Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O agir ético diante das novas descobertas (Uma breve reflexão filosófica?)

A grande questão posta diante das novas descobertas é se é possível agir de um modo ético diante delas. Se essa pergunta fosse feita a mim, não teria dúvida em dizer que sim, por mais esforço que isso possa exigir de alguém.

Antes de justificar minha resposta positiva, destaco que evitarei discorrer aqui com os aprofundamentos filosóficos que este tema merece e exige, pois, para tanto, necessitaríamos de algumas páginas para costurar as mínimas noções da ética, assim como da estética, conceituação importantes a ser considerada. Evitarei o aprofundamento filosófico, se é que isso seja possível, por considerar que muitos elementos acerca desta reflexão já estejam à disposição em diversos espaços virtuais como o é este blog. Outro elemento que me leva evitar tal façanha é a perfeitamente possível perca de direção, de caminho que um aprofundamento filosófico pode causar.

Basta-nos saber, por que, um sim, seria minha resposta. Responderia sim porque a ética não é estética, uma vez que creio na afirmação em que a ética esteja em constante movimento, pois, com esse movimento ela acompanha as novas descobertas e os novos tempos de acordo com as mudanças ocorridas. Sendo assim, é possível agir de um modo ético, mas, para isso, vejo como necessário que os sujeitos internalizem a teleologia da ética: agir visando o bem comum, e a partir de uma ética em vigor, utilizá-la para conciliar com as novas descobertas para, assim, iniciar uma nova ética, que por sua vez será base para outra.

Uma indagação me surge nesse momento: inserido nessa realidade de um veloz avanço da ciência e das tecnologias, qual é o grande desafio para se viver eticamente hoje? Não sendo simplista e muito menos ignorando a complexidade de tal indagação, vejo que o grande desafio está na administração e uso responsável, das novas tecnologias, técnicas e descobertas feitas pela ciência a favor do ser humano, e não para que sejam causa de sua destruição e extinção.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A terra da cumplicidade

O primeiro passo já foi dado
Agora mirarei o horizonte
Tentarei alcançá-lo
Olhar para trás
Não me negarei
Desistir? Jamais!
O horizonte, minha meta
A vida: o mar
Determinação, meu barco
Que usarei para navegar
Tempestade, medo e cansaço
Sede, insegurança e frio
Vozes e alucinações
E o horizonte ainda lá
Rezas de descrentes
Choro sem lágrima
E o horizonte?
Alegria sem riso
O fim é o mesmo
Ainda lá?
A morte o começo
E o horizonte, lá
Tropeço sem pedra
Vitória sem perdedores
E o horizonte ainda lá
De onde vieram tantos navegadores?
Da mística, alguém grita lá, do fundo
Já não estava mais só
Eram muitos
A gente formava o mar
O mar era a gente
O mar, gente!
O mar gente
O mar da gente
O horizonte o sonho
Sonho de vida nova
E o deserto não é mais o caminho
As águas nosso chão
Navegamos rumo ao sonho
De uma "terra" da irmandade
Sonho é movimento
O horizonte instrumento de navegação
Nada precisa ser dito
Nenhum sentimento permanecerá escondido
Na "terra" da cumplicidade
Tudo será percebido
Por nosso CORAÇÃO.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Sal da lágrima

Dentro de cada pessoa, bem lá nas profundezas da alma existe um mar,
Esse mar é resultado dos rios da vida, de cada experiência que passamos
As experiências são memórias, lembranças
Enquanto navegam através dos córregos da alma
Essas memórias são como o aqui e agora
A cada descuido e elas brotam
Alguns chamarão esse brotar de lembranças que ocorre em nós de [nostalgia, outros dirão que é saudade
À medida que essas memórias vão se aproximando do mar
Elas vão escapando de nossa capacidade de trazê-las à tona
Alguns recorrerão a relicários,
À elementos palpáveis que possam trazer de volta aquele momento
Há quem tenha até baú de recordações, essas pessoas tem medo de [afogar-se nesse mar
Por isso, tentam guardar tudo fora de si
Mas, memórias, lembranças são vivas, é vida.
Não podemos segurá-la, não existirá relicário ou baú que as [conseguirão comportá-las
Chegará o dia em que essas memórias não serão tão presentes
Será quando elas se juntarem às milhões de memórias que formam o [nosso grande mar interior
O mar das memórias, um profundo mar de lembranças
Elas nunca se perdem, elas nunca desaparecem
Elas ficam lá mergulhadas naquele mar
E como são vivas, vez ou outra elas resolvem aparecer
Sem que menos esperemos, elas aparecem
E nos tiram o chão, nos fazem viajar, viajar no tempo
Sem que para isso necessitemos de grandes recursos tecnológicos
E nesse momento, sem que percebamos, as janelas dá alma se abrem
E derramam fragmentos de lembranças, de memórias
Uma gota de uma água salgada, uma gota de nosso profundo mar [interior
O nosso mar de memórias, de lembranças
É, a lágrima vem desse profundo mar, por isso ela é salgada.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Uma carta de Abelardo

Paris, 20 de novembro de 2003.
Heloísa, amor meu,
Sei que não estou proporcionando a você o que realmente você merece, em vez de dar-te alegrias percebo que cada vez e com mais freqüência fico te enchendo com intensas doses de tristeza. Não pense que isto não me afeta, pois sinto um peso enorme em saber que o maior causador de tudo isso sou eu, é por isso que muitas vezes tento fazer-te perceber que você também erra, não para acusar-te levianamente, mas para aliviar um pouco deste peso que eu mesmo criei.
Sei que errei e que o meu erro causou no nosso relacionamento, que já não era o melhor do mundo, um terremoto, terremoto este que abalou as estruturas naquilo que nós construímos, e no que eu tinha de mais precioso que “era” ou é o sentimento que você têm por mim. Se, já existia uma distância entre nós pela posição que hoje eu ocupo, após você saber desta imperdoável falha, que você, por amor, perdoou, apareceu a pior de todas as distâncias, a distância do teu sentimento por mim, distância que eu deveria mais do nunca tentar amenizar com freqüentes doses de carinho.
Não é fácil levar uma vida aparentemente normal, quanto não a temos e quando não estamos de “bem” com a pessoa que amamos, você fala que fico feliz quando saio com alguém, contudo você não leva em consideração o fato de eu estar apenas tentando amenizar uma dor que só você pode fazer parar.
Eu sou ou estou muito frio com relação aos meus sentimentos, um mal que não desejaria a ninguém, isso machuca muito por dentro pelo fato de tal atitude prejudicar nossa relação, pois o que menos quero é ser causador de mais sofrimento para você. Você deve saber como é. Esta é a maneira que venho usando para impedir que meu sofrimento de não poder assumir este relacionamento e dizer a todos que eu te amo, possa transparecer e eu venha a ter que dar explicações sobre o que estou sentindo. As pessoas aqui percebem isso e é a partir daí que me tacham de misterioso. Pois sabem que tenho algo que não é normal, mas, que não expresso.
O pensamento sobre o futuro é o que mais sonda sobre minha cabeça, sonda com tanta intensidade que acabo deixando de viver o presente, o que me faz viver num mundo de sonhos, utópico, mas quando penso em você como uma das poucas partes deste presente que eu desejo que esteja no meu futuro é que eu penso que o meu sonho já está a caminho de uma plena realização. É por isso que talvez pouco cobro de você. Sinto medo que você como parte concreta e real do meu sonho e parte presente do meu futuro possa se cansar de mim e me abandonar, o que me faria pensar que sonhos são: nada mais, nada menos do que apenas sonhos.
É doloroso saber que minhas atitudes tenham provocado em você este sentimento de repulsa a mim, meu desejo de te possuir é intenso, pena que não dispomos de lugares e tempo para que eu possa te sentir, te amar, transferir para você este desejo que pulsa dentro de mim, e assim fazer você voltar a acreditar que o que eu fiz foi um erro e hoje o que mais quero é ter de volta a tua confiança e assim vivermos nossa felicidade, sem pensar nas complicações, que muito nos impedem de viver os nossos momentos como se fossem os últimos de nossas vidas.
Do sempre teu... Amor...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Uma carta para Heloísa

Belo Horizonte, 07 de novembro de 2003.
Heloísa,
Fiquei preocupado com você depois daquele telefonema, sei o quanto deve estar sendo difícil para você estar perto da pessoa que você ama e não poder tê-la a ao seu lado. Contudo, isso não pode dominar o seu ser, pois você, eu e outras pessoas que estão ao seu lado, que convivem com você e te conhece, sabemos o quanto és capaz de dar a volta por cima e continuar a viver lindamente sua vida, e desta vez ao lado daqueles que sempre te quiseram bem. Uma vez escrevi algo que dizia assim: "Covarde é aquele que cai e não se levanta, por causa do seu medo, mas isso só acontece por esquecemos que Deus nos dá a força necessária para continuar a viver a vida como ela deve ser vivida".
Sei de sua capacidade de levantar, sei de sua coragem, não se deixe dominar por isso que você está sentindo, saiba que esse Deus que você tanto acredita e confia te ajudará a enfrentar esse momento de turbulência, e saber decidir o que realmente será melhor para você. Mas, para dar uma força nessa sua decisão colocarei aqui uma outra mensagem que faz um comentário a respeito das vezes em que nós aceitamos “cegamente”, o outro por medo de enfrentar esses momentos difíceis que você está enfrentando agora: “...Quando a nossa relação enfrenta aquelas turbulências em que parece que nada restará senão as lembranças e saudades de um tempo que passou e marcou em nossa vida, é que entendemos, ou melhor, aceitamos o que mais nos incomoda no outro, e sabemos que esta aceitação é apenas um meio de nos vermos fora destes momentos turbulentos que são nada agradáveis, e ao contrario de estarmos solucionando-os estamos apenas construindo uma bomba tão poderosa capaz de destruir um mundo, o mundo dos nossos sentimentos...”.
Não estou escrevendo isso para que você desista do seu amor, muito menos para te consolar através de palavras bonitas e falando de uma vida futura livre de dificuldades, não é isso, e sim para te ajudar a encarar esse momento de uma forma mais realista, racional, não que você deva esquecer dos seus sentimentos, mas que você saiba encarar esse momento de uma forma equilibrada sem deixar que o coração domine a razão e a razão o coração, mas Pascal dizia que: “O coração tem razão que a própria razão desconhece”, e talvez esse momento o seu coração tenha uma razão que nós desconhecemos, e eu escrevi “talvez” para dizer que isso é apenas uma possibilidade. E se você puder, evite construir essa bomba, e isso só será possível uma vez que você e, a meu ver, muito mais ele, saibam realmente o que é valorizar, respeitar, amar o outro, e assim um poder dizer paro outro o seguinte: “...Vamos impedir que se acrescentem mais elementos nesta bomba tão perigosa. Vamos tentar desconstruí-la, pois esta me parece está chegando ao ápice de sua construção. Já tivemos alguns alarmes de perigo e só os estamos camuflando, é preciso encontrar este fio de ligação, este botão que pode acionar esta bomba e devastar este mundo tão maravilhoso...”
Essa é a parte seguinte da mensagem que escrevi anteriormente, e nessa parte para você eu mudaria algumas palavras e acrescentaria outras e que ficaria assim: Vamos impedir que se acrescentem mais elementos nesta bomba tão perigosa. Vamos desconstruí-la, pois esta me parece que chegou ao ápice de sua construção. Já tivemos todos os alarmes de perigo e não iremos camuflá-los, já encontramos o fio de ligação, o botão que pode acionar esta bomba e devastar este mundo tão maravilhoso.
Agora é preciso recomeçar e de uma forma mais madura, e com cuidado para que não se repita esse episódio, e que vocês estejam realmente dispostos a desconstruir o que fez destruir. Mas, caso sua decisão seja outra, esteja preparada para encarar a saudade, e para ilustrar isso recomendaria a leitura do poema de Miguel Falabela que fala sobre a saudade. E em seguida um escrito de Charlie Chaplin, que fala da necessidade de se ter alguém ao lado, e que eu acredito que você já tenha. E se for para sentir medo que seja de sentir medo.
A distância serve para aproximar mais os amigos.
De seu eterno Cúmplice o Pescador que ousa costurar palavras.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sabemos? (Uma mensagem natalina?)

Sabemos que o cotidiano nos impede de “gastar” nosso precioso tempo para dar atenção adequada ao que acontece ao nosso redor.
Sabemos da inúmera quantidade de charlatanismo que provocam em nós certa insensibilidade às mazelas vividas por muitos.
Sabemos que muitos passam realmente por essa situação em que a perspectiva de uma vida digna é uma mera ilusão.
Sabemos da grande quantidade de famílias que vivem em seu mundo repleto do bom e do melhor.
Sabemos que muitas dessas famílias não vêem nada além do seu mundo, que, enquanto vão para os shoppings durante a madrugada das vésperas de natal para comprar os luxuosos presentes natalinos, inúmeras famílias não têm sequer uma alimentação básica para cear com os seus.
Sabemos que as compras de um natal não solucionariam os problemas do mundo e nem as quero condenar, e muito menos quem as fazem.
Sabemos que não devemos esperar esses momentos para lembramos ou não dos que passam por uma vida desumana.
Sabemos, e muito bem, o que devemos fazer.
Sabemos muitas alternativas que ajudariam na construção de sociedade mais igualitária.
Sabemos que para transformar uma realidade tão cruel não bastam escritos bonitos que nos comovam ao lê-los, mas que nos excite à prática da mudança.
Sabemos que isso não mudará por causa do espírito natalino e nenhum espírito de períodos passageiros mudará.
Sabemos, sabemos e sabemos.
E o que fazemos?
Essa resposta precisamos saber.
Sabemos que não basta saber.
Precisamos saber que saber vai além do saber.
E que quem sabe concebe,
E quem concebe é porque gerou,
E não consigo conceber que alguém com saberias queira gerar um mundo tão desigual.
Já estamos fartos de saber
Precisamos partir para o fazer.
E para isso uma antiga canção já dizia:
Que “quem sabe faz a hora e não espera acontecer”.
Vem, vamos embora que ainda nos falta saber, saber uma coisa: Saber fazer.

Não desejarei um feliz natal, mas desejo que você encontre a felicidade na construção de uma sociedade mais humana.

E quando chegar o natal percebermos que para alcançarmos realmente um "natal feliz" temos que trabalhar intensamente e que pode não ser tão fácil, mas o importante é não deixar de tentar.

Para podermos dizer em coro um dia: feliz natal! E o Natal seja realmente feliz.

Desejo a você ótimos anos de: estudo, trabalho, luta, conquistas, saúde, paz, risos, beijos, carinhos, cuidados, cumplicidade e que 2010 seja apenas o 1º ano dessa grande missão em que todos/as devem assumir a sua parte!

E, até o Natal Feliz! Onde além do nascimento da criança da esperança, bebemoraremos o nascimento de uma nova sociedade.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Tua Marca

Tua marca ainda está na parede do meu quarto
Quanta saudade dos teus beijos
De tuas mãos à noite me acariciando
Dos meus olhos à noite te velando
Do meu corpo o teu aquecendo
De nós juntos saciando nossos desejos
De sermos uma só matéria
De nossos corpos se preenchendo
De nossa vontade louca de nos entregarmos
E eternamente nos amarmos
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