com quem passar esse dia e a pessoa não. Mas, devo dizer que é isso que o sistema em que estamos inseridos quer que sintamos. Sei que isso não é o caso da minha amiga, pois a conheço bem e sua frase final, Mas, ainda assim, se alguém insistir mais de uma vez em me dar presente eu aceito”, mostra o real motivo de seu post, que é fazer piada e, diria mais, apresenta um sutil sarcasmo sobre este dia e reforça o que seguirá. E foi a íntegra de sua mensagem que me motivou a desenvolver essa costura e por isso vou usá-la para tecer as palavras que seguem.

O dia do índio, da árvore e até de Tiradentes, são datas criadas para valorização do que: o índio, a árvore e o Tiradentes representam.

Índio: o respeito, a valorização e o reconhecimento das comunidades indígenas, dizimadas por ocasião da invasão de suas terras, ao que chamam de "descobrimento do Brasil".

Árvore: faz-nos lembrar, já que temos a memória curta, de que os recursos naturais são finitos e é preciso cuidar da vida no planeta e lutar contra a exploração e desmatamento indiscriminados em prol do capital.

O mesmo segue para o Sr. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, esse dia deve-se ao reconhecimento de sua luta em prol da libertação, por mais contestável que seja, de um povo, das amarras dos mesmos "descobridores do Brasil”, os mesmos responsáveis pelo desaparecimento de tantas comunidades indígenas.

O dia dos namorados, esse sim, merece seu questionamento, sua indignação, não por não poder ou dever passar esse dia com um namorado, mas por esse dia ser mais um dia do capital, o mesmo capital que outrora incentivou a invasão das terras do sul da América Latina e hoje, faz com que nossa fauna e flora sejam extintas.

O dia dos namorados é mais um dia para se comprar presente e fazer lucrar o sistemas capetalista e fazer com que quem não tenha namorado ou namorada, sinta-se menor, diferente, fora do sistema, fora de órbita e acabe por usar argumentos nem sempre adequados, como o uso de datas de valorização de povos e lutas merecidamente reconhecidas como igual as datas unicamente frutos do e para o capetalismo.

Ou seja, só passa o dia dos namorados com um namorado quem o tem, ou até quem o pode passar, no sentido corporal, uma vez que o mesmo sistema que nos incita estar com o namorado, comprar presente e por aí segue, é o mesmo sistema que nos obriga a trabalhar para ser alguém em sua lógica, ou seja, ter dinheiro. Passar o dia dos namorados com um/a namorado/a é uma situação conseqüente de se ter namorado, o dia não pode ser superior ao relacionamento, o dia está para o relacionamento e não o contrário, como nos quer fazer sentir o sistema capetalista.

Assim, essa data deveria ser, em vez de um lamento por quem não tem namorado/a, mais um dia para lutar pelos direitos de vida e liberdade que as referidas datas anteriormente citada representam, o dia do índio, da árvore e de Tiradentes.  E, a lógica da mensagem que motivou esta costura, se enquadraria muito bem, a outras datas, se não criada pelo capitalismo para incentivo do consumo e gerar dependência dele, como o natal e o papai noel, e o nascimento de Jesus substituído pelos presentes, a páscoa e o coelhinho, e a ressurreição trocada pelo chocolate, e até o dia das mães, data dedicada a tantas lutadoras que diariamente labutam para educar seus filhos em um mundo que incita ao individualismo e ao consumo inconseqüente. 

sábado, 21 de maio de 2011

Um presente noturno


O sol já se punha e o céu já estava escuro
Tudo estava calmo, só o meu coração gritava
Gritava com toda sua força para irromper aquele silêncio
E, foi naquele silêncio que a noite me disse:
Bom dia, cheguei para te fazer companhia
Não gosto de te ver tão só, esse teu jeito me dá dó
Trago a lua e o luar para iluminar teus sonhos, teus planos
Não feche os olhos que o sol ainda vai demorar
Deixe-os bem abertos para ver
Para ver o presente que eu trouxe para você
Olhe as estrelas que insistem em aparecer
Que insistem em aparecer só para te ver
Elas brilham por você, um brilho belo, um brilho cálido
Que te aquece do frio que insiste em se instalar em teu coração
As estrelas me iluminam só para verem o teu sorriso
Sinta o meu cheiro que é o cheiro do teu amor
Um cheiro que te alivia a dor da ausência que preenche tudo
Eu te presenteio com a noite mais bela
Com aquilo que dizem ser milagre, ser miragem
O teu presente não é miragem
O teu presente é mais que milagre
Eu te presenteio com minha presença mais rara
Eu te dou uma noite com sol
E realizo o teu sonho mais intenso
De viver com a tua amada
Com tua rosa bela e rara
Com tua rosa negra.

sábado, 14 de maio de 2011

Decidir e Lutar


Ser herói e nunca ser reconhecido,

É possível ser herói escondido?

Muitos nomes surgem na luta por um mundo melhor

Mas, o que se divulga é sempre o pior:

“Os arruaceiros, os ladrões de terra,

Os desocupados, os acomodados

A luta pela terra é criminalizada”

A igualdade de direitos banalizada

Até quando vamos continuar a fechar os olhos para nossa gente?

Os heróis e heroínas deste povo sofrido um dia serão percebidos, evidenciados?

Na luta, suas vidas são ceifadas, são calados e ameaçados,

Nosso herói do campo quer ter um pedaço de terra para plantar e colher

Quando, na maioria, o muito que tem é mal uma cova onde pode morrer

Nosso povo pobre que luta por acesso a uma educação de qualidade

E rejeitar, de vez, um diploma mal qualificado para ser colocado no quadro

Reconhecer a luta de homens e mulheres pelo direito de amar livremente

E não serem apontados na rua por manifestar seu amor a uma pessoa do mesmo sexo

Gritar que não há nada de errado em amar e não existe regra para o amor

O amor se manifesta independente de sexo, etnia, credo ou cor

Lutemos com o povo negro para que reconheçam seus direitos e valor

E não serem lembrados ou beneficiados apenas por sua cor

Quando a liberdade de fato será proclamada?

Quanto preconceito e exploração ainda existente

Até quando vamos tratar outros humanos como menos gente?

Dizer: "basta!" Não é suficiente,

É preciso correr o mundo e denunciar

Dizer que ainda se mata quem tentar falar

Alguém poder dizer: “eu queria falar, mas, eu tenho medo”

O medo não existe quando não mais se vive

Quando a vida em si já é a morte

O morto tem medo do que? Medo de morrer?

A morte já não nos amedronta mais,

Lutemos para vencer o medo de viver

De viver neste mundo cheio de preconceito e violência

De viver morrendo e nunca ser lembrado

Juntemos nossos corpos falidos aos muitos ceifados

E lutemos, lutemos até a morte final do corpo que está cansado de sofrer

Lutemos para que morramos vivendo

Morramos vivendo nossa vida cheia de conquista de direitos

Não podemos esperar, é preciso decidir, ir em frente, e lutar

Lutar por terra, teto, agasalho e pão

Lutar por saúde, transporte, trabalho e educação

E conquistar voz, sorriso e brincadeiras na rua ou no quintal

Banho de cachoeira ou mergulho no mar

E felizes possamos plantar, colher, costurar e pescar.

Só assim talvez consigamos conquistar nossa vida e morrer

E ter cada herói e heroína do povo reconhecido
E, então morrer como um povo feliz.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Costura Explicativa 8 - Sábado e Domingo e o ócio produtivo

O sábado e domingo é um tempo de ócio , tempo de esperar ser visitado por uma nova inspiração para as postagens da semana seguinte, entre ...