Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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Eu sempre estive perto de você

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A relação perfeita

Você já parou para imaginar como seria se as relações amorosas começassem pelo fim? Você deve estar se perguntando: como assim começar pelo fim? É isso mesmo, começar pelo fim, o início será o final e o final será o começo.
Calma! Vou explicar melhor, esse final que é começo e esse começo que é final pode confundir as coisas.

Vamos viajar. Todos preparados para embarcar? Cuidado para não tropeçarem e cair, não quero ter que pular na água para salvar algum aprendiz de pescador desastrado. Todos/as a bordo? Agora vamos navegar.

Pois bem, nos últimos anos fui muito procurado por pessoas que nunca tinha tido contato, por pessoas que conheci em minhas navegações e também por amigos e amigas de perto e de longe, todos procuravam partilhar um pouco de sua vida com esse simples pescador que ousa costurar. Ao falarem de seus projetos de vida muitas coisas bonitas eram reveladas, para mim só o ato de sonhar já traz em si uma beleza transcendental, o ato de sonhar é a capacidade de dizer à vida que sabemos por onde queremos navegar.

Tripulantes, pescadores e pescadoras, meus cúmplices, ao ouvir falarem da vida, de seus projetos, algo me chamou atenção, foi recorrente em muitas das partilhas os problemas vividos nas suas relações amorosas, como não conseguimos dar conta daquilo que envolve as coisas do coração. Conseguimos enfrentar verdadeiros maremotos em nossa vida, como se fossemos verdadeiros marujos, mas quando isso mexe com a dimensão afetiva não passamos de marinheiros de primeira viagem.

Enfim, observando os inúmeros sofrimentos causados por essa dificuldade de lidar com as coisas do coração, o não saber a hora de dizer: “eu te amo”, de não saber a hora de dizer: “basta” ou mesmo de se entender que o “acabou, não dá mais” que por ventura venhamos a receber me levou a repensar a lógica das relações amorosas que estamos habituados.

Ao repensar essa lógica fui levado a um mundo paralelo, é bom ressaltar que não precisei de nenhum auxílio alucinógeno para isso, por um instante pude contemplar o mundo da pura existência (explicar esse mundo caberá a outra costura). Nesse mundo as existências conviviam, relacionavam-se e se amavam sem restrições, parecia uma grande união amorosa, e era isso mesmo, todos eram amantes. Ali a morte não existia, a morte era nascimento e o nascimento era a morte, mais uma coisa de louco, mas lá tem suas razões de ser assim. E, entender esse mundo é fundamental para entendermos as relações amorosas em nosso mundo.

O mundo que visitei é a eternidade. Assim, como todos os seres ali eram eternos, para que experimentassem a morte era necessário nascer humano e viverem todas as dores e alegrias da mortalidade. Então nascer para um ser eterno é morrer, e morrer é nascer, nascer para eternidade. Aqui está à grande resposta que buscamos e por hora isso basta.

Vamos avançar em nossa costura.

Diante dessa nossa origem, acredito que o amor deveria acontecer às avessas, só assim não teríamos tantos casais amantes se separando e sofrendo.

Somos frutos da eternidade e para ela um dia voltaremos. Quando vivemos na eternidade vivíamos em uma grande união amorosa. Sendo assim, ao nascermos, nascemos de uma separação, separação das relações que estabelecíamos na eternidade, e por que não dizer: divórcio. Para nascer nos divorciamos de nosso amor na eternidade. Nesta lógica, todos somos divorciados, eis o início da relação amorosa em nosso mundo.

O passo seguinte se dará no reencontro, no reencontro com nosso amor o passo a ser dado é o casamento. Antes de qualquer coisa, case-se. Não precisa saber nada do ser amado. Apenas que é necessário casar.

Casados virão às crises da descoberta do outro, brigas, partilhas, sexo e cumplicidade também, até o momento em que perceberão que é necessário noivar, aí as coisas começam a ficar mais tranquilas, ambos já se conhecem, os corpos se desejam ardentemente, a vida gira em torno da realização mútua e assim planejam juntos os tempos bons que virão.

Então noivos, sentirão a necessidade de namorar, e assim, se tornam namorados, não querem mais sair um de perto do outro, os desejos pessoais se confundem com os desejos do outro, não sabemos mais nada: "qual é meu desejo?, "qual é o desejo dela?". Nós nos desejamos, o sexo fica mais gostoso, o toque acalma, o cheiro inspira, o beijo nos tira do mundo e a presença nos completa.

Após esse passo entramos na etapa da paquera, onde começamos a valorizar as coisas mais simples e talvez as mais belas, andamos rindo a toa pelas ruas, aquele olhar de longe preenche a necessidade que temos do outro, os bilhetinhos, mensagens de e-mail ou celular nos fazem voar alto, o tchau e o sorriso dado ao longe nos satisfaz e nos enche dos mais belos sonhos. Assim terminaria a relação perfeita, “sonhando a vida e vivendo os sonhos”.

Uma dica: não peça ninguém em namoro. Quando encontrar a pessoa amada, diga: case-se comigo! Quero namorar você.
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