Contatos do Pescador
Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
O Sal da lágrima
Esse mar é resultado dos rios da vida, de cada experiência que passamos
As experiências são memórias, lembranças
Enquanto navegam através dos córregos da alma
Essas memórias são como o aqui e agora
A cada descuido e elas brotam
Alguns chamarão esse brotar de lembranças que ocorre em nós de [nostalgia, outros dirão que é saudade
À medida que essas memórias vão se aproximando do mar
Elas vão escapando de nossa capacidade de trazê-las à tona
Alguns recorrerão a relicários,
À elementos palpáveis que possam trazer de volta aquele momento
Há quem tenha até baú de recordações, essas pessoas tem medo de [afogar-se nesse mar
Por isso, tentam guardar tudo fora de si
Mas, memórias, lembranças são vivas, é vida.
Não podemos segurá-la, não existirá relicário ou baú que as [conseguirão comportá-las
Chegará o dia em que essas memórias não serão tão presentes
Será quando elas se juntarem às milhões de memórias que formam o [nosso grande mar interior
O mar das memórias, um profundo mar de lembranças
Elas nunca se perdem, elas nunca desaparecem
Elas ficam lá mergulhadas naquele mar
E como são vivas, vez ou outra elas resolvem aparecer
Sem que menos esperemos, elas aparecem
E nos tiram o chão, nos fazem viajar, viajar no tempo
Sem que para isso necessitemos de grandes recursos tecnológicos
E nesse momento, sem que percebamos, as janelas dá alma se abrem
E derramam fragmentos de lembranças, de memórias
Uma gota de uma água salgada, uma gota de nosso profundo mar [interior
O nosso mar de memórias, de lembranças
É, a lágrima vem desse profundo mar, por isso ela é salgada.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Uma carta de Abelardo
Sei que não estou proporcionando a você o que realmente você merece, em vez de dar-te alegrias percebo que cada vez e com mais freqüência fico te enchendo com intensas doses de tristeza. Não pense que isto não me afeta, pois sinto um peso enorme em saber que o maior causador de tudo isso sou eu, é por isso que muitas vezes tento fazer-te perceber que você também erra, não para acusar-te levianamente, mas para aliviar um pouco deste peso que eu mesmo criei.
Sei que errei e que o meu erro causou no nosso relacionamento, que já não era o melhor do mundo, um terremoto, terremoto este que abalou as estruturas naquilo que nós construímos, e no que eu tinha de mais precioso que “era” ou é o sentimento que você têm por mim. Se, já existia uma distância entre nós pela posição que hoje eu ocupo, após você saber desta imperdoável falha, que você, por amor, perdoou, apareceu a pior de todas as distâncias, a distância do teu sentimento por mim, distância que eu deveria mais do nunca tentar amenizar com freqüentes doses de carinho.
Não é fácil levar uma vida aparentemente normal, quanto não a temos e quando não estamos de “bem” com a pessoa que amamos, você fala que fico feliz quando saio com alguém, contudo você não leva em consideração o fato de eu estar apenas tentando amenizar uma dor que só você pode fazer parar.
Eu sou ou estou muito frio com relação aos meus sentimentos, um mal que não desejaria a ninguém, isso machuca muito por dentro pelo fato de tal atitude prejudicar nossa relação, pois o que menos quero é ser causador de mais sofrimento para você. Você deve saber como é. Esta é a maneira que venho usando para impedir que meu sofrimento de não poder assumir este relacionamento e dizer a todos que eu te amo, possa transparecer e eu venha a ter que dar explicações sobre o que estou sentindo. As pessoas aqui percebem isso e é a partir daí que me tacham de misterioso. Pois sabem que tenho algo que não é normal, mas, que não expresso.
O pensamento sobre o futuro é o que mais sonda sobre minha cabeça, sonda com tanta intensidade que acabo deixando de viver o presente, o que me faz viver num mundo de sonhos, utópico, mas quando penso em você como uma das poucas partes deste presente que eu desejo que esteja no meu futuro é que eu penso que o meu sonho já está a caminho de uma plena realização. É por isso que talvez pouco cobro de você. Sinto medo que você como parte concreta e real do meu sonho e parte presente do meu futuro possa se cansar de mim e me abandonar, o que me faria pensar que sonhos são: nada mais, nada menos do que apenas sonhos.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Uma carta para Heloísa
De seu eterno Cúmplice o Pescador que ousa costurar palavras.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Sabemos? (Uma mensagem natalina?)
Sabemos da inúmera quantidade de charlatanismo que provocam em nós certa insensibilidade às mazelas vividas por muitos.
Sabemos que muitos passam realmente por essa situação em que a perspectiva de uma vida digna é uma mera ilusão.
Sabemos da grande quantidade de famílias que vivem em seu mundo repleto do bom e do melhor.
Sabemos que muitas dessas famílias não vêem nada além do seu mundo, que, enquanto vão para os shoppings durante a madrugada das vésperas de natal para comprar os luxuosos presentes natalinos, inúmeras famílias não têm sequer uma alimentação básica para cear com os seus.
Sabemos que as compras de um natal não solucionariam os problemas do mundo e nem as quero condenar, e muito menos quem as fazem.
Sabemos que não devemos esperar esses momentos para lembramos ou não dos que passam por uma vida desumana.
Sabemos, e muito bem, o que devemos fazer.
Sabemos muitas alternativas que ajudariam na construção de sociedade mais igualitária.
Sabemos que para transformar uma realidade tão cruel não bastam escritos bonitos que nos comovam ao lê-los, mas que nos excite à prática da mudança.
Sabemos que isso não mudará por causa do espírito natalino e nenhum espírito de períodos passageiros mudará.
Sabemos, sabemos e sabemos.
E o que fazemos?
Essa resposta precisamos saber.
Sabemos que não basta saber.
Precisamos saber que saber vai além do saber.
E que quem sabe concebe,
E quem concebe é porque gerou,
E não consigo conceber que alguém com saberias queira gerar um mundo tão desigual.
Já estamos fartos de saber
Precisamos partir para o fazer.
E para isso uma antiga canção já dizia:
Que “quem sabe faz a hora e não espera acontecer”.
Vem, vamos embora que ainda nos falta saber, saber uma coisa: Saber fazer.
Não desejarei um feliz natal, mas desejo que você encontre a felicidade na construção de uma sociedade mais humana.
E quando chegar o natal percebermos que para alcançarmos realmente um "natal feliz" temos que trabalhar intensamente e que pode não ser tão fácil, mas o importante é não deixar de tentar.
Para podermos dizer em coro um dia: feliz natal! E o Natal seja realmente feliz.
Desejo a você ótimos anos de: estudo, trabalho, luta, conquistas, saúde, paz, risos, beijos, carinhos, cuidados, cumplicidade e que 2010 seja apenas o 1º ano dessa grande missão em que todos/as devem assumir a sua parte!
E, até o Natal Feliz! Onde além do nascimento da criança da esperança, bebemoraremos o nascimento de uma nova sociedade.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Tua Marca
Quanta saudade dos teus beijos
De tuas mãos à noite me acariciando
Dos meus olhos à noite te velando
Do meu corpo o teu aquecendo
De nós juntos saciando nossos desejos
De sermos uma só matéria
De nossos corpos se preenchendo
De nossa vontade louca de nos entregarmos
E eternamente nos amarmos
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Agora só o amor
Vejo recompensa em tanta beleza encontrada
Após tantas desilusões
Vejo os tantos momentos inesquecíveis
Após choros e lágrimas
Vejo os tantos sorrisos encontrados
E tantos abraços recebidos e dados
Após, tantos após...
De frente com decisões
Diante de tantas invasões
Sentimentos estranhos
Tentei fugir e me esconder
Medo e insegurança
Parte integrante de mim
Dominadores e dominado
A flor murcha no vaso
O som silenciado da presa
E eu pseudo feliz
O amor
Que dúvida cruel
Ser e não ser
Fim de questão
Descobrir-me amante
No amor coragem
Medo não combina com amor
Em mim uma força irradiante
Medo e insegurança não me dominam mais
Agora só o amor
Amar incondicionalmente exige fundamentalmente coragem
Só os corajosos são capazes de amar verdadeiramente.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Resposta
De repente fui dominado por uma incontrolável ansiedade
Cada segundo se tornou eterno
A ansiedade me embriagou e comecei a criar coisas
Simular situações
Mas, o que me levaria a ficar assim?
Não escrevi nada de mais
O que estaria por trás daquela mensagem?
Que influência estranha sobre mim
Meu corpo estremece
Não consigo parar de pensar
A mensagem!
Ela foi lida? Foi entendida? Como foi lida? Como foi entendida?
Porque enviei?
A ansiedade virou angustia
Que não consegui controlar
Quantas questões em minha mente
Quantas dúvidas rondam meus pensamentos
Só uma coisa explica esta confluência de sentimentos
Que me tiram a paz
E que me fazem esquecer que a paciência é uma virtude
Escrevi esperando uma resposta.
Nota:
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Esta costura faz parte do acervo de textos inacabados do Pescador.
Costura Explicativa 8 - Sábado e Domingo e o ócio produtivo
O sábado e domingo é um tempo de ócio , tempo de esperar ser visitado por uma nova inspiração para as postagens da semana seguinte, entre ...