Aqui você poderá encontrar muito de mim e espero com isso revelar o que ainda não sabe sobre você. Calma, aqui não será um espaço esotérico. Mas, acredito que no contato com o outro/a descobrimos quem verdadeiramente somos. Sinta-se a vontade em viajar comigo nesses escritos e saiba que o conhecimento é um processo, é uma construção, em que todos/as nós fazemos parte das diversas etapas de sua edificação. Participe desta aventura, venha pescar comigo nesse grande mar que é a vida, onde costuraremos histórias e reflexões acerca dos nossos sentimentos, pensamentos e das coisas da vida, as coisas do dia-a-dia que nos rodeiam.

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sábado, 17 de julho de 2010

O frio faz coisas como essa!

Nos últimos dias aqui na terra das alterosas, de belos horizontes, nestes tempos de dias frios, de produção acadêmica árdua, mas muito prazerosa, muitas pessoas se junta a mim em meus pensamentos, pessoas presentes e outras mais presentes ainda, entre estas últimas, estão aquelas que já se encantaram e aquelas que estão longe. E esta distância não me permite ligar e dizer: “o que você vai fazer hoje?” “Vamos sair?” “Vou passar aí pra te dar um abraço”. Ação que só é possível aos que estão mais próximos.

Contudo, perto ou longe, é muito gostoso ligar e dizer aquelas coisas que dizemos a quem não podemos mensurar valor, por serem seres tão raros e preciosos. Só lamento não poder fazer isso aos seres raros que já se encantaram, mas, que de alguma forma se tornaram mais presente do que aqueles/as que ainda gozam da arte de viver e, com isso, acredito serem capazes de sentir a falta que eles nos fazem através do aperto que esta falta provoca em nosso coração. E como seres encantados podem escutar o que nossa alma diz nos momentos em que nosso coração anuncia o frio que estes seres provocam em nós.

Nestes últimos dias em que o sol se faz presente, nesta terra de dias frios em que tenho me dedicado em costurar um pouco sobre a vida de um pedaço que compõe o grande mosaico que é a juventude brasileira, três seres encantados estiveram e estão muito presente neste processo de costura acadêmica: Vi (Mamãe), Gigi e Dom. Pessoas que muito se dedicaram, se doaram e amaram a juventude. E, essas pessoas dedicaram-se, doaram-se e a amaram a juventude até o fim. E com suas vidas doadas sempre me inspiraram e me animaram em minha dedicação e doação no serviço a juventude que tanto amo.

Foi em meio a esses exemplos de vida e que se fazem presente em minhas memórias que busquei em meus arquivos lembranças destas pessoas tão raras e que me ajudaram a ser o que sou hoje. Ao buscar essas lembranças me deparei com uma conversa que tive pelo MSN com Gis em um de seus dias de labuta, dias que apesar da correria sempre tirávamos pequenos espaços de tempo, mas valiosos, para dizer algo, um ao outro. Resolvi, conservando a essências das palavras a mim dita por Gis naquele dia, postar o diálogo que tivemos neste espaço em que divulgo minhas costuras.

Diálogo entre cúmplices!

Entre suas tarefas diárias um dos dois cúmplices resolve pausar o que fazia para fazer algo sagrado na sua relação com seus cúmplices, dialogar, mesmo que a distância. O diálogo inicia como se os dois estivessem um ao lado do outro. Sabe quando estamos juntos com alguém, conversando por bastante tempo e por algum instante ficamos sem dizer qualquer coisa e a outra pessoa (ou nós mesmos), do nada, chama atenção e diz algo e nós fixamos o olhar nela e esperamos que ela continue a dizer? Foi assim que se iniciou aquele diálogo em que parecia que ambos estavam dizendo um ao outro, olhando nos olhos.

Gisley diz:
To aqui pensando...

Juventude diz:
No que?

Gisley diz:
Se existisse rosa negra. Ela seria ainda mais provocativa que a vermelha!

Juventude diz:
Depende...

Gisley diz:
De que?

Juventude diz:
Pense comigo: as coisas que parecem ser exceções, raridades, costumam provocar mais.

Gisley diz:
É verdade. Eu sou atraído por raridades!

Juventude diz:
As rosas “Todo Ano”, por exemplo, não chamam tanta atenção, devido nascerem o ano inteiro.

Gisley diz:
Ok.

Juventude diz:
Então, as rosas negras provocariam mais se essas fossem raras. Fico imaginando o que poderia tornar a rosa negra além de mais provocativa que a vermelha, torná-la rara.

Gisley diz:
Diga! Como?

Juventude diz:
Tenho duas idéias, rsrsrs. Uma delas não me agrada muito, mas vou dizer.

Gisley diz:
É, diga, estou curioso para ouvir, ou melhor, ler, rsrssr

Juventude diz:
A primeira seria que as rosas negras só nasceriam em determinado local e não seria possível ser plantada em outro lugar, contemplar só seria possível indo até ela neste local determinado, tipo nas terras de uma ilha de difícil acesso, rsrsrs, essa idéia é que não me agrada muito, pois, só poucos teriam oportunidade de contemplar tão bela e rara obra da natureza.

Gisley diz:
Eu também não gostei dessa, algo tão belo e raro não pode ser exclusividade para poucos contemplarem, mas, se fosse assim, deveria estar entre os direitos humanos contemplar pelo menos uma vez na vida as rosas negras, rsrsrs, fico até imaginando o escrito, rsrsrs, “Todo ser humano não pode passar pela vida sem ter contemplado, pelo menos uma vez, as rosas negras”, mas, continue, quero ouvir a outra idéia.

Juventude diz:
Somos loucos, rsrsrs, e essa viagem está gostosa demais. Então vamos à outra idéia, a segunda seria assim, as rosas negras poderiam nascer em qualquer lugar, mas elas não seriam possíveis nascer em qualquer tempo do ano, mesmo que se tentasse reproduzi-las.

Gisley diz:
E...

Juventude diz:
As rosas negras seriam as flores mais efêmeras, elas só nasceriam na primavera e desabrochariam na noite de lua cheia e seu tempo de vida seria o percurso da lua na órbita celeste, começariam desabrochar às 6 horas da noite, ou seria da tarde? Sei lá, não importa!

Gisley diz:
Isso mesmo, não importa, continue... 18 horas do dia, rsrsrs

Juventude diz:
Ok, Elas começariam a desabrochar às 18 horas do dia e a meia noite elas estariam completamente desabrochada (seria o espetáculo mais lindo da natureza), e neste momento elas começariam a perder suas pétalas, com a última pétala caindo às 6 horas da manhã, ou seria madrugada, rsrsrs, brincadeira, rsrsrs. Seria isso, mas, uma coisa em relação às rosa, seja ela negra, vermelha, amarela ou outra cor, é muito interessante. Mesmo que ela não seja rosa será sempre rosa.

Gisley diz:
Que bom viajar assim... Só isso pra me livrar dessa rotina enfadonha!

Juventude diz:
Fiquei imaginando aqui o que isso provocaria na humanidade. Acho que isso dá uma costura: “A revolução da rosa negra”, rsrsrs. Mas, isso fica para outro diálogo. Até outro dia... Cuide-se e procure descansar um pouco, beber em boa companhia seria uma boa pedida, rsrsrs

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E assim, os cúmplices concluíram seu diálogo, ação indispensável na relação entre cúmplices. E para eles, sagrada.

Desde que tive esse diálogo com Gis, contemplo os jardins de forma diferente, os contemplo em busca de encontrar uma rosa negra, ainda espero um dia encontrar. E se alguém encontrar alguma por aí, não deixe de avisar, quero poder presentear a este ser que foi uma rosa negra em minha vida de tão rara pessoa que foi.

Beijos meu grande cúmplice, nossas viagens, é uma das coisas que mais sinto falta e me faz sentir esse frio em dias tão ensolarado, rsrsrs, sem contar os bares da vida...

domingo, 4 de julho de 2010

A descoberta do amor

O mar de palavras era onde costuma mergulhar diariamente, a cada mergulho, novos saberes preenchiam sua pequena fonte interior, que, dialeticamente, ajudava com cada gota lançada em direção ao mar em que costuma mergulhar, a formar o mar de seus mergulhos diários.

Após um dia intenso de mergulhos em suas leituras, escritos e refluxos mentais, o jovem escritor, parou. Parou irrompido por um pensamento intromedito, daqueles que chegam sem pedir licença, sem pedir permissão para virem à tona. Apenas chegam e se instalam.

Agora, seu mar, seus escritos, seus refluxos mentais, não tinham mais lugar em seus pensamentos, que só se ocupavam em pensar em sua amada, que contraditoriamente ou não, talvez fosse a grande inspiração e motivação para seu envolvimento tão sagrado com o mar de sua “adoração” diária.

Estava pensando nela, quando subitamente algo o irrompe o pensamento, era a voz de sua amada, que como uma espada afiada o cortou a alma, ao ouvi-la dizer: “Esta tudo acabado, não dá mais”. Mas, a chama do amor que queimava em seu peito, o tranqüilizou, e o fazia dizer a si mesmo: “Ela vai voltar atrás”.

Olhou a sua volta e tudo pareceu perder o sentido e indagava-se: “Como caminhar sem ela? Ficarei perdido! Agora, só, aqui estou, sem alguém para amar”. O jovem escritor não sabia os reais sentido de amar, não sabia que para amar, não precisava estar junto da pessoa amada, pois, o amor é gratuito, e apenas a existência dela é suficiente para que o sentimento dentro de si permaneça vivo. Seu sofrimento, o fazia fixar-se, na louca espera do telefone tocar.

O telefone tocou e o despertou de seu pensamento sufocante, o que mais desejava e temia aconteceu, o telefone tocou naquele instante. Era um toque assustador, que quebrou o silêncio e o fez voltar, acordar do pesadelo que estava vivendo, mas, aquele toque parecia ser pior que os pensamentos que o sufocavam.

Então desejou loucamente que aquele telefone não tocasse mais. Buscou no âmago de sua alma coragem e o telefone resolveu atender. Foi nítido o ar de decepção em seu semblante, não era ela. O telefone tocou novamente, mas quando atendeu, ninguém falou. Cansado de esperar, decidiu ligar.

Quando ela atendeu, seu corpo estremeceu, sua emoção foi tanta que sua voz ficou presa e nada conseguiu dizer. Mas, ela ao atendê-lo e percebê-lo mudo, não o entendeu e começou a brigar. E as palavras bonitas que ele pensou em dizer caíram ao chão e as outras que esperou ouvir foram só ilusão.

E, em meio a essa grande decepção, percebeu que não estava mais no coração de sua amada, e ao perceber isso ficou profundamente magoado, e pior que a mágoa em seu coração despedaçado e machucado, foi ter que entender que tudo tinha acabado.

Então, escreveu: “que o amor que sinto em meu ser me seja suficiente para cuidar de ti mesmo na distância que agora terei que conviver; que meu amor seja suficiente para jamais esquecer que tudo valeu a pena, mesmo depois de tamanho sofrimento que sinto agora; o amor jamais irei negar e muito menos condenar; para amar, em troca, nada preciso esperar”. Neste momento, o jovem escritor, entendeu o que era o amor, o que era amar e que seu mar de palavras jamais lhe proporcionaria tão grandioso conhecimento e só no mar da vida e da experiência sincera dos sentimentos, estaria a maior sabedoria que o ser humano seria capaz de alcançar.
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