Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Costura Musicada - Sol de Primavera (Beto Guedes)


Começa setembro e iniciamos o mês com uma Costura Musicada, e a de hoje é, Sol de Primavera, de Alberto de Castro Guedes, mais conhecido como Beto Guedes*, mineiro lá do norte de Minas, da minha querida Montes Claros. Nascido dia 13 de agosto de 1951, mesmo dia em que meu pai aniversaria, Beto Guedes é cantor, compositor e multi-instrumentista e mais um dos grandes nomes que fez parte do movimento musical Clube da Esquina ao lado de  Milton Nascimento, Lô Borges e Fernando Brant.

Sobre a Costura Musicada - Sol de Primavera: esta canção já tinha um valor especial para mim, por sua beleza e sua imensidão de simbolismos, sempre a usei em reuniões e encontros de formação pastoral por trazer inúmeros elementos que nos possibilitavam refletir sobre nossa atuação, nossa prática. E sempre que entra setembro, é inevitável lembrar-me dela, hoje, com certa tristeza que aperta o peito. Além de um choro preso na garganta pelas recordações que ela me traz de um grande cúmplice que partiu (Dom Mauro) nas vésperas da primavera que setembro sempre traz.  Hoje, a primavera sempre me traz a imagem dele, suas lembranças e as lembranças tristes do dia em que ele partiu.

Mas, o que me leva a lembrar desse grande cúmplice quando ouço essa canção? No dia de seu encantamento, fui invadido por uma tristeza profunda.  Ele vinha para Belo Horizonte participar de uma atividade pastoral, dessas que citei anteriormente, e que costumo usar canções como a costura musicada de hoje. Então fui encarregado de fazer um vídeo em sua homenagem, tarefa árdua, cada imagem que buscava para usar no vídeo trazia uma imensidão de lembranças que eu não conseguia conter as lágrimas. Com a seleção das imagens pronta e o áudio da reflexão proferido por Dom no acampamento Igreja Jovem, também selecionado, era a vez de escolher uma canção que pudesse falar do sentimento de habitava em nós, com aquela perda. E, “Sol de Primavera” caiu perfeitamente na construção daquela homenagem. Assim, essa bela canção ganhou um significado para além do que ela já representava em minha vida.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Costura Musicada - Onde Deus possa me ouvir (Luciana Mello e Vander Lee)


A costura musicada de hoje demorou a sair e vem neste final de dia como resposta a este dia que aos poucos foi ficando nublado para mim. Quem canta para nós é Vander Lee, autor e intérprete da canção, acompanhado de Luciana Mello, cantora, compositora e apresentadora, que empresta seu charme e bela voz para abrilhantar a costura musicada desta segunda-feira.
Sobre a Costura Musicada: Onde Deus possa me ouvir. Essa costura musicada, tem sido uma grande companheira, sobretudo, nos dias em que os sentimentos de tristeza tentam invadir meu coração. Aqueles dias em que precisamos apenas de um colo de mãe para nos fazer cafuné e chorar, como fazíamos quando crianças sem medo da censura de quem por ventura nos visse chorar. Sem se preocupar com essa ideia de que homem não chora. Ou o colo de um/a cúmplice que nos acolha o pranto, sem nada perguntar ou mesmo dizer, apenas nos acolher no aconchego de seu abraço.
Certos momentos em nossa vida, tudo chega de uma vez e te pressiona exigindo uma resposta ou mesmo uma atitude que parece que nem Deus nos consegue ouvir. Não conseguimos dimensionar ou mesmo ter controle sobre a confluência de sentimentos que habitam em nós e gritam por emergir, fazendo nosso mar interior transbordar e nos turvar a visão. E não há nada que se possa fazer, além de deixar que o pranto venha e amenize a dor que não conseguimos compreender, sobretudo, quando a única coisa que nos resta é nossa cama vazia da companhia do meu riso.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Costura Encadernada - O Menino Sem Imaginação (Novaes, Carlos Eduardo)


A Costura Encadernada desta terça-feira é O Menino sem imaginação, de Carlos Eduardo de Agostini Novaes*, carioca, nascido no bairro da Tijuca, formado em Direito em Salvador pela Universidade Federal da Bahia, se firmou como um de nossos mais aclamados escritores, e que teve seu início na imprensa no jornal carioca Última Hora. Possui um estilo provocativo e com um humor mordaz.

Esta costura encadernada possui uma leitura de fácil entendimento, na qual há predominância da linguagem coloquial, ela não trás novas palavras, mas trás ideias de podem ajudar quem lê a expressar melhor a fala no seu cotidiano. Esta costura é recomendada a todos os públicos, mas acredito que os diversos educadores podem usá-la fomentar o debate desta questão entre os educandos.

É um bom instrumento para iniciar o debate sobre a influência da mídia televisiva em nosso cotidiano, em que a vida real é deixada de lado, para se viver a mercê do que vê na TV. Pois, a televisão pode sufocar a imaginação das pessoas, alienando-as e impedindo o acesso ao universo cultural que é muito mais enriquecedor do que a limitada tela de TV. Ela passa tanta informação em tão pouco tempo que as pessoas apenas absorvem o que vêem sem parar para pensar sobre aquilo tudo.

Considerando que olhar à TV produz uma grande concentração, pois envolve a constante composição das linhas de imagens, argumentos e ruídos, e que pode atrofiar nossa imaginação, a leitura parece ser a melhor opção para aqueles que desejam desenvolver a criatividade, alcançar o sucesso profissional e acima de tudo espiritual. No entanto se não for revelado aos adolescentes e jovens, ou mesmo às crianças, em casa ou na escola, os encantos da leitura, esses grupos, tão importantes em nossa sociedade, vão preferir sempre assistir televisão. Usando as palavras do autor, “é muito mais fácil formar um telespectador do que um leitor” (NOVAES, 1997:149).

Sobre a Costura Encadernada: O Menino Sem Imaginação. Esta costura conta de maneira muito criativa a história de uma família que, obrigada a viver sem a telinha, se vê constrangida a mudar seu dia-a-dia. No meio de toda essa mudança está Tavinho, um garoto que não tem imaginação criativa e que só é capaz de reproduzir aquilo que já viu antes, de preferência na televisão, ou seja: imaginação reprodutiva ou memória visual. 
O menino adora ver TV, e quando crescer seu desejo é sair da escola para não precisar fazer mais deveres e poder assistir televisão de manhã, de tarde e de noite. Nas férias passa dias interirinhos na frente da telinha, só sai para ir ao banheiro. Só compra aquilo que vê nos comerciais, e adora o sistema de vendas diretas em que o locutor ordena “ligue já!”
O garoto estabelece com os três aparelhos de TV que possui em seu quarto, uma relação como se eles fossem membros da família e os chama de Babá, Plim-Plim e Fantástica. Tavinho vivia feliz com a vida que levava, até o dia em que após uma pane no sistema de telecomunicações (anomalia magnética) o Brasil inteiro fica sem televisão. 
O fenômeno vira o país de pernas pro ar, afinal, como viver sem TV? Provoca uma tragédia nacional e leva a população a manifestar atitudes de dependência da TV. Muitas delas vão ao desespero e à beira da loucura, dentre elas estão aquelas que só conseguem dormir “vendo” televisão. Outras, não suportando a ausência das imagens e a solidão, se suicidam. Surgem novas doenças relacionadas com a falta da TV, e consequentemente novos produtos e serviços para preencher o vazio deixado por ela. O movimento nas farmácias era intenso, muita gente apresentava sintomas negativos provocados pela falta de TV. A grande maioria não sabe o que fazer sem as imagens da telinha e, num ato de desespero, correm para as locadoras de vídeos (que em pouco tempo ficam vazias) na tentativa de satisfazer suas necessidades audiovisuais.
Enfim, essa situação cria um drama na família de Tavinho, que estava reunida impacientemente para assistir o jogo do Brasil justamente quando a TV escureceu. E neste enredo segue o desenrolar da Costura Encadernada de hoje: O Menino sem imaginação é uma crítica bem-humorada à nossa sociedade atual em que a TV ocupa lugar central na vida de muitos o que pode provocar a falta do poder criativo que as leituras dos livros sempre nos possibilitaram desenvolver. Fica aqui a dica desta prazerosa leitura.(Adaptação do Resumo desta Costura Encadernada que está disponível em: Yahoo respostas)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Costura Musicada - Felicidade (Marcelo Jeneci e Laura Lavieri)



Nesta segunda-feira a Costura Musicada é Felicidade de Marcelo Jeneci*, cantor, compositor e multi-instrumentista, nascido em São Paulo e é um dos grandes nomes da nova geração de compositores brasileiro. Na costura musicada de hoje, junto com Jeneci, temos a participação da jovem e bela cantora Laura Lavieri**, de 23 anos, com sua voz encantadora que dá um tom especial às canções de Jeneci. Destaco que Marcelo Jeneci me foi apresentado por Chiara Campos, uma grande cúmplice e que desde esta apresentação o inclui na minha lista de Costuras Musicadas. 

Sobre a Costura Musicada: Felicidade. Inicialmente fiquei na dúvida qual das canções de Jeneci postaria hoje, pois só uma coisa eu tinha certeza, seria uma das canções do Jeneci. Afinal, ele faz parte de meu repertório de Costuras Musicadas que me fazem viajar, além de ter ido ao Show dele neste final de semana. 
Postar Felicidade, foi uma escolha árdua, queria postar outras como Dar-te-ei, Pra sonhar, Por que nós?, Pense duas vezes antes de me esquecer, enfim, o álbum inteiro é muito bom daí a grande dúvida sobre qual canção postar. Felicidade, ganhou, por trazer elementos que estes dias tenho me debruçado: o valor que damos à nossa vida, a importância dada às coisas que não voltam mais, pois o importante é sabermos o que faremos de agora pra frente. 
O que faremos para que nossa vida seja melhor, mesmo que por algum motivo, em certos momentos, sintamos nossa face molhar? Chorar faz parte, mas sorrir também e depois, como gesto de que tudo passa, "dançar, na chuva quando a chuva vem". Pois, acredito que é "melhor viver meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você". E assim poderemos "rir sem perceber" e que "felicidade é só questão de ser". 
Algo que também me fez postar esta canção foi o que o Jeneci canta em sua Costura Musicada: Borboleta, na qual diz que: "Música é que nem borboleta, ela voa pra onde quer, ela pousa em quem quiser [..]Se traveste na voz de alguém, quando entra dentro da cabeça [...] Te invade, te assalta e te faz refém [...] Às vezes ela é como um ladrão ou como um convidado trapalhão. Depois que entra não quer mais sair, quer repetir, repetir, repetir". Desde o show o retalho: "Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem", não saiu da minha cabeça e me fez refém. 
Quem não conhece Jeneci deixo aqui o link de seu site onde poderá ouvir todas as costura musicadas do álbum: Feito pra acabar. (É só clicar no nome do álbum)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A poesia acontece


A poesia é viva no cotidiano das pessoas e o poeta é um assassino que a traduz em palavras sem vida.

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