Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Costura Encadernada - O Menino Sem Imaginação (Novaes, Carlos Eduardo)


A Costura Encadernada desta terça-feira é O Menino sem imaginação, de Carlos Eduardo de Agostini Novaes*, carioca, nascido no bairro da Tijuca, formado em Direito em Salvador pela Universidade Federal da Bahia, se firmou como um de nossos mais aclamados escritores, e que teve seu início na imprensa no jornal carioca Última Hora. Possui um estilo provocativo e com um humor mordaz.

Esta costura encadernada possui uma leitura de fácil entendimento, na qual há predominância da linguagem coloquial, ela não trás novas palavras, mas trás ideias de podem ajudar quem lê a expressar melhor a fala no seu cotidiano. Esta costura é recomendada a todos os públicos, mas acredito que os diversos educadores podem usá-la fomentar o debate desta questão entre os educandos.

É um bom instrumento para iniciar o debate sobre a influência da mídia televisiva em nosso cotidiano, em que a vida real é deixada de lado, para se viver a mercê do que vê na TV. Pois, a televisão pode sufocar a imaginação das pessoas, alienando-as e impedindo o acesso ao universo cultural que é muito mais enriquecedor do que a limitada tela de TV. Ela passa tanta informação em tão pouco tempo que as pessoas apenas absorvem o que vêem sem parar para pensar sobre aquilo tudo.

Considerando que olhar à TV produz uma grande concentração, pois envolve a constante composição das linhas de imagens, argumentos e ruídos, e que pode atrofiar nossa imaginação, a leitura parece ser a melhor opção para aqueles que desejam desenvolver a criatividade, alcançar o sucesso profissional e acima de tudo espiritual. No entanto se não for revelado aos adolescentes e jovens, ou mesmo às crianças, em casa ou na escola, os encantos da leitura, esses grupos, tão importantes em nossa sociedade, vão preferir sempre assistir televisão. Usando as palavras do autor, “é muito mais fácil formar um telespectador do que um leitor” (NOVAES, 1997:149).

Sobre a Costura Encadernada: O Menino Sem Imaginação. Esta costura conta de maneira muito criativa a história de uma família que, obrigada a viver sem a telinha, se vê constrangida a mudar seu dia-a-dia. No meio de toda essa mudança está Tavinho, um garoto que não tem imaginação criativa e que só é capaz de reproduzir aquilo que já viu antes, de preferência na televisão, ou seja: imaginação reprodutiva ou memória visual. 
O menino adora ver TV, e quando crescer seu desejo é sair da escola para não precisar fazer mais deveres e poder assistir televisão de manhã, de tarde e de noite. Nas férias passa dias interirinhos na frente da telinha, só sai para ir ao banheiro. Só compra aquilo que vê nos comerciais, e adora o sistema de vendas diretas em que o locutor ordena “ligue já!”
O garoto estabelece com os três aparelhos de TV que possui em seu quarto, uma relação como se eles fossem membros da família e os chama de Babá, Plim-Plim e Fantástica. Tavinho vivia feliz com a vida que levava, até o dia em que após uma pane no sistema de telecomunicações (anomalia magnética) o Brasil inteiro fica sem televisão. 
O fenômeno vira o país de pernas pro ar, afinal, como viver sem TV? Provoca uma tragédia nacional e leva a população a manifestar atitudes de dependência da TV. Muitas delas vão ao desespero e à beira da loucura, dentre elas estão aquelas que só conseguem dormir “vendo” televisão. Outras, não suportando a ausência das imagens e a solidão, se suicidam. Surgem novas doenças relacionadas com a falta da TV, e consequentemente novos produtos e serviços para preencher o vazio deixado por ela. O movimento nas farmácias era intenso, muita gente apresentava sintomas negativos provocados pela falta de TV. A grande maioria não sabe o que fazer sem as imagens da telinha e, num ato de desespero, correm para as locadoras de vídeos (que em pouco tempo ficam vazias) na tentativa de satisfazer suas necessidades audiovisuais.
Enfim, essa situação cria um drama na família de Tavinho, que estava reunida impacientemente para assistir o jogo do Brasil justamente quando a TV escureceu. E neste enredo segue o desenrolar da Costura Encadernada de hoje: O Menino sem imaginação é uma crítica bem-humorada à nossa sociedade atual em que a TV ocupa lugar central na vida de muitos o que pode provocar a falta do poder criativo que as leituras dos livros sempre nos possibilitaram desenvolver. Fica aqui a dica desta prazerosa leitura.(Adaptação do Resumo desta Costura Encadernada que está disponível em: Yahoo respostas)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Costura Musicada - Felicidade (Marcelo Jeneci e Laura Lavieri)



Nesta segunda-feira a Costura Musicada é Felicidade de Marcelo Jeneci*, cantor, compositor e multi-instrumentista, nascido em São Paulo e é um dos grandes nomes da nova geração de compositores brasileiro. Na costura musicada de hoje, junto com Jeneci, temos a participação da jovem e bela cantora Laura Lavieri**, de 23 anos, com sua voz encantadora que dá um tom especial às canções de Jeneci. Destaco que Marcelo Jeneci me foi apresentado por Chiara Campos, uma grande cúmplice e que desde esta apresentação o inclui na minha lista de Costuras Musicadas. 

Sobre a Costura Musicada: Felicidade. Inicialmente fiquei na dúvida qual das canções de Jeneci postaria hoje, pois só uma coisa eu tinha certeza, seria uma das canções do Jeneci. Afinal, ele faz parte de meu repertório de Costuras Musicadas que me fazem viajar, além de ter ido ao Show dele neste final de semana. 
Postar Felicidade, foi uma escolha árdua, queria postar outras como Dar-te-ei, Pra sonhar, Por que nós?, Pense duas vezes antes de me esquecer, enfim, o álbum inteiro é muito bom daí a grande dúvida sobre qual canção postar. Felicidade, ganhou, por trazer elementos que estes dias tenho me debruçado: o valor que damos à nossa vida, a importância dada às coisas que não voltam mais, pois o importante é sabermos o que faremos de agora pra frente. 
O que faremos para que nossa vida seja melhor, mesmo que por algum motivo, em certos momentos, sintamos nossa face molhar? Chorar faz parte, mas sorrir também e depois, como gesto de que tudo passa, "dançar, na chuva quando a chuva vem". Pois, acredito que é "melhor viver meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você". E assim poderemos "rir sem perceber" e que "felicidade é só questão de ser". 
Algo que também me fez postar esta canção foi o que o Jeneci canta em sua Costura Musicada: Borboleta, na qual diz que: "Música é que nem borboleta, ela voa pra onde quer, ela pousa em quem quiser [..]Se traveste na voz de alguém, quando entra dentro da cabeça [...] Te invade, te assalta e te faz refém [...] Às vezes ela é como um ladrão ou como um convidado trapalhão. Depois que entra não quer mais sair, quer repetir, repetir, repetir". Desde o show o retalho: "Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem", não saiu da minha cabeça e me fez refém. 
Quem não conhece Jeneci deixo aqui o link de seu site onde poderá ouvir todas as costura musicadas do álbum: Feito pra acabar. (É só clicar no nome do álbum)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A poesia acontece


A poesia é viva no cotidiano das pessoas e o poeta é um assassino que a traduz em palavras sem vida.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Costura Musicada - Traumas (Los Hermanos)



Traumas de Roberto Carlos, é a Costura Musicada desta segunda-feira, interpretada pela Banda Los Hermanos. Roberto Carlos, autor desta canção, dispensa apresentações, mas devo deixar registrado que sou profundo admirador de suas costuras musicadas, e de como ele as costura com maestria, talvez tenha herdado o dom de sua mãe, que assim como a minha, fora costureira.

Já a Banda que interpreta costura musicada de hoje, Los Hermanos, é um grupo que tivemos o prazer ver seu retorno aos trabalhos este ano de 2012, após 5 anos de recesso enquanto grupo, período no qual, alguns dos integrantes da banda puderam dedicar-se em seus projetos pessoais. Os dois vocalistas da banda lançaram, no ano de 2008, seus respectivos trabalhos durante o hiato da banda. Camelo lançou seu disco de inéditas, chamado Sou e outro depois chamado Toque Dela e Amarante se juntou a Fabrizio Moretti, baterista da novaiorquina The Strokes para lançar o projeto Little Joy.

Mesmo em recesso, a banda realizou duas apresentações no festival Just a Fest, nos dias 20 e 22 de março de 2009, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente. Nos shows, abriu junto com a banda alemã Kraftwerk para a banda inglesa Radiohead. Em 2010, a banda deu início a uma mini-turnê pelo nordeste. No mês de Outubro a banda tocou no festival SWU, realizado no interior de São Paulo. Apesar dessa pequena quebra no hiato, nenhuma notícia sobre álbum novo foi confirmada, até a confirmação de uma grande turnê de retorno que aconteceu no primeiro semestre deste ano e foi um presnte para os fãs da banda.

Sobre a Costura Musicada: Traumas. A Costura Musicada de hoje, tem um valor especial para mim, ontem foi dia dos pais e eu não falei com o meu, deixei para ligar depois e depois não pude, pois quando fui pegar o celular para ligar para ele, percebi que tinha esquecido na casa de uma das minhas famílias aqui em Minas Gerais, da qual voltei mais cedo para dar continuidade a costura de meu pai, que iniciei há dois anos, pois hoje, 13 de agosto, este homem que tanto amo, faz aniversário. E ao retomar a costura que iniciei  para homenagear meu pai, busquei ouvir a mesma canção que ouvia quando iniciei tal costura, que nada me ajudou, pois a medida que a ouvia fui lembrando essa figura que tanto amo e admiro, me enchi da saudade que aflora e faz meu corpo tremer de frio e este sentimento me travou a capacidade de transcrever o que sinto por meu pai. Por estar longe de casa, ontem, dia dos pais e hoje, dia do meu pai, não pude e não posso sentir seu cheiro, sentir seu abraço e dizer-lhe o quanto o amo, olhando nos olhos. Assim, para homenageá-lo, mesmo que distante, posto esta Costura Musicada que me faz lembrar dos momentos que pude estar ao lado do meu pai.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Costura Musicada - Meu jardim (Vander Lee)




Sexta-feira chegou e hoje é dia de Costura Musicada. E o compositor e cantor de hoje é Vander Lee, como é conhecido artisticamente, tendo como nome de registro Vanderli Catarina. Vander Lee compõe a lista de grandes artística desta terra que me acolheu (Minas Gerais), e compõe a lista da nova geração da MPB, nasceu em Belo Horizonte, aos 3 dias do mês de março.
Foi nos bares da vida, como já cantou Milton Nascimento, que Vander Lee começou sua carreira. Isso em meados de 1980 e foi em 1986 que gravou sua primeira fita demo (composta de 4 músicas) e no ano seguinte já fazia shows com repertório próprio.
Suas costuras musicadas compõe um mosaico musical, de tão variados estilos, que vão desde o romântico, passando pelo samba até a balada e o que podemos chamar de rock mineiro. Identifico-me muito com suas composições, pois falam das coisas do dia-a-dia, das coisas que gosto de costurar, e sempre expondo seu lado romântico e com valorização do amor.  É possível que muitos não conheçam Vander Lee ou mesmo o tenha escutado, mas chego a duvidar que nunca tenha escutado alguma de suas belas costuras musicadas. Ele já gravou com grandes nomes da MPB, tais como: Zeca Baleiro, Elza Soares, Rita Ribeiro, Emilinha Borba, Leila Pinheiro e Nando Reis. Maria Bethânia e Gal Costa já gravaram canções suas; Bethânia gravou “Estrelas” e Gal gravou a bela costura musicada “Onde Deus possa me ouvir”. Fico por aqui com as informações sobre nosso cantor e compositor de hoje, e deixo aqui minha recomendação de que ouçam Vander Lee.

Sobre a Costura Musicada: Meu Jardim. Esta canção me remonta um tema que gosto muito: Revisão de Vida, prática que aprendi na Pastoral da Juventude e hoje é um dos elementos que trabalhado quando ministro formação sobre Projeto Pessoal de Vida. Meu Jardim, nos fala, através de uma bela melodia e construção poética da importância dessa parada que devemos ter em nossa vida. Na correria do dia-a-dia tendemos não conseguir parar e rever como estamos levando nossa vida. E, hoje, trago esta costura musicada de Vander Lee, pois ela sempre me provoca esse sentimento de parada e revisão de meu projeto de vida, me faz olhar com cuidado para as minhas opções na vida, aquilo que projetei para mim. Acredito que esta canção possa te ajudar, assim como me ajuda, a refletir sobre como estás conduzindo tua vida, ou até mesmo se a está conduzindo ou se estás deixando a vida te levar. Parar é preciso. É preciso limpar aquilo que se acumulou e já não nos ajuda mais seguir em frente. Assim como os jardineiros limpam as sujeiras que ofuscam a beleza dos jardins, precisamos retirar as sujeiras que tiram a beleza de nosso jeito de viver, pois só assim conseguiremos reescrever nosso caminho e ter um projeto de vida que torne nosso modo de viver mais belo e feliz. E não podemos esquecer que nunca é tarde para recomeçar, sejamos os jardineiros de nossa vida, cuidemos da gente como os jardineiros cuidam de cada detalhe do seu jardim.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Junto posso mais


Por vezes, ao pensar o que muitos dizem sobre relacionamento, sobretudo a ideia que nos impõe que temos uma pessoa certa para nós me perco em meus pensamentos ao tentar compreender as ideias correntes sobre esse tema. Tema tão recorrentes e tão difícil, por muitos, de ser administrada. Se é que seja possível, nas dimensões que essa questão é posta que isso aconteça. Penso sobre essa coisa de existir alguém que ainda vamos encontrar e que nos completará e fico a me perguntar: como posso ser metade, se me sinto tão inteiro? Como posso ser completado se não sinto que algo me falta? Seria muita crueldade viver uma vida inteira pela metade se não encontrarmos essa suposta metade que está em um outro, em algum lugar que sabe-se lá se a geografia nos favorecerá.  Afinal, nunca sabemos se vamos encontrar essa nossa metade que está além de nós. E surgem outras questões: as pessoas que vivem sós, seriam pessoas pela metade? Ou seriam seres trasncendentais, completos por essência? Não, creio que nossa visão de incompletude, de busca pela cara-metade esteja equivocada e muitas vezes chega beirar a insanidade. 
E sobre os relacionamentos e nossa vivência neste mundo de experimentação, nos falta compreender o sentido de nossa busca por companhia, que não é uma busca por preencher o que falta em nós, pois somos seres inteiros, completos. Mas sim, a busca por aquilo que desejamos para além de nós, uma vez que somos essencialmente seres de convivência e partilha. Por isso, digo que o que eu busco não é complemento para o inteiro que eu supostamente deveria ser, ou mesmo que os outros acreditam não ser possível ser. Busco expansão daquilo que acredito que deva ser espalhado pelo mundo, busco expansão da minha procura pela felicidade, busco o contagio do riso na vida de todas as pessoas, busco uma vida de harmonia entre os seres e a propagação das minhas mil razões para viver e que percebi que só junto poderei realizar. Pois, junto posso muito mais do que poderia sozinho.

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