Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Costura Encadernada - O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

Esta semana, elegemos a saudade como nosso tema, e eis que me deparei com uma indagação prática: qual será a costura encadernada desta terça-feira? Então, busquei entre minhas leituras, a costura mais apropriada para postar hoje. E qual foi a minha surpresa? Não consegui pensar em outra que não fosse a Costura Encadernada - O Pequeno Príncipe, do eterno sonhador e menino *Antoine de Saint-Exupéry, grande costureiro e entre suas habilidades está a ilustração e sua grande paixão, a de dominador dos ares, sonho de infância e que ao realizar o consagrou como ótimo piloto. Nosso costureiro de hoje, nasceu aos 29 dias de junho de 1900, na cidade de Lyon/França. E partiu para a eternidade aos 31 dias de julho de 1944 no mar mediterrâneo. Partiu realizando o que mais gostava de fazer, voar. E em sua partida está uma coincidência com o seu personagem mais famoso e, para mim, autobiográfico, o Príncipe Menino. Pois, assim como o Príncipe menino desapareceu dos olhos do piloto que se revelou seu cúmplice, Exupéry desapareceu, sobrevoando sobe o mar mediterrâneo, nosso costureiro de hoje desapareceu dos nossos olhos.

Sobre a Costura Encadernada - O Pequeno Príncipe. Na semana da saudade, o que me levou a escolher esta costura encadernada como postagem desta terça-feira, neste ateliê? Creio que a essência das palavras costuradas nesta encadernação foi a grande motivação. Pois, O Pequeno Príncipe, nos impulsiono mais que a um olhar interior, nos impulsiona a um olhar para o nosso ser da infância, este ser que muitos de nós esquecemos no tempo, no passado. Ele nos provoca a nos aventurarmos nessa viagem no tempo em busca deste ser, muitas vezes, perdido. Ele nos provoca o desejo de resgatar e nos devolve este mistério da infância.

É a busca dos sonhos esquecidos, dos planos guardados, que a adultez nos furtou. E ao navegarmos por esta costura, nos saltam estes sonhos e planos de outrora. Os detalhes das coisas simples que nos faziam sorrir e sonhar. Voltam em lembranças e reacendem nossos sonhos infantis, abrem o baú, há tempos, esquecidos e revelam as inocências acomodadas, hoje, quase transparente que já não conseguimos ver, sobretudo quando por serem ofuscadas pelos compromissos da vida adulta que nos faz viver numa intensa pressa o nosso dia-a-dia.

Nesta costura, é possível perceber o intenso frio (saudade) sentido por Exupéry, por isso fui conduzido, de alguma forma, a postá-la hoje, na semana da saudade. Percebemos a saudade que ele sentia do menino sonhador, aventureiro e puro, perdido em algum lugar no passado. Quando adentramos nesta costura, resurgem as recordações escondidas. É possível reconfortar o nosso coração ao reencontrarmos nossa meninice esquecida que nos faz inverter a lógica das coisas. E voltamos a escutar a voz dos animais e das flores, a cor de um sorriso, o perfume da lua e das estrelas, e som dos guizos das folhas embaladas pelo vento. E nada será comum, pois tudo está carregado da singularidade do que o gerou e o fez existir.

Acredito que esta costura, é capaz, de nos fazer romper com a lógica que fomos levados a viver, onde o outro é obrigado a seguir um padrão e modelo, que cria a ideia de um SER diferente e nos faz esquecer, que não existem seres iguais e muito menos seres diferentes, pois somos todos únicos, sobretudo quando nos deixamos cativar e nos percebemos cúmplices. Que nos faz chorar quando chega a hora da partida e nos restará apenas as lembranças e saudade que nos fará companhia.  

Enfim, melhor parar por aqui, esta costura me provoca tanta coisa que me empolgo ao costurar meus comentários sobre ela. E assim, deixo aqui minha recomendação de que você possa fazer sua aventura nesta Costura Encadernada. Caso não tenha o exemplar, é só clicar aqui e baixar o arquivo em PDF ou nos títulos  demarcados.

*Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry foi o terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe.

Apaixonado desde a infância pela mecânica, começou por estudar no colégio jesuíta de Notre-Dame de Saint-Croix, em Mans, de 1909 a 1914. Neste ano da Primeira Guerra Mundial, juntamente com seu irmão François, transfere-se para o colégio dos Maristas, em Friburgo, na Suíça, onde permanece até 1917. Quatro anos mais tarde, em abril de 1921, Antoine inicia o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo, depois de reprovado nos exames para admissão da Escola Naval.

A 17 de junho, obtém em Rabat, para onde fora mandado, o brevê de piloto civil. No ano seguinte, 1922, já é piloto militar brevetado, com o posto de subtenente da reserva. Em 1926, recomendado por amigo, o Abade Sudour, é admitido na Sociedade Latécoère de Aviação (depois conhecida como Aéropostale), onde começa então sua carreira como piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar, na mesma equipa dos pioneiros Vacher, Mermoz, Guillaumet e outros. Foi por essa época, quando chefiou o posto de Cabo Juby, no sul de Marrocos e então uma colónia espanhola, que os mouros lhe deram o cognome de senhor das areias. Permaneceu 18 meses no Cabo Juby, durante os quais escreveu o romance Courrier sud ("Correio do Sul") e negociou com as tribos mouras insubmissas a libertação de pilotos que tinham sido detidos após acidentes ou aterragens forçadas.

Após seus quase 25 meses na América do Norte, Saint-Exupéry retornou à Europa para voar com as Forças Francesas Livres e lutar com os Aliados em um esquadrão do Mediterrâneo. Então com 43 anos, ele era mais velho que a maioria dos homens designados para funções, e sofria de dores, devido às suas muitas fraturas. Ele foi designado com um número de outros pilotos para pilotar aviões P-38 Lightning.

A última tarefa de Saint-Exupéry foi recolher informação sobre os movimentos de tropas alemãs em torno do Vale do Ródano antes da invasão aliada do sul da França ("Operação Dragão"). Na noite de 31 de julho de 1944, ele decolou de uma base aérea na Córsega e não retornou. Uma mulher relatou ter visto um acidente de avião em torno de meio-dia de 1 de agosto perto da Baía de Carqueiranne, Toulon. Um corpo não identificável usando cores francesas foi encontrado vários dias depois a leste do arquipélago Frioul sul de Marselha e enterrado em Carqueiranne em setembro.

O alemão Horst Rippert assumiu ser o autor dos tiros responsáveis pela queda do avião e disse ter lamentado a morte de Saint-Exupéry. Em 3 de novembro, em homenagem póstuma, recebeu as maiores honras do exército. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa de Marselha. Seu corpo nunca foi encontrado.
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