Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

Seguidores

sábado, 20 de agosto de 2011

Sintomas

Hoje uma mensagem me deixou rindo o dia inteiro, rindo a toa, e tudo ficou mais belo
Como é possível uma simples mensagem mexer tanto conosco?
Influenciar todo o nosso dia e nos fazer transmitir tanta alegria?
O mundo parecia ter mais sentido, a vida parecia o sonho mais lindo
O vento que balançava as árvores me lembrou daquele cabelo solto pelo ar
Meus pensamentos estavam focados somente naquele sorriso, o mais radiante e encantador
Cada gesto que por mais bruscos que tenham sido, tornam-se os mais delicados
Os meus pensamentos eram só lembranças, memórias de  cada encontro de outrora
E cada memória era relacionada às mais belas possibilidades
E tudo se tornou saudade, vontade, desejo de ter aqueles abraços ali
A aquecer meu corpo, a me aliviar do frio que começava a incomodar
E a saudade tornou-se necessidade, de ter tudo aquilo ali, fora de mim
Queria poder sentir o calor, o cheiro e a maciez daquela pele
Queria ter tudo ali, ao alcance das mãos e não somente aqui, dentro de mim
O que é isso, sentir tanta necessidade de alguém que não tivemos nada em profundidade?
Isso tudo é tão estranho, mas é tudo isso que você me faz
E em cada momento que não estás aqui o que mais quero é poder te ter naquele instante
Ouvir você me dizer que quer me abraçar e assim eu poder sentir teu cheiro
Em teus braços te acariciar e fazer cafuné, cheirar o teu cangote
Te colocar no colo e te encher de beijos e você suspirar de tanta delícia
E como não tenho nutella para te servir, eu te ofereço creme de cupuaçu que eu mesmo fiz
A noite chega e a minha necessidade é de você aqui ao meu lado, de juntos olharmos o céu
Olharmos a lua e as estrelas e ver como elas se tornam tão simples quando você sorrir
De te contar história, te fazer carinho e admirar tua beleza até você adormecer
E pela manhã, preparar um café da manhã, te levar na cama e te acordar com beijos suaves
E tudo parecer o mais belo sonho e poder te dizer que eu quero muito mais que isso com você
Mas, como isso são apenas sintomas de algo que eu ainda não sei o que é
O que me resta é apenas esperar, esperar que a vida nos proporcione tudo isso um dia,
Que a vida nos proporcione muitos, e que sejam muitos dias desses.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Um convite a reflexões mais profundas: uma reflexão sobre as organizações juvenis na contemporaneidade


          
          Duas costuras elaboradas em preparação a 15ª ANPJB (Assembléia Nacional das Pastorais da Juventude do Brasil) intituladas “A velocidade da vida contemporânea”, foram uma tentativa de esboçar um panorama da realidade da juventude brasileira na complexidade da vida contemporânea com o intuito de relacionar, de alguma forma, os desafios desta realidade com a ação desenvolvida pelas Pastorais da Juventude do Brasil. Contudo, suas reflexões podem contribuir, também, com os momentos de reflexão e decisão sobre a vida de algumas organizações no seio da Igreja e movimentos sociais.
Ambas costuras tinham o intuito de despertar os leitores para um novo olhar sobre a vida contemporânea, de modo especial relacionado à vida da juventude, apontavam para um olhar cuidadoso, no sentido de estarmos mais atentos à ampla e complexa realidade que estamos inseridos. Será que estamos realmente inseridos? Se sim, como estamos? Estas indagações foram um balizador da reflexão instigada, pois, muitas vezes nos deparamos com ações desenvolvidas por diversos grupos da Igreja que parecem viver em um mundo completamente fora da órbita da realidade atual[1]. Práticas cada vez mais recorrentes e mais amplas e que, preocupantemente atingem e influenciam grupos que desenvolvem práticas embasadas em uma lógica mais sólida e menos superficial no serviço à juventude. Encarar esta realidade de ações superficiais no trabalho junto à juventude, faz-nos ou deveria nos fazer questionar sobre nossa presença e atuação neste chão duro e árduo da contemporaneidade tão evidentes.
É possível cometer equívocos, mas, diante da realidade apresentada por tais organizações e por uma escuta profunda dos interlocutores de suas ações desenvolvidas, esta pode apontar se tais ações apontam para um enfrentamento ou fuga do mundo real. Na ação da Igreja Católica junto às juventudes não podemos negar o diferencial dos serviços oferecidos pelos Centros e Institutos de Juventude, que, junto a outras organizações presentes na Igreja, como as pastorais da juventude, e organizações sociais, apresentam significativa inserção na complexa realidade da juventude contemporânea da sociedade de forma geral. Um importante exemplo é a Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens, desenvolvida pelas pastorais da juventude.
Se assim é, o que acontece com a dinamização das organizações eclesiais com missão voltada para ação social, política e valorização da vida em plenitude que parecem a cada dia estarem mais fragilizadas? Esta reflexão em que colocamos nosso olhar voltado para estas organizações é apresentada de forma mais ampla por François Dubet em sua obra “El declive de la  instituición”[2]. Tudo aquilo que ele apresenta em seu texto muito tem a dizer para as organizações sociais e conseqüentemente para as organizações eclesiais que estão preocupadas com a vida do povo. O texto aponta para algo que muitas organizações já vivenciam há tempo. Mas, que, como uma reação comum nas instituições, fogem do enfrentamento com o novo e de encarar que a proposta que as instituições tendem a defender não corresponde mais as realidades que a vida contemporânea apresenta.
Algo a destacar na reflexão de Dubet é que não são as instituições em si que estão em crise, mas os programas institucionais que estas instituições tanto se recusam em modificar ou mesmo a abandonar e, assim, entram em crise. Isso acontece muitas vezes pelo medo gerado diante de propostas ousadas e renovadoras. Dubet aponta em seu texto, que as novas propostas surgem para que as instituições tenham continuidade e não para que elas acabem. Contudo, se há uma irredutividade a mudança, isso sim levará ao declínio a instituição.
Para se pensar novas propostas, as instituições não podem deixar de estarem em sintonia com seus destinatários/interlocutores, no caso das instituições que esta reflexão se destina, as juventudes. Sem um movimento de escuta destes interlocutores, o máximo que se poderia fazer seria uma reflexão teórica sobre tal realidade. Quem pode e deve dar conta de apontar a direção a ser seguida é a própria organização, através do envolvimento de todos os atores que fazem parte da mesma, sempre atenta à realidade em sua totalidade, dando voz e vez àqueles a quem a ação é destinada, os jovens e as jovens. 
A leitura da realidade a partir dos sentidos e das percepções dos/as jovens poderá dar uma evidência mais fortificada ao que parece estar fragilizado. Este tipo de leitura nos permitirá, não só ver, pois, a visão muitas vezes nos mostra o que parece ser e não o que de fato é. Uma atenção neste formato nos levará a vivenciar diretamente a realidade concreta, o que possibilitará oferecer, de fato, o que os atendidos necessitam e esperam que se ofereça a eles. Lembremos o que disse certa vez Carmem Lúcia (da CAJU), em um momento de planejamento e construção de um plano de ação. Ela indagava sobre até que ponto o que estávamos oferecendo a juventude era o que eles precisavam ou era o que achávamos que eles precisavam. Esta indagação dever estar presente constantemente em nossa prática e em nossos planejamentos.
Pensar em uma leitura da realidade que perpasse pelos sentidos e percepções da juventude é estar atento a toda globalidade social dos indivíduos, tais como sua realidade: cultural, econômica, política, étnica, identitária e religiosa, entre outros aspectos. Se fecharmos os olhos será possível vermos nosso grande neotéfilo, Hilário Dick, pronunciar que: “isso de fato é ouvir os gritos da juventude”.
A escuta dos gritos da juventude deve provocar em nós um movimento de transformação e renovação de nossa prática. Poderia se dizer que se há irredutividade de qualquer organização em rever seu programa, demonstra que esta sofre do mal da institucionalização das organizações sociais, que é a existência pela própria existência e não mais por aquilo pelo qual a organização fora criada. O que são as escolas sem os estudantes? O que são Igrejas sem os fiéis? E o que será de uma organização de formação juvenil sem o e a jovem e suas associações de pares? As organizações de formação juvenil surgiram para a juventude e, se isso hoje se tornou secundário, esta organização perde o sentido de sua existência. Hoje, é preciso voltar os nossos sentidos para aqueles para o qual estas organizações surgiram e de onde jamais deverá se afastar.
Nossa releitura da realidade, feita a partir dos gritos da juventude, e da escuta das percepções dos atores envolvidos direta e indiretamente na vida das organizações eclesiais ou não, apontarão os Novos Rumos para as organizações juvenis na Vida Contemporânea.


Nota: É envolvido pelo desejo ardente de continuidade destes espaços que esta costura se materializou e espero que possa servir de provocação de novas reflexões para estas organizações ao momento em que pararem para rever e escrever mais uma página de sua história, carregado da história de tantos e tantas protagonistas que iniciaram estes projetos tão belos, que sofreram, resistiram e lutaram para construir uma proposta à favor da vida da juventude.


[1] Podemos considerar como atividade fora de órbita toda ação desenvolvida sem considerar o resgate ou promoção humana, visando apenas a visibilidade da instituição ou o seu bem estar. Por exemplo, os grandes eventos de massa que bastam em si mesmo, ou mesmo a realização de atividades superficais e descompromissada com vida de seus interlocutores, como o oferecimento de ações apenas para atender as exigências das agências internacionais de financiamento. Algo mais radical ou extremo é quando as instituições sociais influenciados pela lógica mercadológica oferecem atividades como mera mercadoria de consumo, perdendo com isso o caráter de prática libertadora de suas ações.
[2] DUBET, François. El declive de la instituición. Barcelona: Gedisa Editorial, 2006.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Pescador e o Dia da Amizade


No dia 02 de outubro de 2002, costurei algumas palavras que resolvi postar, hoje, neste ateliê. Pois, celebra-se na data de hoje, 20 de junho, o dia do amigo, ser que para quem me conhece sabe o quanto me é valioso, o quanto me é raro e sagrado, são minhas rosas negras, meus cúmplices. E, a costura que elaborei diz muito deste ser que celebramos neste dia, o amigo. Talvez, pelo valor que atribuo a este ser, este dia não seja o mais adequado para esta postagem, mas sendo este dia o mais próximo daquele ser que me é tão raro, o ser cúmplice, postarei tal costura no dia de hoje, dia do amigo, na espera de estabelecermos, num tempo próximo, o Dia do/a Cúmplice (O Dia da Cumplicidade), alguém tem alguma sugestão?
Como a costura original, referia-se ao dia do meu aniversário, resolvi fazer alguns ajustes, postar alguns remendos, diga-se de passagem, com bons retalhos. Em fim, feito os devidos ajustes, eis que segue a costura que iniciava assim:


Raríssimo/a Cúmplice, (Chega ser redundante chamar um/a “Cúmplice” de “Raro/a”, mas, não custa nada destacar o quão raro é este ser na atualidade, em que as relações se tornam cada vez mais individualistas) Opa! Desculpe-me, a intenção é apenas postar a costura, e cá estou eu fazendo comentários. Então, voltemos à costura.

Talvez você não compreenda o motivo de receber uma carta minha, mas não estranhe, é que fazendo algumas leituras me deparei com uma crônica atribuída a Vinícius de Moraes, e por hoje, ser o dia do Amigo, resolvi postá-la no meu ateliê, além de enviá-la para quem me é raro, meus e minhas Cúmplices.
Por que enviá-la? Após ter lido a crônica de “Vinícius”, fiz uma retrospectiva de minha vida, lembrando de como tratei meus cúmplices. Será que lhes proporcionei alegria enquanto convivi com cada um/a deles/as? Fui sincero? Será que deixei algo que marcasse a minha presença na vida deles/as? Se deixei, espero que tenha sido algo de bom, pois não consigo admitir, que eu tenha sido em vez de um amigo(Cúmplice), um fardo na vida deles/as, alguém que eles/as, a todo momento rezavam para que eu ficasse o máximo de tempo distante, evitando, assim, o desconforto da minha presença.
Felizmente, diante destes questionamentos e ao ver os momentos passarem diante dos meus olhos como se fosse um filme, percebi que me esforcei ao máximo para que cada pessoa que conviveu comigo me tivesse como Um Verdadeiro Amigo/Cúmplice, e parece que consegui um bom resultado. Hoje, no dia do Amigo escrevo esta carta para você, que como diz “Vinícius”: “talvez não saiba que está incluído na sagrada relação de meus amigos” - Se eu tivesse pensado essa Micro Costura seria assim: “Talvez não saiba que faça parte do meu sagrado e precioso jardim de rosas raras”.
Geralmente em datas festivas, especiais como é o caso do dia de aniversário, costumamos presentear as pessoas, e como já citei anteriormente da retrospectiva e de todos os questionamentos que fiz sobre como agi com os meus/minhas amigos/as(Cúmplices), percebi que hoje é um dia em que eu deveria presentear meus e minha Cúmplices e não ser o presenteado, pois eu não preciso ganhar nenhum presente, não que eu tenha tudo o que quero e desejo, mas, por ter algo que é indispensável para a minha vida e tenho certeza de ser o melhor presente que eu poderia ganhar neste dia, que são meus e minhas Cúmplices( Amigas e Amigos).
Em fim, este ateliê é um espaço para apresentar minhas costuras, mas deixarei exposta a Crônica de “Vinícius” e peço que a leia atentamente, e, saiba que quando a li, há mais de 9 anos, assustei-me, pois parecia que ele estava retratando tão perfeitamente o sentimento que tenho por meus Cúmplices(Amigas/os) e sendo assim, saiba que as palavras que “Vinícius” usou nesta crônica é a expressão escrita do meu sentimento, ou talvez, seja apenas um fragmento do que sinto por você, que “Talvez não saiba que faça parte do meu sagrado e precioso jardim de rosas raras”.
Esta é a maneira que encontrei para Homenagear e Agradecer pelo presente que você me deu, que é de te ter como Cúmplice.
Paz e Vida Longa!
Pescador - um ser ousa costurar palavras

_________________________________________________
Amigos
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
“Vinícius de Moraes”

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Riso - a poesia mais bela



Quando eu era criança, meu riso era a minha única poesia, e ouso dizer que ele tenha sido a poesia mais bela que eu tenha costurado um dia. Talvez, mas só talvez, pois a vida é demasiada grande para abarcá-la em meus tão mínimos pensamentos, seja por isso que eu insista tanto em manter o meu riso sempre em evidência.

Creio que ainda penso como criança, por achar que essa poesia ainda possa encantar alguém. Mas, tudo bem! Posso ser chamado de iludido ou não, utópico e sonhador, o que importa é que meu riso permaneça, pois ele revela a minha alma contente por poder viver e costurar a cada dia um novo retalho neste grande mar que é a vida.

Por mais que eu já não seja mais criança, ou não seja mais aquela criança da minha infância, não acredito que esta poesia possa estar ultrapassada, caduca. Mesmo que, hoje, eu percorra por mundos que nos impedem de dar valor aos detalhes da vida, as coisas simples, mas que fazem grande diferença.  Assim, seja o riso apenas riso ou ainda, apenas minha poesia infantil, continuarei a ostentá-lo. O riso é indispensável na descoberta e construção de um mundo novo.

Pois, o riso é a mais bela e pura poesia, mesmo que seja uma poesia infantil. É uma poesia necessária aos descobrimentos do mundo e o torna mais belo. Embeleza este nosso mundo que a cada dia se torna mais senil. 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Prece da Manhã




Possibilitador de toda existência

Venho agradecer-te em prece
Pelos presentes que, a cada dia, me entregas
Por poder acordar e sentir o milagre da aurora
Agradeço-te por poder sentir, a cada manhã, o raio de sol
Canto a Ti, uma singela prece sem fim
Pois, a cada dia sinto o teu amor por mim
No orvalho que molha cada planta deste chão
Na canção que os pássaros melodiam em perfeita harmonia
Canção que me faz dançar com o vento
A criação que se renova a cada dia
Receba a prece deste simples pescador que te agradece
Numa prece que me faz dançar de alegria
Por mais um dia vida.
Faz aproximadamente uma semana que elaborei essa prece, a fiz durante toda a madrugada do dia 5 deste mês (julho de 2011) até o dia amanhecer. Já pela manhã, logo após ter concluído minha prece adormeci, um sono tranquilo e acalentador. Fazia tempo que não adormecia como naquela manhã, talvez por fazer tempo, também, que eu não fizesse uma prece com tanta intimidade com Deus. Não sei exatamente se fora a prece em si ou se foi o que coloquei nela, minha entrega total, que tenha provocado essa sensação de paz interior e que tenha me proporcionado um sono tão especial naquela manhã.
Acordei, como o de costume, aproximadamente cinco horas após adormecer. O dia parecia ter um ar diferente, creio que ainda era efeito da minha prece da manhã, da minha sincera integra ao Senhor,  de abrir meu coração em prece. Após acordar, continuei a vivenciar meu dia como o vivia nos dias anteriores àquela prece da manhã,tomei meu café das 11, preparei meu almoço, tudo enquanto  elaborava minhas costuras e mantinha meus contatos virtuais, além de fazer as tarefas do espaços que estou envolvido pastoral e socialmente.
Enfim, ao final daquele dia, recebi uma ligação de proposta de emprego, de imediato, lembrei da minha prece da manhã, e da minha entrega ao Senhor ao meditá-la. Mas, resolvi esperar um pouco e continuar a meditá-la até que se efetivasse a possível proposta de emprego. No dia seguinte fui conversar sobre a proposta e descobri que não era nada certo, pois a proposta dependia da aprovação do projeto que a instituição tinha apresentado junto a um processo de licitação. 
E, ontem, uma semana após ter elaborado e estar meditando minha prece da manhã, recebi a confirmação de aprovação do projeto no processo licitatório e consequentemente a confirmação da minha contratação pelo projeto. Vale dizer que outras notícias recebi, desde que comecei a meditar a minha prece da manhã. Tente fazer isso você também e verás que logo receberás as graças por sua entrega ao Senhor.

Paz e Vida Longa!
Atenciosamente, 
Um Pescador que ousa costurar palavras.
 Cuide-se e juntos cuidaremos do mundo.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Grupo de Jovens - Espaço de Formação

Na costura anterior, pensamos o grupo de jovens enquanto um espaço de convivência. É no encontro com outro, que descobrimos quem somos. Os e as jovens buscam os grupos com os quais se identificam e são aceitos, gerando assim, os mais variados tipos de grupos.


Queremos pensar o grupo também como um espaço de formação, onde os jovens, podem expor suas idéias, dialogar e construir saberes acerca da sua realidade e do mundo que os envolvem. Descobrem o “diferente” que existe em cada um. E, neste diferente, encontram também seus próprios interesses, aspirações, direitos, deveres, potencialidades e limitações.


Os grupos de jovens ligados às pastorais da Igreja buscam integrar à sua formação, dimensões que englobam toda a vida: afetiva, ajudando a ser pessoa; social, integrando-o no grupo e na comunidade; espiritual, ajudando a crescer na fé e no seguimento de Jesus; política, desenvolvendo o senso crítico e ajudando a tornar-se sujeito transformador da história e a técnica, capacitando para a liderança, planejamento e organização participativas. Estas são as cinco dimensões da Formação Integral que possibilita uma formação pessoal, política, social e religiosa.


Na formação integral, deve-se considerar que os jovens estão se aproximando deste espaço formativo e ainda não têm profundo conhecimento dos elementos que a incorporam. Para que a formação, nesta perspectiva, se dê de forma mais harmônica, devemos dar atenção a um elemento fundamental e cada vez mais raro nos grupos de jovens: a pessoa do Assessor. Este tem o papel de orientar e acompanhar a caminhada do grupo sem perder de vista o protagonismo dos jovens.


Assim, o aprendizado acontece em mutirão, na comunidade, no grupo. Os e as jovens que se dispõem a fazer esta experiência, serão jovens diferenciados em suas realidades capazes de questionar e refletir valores referentes à vida, à família, à cidadania. A formação é um processo continuo que vai se dando ao longo do tempo, de acordo com caminhada e abertura de cada jovem. Pensando desta forma, podemos dizer que o grupo de jovens é lugar do engajamento, da articulação, do crescimento e cultivo da fé e da utopia.
_______________________________________________
Costura publicada no Jornal de Opinião Edição  940 - 07 a 13 de junho de 2007
Co-autoria de: Ana Clésia Alcântara e Irmão Carlos Henrique Silva
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Costura Explicativa 8 - Sábado e Domingo e o ócio produtivo

O sábado e domingo é um tempo de ócio , tempo de esperar ser visitado por uma nova inspiração para as postagens da semana seguinte, entre ...