Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Projeto Pessoal de Vida - um instrumento para planejara a vida



Chegamos ao mês de dezembro, finda mais um ano, a gente olha para trás e diz: “como o ano passou rápido!” De fato, para alguns, o ano passou rápido, há até quem diga que não deu para fazer quase nada, quando viu, o ano já tinha acabado, mas, há quem conseguiu fazer as coisas como o Planejado, se faltou, foi uma coisa ou outra, que não desqualifica seu planejamento para o ano que se finda.

Mais um ano se finda e junto com ele nasce mais projetos, promessas, promessas de que neste novo ano vamos fazer isso e aquilo, projetos é o que não falta, sonhos, aos montes: “esse ano eu vou voltar estudar”, “vou entrar na faculdade”, “vou arrumar um emprego ou vou mudar do que eu estou”, “vou arrumar um namorado”, “vou casar”, “vou ter um filho, quem sabe”, “vou entrar na academia”, “vou fazer dieta”, “vou emagrecer ou vou engordar”, “vou comprar um carro, uma casa”. Vou isso, vou aquilo e quando vemos, o ano voou, e paramos mais uma vez em dezembro e voltamos às promessas de sempre, as sempre promessas do final de ano, seladas num brinde de uma taça de cidra ou de champanhe, para quem pode.

O fato é que ao final do ano nos deparamos com uma necessidade sempre existente e nem sempre a damos a devida importância, que é planejar nossa vida, nos projetar na vida, enfrentar nosso cotidiano sabendo o que queremos para nós. Precisamos ter nas mãos aquilo que realmente queremos da vida e para a nossa vida, sem as falsas promessas esquecidas no fundo das taças vazias nas festas de final de ano.

Diante disso, esse mês de dezembro, eu vou dedicar um espaço neste Atelier do Pescador, o Costuras e Pescarias, para refletirmos juntos sobre o nosso projeto pessoal de vida, neste tempo propício de avaliarmos como foi nosso ano e de pensarmos o que queremos para nós neste ano que está batendo à nossa porta.

Será uma seqüência de pequenas reflexões que podem nos ajudar parar um pouco para pensarmos em nós, em nossos sonhos, nossos projetos que a correria do dia a dia nos obriga a deixar de lado. Serão poemas, músicas ou vídeos, sempre acompanhados de uma motivação e uma pequena tarefa que nos ajudarão neste processo.

Este processo terá uma dinâmica especial, vamos fazer um acompanhamento personalizado, quem desejar participar deverá deixar seu comentário, nesta postagem, sobre essa proposta e, também, deixar um recado dizendo que está disposto/a a navegar nesse mar particular no perfil do Facebook do Pescador (Mauro Juventude). Feito isso, aguarde o contato do pescador que lhe dará as instruções necessárias para você começar a sua navegação.

Atenção: Nessa navegação vamos precisar de um Diário de Bordo (um pequeno caderno especificamente para registro de sua navegação), para fazermos as anotações necessárias de cada momento, este diário de bordo/caderno servirá para voltarmos, de tempo em tempo, nele para vermos nosso processo de navegação/reflexão sobre nosso projeto pessoal de vida. Por isso, recomendamos que se compre um caderno especificamente para este processo, para ser o seu Diário de Bordo.

Seja bem vindo, bem vinda a esta viagem ao seu interior!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Contra a dilaceração do Pará, eu digo: Não! - Campanha contra a divisão.


Mauro, e esse negócio de divisão do Pará? O que você acha disso? É bom? Quem está por trás disso? Quem se beneficiará com essa divisão? O povo é contra ou favor? Essas, e tantas outras perguntas, muitas pessoas tem me feito, e já faz um tempo, e tenho oferecido respostas, que a meu ver, até então, não estavam à altura em responsabilidade e seriedade de tais indagações feitas a mim. Minhas repostas estavam muito ligadas ao sentimental, não isentas de certas reflexões, pois não acredito que nossas respostas possam estar isentas de nossos conhecimentos prévios, adquiridos em nossos processos de aprendizagem, de nossa relação com o mundo, mas, de todo modo, sentia minhas repostas ainda com a falta de uma argumentação para além do simples: “sou contra e pronto”.

É isso mesmo, desde que surgiu essa ideia de divisão, me posicionei contra, pouco me manifestei, estive reservado a responder sobre o assunto a quem me abordada em conversas informais ou mesmo pelas redes sociais. Creio que tenha agido assim, por não querer desqualificar o debate, divulgando um posicionamento sem consistência ou mesmo motivado apenas pelo sentimento de ser paraense e não querer ver meu Estado fatiado. Agi assim, também, por não saber, de fato, em dados concretos, das implicações disso sobre a vida do povo paraense, das implicações políticas e econômicas que se terá como resultado sobre o Estado ou mesmo as motivações que levaram a se propor tal divisão.

Mas, chegou a hora de dizer o que penso, na verdade já está passando da hora, faltam aproximadamente 11 dias para que todo o povo paraense vá às urnas dizer se é a favor ou contra a divisão, e apenas agora, publico uma manifestação pública de meu posicionamento sobre este plebiscito. E esta manifestação é para dizer que sou contra, e eu digo não a divisão. E o que me motiva a me posicionar assim? Muitos são os motivos, desde os de cunho pessoal, afetivo ao econômico e político. 

Em fim, vamos aos dados deste jogo de interesses pessoal que está longe de ser em defesa dos interesses da população paraense. Pois bem, para adentrar nesta discussão é necessário estar atendo, ou mesmo saber da existência dos vários movimentos de emancipação política de algumas regiões de vários estados brasileiro com o intuito de criar novas unidades federativas. Veja as novas propostas na imagem abaixo:

(Imagem retirada da Internet)

O Estado do Pará vive, atualmente, este processo, no qual se têm a proposta de se criar duas novas unidades federativas: os Estados do Tapajós e Carajás, que além de propor a divisão do Estado do Pará, tem dividido a população paraense. Juntamente com este movimento emergiram grupos em defesa da criação dos Estados do Tapajós e Carajás e grupos ligados a não fragmentação do território paraense. Grupos que têm usado dos mais diversos recursos para defenderem seu posicionamento, travando verdadeiras batalhas “ideológicas tentando persuadir a população com diversos argumentos contrários e a favor da divisão”.

(Imagem retirada da Internet)

Entretanto, segundo Miguel Diniz, e eu concordo, “o cerne da questão está em entender se a fragmentação do estado é viável e se realmente irá garantir o tão sonhado desenvolvimento para região e, principalmente, para a população mais carente. Não podemos pensar apenas em desenvolvimento econômico, pois nem sempre ele está associado a desenvolvimento social e cultural”.

Segundo dados do IBGE o Estado do Pará, o 2º maior estado brasileiro em extensão, com densidade demográfica é de 6,07 hab/km², possui 142 municípios, com uma população de 7.581.051, distribuída em uma área de aproximadamente 1.247.950.003km².
Diante deste momento vivido pelos paraenses o Instituto de Pesquisas Econômicas – IPEA divulgou alguns dados que apontam a inviabilidade para a criação das novas unidades federativas no atual Estado do Pará. De acordo com o IPEA, estes novos Estados já nasceriam com déficit econômico, pois para a criação de novas unidades federativas, as mesmas, dependem do repasse de verba do governo federal. Projeção dos Indicadores econômicos com a divisão: 

O Pará ficaria com 56% (R$ 32.527 milhões) do PIB. Carajás com 33% (R$ 19.582 milhões) do PIB. Tapajós com 11% (R$ 6.408 milhões) do PIB.

Ainda segundo o IPEA, para se efetivar a divisão do Pará, serão gastos aproximadamente R$ 4,2 bilhões. E, para se manter os novos Estados deve se gastar R$ 2,16 bilhões. Em 2008 o PIB do Pará foi de R$ 58,52 bilhões, deste valor “o estado gastou 16% com a manutenção da máquina pública, nesta estimativa Tapajós gastaria 51% de seu PIB e Carajás, 23%, sendo que a média nacional é de 12,72% ou seja, seriam estados insustentáveis”. Com a divisão se teria os seguintes perfis econômicos:

Sobre o cenário político: ao se criar dois novos estados criam-se juntamente 60 novos cargos políticos, divididos da seguinte maneira entre eles: uma média de 8 deputados federais, 24 estaduais e 3 senadores. Disponho aqui uma projeção dos custos para manter esses políticos. Sem contar as despesas com verbas de gabinete os, benefícios como: plano de saúde, passagens aéreas, gastos administrativos, ajuda de custo, auxilio palitó e moradia, entre outros, cada deputado federal ganha uma média de 26.273,13 que somado chega a uma média de R$ 10,5 milhões por ano, e ainda tem os gastos com os novos senadores que chega ao valor básico de 10,8 milhões.

Segundo DINIZ (2011), “outro fator preponderante são os gastos com a criação da infraestrutura como Tribunais, sede do Ministério Público, sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; equipamentos para o funcionamento das diversas secretarias e demais órgãos do governo como escolas, creches, hospitais, postos de saúde; segurança; aquisição e aluguel de veículos e prédios; material de consumo e permanente; despesas com pessoal, cargos de confiança etc., para atender o funcionamento dos novos estados”.

Ainda se tem muito a dizer, mas, deixarei  para outras postagens. Mas, deixo aqui uma das indagações que ainda me incomodam, e está diretamente ligada ao grupo parlamentar que defende a divisão. Pois, este grupo que defende a divisão, que quer ver o Pará fatiado, está de olho nesses novos cargos políticos que vão surgir, tal grupo enxerga o nosso amado e belo Estado como um belo bolo econômico e resolveu fatiar para melhor aproveitar a sua fatia, a dilaceração do Pará é apenas mais uma possibilidades de ganhar suas verbas sem nada fazerem. Pergunto: o que estes políticos que hoje defendem a divisão do Pará tem feito para melhorar a vida do povo paraense? Vejo apenas uma proposta que vai onerar mais os cofres públicos e deixar a população pior do que está. Pelas projeções econômicas, os únicos beneficiados serão os bolsos de quem propõe a divisão.

Sou Paraense e minha posição sobre a divisão é Não, contra a divisão eu Voto Não. Votar sim é ser a favor da corrupção, contra a corrupção meu voto é Não.  Contra a dilaceração do Pará eu digo: Não! 55 é Não.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A nossa vida é uma peça de teatro


Teatro da Paz - Belém/PA, uma das Sete Maravilhas Brasileira (Foto de Carlos Macapuna)

A nossa vida é uma peça de teatro. Vivemos entre comédias e tragédias. Por vezes, rimos e choramos. Fazemos rir e fazemos chorar, nos fazem rir e nos fazem chorar, mas, o mais importante é sabermos que logo virá uma nova cena.

Muitos são os atores e as atrizes que passam pelo palco de nossa vida. Vidas se cruzam, e outras nunca saberão da existência da outra. Porém, é possível que algumas vidas ao se cruzarem se tornem uma única encenação. 

Não perca a oportunidades de contracenar com outros atores e somar a peça de sua vida com a peça da vida deles, mesmo que por um instante. Segundos no palco, podem se tornar um tempo infinito.
 
Não perca as oportunidades, muitas vezes, únicas/raras de podermos desenvolver uma bela cena. Não deixe que a cortina do palco do teatro de sua vida se feche antes de contracenar com cada ator ou atriz que se aproximou do seu palco. Pois, talvez este ator/atriz poderá ser aquele/a que somará a peça dele/a a sua, constituindo, assim, uma única encenação. É preciso apenas alguns segundos no palco para se marcar profundamente o teatro da vida de alguém.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Uma Singela Homenagem: Gisley - Uma Alma Rara



Hoje, resolvi reeditar este vídeo que fiz para homenagear Gisley (o Gigi, nosso Menino Maluquinho) no ano de seu encantamento, uma forma de homenagear este ser raro que passou em minha vida, que passou e deixou uma marca indelével em minha história, em minha vida e creio que na vida de muitas pessoas. Serei eternamente agradecido por ter sido agraciado por tê-lo no meu jardim de rosas negras, de rosas raras, na minha sagrada lista de Cúmplices.

Esta reedição é uma singela homenagem a esta rosa negra, esta alma rara, que como os alecrins dourados que nascem no campo sem serem semeados, nasceu no mais belo dos jardins, na terra mais fecunda, no fecundo terreno do amor, no jardim de nosso coração, lugar privilegiado para se guardar quem nos marca profundamente. Tu és presença constante em nossas vidas, estás vivo em nós e nos faz sentir esse frio que nos congela a alma, que muitos chamarão de saudade. E me faz recordar o que escreveu certa vez o pescador e traduz exatamente isso que estou sentindo agora: "Saudade é manifestação da presença de quem amamos em nós"

Esta publicação é a forma que encontrei para dar meus parabéns a este ser, no dia em que completaria seus 34 anos de vida, e que continua vivendo em mim sua vida e na vida de cada pessoa contagiada pelo seu amor, seu amor pela vida e por sua luta em defesa da vida da juventude.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Uma Oração de Cuidado


Antes que o sol desponte no horizonte me preparo para deitar. Certifico-me se tudo está em seu devido lugar. Lembranças da infância impedem-me de dormir sem rezar ao anjo da guarda. Lembro de minha amada e elaboro minha oração, minha conversa diária com Deus. E aos meus cúmplices protetores, que hoje tem a tarefa de cuidar de quem amo:

"Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, cuide de minha amada, que dela se afaste a dor
Se a ti me confiou a piedade divina, que me seja perdoado as vezes que deixei de orar por ela
Sempre me rege, para que eu possa preservá-la em meu coração, e não a ofenda com minhas faltas
Me guarde, para que eu possa encontrá-la bem e com forças para aconchegá-la em meus braços
Me governe,  para que eu siga sempre o caminho do bem e do amor puro
Me ilumine, para que eu possa ostentar sempre o sorriso no rosto
Que sirva de conforto ao meu amor e a todos que precisem de um ombro amigo
Amém".

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Uma costura para Hilda Hilst: devaneios de um pretensioso aprendiz de escritor


Hoje me deparei com uma parte de mim já morta. Morta? Mas, ela está tão viva, estava ali em minha frente. Não sei exatamente o que senti, se era uma parte ou uma extensão de mim, ela seria eu vivido no passado próximo e que compartilhamos separadamente um breve presente? Éramos uma forma complementar de existência? Ou seríamos almas gêmeas desencontradas? Aquelas almas encarnadas em tempos diferentes, que se perderam no percurso da encarnação e ficaram fadadas a encontrarem-se somente nos escritos que superam o tempo, que narram suas histórias, seu amor e sua existência de entrega à solidão em busca da parte que lhe falta, nos seus escritos identificam-se,  e só nas entrelinhas de seus escritos sua comunicação torna-se possível e na vivência da vida real ao saber, somente encontrarem-se nas comunicação além tempo, além gerações, choram o desencontro e se entregam ao caminho em que a solidão torna-se a melhor companhia.
Ouvia as pessoas que comentavam sobre mim, sei que não era eu aquela pessoa comentada, mas eu me via tão presente em cada comentário, impossível existir um ser tão parecido comigo, um ser que tinha vivido minhas história, meus desejos e sonhos antes de mim. Seria eu olhando para mim vivido em outro tempo? Talvez me chamem de pretensioso, eu mesmo estou me sentindo assim, que pretensão a minha, comparar-me a ela que é tão fascinante com sua vida invejável e admirável.
Aquele fascínio pela morte e o meu também, ou seria o encontro com Deus? O tempo para si, seu refúgio interior e seu universo particular, seus amores diversos, o cuidado para com seus amigos e o humano num geral, seus desejos e frustrações, seu estilo de vida, sua dedicação à costura das palavras, sua ousadia literária e o seu amor incondicional ao mundo das artes. É, sem dúvida sou eu mulher, ou eu seria ela nascida homem? Não, o tempo não permite isso, não há possibilidade da mesma alma viver em corpos diferentes ao mesmo tempo, ou seria possível? Só se no caminho da encarnação uma parte da poeira de luz que forma nossa alma, tenha se entretido na admiração dos outros punhados de poeira de luz que seguiam para encarnar e ficou para trás. E, com isso tenha levado meio século para encarnar e o tempo o fez perder o caminho do corpo de destino e acabou por encarnar neste corpo que hora costura essas palavras. Pretensioso! Mais uma vez ouço dizerem. Desta vez ouço em gritos.
Não, definitivamente não, eu não sou ela nascida homem, seria carga demais sobre mim, sem contar a impossibilidade histórica da encarnação das almas, isto tudo que sinto é apenas uma admiração por sua vida, por sua história de vida. A crença na eternidade que branda o encontro com a morte, a enamora, mas nunca deixou de desejar a vida e a viveu intensamente, a vida que sonhou, criou e transformou. Talvez sejamos almas gêmeas desencontradas – mas só talvez, pois a certeza me traria muita responsabilidade e cobranças e, o momento em que vivo não me permite assumir tamanha carga –, perdidas na encarnação, e desta vez foram apenas alguns quilômetros que nos afastaram e alguns anos, se eu a tivesse lido antes de sua partida, antes de seu gozo máximo no encontro com a amada morte. Por que demorei tanto a encontrá-la? E quando a encontro, a encontro assim em história, em palavras, nas entrelinhas. Quem sabe da próxima vez nos encontremos para além das histórias, das costuras e das entrelinhas. Quem sabe?! 
Não a conheci e ainda não a conheço bem, mas o pouco que ouvi e li, eu me sinto tão parte de sua história, vejo-me vivendo sua vida e eu a vejo vivendo em mim com todos os seus desejos, sonhos, realizações e frustrações. Do pouco que sei sobre ela, percebo e sinto em mim o mesmo desejo de retirar-me, de isolar-me, de dançar com a solidão, que é a busca por si no isolamento do mundo enfadonho e cruel que nos deixa desconhecido até para nós mesmos, ao mesmo tempo em que grita em nós o desejo de intervir nele. Queremos alterá-lo, recriá-lo e ela o fez. O encontro consigo transborda de conhecimento sobre nós, onde a solidão não é solitária, mas companhia amada.

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