Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Grupo de Jovens - Espaço de Convivência

O ser humano é um ser social, necessita de relacionar-se com os demais para se constituir como pessoa. No decorrer da vida e a partir de suas experiências pessoais e em grupo constrói seu sistema de valores e significados constituindo assim, sua identidade. Os jovens que não têm a oportunidade de viver essas experiências importantes para sua formação, acabam por se tornarem pessoas inseguras e se deixam facilmente levar pelos apelos dos meios de comunicação. Por isso, muitos têm dificuldade de dizer não, de assumir compromissos ou posicionar-se criticamente diante da sociedade.

A sociedade vem impondo aos jovens inúmeros desafios. A globalização, o individualismo, a avalanche de informações, a falta de oportunidades, entre outros, faz com que o jovem muitas vezes se sinta sem referência. É aqui que encontramos a necessidade de um espaço onde o jovem possa dar sentido à sua vida. O grupo é um lugar privilegiado para conhecer sobre si, sobre o outro e sobre a sociedade.  

Quase tudo que fazemos, seja na Igreja, na comunidade ou em qualquer ambiente, fazemos em grupo. Percebemos que os jovens buscam a formação ou reafirmação em diferentes grupos – skatista, roqueiro, punk, hip-hop, religioso, etc – com os quais se identificam e partilham objetivos comuns.

Nos referindo aos grupos de jovens ligados às pastorais da Igreja Estes tem uma característica diferente: tem como objetivo central a evangelização de outros jovens na perspectiva da formação integral e do protagonismo juvenil. O grupo segue, de maneira jovem, as orientações da Igreja Católica a partir de suas diretrizes. Assim, o entendemos enquanto um grupo Pastoral.

Podemos destacar três aspectos importantes da vivência grupal:
Proporciona situações onde aprendemos a buscar, juntos, uma solução para os problemas que surgem. Possibilita o crescimento em grupo e em comunidade. Isso pressupõe interesse de todos por problemas e temas comuns. À medida que todos participam, o grupo cresce. Promove espaço de diálogo, no qual todos participam com igualdade, cada um dentro de suas possibilidades e conhecimentos.

Pensando assim, fica fácil compreender, porém não podemos nos esquecer de que a participação no grupo é um processo contínuo de aprendizagem. O grupo de jovens é um espaço para se aprender a sair de um pensamento individual para ações coletivas.
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Costura publicada no Jornal de Opinião Edição  nº 939
Co-autora: Ana Clésia Alcântara (Psicóloga)

sábado, 2 de julho de 2011

Rio Grande do Sul

Cai a chuva, chega o frio
Flores nascem, folhas caem
O espinho machuca a mão descuidada
Ao mesmo em que protege a rosa rara
Pétalas contam se meu bem me quer
E se o mal me quiser, 
Já que não sei cantar, me porei a dançar
Dançarei as melodias do amor
Pois, o amor é sempre o melhor caminho
E toca sempre as notas certas
O acorde perfeito, na mais perfeita harmonia
E o amor não tem fronteiras
É um mar dos sentimentos mais belos
Mar formados por rios que veem de todas as direções
Onde descobri um rio especial quem vem do sul
É um rio grande, e de tão grande
Pequenina fica a minha embarcação
A batida do meu coração
É quem dita o ritmo que a conduz
E não terá correnteza ou mesmo solidão
Que me fará perder a direção
O percurso é longo
E no firmamento está o rumo a seguir
Nas estrelas e no luar que há tempos cuidam de mim
O luar e as estrelas serão meus guias
Até que eu enxergue
O sol que me iluminará a noite fria
Neste rio grande do sul.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Bençãos Junina


Fiz uma fogueira para homenagear São João

Pipoca, pamonha e balão
Fiz a fogueira mais bela
E pedi para chover no sertão
Pedi a São João 
E Santo Antônio, confirmou
Que faça chover no sertão
Como São Pedro mandou
Mas, que a chuva não caia num  lugar
Seja repartida para quem dela precisa
Que a chuva nos banhe de alegria
Com o plantio farto e mesa cheia
Crianças fortes e povo feliz

domingo, 19 de junho de 2011

Cicatriz - Campanha contra a violência doméstica infantil / Movimento de luta contra qualquer forma de violência.


Esta publicação faz parte do Movimento de luta contra qualquer forma de violência. O vídeo trata da violência doméstica praticada contra crianças. A agressão, violência praticada contra crianças deixam marcas indeléveis, marcam para a vida toda. "Algumas feridas não se tornam apenas cicatrizes, ficam marcadas na alma por toda a vida." Não silencie, não deixe impune, denuncie! O seu silêncio é a continuidade da violência. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

É assim que se perpetua a cultura da violência - Movimento de luta contra qualquer forma de violência



É assim que se perpetua a cultura da violência. Hoje lutamos por uma cultura de paz e não violência, e nos deparamos com um episódio lamentável e repugnante como estes. Nenhum lugar deve ser espaço para a violência ou muito menos possibilitá-la, e o educativo, que deveria ajudar a todos/as a ver um mundo melhor, igualitário, livre e democrático, hoje, na PUC-RS, torna-se palco de violência, antieducativo, sectário e antidemocrático.

E, para nós, educadores e cidadãos de direitos, que lutamos a favor da vida, por uma cultura de paz, o acontecido na PUC-RS torna-se motivo de vergonha. Pois, o espaço educativo, é um dos espaços privilegiado para ajudar a juventude a atuar socialmente de forma respeitosa, e com firmeza frente a qualquer forma de opressão e repressão e não ser o promotor de tais atitudes.

Manifesto-me aqui como forma de apoio e solidariedade à Tábata (Cumplíce querida) e a todas as companheiras/os estudantes da PUC-RS, que ao exigirem um DCE mais transparente e um processo democrático para eleição das chapas e das/os delegadas/os do CONUNE, foram covardemente agredidas/os.

Tenho a esperança que este ato de resistência sirva como inspiração à luta contra outros processos desrespeitosos e, que as lutas sejam justas, sem covardia e violência. Sobretudo, violência contra a quem defende o ambiente acadêmico como espaço de transformação social, de construção de outro mundo possível.  

Diante de tudo isso, da luta por um mundo sem violência é que divulgo este vídeo como mais um ato do Movimento de luta contra qualquer forma de violência.

Segue o relato de Maurício Peronte sobre o ocorrido: “Covardia no DCE: agrediram a Tábata e outra estudante que lutavam por uma eleição democrática. Quando apagaram a luz, a Tábata se abraçou na outra garota, pois um dos caras tentou dar um soco nela; se agarraram na urna pra se proteger; caíram e foram chutadas por esses calhordas. Já foi feito o boletim de ocorrência. TODO O NOSSO APOIO PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DO DCE DA PUC. FORA COM ESSES AGRESSORES!!! 

sábado, 11 de junho de 2011

Dia dos namorados ou mais um dia do consumo/capitalismo?


O dia dos namorados.
Este dia só cabe para as pessoas que se enquadram nessa situação, que tem ou são namorados. Não podemos de forma alguma nos sentir menor, inferiores, por não estarmos namorando. Hoje, li em uma atualização de uma amiga no Facebook, que me fez pensar e costurar sobre o assunto, e, para melhor entendermos o que segue descreverei aqui o seu post: Eu não passo o dia do índio com um índio, da árvore com uma árvore nem Tiradentes com o Joaquim José da Silva Xavier então porque tenho que passar o dia dos namorados com um namorado? Mas, ainda assim, se alguém insistir mais de uma vez em me dar presente eu aceito”.

Inicialmente, essa manifestação parece mais um ato de quem lamenta o fato de todos terem com quem passar esse dia e a pessoa não. Mas, devo dizer que é isso que o sistema em que estamos inseridos quer que sintamos. Sei que isso não é o caso da minha amiga, pois a conheço bem e sua frase final, Mas, ainda assim, se alguém insistir mais de uma vez em me dar presente eu aceito”, mostra o real motivo de seu post, que é fazer piada e, diria mais, apresenta um sutil sarcasmo sobre este dia e reforça o que seguirá. E foi a íntegra de sua mensagem que me motivou a desenvolver essa costura e por isso vou usá-la para tecer as palavras que seguem.

O dia do índio, da árvore e até de Tiradentes, são datas criadas para valorização do que: o índio, a árvore e o Tiradentes representam.

Índio: o respeito, a valorização e o reconhecimento das comunidades indígenas, dizimadas por ocasião da invasão de suas terras, ao que chamam de "descobrimento do Brasil".

Árvore: faz-nos lembrar, já que temos a memória curta, de que os recursos naturais são finitos e é preciso cuidar da vida no planeta e lutar contra a exploração e desmatamento indiscriminados em prol do capital.

O mesmo segue para o Sr. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, esse dia deve-se ao reconhecimento de sua luta em prol da libertação, por mais contestável que seja, de um povo, das amarras dos mesmos "descobridores do Brasil”, os mesmos responsáveis pelo desaparecimento de tantas comunidades indígenas.

O dia dos namorados, esse sim, merece seu questionamento, sua indignação, não por não poder ou dever passar esse dia com um namorado, mas por esse dia ser mais um dia do capital, o mesmo capital que outrora incentivou a invasão das terras do sul da América Latina e hoje, faz com que nossa fauna e flora sejam extintas.

O dia dos namorados é mais um dia para se comprar presente e fazer lucrar o sistemas capetalista e fazer com que quem não tenha namorado ou namorada, sinta-se menor, diferente, fora do sistema, fora de órbita e acabe por usar argumentos nem sempre adequados, como o uso de datas de valorização de povos e lutas merecidamente reconhecidas como igual as datas unicamente frutos do e para o capetalismo.

Ou seja, só passa o dia dos namorados com um namorado quem o tem, ou até quem o pode passar, no sentido corporal, uma vez que o mesmo sistema que nos incita estar com o namorado, comprar presente e por aí segue, é o mesmo sistema que nos obriga a trabalhar para ser alguém em sua lógica, ou seja, ter dinheiro. Passar o dia dos namorados com um/a namorado/a é uma situação conseqüente de se ter namorado, o dia não pode ser superior ao relacionamento, o dia está para o relacionamento e não o contrário, como nos quer fazer sentir o sistema capetalista.

Assim, essa data deveria ser, em vez de um lamento por quem não tem namorado/a, mais um dia para lutar pelos direitos de vida e liberdade que as referidas datas anteriormente citada representam, o dia do índio, da árvore e de Tiradentes.  E, a lógica da mensagem que motivou esta costura, se enquadraria muito bem, a outras datas, se não criada pelo capitalismo para incentivo do consumo e gerar dependência dele, como o natal e o papai noel, e o nascimento de Jesus substituído pelos presentes, a páscoa e o coelhinho, e a ressurreição trocada pelo chocolate, e até o dia das mães, data dedicada a tantas lutadoras que diariamente labutam para educar seus filhos em um mundo que incita ao individualismo e ao consumo inconseqüente. 
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