Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Para amantes à distância...


Os caminhos da vida que percorremos serão sempre desconhecidos. Por mais que outras pessoas os tenham percorrido, sempre serão desconhecidos. Nossa singularidade, não permite que eles sejam repetidos.

Somos únicos e por onde caminharmos daremos um jeito próprio a este caminho que ninguém conseguirá repetir. Por isso nos arriscamos a envolver-nos em novas relações. As relações passadas tiveram seu momento, sua importância e sua significância. Elas muito nos ensinaram e talvez até nos amedrontem, mas os “românticos são loucos e desvairados”, por isso se envolvem sem medo de uma nova decepção.

Não é apenas a loucura que nos leva a tentar novamente. São as pessoas que encontramos pelo caminho que nos levam ao desejo de tentar mais uma vez. Elas despertam em nós os sentimentos que estão no âmago de nosso ser. Fazem-nos querê-las. Conseguem alcançar os sentimentos que ora estavam adormecidos, mas sempre a espera de serem despertados. E, quando o Encontro acontece, o que menos queremos é que ele acabe. Isso torna a relação única. Com a marca daquele encontro, único. Pois, cada relação tem sua intensidade, e cada encontro é testemunha disso. Cada encontro traz seu kairós, que nos deixam marcas indeléveis.

O encontro aconteceu e a relação começou. O desejo é intenso de estarmos juntos e não nos separar. Mas, a singularidade da nova relação pode trazer elementos, tristes e muitas vezes dolorosos, apesar dos momentos lindos e maravilhosos que passarmos.
Em um dia como hoje, um dia especial, dia de estarmos pertinho da pessoa amada, muitos amantes são abraçados pela distância. Quando isso acontece, este dia se configura como o dia saudade. E só os nossos sentimentos poderão nos confortar. E, nos fazem encontrar saídas para estas convenções sociais.

O dia do namoro, do amor, assim como nossas relações, encontros e caminhos que percorremos, são frutos de nossa vivência. Pode ser que não estejamos juntos da pessoa amada nestas datas sociais, como hoje, mas já tivemos nossos vários momentos juntos que transcendem a qualquer data social.
Temos o nosso dia, aquele que é só nosso, meu e de quem amo. Que acontece a cada encontro. E quando ele chegar, assim como sempre fazemos quando reencontramos a pessoa amada, aí, nós comemoraremos não só o dia, mas cada instante em que estivermos juntos.

É neste dia que para muitos se torna marca de uma data especial, que devemos enviar a quem amamos, e que está longe, um gesto de carinho e cuidado, aquela frase que só nós sabemos usar. Para, assim, oferecer a nossa amada ou ao nosso amado, um momento de alegria e embelezamento deste dia que para nós, amantes à distância, se torna o dia da saudade.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Distância


Ao lembrar que já a tive em meus braços

Choro em um silêncio profundo

Te deixei para trás, o causador foi o mundo

Pobre de mim sou infeliz não nego

Ingrata foi a distância que te arrancou de mim

Oh minha amada!

Posso ouvir, falar, chorar e até gritar!

Mas, do que me importam os sentidos?

Se não posso tê-la novamente em meus braços

E não consigo me libertar dessa paixão...

Que me devora o coração.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Ontem

Você me pareceu tão doce

Eu acreditei em tuas palavras

Teu choro pareceu-me súplicas

Fica comigo! Não me abandone!


Olho e vejo em um passado tão próximo

Aquilo que você me prometeu

Olho e vejo em um passado tão próximo

Você me dizendo extasiadamente

Você é minha vida!


Te encontrei e tudo foi desfeito

Pois, tuas juras de amor não mais existem

Isso tudo que acreditei...

Ficou no ontem.

domingo, 7 de junho de 2009

Lágrima


Ela parece um nada

Tememos encontrá-la

Mas, ela chega e não pede passagem

Ela chega e invade

Não queremos que alguém a perceba

Isso parecerá fraqueza

E por mais que não se queira

Será melhor que ela apareça

Para que do fundo liberte

E nosso peito não mais aperte

Isso é um pouco de tudo que exala

A força de uma lágrima.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O Pescador


Segredo

Não estranhe...
Se eu não aparecer em teus sonhos,
Se não sentir meu cheiro quando uma lembrança vier em seu pensamento,
Se não sentir minha presença protetora e forte quando estiveres com medo,
Se não sentir meu afago e consolo quando estiveres triste,
Se não sentir a maciez de meus lábios quando sentires desejo,
Se não sentir minha mão tocando a tua quando estiveres em um passeio,
Se não sentir meus abraços quando precisar de carinho,
Se não sentir o calor de meu corpo quando sentires frio,
Se não sentir meu corpo juntinho ao teu quando fores deitar,
Se não ouvires mais a minha voz te dizendo em sussurros, juras de amor, ao ouvido,
Se não sentir meu cuidado quando todos parecerem te esquecer,
Não me culpe,
Não fui eu que fui embora,
Eu ainda estarei ali,
Olhe em volta,
Se nada mais sentir e perceber,
Te contarei um segredo,
E não sofra por isso,
O amor acabou...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aconchego

De tudo, o que me resta é a solidão,
Viajei o infinito e encontrei decepção,
De tudo que acreditei o certo foi ilusão,

Como voltar a acreditar no inacreditável,
Se da certeza a verdade é o contrário?

Procurei em todos os findos do inalcançável uma resposta,
E na busca por resposta me deparei com a confluência de indecisões infinitas,

De tudo, o abandono seria o certo,
Não olhar para trás e ver o que não há mais,

E, ao olhar para o âmago do meu ser lá encontro,
A única certeza inquestionável,

De tudo tentei dizer,
A todos tentei definir,
E, quando mais próximos estávamos, menos era possível ver e saber,

Na decepção julguei e magoei,
Na mágoa agredi e me feri,
E o maior sofrimento não estava lá, mas aqui, dentro de mim,

No reconhecimento da limitação o perdão,
Nas palavras a esperança,
De um sim ou de um não,

Sim! Perdôo-te, Não! Não estou magoado,

Como gesto de reconhecimento recitamos lindas palavras,
Pelo sim e pelo não,
As palavras não,

O que se espera não poderá ser dito,
O que se espera só poderá ser sentido,

E, o que era solidão,
Encontrará abrigo no aconchego de um sincero coração.
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