Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Por uma Campanha Eleitoral Limpa - 3 (EM DEFESA DA JUVENTUDE)


Jovens Católicos sobre o Processo Eleitoral

O processo eleitoral nos desafia a refletir sobre que tipo de projeto de desenvolvimento se coloca para a sociedade brasileira, em especial para a juventude. A despeito dos largos passos dados nos últimos anos na construção da pluralidade religiosa e no combate a intolerância, temos assistido no Brasil um processo fundamentalista de criminalização da atividade política de quem, a partir da fé e do envolvimento comunitário, quer transformar a realidade. Ao mesmo tempo, este processo cria uma indevida utilização dos preceitos religiosos para o benefício de uma candidatura escondendo, por trás do discurso da moral, a posição política daqueles que querem de volta o conservadorismo e a lógica neoliberal para o centro do comando do executivo federal do país.

Assim como dezenas de intelectuais, agentes de pastoral, bispos, padres, religiosos e religiosas nós, jovens católicos abaixo-assinados, posicionamo-nos em defesa de um Brasil justo, livre e igualitário e combatemos o retrocesso conservador representado pela candidatura do tucano José Serra (PSDB). Sabemos a partir do que fez à frente do poder público como Prefeito de São Paulo, Governador e Ministro do governo FHC que, apesar da pele de cordeiro, o candidato tucano representa o retorno ao receituário neoliberal, ao achatamento do salário mínimo, às privatizações, ao tratamento truculento aos movimentos sociais e às grandes taxas e impostos, além de tratar a juventude e os demais temas sociais que nos atingem direta ou indiretamente como casos de polícia, e não como base para políticas públicas específicas. Em outras palavras, o desrespeito à vida, à dignidade humana e a paz!

Recordamo-nos das grandes lutas travadas pelos movimentos populares contra os desmandos da Era FHC e, por isso, temos clareza de que um eventual Governo José Serra significaria grandes prejuízos às políticas de juventude, com fechamento dos espaços de diálogo com as organizações juvenis, redução dos recursos para os programas sociais e fortalecimento das políticas repressivas, com a caracterização de políticas de extermínio da juventude, notadamente a juventude negra. Além disso, a proposta de redução da maioridade penal, criminalizadora da juventude, que ataca os efeitos e não as causas, ainda hoje vigente no Senado, amplamente combatida pelos movimentos de juventude, pelas igrejas, pela CNBB e pela própria Conferência Nacional de Juventude, parte dos aliados conservadores do PFL/DEM que estão como vice na chapa de Serra.

Ao contrário do que vivemos no governo FHC assistimos no governo Lula a uma série de avanços no conjunto das políticas sociais e no diálogo com as organizações populares. Com forte colaboração da ministra Dilma Roussef a juventude brasileira participou de um importante processo de consolidação das políticas de juventude com a criação da Secretaria e do Conselho Nacional da Juventude, a realização da I Conferência Nacional de Políticas Juventude e recente aprovação da PEC da Juventude que assegura no texto da Constituição os/as jovens como sujeitos de direitos. Os próximos passos, que não podem ser ameaçados por um retrocesso, são a consolidação do Estatuto Nacional de Juventude e do Plano Nacional de Juventude.

A juventude católica abaixo-assinada saúda a candidata Dilma Roussef pela sua posição clara em defesa da dignidade humana, em defesa da juventude e compreende que em seu governo assistirá a continuidade de políticas como o PROJOVEM, PROUNI e Praças da Juventude, ao contrário das práticas dos governos de Serra (como prefeito e governador de São Paulo), marcados pelo autoritarismo e pela repressão ao movimento social.

Não podemos nos calar diante da leviana utilização do discurso religioso como forma de ofender a candidata Dilma Roussef. É evidente o respeito de Dilma aos valores cristãos, à unidade na diversidade, a dignidade da pessoa humana e a defesa da juventude. Acreditamos que a sua história se confunde com a luta pela democracia, pela liberdade religiosa e pela liberdade de imprensa. Não podemos acreditar na enxurrada de mentiras divulgadas diariamente com interesse de difamar a candidata.

Precisamos assumir com ousadia o nosso desafio militante e lançarmo-nos numa grande rede contra a mentira e defesa da juventude. Dilma concretiza, na presidência, a opção preferencial que vivemos enquanto comunidade católica na América Latina: a opção por todos e todas, especialmente por aqueles/as que mais precisam, os/as pobres e os/as jovens. Converse com seus colegas, amigos/as, vizinhos/as, colegas de trabalho e comunidade. Acesse o site www.dilma13.com.br e veja a versão verdadeira das muitas mentiras divulgadas pela internet, enfim, vamos as urnas eleger Dilma 13 e continuar nas ruas em trincheira por um Brasil livre, soberano e democrático.

Sou católico, Sou Jovem, Sou Dilma! No dia 31 de outubro vote 13!

(Manifesto publicado no 17 de outubro de 2010, domingo, no blog do companheiro Felipe de Freitas (http://fsfreitas13.blogspot.com/) no qual constam a lista de quem assina o mesmo. Para assinar também, entre em contato com Felipe pelo e-mail: fsfreitas_13@yahoo.com.br ou pelo telefone: 75 8811-786.

Por uma Campanha Eleitoral Limpa - 2 (Carta da UFMG sobre as eleições)

(Costura recebida, hoje, por e-mail. Encaminhada por Hércules P. Santos - Mestre em Educação - CEMEF EEFFTO-UFMG / Núcleo PR@XIS FaE-UFMG)


"É preciso evitar o retrocesso e garantir que a universidade pública continue a ser valorizada como Política de Estado".

Carta da UFMG sobre as eleições

Quanto mais bem informado um voto, melhor para o país. É com esse objetivo que nós, participantes da gestão da Universidade em anos recentes, nos dirigimos à Comunidade. O momento é de comparação de dois projetos para o Brasil. De um lado Dilma Rousseff, representando a continuidade do projeto desenvolvido nos últimos anos e do outro, José Serra, a oposição a este projeto.

O sistema universitário público federal viveu anos difíceis no Governo FHC. No segundo semestre de 2003, com o último orçamento da era FHC, a UFMG, pela primeira vez, viu-se obrigada a suspender o pagamento de suas contas de água e energia elétrica. Graças à compreensão do Governador do Estado, tais contas puderam ser saldadas em 2004, sem ter havido cortes no fornecimento. A partir de 2004, em contraste, o Brasil tem vivido a maior expansão de seu sistema federal de educação superior. Novas universidades, novos campi de universidades já existentes, a Universidade Aberta do Brasil levando cursos de graduação a distância a centenas de cidades do interior do país.

O Ministro Fernando Haddad, inspirador e artífice das políticas do Governo Lula para a educação, recusa o conceito de Paulo Renato, Ministro de FHC e Secretário de Educação do Governo de São Paulo, conceito este já anunciado nas propagandas de José Serra, de que ao Governo cabe preocupar-se apenas com o ensino básico e tecnológico, deixando o ensino universitário submetido às forças do mercado. O Governo Lula colocou a educação em todos os níveis como prioridade absoluta. Prioridade no setor público se mede pela destinação de recursos orçamentários. É aí, na questão orçamentária, que a comparação pode ser feita com a maior clareza. Em valores corrigidos, o orçamento de custeio da UFMG aumentou 86% comparando-se o ano de 2010 com o ano 2004.

A UFMG realiza, a partir de 2004, a maior expansão de sua história. Concluímos o Projeto Campus 2000 com a construção da FACE e da Engenharia. O Projeto REUNI, ora em execução, viabiliza 2100 novas vagas (aumento de 45%) no Vestibular, 406 novos professores com equivalência D.E., 623 novos funcionários, construção de 4 novos prédios e reformas em vários outros, laboratórios, bibliotecas, novos cursos de graduação, expansão de cursos noturnos e apoio orçamentário à Assistência Estudantil, antes inexistente.

É preciso evitar o retrocesso e garantir que a universidade pública continue a ser valorizada como Política de Estado.

(Orçamento de custeio da UFMG corrigido para janeiro 2010).

Ronaldo Tadêu Pena (Reitor: 2006-2010)

Heloisa Murgel Starling (Vice Reitora: 2006-2010)

Marcos Borato Viana (Vice Reitor: 2002-2006)

Um Grande Abraço,

Hercules P. Santos

Mestre em Educação - CEMEF EEFFTO-UFMG / Núcleo PR@XIS FaE-UFMG

Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil - www.fae.ufmg.br/pensareducacao

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Por uma campanha eleitoral limpa - 1

Navegantes, Costureiros e Costureiras, eleitoras e eleitores

Peço licença para o que vou postar aqui neste espaço, pois, desde quando a interatividade que se estabeleceu neste blog o que se constrói aqui não pertence apenas a mim o que torna este espaço não somente meu.

Peço licença, também, para postar uma costura que não é minha, mas que vejo necessária sua divulgação, assim como, postar neste dias que seguirão costuras e retalhos voltados para o contexto eleitoral que estamos vivendo.

Qual minha motivação para isso? Como sabem, sempre utilizei este espaço para difundir, minhas crônicas, poesias e tudo que levasse a quem se deparasse com minhas costuras a pensar na vida, e de alguma forma tornar nossa lida diária, mais saborosa, mais colorida, mais gostosa de se viver. Mas, diante do meu envolvimento político e por discordar com essa campanha suja que se estabeleceu, nos próximos dias postarei textos ligados ao contexto eleitoral, sejam de minha autoria ou não.

As conversas que ouço, nos pontos de ônibus, dentro dos ônibus, na rua, os e-mails que tenho recebido tem me deixado preocupado com o rumo que a campanha eleitoral tomou. São falas e escritos agressivos, distantes de uma reflexão consistente e o que é mais lamentável, sem nenhuma avaliação crítica e política.

Hoje mesmo, estava eu esperando o ônibus para vir trabalhar quando ouço duas senhoras conversando em tons carregados de ódio, e o que é pior, fazendo mau uso, ou melhor, distorcendo fatos que ganharam a mídia e o povo sem saber da raiz do problema, difunde da pior forma possível. Mas, elas tinham tanta segurança do que estavam falando que eu preferi só ouvir e não interferir naquele diálogo, queria ver até que ponto chegariam.

Entre os assuntos tratados sugiram os seguintes: legalização do aborto, casamento gay, distribuição de dinheiro para os pobres, os bispos da igreja católica estão contra a Dilma porque ela é a favor do aborto, entre tantos outros que não dei conta de ouvir, por perceber tamanha falta de informação. Os temas que cito são de acordo com o que eu ouvi e comentarei o que elas falavam, minimamente, sobre cada um deles.

Legalização do aborto e bispos contra Dilma por ela ser a favor do aborto, elas comentavam que é um absurdo alguém ser a favor de matar criancinha. Uma delas dizia: “isso eu não concordo”, ao ouvir isso eu me perguntava, quem em sã consciência concorda com isso? Creio que nenhuma mãe que por algum motivo na vida foi levada a cometer um ato deste, foi rindo e cantando abortar o seu filho. Assusta-me como que um assunto tão sério foi trazido para o campo da disputa eleitoral e banalizado, retirando de tal tema o verdadeiro sentido de sua discussão. Elas em momento algum comentaram que isso é uma questão de saúde pública, em momento alguma citaram as políticas de saúde no Brasil, os inúmeros abortos clandestinos que são realizados em nosso país, levando a morte inúmeras mulheres que se tivessem uma assistência medica estariam livre de perder sua vida. Ao findar esse assunto uma delas disse: “Você viu menina que os Bispos da Igreja Católica mandaram fazer uma carta divulgando que são contra Dilma por ela ser a favor do aborto?” Neste momento, eu virei para elas e ia dizer algo, quando algo me dizia, não vale a pena entrar nesta discussão. Pensei em dizer quem de fato está por trás destes textos e que não são os bispos, mas alguns bispos. Por um instante me senti envergonhado de ser católico, quase acreditei no que elas diziam, elas falavam com tanta convicção que quase esqueci que sou católico e sei muito mais do que se divulga por aí. Segui meu bom senso e fiquei quieto.

Casamento gay, quando iniciou esse tema elas concordavam que isso é coisa da igreja e que a política não deve se meter. Eis que surgiu o comentário: “se pastor ou padre quiser casar gays o problema é dele, ninguém tem que se meter nisso, isso depende do que cada igreja quiser fazer, eles tem a Igreja deles lá na Savasse, que vão para lá casar”, nesse momento, quase interferi, mas, esperei mais, e, fiquei mais uma vez pensando, será que elas sabem que a discussão em torno desse tema não trata de casamento religioso e sim civil? Pelos comentários, creio que não. Sem contar o tom preconceituoso e homofóbico que saía do diálogo.

Distribuição de dinheiro para os pobres, esse foi o pior de todos, pois me fez perceber o quanto não sabemos do que acontece no país e abrir a boca e dizer: “as indústrias estão sem mão de obra porque o governo fica distribuindo dinheiro aos pobres e eles deixam de trabalhar”. Parece que as pessoas passaram os últimos 8 anos assistindo os inúmeros Reality Shows e não viram os grandes avanços do país, e se a industria está com falta de mão de obra é porque o país avançou e muito nos diversos setores, avançou tanto, que as pessoas podem decidir se querem trabalhar nesse ou naquele setor, em 2009 geração de emprego no país chegou a 15.023.633; sem contar o investimento na educação superior que qualifica o profissional e também o faz não se contentar com qualquer coisa, foram criadas nos últimos 8 anos 14 universidades distribuídas em todas as regiões do país; por fim, não dá para desqualificar e não ver os avanços que tivemos, não podemos difundir um discurso que nada contribui para o bom cidadão.

Sem dar conta do que ouvia e antes de pegar meu ônibus escuto elas dizerem: “eu não sei debater, sabe? Eu não estou envolvida muito nesse negócio de política.” E outra responde: “eu também não, eu não a fundo essa coisas, tem gente que sabe, né?” Eu, naquele momento, pensei que elas estavam pedindo uma ajuda, se não estavam, precisavam, pois, estavam apenas reproduzindo o que ouviam sem nenhuma reflexão crítica sobre os fato. Virei para elas com o intuito de poder esclarecer algumas coisas, quando uma disse a outra: “Já está vindo, o meu é aquele ali, tchau!” e a outra: “O meu é aquele de traz, até!” E eu fiquei inquieto por não ter ajudado as duas senhoras que por sua ingenuidade, deixam-se levar pelas mensagens distorcidas imbuídas dos interesses mais mesquinhos que o ser humano é capaz de produzir.

Com o desejo de contribuir com um saudável processo eleitoral, com uma discussão respeitosa e sem agressividade, sabendo que chagamos a um estado de gestão de nossa sociedade que nenhum candidato é ingênuo de concorrer a um cargo político, sobretudo, presidencial, sem ter bons propósitos para sua gestão, e que devemos entender que não será possível agradar a todos que eu copreendo que o posicionamento das senhoras que conversavam ao meu lado era fruto desta campanha mesquinha e suja que estamos presenciando, que eu me contive e não interferir naquele diálogo. O lamentável é saber que pessoas de boa fé estão sendo levadas a dar continuidade a essa campanha baixa pautada por informações na maioria das vezes sem fundamentos ou distorcidas da realidade como o citado pelas senhoras ao dizerem que os bispos católicos são contra Dilma por esse ou aquele motivo, o que não é verdade, o que existem são cidadãos e cidadãs que são simpatizantes, ou não, deste ou daquele candidato, e que é totalmente legal.
Sou Dilma, porque dos projetos de governos que ainda estão na disputa eleitoral o dela é qiue acredito ser o melhor para o país. E, não será por isso que eu vou condenar o seu adversário. Neste sentido, os próximos textos serão voltados para este processo e, como anunciado postarei costuras de quem acredito e respeito e que possa ajudar as pessoas a construírem suas próprias conclusões, sem agredir ou difamar ninguém.

Iria postar outro texto, mas fui levado pelo o que vivi hoje e pelo tenho presenciado estes dias em que fui acusado de ser um militante religioso ditador por ter expressado minha opinião em uma das páginas de relacionamento após um comentário que uma jovem fez uma das minhas postagens. Em fim, saiu isso e dá próxima vez, divulgo outros. (As acusasões foram mais baixas e agressivas, mas, por achar que este espaço deva manter sua coerência de propósito inicial não os mensionarei)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O pescador e o retorno de saturno


Após uma ansiosa espera o dia chegou e a tão esperada idade também. Sem saber como explicar, esse aniversário foi, se não o mais, um dos mais esperados. A loucura da campanha política e meu envolvimento com ela, não me permitiu preparar como desejei este dia, no qual resolvi fazer algo somente nos quarenta e cinco minutos do sesundo tempo. Não teria uma festa organizada com antecedência e muito menos bem preparada.

Mas, teria a companhia de bons amigos que é o que vale a pena e o que mais importa. Bons amigos, papo agradável e samba de raiz. Uma mistura que me rendeu muitos risos e uma bela comemoração do tão esperado dia 2 de outubro. Como já anunciei não tenho uma explicação lógica por tal ansiedade em comemorar tal idade. Talvez seja a tal volta de saturno influenciando meu momento astral e no qual alcanço meu último ano de juventude segundo a fixação estabelecida pela a Organização Iberoamericana de Juventude (OIJ).

Esperava ter uma festa em um sítio com a FACTOTUM tocando o número que virou canção para Renato Russo e que eu tanto esperei chegar em idade. Não foi assim, mas, assim como em outros anos a festa ainda não acabou. Ainda mais que neste ano minha festa começou na véspera do dia 2 na qual a madrugada me trouxe um presente inesperado sob a noite de um belo horizonte.

Opa! Que desajeitado eu sou, falando de aniversário, de idade que esperava completar e ainda não mensionei abertamente a idade que completei no dia dois deste mês. Na verdade já o fiz com a utilização de códigos ou elementos que podem conduzir ao entendimento da minha idade atual. Vamos brincar um pouco com minha idade, já que ela nos possibilita isso.

Minha idade atual é um número real e um dos números naturais que só é divisível por um e por ele mesmo o que torna minha idade um número primo. Segundo Sophie Germain é o sexto número primo, mas, para quem não conhece tão brilhante mulher e suas teorias numéricas veja qual é o décimo número primo e terás a minha idade. Para a Organização Iberoamericana de Juventude (OIJ) é o último ano que se pode considerar jovem. Para os que gostam de química, veja qual é o número atômico do cobre e minha idade saberás. Para os músicos ou poetas é só lembrar o número que Renato Russo transformou em canção. Para os historiadores ou quem gosta de história é o número que lembra a Grande Depressão iniciada no Estados Unidos, conhecida também de Crise de (minha atual idade) e o mês do seu ápice é o mês que nasci. Para os matemáticos digo apenas que a soma dos seus divisores tem como resultado trinta, para facilitar, não esqueçam que é o decimo número primo. Para os numerólogistas seu resultado final é o dia em que nasci. Para os religiosos, descubram o ano que Jesus foi batizado por Jão Batista e minha idade encontrarás. Para os astrólogos é o ano que corresponde ao primeiro retorno de Saturno. E para facilitar e esse jogo acabar um mês eu vou usar. Sem o costume perder e minha idade dizer sem sair do contexto, é só contar o número de dias do mês de fevereiro em anos bissextos. Para você que chegou até aqui e não desistiu de ler e minha idade ainda quer saber, pois, ainda não foi possível descobrir, a quantidade de aniversário que já festejei em ordinal eu vou dizer e depois espero seu cometário: “no dia 2 de outubro foi meu vigésimo nono aniversário que em algarismos romano é XXIX e se fosse em televisão não estranhe se ouvir falar em polegada.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

No voto a possibilidade de um Brasil melhor.


Nessa reta final do processo eleitoral muitas pessoas tem me procurado para saber em quem vou votar ou o que eu penso a respeito da política ou mesmo do cenário da disputa eleitoral, entre uma resposta e outra não tenho com fugir de algumas convicções, valores ou mesmo sonhos. Sonhos de um mundo melhor, que respeite os seres da terra em todas as suas dimensões e por isso sempre reafirmo em cada resposta tudo aquilo que acredito que contribuirá para a construção de um mundo verdadeiramente igualitário.

Minha esperança é que nesta eleição caminhemos com segurança e firmeza para votar com consciência, sem a dúvida que tentam incutir em nossa mente, falando de voto útil que tem por trás o voto em quem irá “ganhar”. Usemos nossa capacidade avaliativa de olhar para os candidatos e decidir em quem votar, a partir de seus projetos eleitorais e administrativos.

Nós devemos, também, estar atentos a história de luta e de vida dos/as candidatos/as, seu envolvimento com as causas sociais, causas do povo trabalhador, do educador que tanto contribuiu para o desenvolvimento de nosso país e que pouco se vê valorizado; do gari que torna nossas cidades mais atrativas e belas e que é sempre subalternizado; do profissional da saúde doente por falta de investimentos; dos profissionais artesanais que ajudam a movimentar a economia onde os governos e candidatos só lembram nos períodos eleitorais.

Avaliemos severamente o envolvimento dos candidatos com o povo brasileiro, criança, negro, mulher, jovem, idoso, indígena e tantas comunidades tradicionais sempre esquecidas. Avaliemos seu compromisso com a luta pela conquista da terra, teto, saúde e educação “pública” e de qualidade – afinal, gratuita não é, já que somos nós quem contribui para que os investimentos nesses setores se efetivem com os diversos impostos que pagamos – e respeito a tantos grupos que sofreram e ainda sofrem com os mais diversos tipos de preconceitos e discriminação.

Precisamos efetivar nossa capacidade de dar a devida importância e valor ao nosso voto e não cairmos na idéia de que política não presta, que não adianta votar, idéia que só ajuda a deixar tudo como está. Está passando da hora de darmos um basta ás enganações eleitorais, promessas vazias, o voto não é uma mercadoria que pode ser comprada a qualquer preço, o voto deve ser conquistado e somos nós que vamos decidir quem será merecedor dele.

Quem compra o voto não tem nenhum compromisso sério com a política, e quem vende não tem consciência do verdadeiro valor de seu voto. A união de um povo já transformou muitas coisas, e a união de um povo através de seus votos poderá mudar a atual conjuntura política deste país. Unir-se em torno do bem comum é prática de cidadania. É preciso lutar pelo resgate de nossa sociedade sem a idéia de que tudo está perdido.

Uma sociedade justa e igualitária, com saúde, educação e pão é possível. Mas, para isso é necessário que o povo não seja instrumento de corrupção. É preciso verdadeiro projetos comprometidos com gente, com a nossa gente, que nenhuma família, da roça ou da cidade, seja esquecida. Que os grandes projetos de desenvolvimentos econômicos não separem o rio do pescador e a terra do agricultor.

Não dá para nos conformarmos com a situação que aí está. Olhar para cima e não ver mais o céu. Os peixes correm o risco de serem vistos apenas nos aquários, e nós não poderemos nos banhar em nossos rios. Mas vejo, não distante, um projeto popular chegando, fruto dos grupos esquecidos se organizando, com um jeito ousado de trabalhar, que vê na conscientização de todos a solução, e através da participação unida acredita na transformação social. E assim poderemos sonhar com uma sociedade onde olharemos rio, céu, terra e floresta sem poluição ou destruição e sentiremos a felicidade em cada coração.

P.S. Avalie e vote conscientemente. Espero se não ajudei, não ter piorado na sua relação com o processo eleitoral ou mesmo com a política.

domingo, 12 de setembro de 2010

Uma visita inesperada


A noite estava fria e o vento fazia o corpo estremecer. O jovem escritor sentado ali, sem um agasalho, no meio fio daquela rua morta, de vida, apenas algumas árvores que resistentemente sobreviveram o avanço do progresso que tiraria o país da miséria, e o vento as fazia movimentar. Um cachorro, em busca de companhia deita-se ao seu lado esperando um afago e ele é quem se sente afagado por aquela nobre companhia naquela noite fria e sem vida.

Cabisbaixo, fitando o novo amigo perdeu-se em seus pensamentos, nas lembranças dos momentos que sempre desejou que acontecesse. Imaginou-se brincando com seu novo amigo, e as risadas contagiantes, fruto dos momentos felizes que um proporcionara ao outro. Sem perceber se pegou ensaiando um sorriso ao imaginar os momentos com o seu novo amigo. Enquanto viajava em sua imaginação ouviu uma voz suave, levantou sua cabeça e viu uma bela jovem em sua frente. Estranhou. “De onde teria surgido tão bela jovem?” Indagou-se em seu pensamento.

Estaria ainda imaginado? Seria aquele ser fruto de sua imaginação? Ainda submerso em seus pensamentos, das lembranças do que não aconteceu e dos risos permitidos na companhia de seu novo amigo resolveu entregar-se ao que via em sua frente. Como que compreendendo o desejo do jovem escritor de sair daquele estado melancólico a bela jovem lhe diz:

- Vamos passear?

- Onde? Ele questiona.

- Onde você quiser, um lugar bonito, sem barulho, calmo e tranqüilo. Ela responde e acrescenta:

- Bom! Hoje, qualquer lugar estaria bom, qualquer lugar será melhor que este túmulo que você está.

- Que tal uma praça? Ele sugere.

- Pode ser, acompanhado da lua e das estrelas. Diz a bela jovem com um ar de riso de quem esconde algo a mais e complementa:

- Quem sabe você possa me explicar as coisas da vida.

Ela estendeu a mão e o ajudou a levantar-se. Ele passou a mão sobre seu amigo e o fez levantar também. E juntos caminharam rumo à praça que seria palco das explicações das coisas da vida que a jovem ansiava por escutar, calar e aprender. Enquanto caminhavam, ele explicava o que pensava da vida, seus significados, valores e sentidos. Explicava cada coisa como quem contasse uma história. A bela jovem parecia saborear cada frase dita como quem necessitasse alimentar-se do que o jovem escritor dizia para livrar-se de algo que nem ela sabia ao certo o que seria. Ele contando e ela escutando cada palavra, mergulhados naquele mar de histórias nem perceberam que eles já estavam caminhando pela Praça das Bandeiras. Então ela diz:

- Esperar o desfecho de suas explicações me deixa ansiosa, você têm uma paciência...

- Vou te dar mais uma ansiedade. Ele diz.

- Ahhhh, não acredito! O que é? Tem mais alguma coisa? Ela exclama perguntando. O jovem escritor então disse:

- Desde que você veio até mim, você trouxe uma pergunta que ainda não me fez e que se intensificou à medida que ouvia as minhas histórias, mas eu a vou responder com mais histórias.

A bela jovem olhou-o assustada com os olhos quase saltando da face. E esperou o que ele teria a lhe contar. Ele teria mesmo sentido o que ela trazia em seu coração? Só lhe restava esperar e ficou mais atenta do que em todo o caminho até a praça.

O jovem escritor começou a lhe contar a história das rosas negras, da importância delas no mundo e na vida das pessoas, falou-lhe que as rosas negras são raras e devem ser cuidadas e que quando encontradas elas tornam nossa vida mais bela e mais preciosa, pois elas são raras e tornam nossa vida com elas rara também.

Ela com um ar de surpresa e uma mistura de sorriso e emoção disse: - Espero que seu jardim esteja repleto dessas raridades, as rosas negras são muito significativas na sua vida. Ouvi-lo me causou um gelo na barriga. Espero ter tempo para viver esse tipo de relação. Como que a testando ele perguntou:

- Mas, quando é que encontramos essas rosas negras? Ela respondeu:

- Quando estabelecemos uma relação sincera. Quando sem mesmo escutarmos, só olharmos, percebermos o que a pessoa pensa e sente. Quando essa pessoa é um ser único e especial em nossa vida capaz de despertar os melhor de nós e nos levar a fazer coisas que nunca tínhamos feito. Ele ponderou:

- Devemos cuidar para não deixar que essas raridades passem por nós sem termos apreciado sua beleza única. Antes que ele concluísse ela interou:

- Possíveis de passar despercebidas? Mas, quando se encontra é impossível deixar de saber quem é uma raridade em nossa vida. Por isso eu valorizo cada ser em minha vida, mesmo aqueles que passam por pouco tempo. Ele sorriu ao perceber que ela trazia em si a resposta que tanto ansiava e com o intuito de despertar mais o que ela trazia no coração disse:

- O encontro com um ser raro é mágico, acontece no momento em que se canta a pausa da canção do encontro das almas puras. E ela exclamou:

- Claro! Vai além dos sentidos. É coisa que só vemos com o coração. É uma experiência única, inexplicável através de palavras. Ele diz mais:

- Por isso é tão difícil narrar. É preciso ler o coração, é preciso tirar dele a compreensão. E ela diz:

- Nada melhor do que a experiência par ajudar. Ele sorriu. E ela continuou:

- Você traduz bem os sentimentos e fala deles com muito jeito. Mais um sorriso ele emitiu, como quem não soubesse o que dizer, e antes que ele arriscasse pronunciar qualquer palavra e tentando justificar a solidão em que encontrou o jovem escritor ela continuou:

_ Talvez seja por isso que seu coração não é de uma pessoa só. Seria egoísmo se assim fosse. Nada melhor que a convivência par nos ensinar, mesmo que seja assim, num encontro inesperado, numa noite fria e solitária, na Praça das Bandeiras.

Suas histórias, quem as escuta fica pensando do que de fato se trata, o que quer dizer...

O jovem escritor mais uma vez sorriu e perguntou:

- Você poderia me explicar melhor o que acabou de dizer?

- Quando te ouvimos, ficamos inquietas para saber mais sobre tudo o que diz, acompanhar seu raciocínio. E ele disse:

- É? Mas, de fato, sempre quer dizer mais e sempre se têm mais a dizer. Elas traduzem apenas um fragmento de coisas muito mais complexas. E a bela jovem acrescenta:

- É bem isso, seu sinônimo é complexidade, não sabe ser simples nas palavras mesmo sendo tão simples no seu agir. E, agradeço o privilégio da partilha de diálogo nesta madrugada fria, de insônia e solidão, na sua companhia e de seu companheiro cão. Ele abaixou-se para afagar o cachorro, que os acompanhou durante todo aquele diálogo, e sentiu-se feliz pelo acontecido e quando levantou o olhar para agradecer, também, à bela jovem pela companhia, só viu o rastro do luar, o sol despontando no horizonte e o canto de um galo anunciando um novo dia. Então pensou: teria sido a lua a sua companhia naquela madrugada fria? Sem compreender muito bem o que tinha acontecido, mais uma vez, apenas sorriu.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Agosto a gosto de quem?

O dia foi tão corrido que ele não percebera que agosto passou. Já estava na primeira madrugada de setembro. Relembrou o dia anterior, o último dia de agosto, cheio de coisas a fazer e as fez. Viveu todo aquele mês na espera daquele último dia de agosto que chegou e ele nem percebera que tinha passado, não viveu o mês inteiro como gostaria de viver, mas gostou do que viveu, sobretudo, aquele último dia de agosto.

A noite que antecedeu aquele dia, o último de agosto, já anunciava que o dia seguinte, a seu gosto ou a seu contra gosto, passou e restava apenas viver o seu último dia. E aquele fim de agosto teria um gosto diferente, um gosto especial.

Ainda restavam alguns ajustes a fazer antes que o galo anunciasse um novo dia. Sentado em frente ao seu computador, o jovem escritor, nada conseguia fazer, seus pensamentos estavam presos no dia que ainda estava por vir. Embriagago por seus pensamentos que o levavam para além dali, de seu quarto, tantas vezes frio com sua cama vazia, virou-se com um ar de satisfação e um suave sorriso, olhou para a sua cama que já não estava vazia como de costume e viu aquele corpo que cansado repousava ali e chamava por sua companhia.

O mar de palavras de seus mergulhos diários ganhava outros significados, com novas denotações e conotações, tão únicas que o seu maior esforço seria inútil para tentar verbalizar tudo o que aquele momento preenchia em seu interior. Um anjo resolveu lhe visitar e lembrar-lhe a beleza que há em ser divino na humanidade. O vazio que outrora tanto lhe incomodara já não tinha poder sobre ele. Sua divindade era o que mais humano possuía e foi preciso a presença daquele anjo para recorda-lhe do sentido da vida.

O eco do seu grito interior trouxe até ele aquela presença que o fazia sorrir. Deixou seus ajustes de lado. Nada mais importava. Somente a contemplação de sua amada que se encontrava ao alcance de seus abraços, beijos e carinhos, merecia sua atenção. E, ao ouvido daquele ser angelical que repousava em sua cama, sussurrou: impossível não te amar, és tão radiante que o arco-íris nasce em ti e por isso tua presença colore o mundo.

Sem a ansiedade da espera pela chegada do último dia de agosto, deitou-se, abraçou sua amada e continuou suas juras de amor e adormeceu sentindo a brisa que invadia seu quarto e fazia aquela junção de corpos ganhar mais sentido. Foi assim, que aquele mês de agosto e, sobretudo, seu último dia, não ficou ao gosto do jovem escritor, mas ficou a gosto do amor, que sempre foi sua maior reverência, a causa de seus escritos e seus melhores refluxos mentais.
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